Mais uma etapa na estrada da vida completa hoje a santanopolitana, do signo de Libra e sob proteção de Oxumaré, Ana Maria Nascimento.
Que todos os seus sonhos sejam realizados e todos os seus desejos sejam alcançados. Feliz aniversário!
Mais uma etapa na estrada da vida completa hoje a santanopolitana, do signo de Libra e sob proteção de Oxumaré, Ana Maria Nascimento.
Que todos os seus sonhos sejam realizados e todos os seus desejos sejam alcançados. Feliz aniversário!
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| Cristina |
Comemoram mais um ano de vida as santanopolitanas, do signo de Libra e sob proteção de Oxumaré, Cristina Melo Bautista, Euclenildia da Silva Rabello (Nídia) e Jamile Menezes Garrido.
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| Nídia |
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| Jamile |
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| 02/09/1927 - 17/10/2022 |
As revoltas explodiam em diversos lugares, e, em 1821,
no Arraial da Ponta da Baleia, hoje Itaparica, o cirurgião Luiz Gonzaga da Luz
criou a Campanha da Independência, onde se alistou Maria Felipa. Integrada à
luta, tempos depois, vamos encontrá-la, liderando 40 valentes mulheres, na
Praia de Manguinhos, onde estava ancorada a Canhoneira Dez de Fevereiro. Era o
dia Io de outubro de 1822. Este dia ficaria marcado por nele ter
ocorrido o primeiro dos ataques nativos às 42 embarcações portuguesas. A líder,
Maria, chamou duas das suas comandadas e ordenou que estas chegassem próximas
dos vigias da canhoneira, os portugueses Araújo Mendes e Guimarães das Uvas,
atraindo-os para uma armadilha. Esbanjando feminilidade as nativas seduziram os
vigias, conduzindo-os para um local um pouco distante, com promessa de sexo
fácil. Os homens, ao tirar as roupas, foram surpreendidos por um grupo de
mulheres que os surraram com galhos da planta chamada cansanção, repletos de
espinhos. Após acabar com a vigília dos invasores, as “vendetas” (era assim
chamado o bando de mulheres liderado por Maria Felipa) tomaram o navio de surpresa,
enquanto a maioria dos tripulantes dormia, e atearam fogo à embarcação.
Depois do sucesso desta missão, as “vendetas”, lideradas por Maria
Felipa, ganharam o respeito e a companhia de homens nativos, mulatos e índios.
Unidos, partiram para a destruição das embarcações portuguesas, ancoradas nas
imediações da ilha, que aguardavam a ordem para invadir Salvador e reprimir as
ações pela independência baiana. Sorrateiramente, os guerrilheiros se
aproximavam dos navios e os incendiavam, causando baixas significativas na
marinha portuguesa. Incansável, Felipa estava sempre à frente do seu pequeno
exército mambembe, sendo suas maiores armas o denodo e o desassombro. Conta-nos
Xavier Marques em seu romance “O Sargento Pedro” que os homens estavam se
preparando para enfrentar um ataque português cavando uma trincheira na praia,
iluminados apenas por uma tocha em mãos de Maria quando um deles disse: Estou
cavando a minha cova!” ao que, de pronto, a mulher respondeu: Cave, não para
ser a sua cova, mas a dos portugueses...”
Itaparica conseguiu resistir a quatro assaltos, um atrás do outro, graças à tenacidade e uma organização de guerrilha: quando os portugueses estavam chegando, eles mandavam sinais, se escondendo nas trincheiras cavadas na praia.
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| Capas de livros que contam sobre Maria Felipa |
Incansável, ajudando ao tenente João das Botas, Maria Felipa estava em todos os lugares à frente dos seus combatentes. Além dos feitos de batalha, ainda distribuía mantimentos tomados dos inimigos, enviando-os para cidades do Recôncavo, como Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Nazaré, Salinas das Margaridas, Cruz das Almas e outras. Portando armas simples e galhos de cansanção, e incendiando navios com tochas feitas de palha de coco e chumbo, à falta de armas mais eficientes, tornou-se o povo itaparicano fundamental para a Independência da Bahia e do Brasil. O pequeno exército de moradores era formado por um grupo de mulheres e homens de diferentes etnias: brancos, negros, mulatos, índios, enfim todos os que quisessem resistir aos invasores. São muitos os feitos desta mulher e foram inúmeros os desafetos que acumulou por seu denodo e bravura.
Diversas são as histórias que se contam sobre a participação dos ilhéus de Itaparica. São fatos que enchem de orgulho o povo nativo por seu papel na libertação brasileira do jugo português.
HISTÓRIAS E LENDAS
Algumas delas: Uma imagem de Nossa Senhora da Piedade foi trazida para a ilha e depositada em um nicho na praia pelo Visconde do Rio Vermelho. Era Nossa Senhora da Piedade, a protetora dos pescadores, marisqueiras e de toda a população pobre da ilha. Estes a veneravam em todos os momentos: Antes de ir pescar, quando os filhos nasciam, na hora da morte, os nativos sempre pediam socorro à santa. Contam os mais entusiasmados, o que naturalmente se tomou uma lenda itaparicana: Nossa Senhora, em pessoa, lutou contra os portugueses em defesa do povo da Ilha. Alguns chegam a afirmar ter acontecido a intervenção divina no processo de Independência, porque no ano de 1823 viram uma mulher que, ao levantar os braços, fazia as balas de canhão cairem ao mar sem alcançar terra firme. “Os nativos juram que não sabiam de quem se tratava até que, ao fim do dia, deram-se conta de que o Oratório de Nossa Senhora da Piedade estava aberto e a imagem estava suja com a areia da praia”, afirma Augusto Albuquerque. Lendas ou não, quando o visconde morreu, seus descendentes quiseram retirar a imagem do nicho na pedra, onde se encontrava por gerações e gerações. Quando a polícia foi cumprir as ordens de sequestro da santa, Maria Felipa e suas seguidoras se postaram diante da imagem, impedindo isto e faltou coragem aos militares para tirar Nossa Senhora da Piedade do seu lugar. Aliás, a santa ainda está no altar da capela construída em honra da padroeira...
Relatam ainda: ela, Maria Felipa,
costumava remar sua canoa onde ficava sabendo das novidades sobre a guerra,
levando as informações de volta à resistência em Itaparica. Quanto ao seu rosto
desconhecido, numa tentativa de reconstitui-lo, a artística plástica Filomena
Orge o fez a partir de memórias narradas, citações literárias e arqueologia.
CONCLUSÃO
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| Maria Felipa por Filomena Orge |
Transcrito da Rev. IHGFS -E de Santana-N. 16
RAYMUNDO LUIZ DE OLIVEIRA LOPES
e-book, clique em cima e-book em letras diferentes e abre toda a "Revista MESTRAS HOLÍSTICAS E OUTRAS CRÔNICAS"
Os seres humanos constituem o Movimento Espírita. Já a Doutrina pertence aos Espíritos tal qual fora apresentada ao seu mentor maior, Allan Kardec, que a codificou, apresentando as suas idéias. A definição é de ninguém menos que o festejado líder espírita Divaldo Pereira Franco. Em entrevista exclusiva concedida ao professor e igualmente espírita Raymundo Luiz Lopes, que promoveu recentemente a vinda deste ilustre feirense para ser homenageado pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Divaldo Franco transmite uma mensagem muito própria para os tempos de turbulência que enfrentamos. Garante que o “Espiritismo possui todos os requisitos para reverter a atual crise que assola a Humanidade.” E mais adiante, recomenda: “ Ame em qualquer circunstância, disputando a honra de ser você aquele que doa, que desculpa, que constrói o bem”

Raymundo Luiz Lopes e Divaldo Franco na
Livraria da Mansão do Caminho (junho de 2002)
O Missionário da Paz
Próximo à Praça da Sé, descortinava-se o prédio do IPASE,
extinta repartição pública, onde trabalhava minha tia, Hildete Pompa, chamada
carinhosamente de Detinha, e que tinha como colega Divaldo Franco. Não sei
quantas tardes, semanalmente, estava lá, brincando com a máquina de escrever e
mostrando deveres da escola a ela. No meio da tarde, a gente ia merendar nas
lanchonetes e passeava na rua Chile, o coração palpitante da velha Salvador.
Nunca pensei que aquele rapaz elegante, tão amigo da minha tia, com o qual ela
se aconselhava, de vez em quando, fosse se tornar um renomado espírita. E muito
menos pensava que, anos mais tarde, seria um dos seus admiradores. Mas, afinal,
quem é Divaldo?
Em Feira de Santana, no dia 5 de maio de 1927, nasceu Divaldo Pereira Franco. “Di” era seu nome para os familiares e amigos íntimos. Desde menino, demonstrava rara sensibilidade. Vivia feliz no seio de sua família que, apesar das dificuldades, era unida. O menino Di adorava brincar e ficar no quintal. A beleza da natureza o encantava. O verde da mata, as flores exuberantes, um córrego de águas límpidas, um pôr-do-sol dourado e o som de sinos que vinha de longe motivavam a imaginação do menino. Tudo isso enlevava sua alma infantil, além da distração com o doce “espírito-criança”, Jaguaraçu. Uma programação das entidades superiores já se fazia visível no desenvolvimento espiritual de Divaldo. Sua mãe nunca o abandonou. Mesmo depois de desencarnada, acompanhava e visitava seu filho, o que contribuiu, afora outras ajudas, para a superação de crises interiores e obstáculos de toda ordem. Cursou a Escola Normal de Feira de Santana, recebendo o diploma de professor primário. Sua iniciação religiosa deu-se na Igreja Católica, porém, continuava a ter visões. Nos anos 40, inicia, com segurança, a prática mediúnica, desenvolvendo-se cada vez mais, tanto no sentido físico, quanto no espiritual, anunciando, assim, missões futuras.
Mudando-se para Salvador, conhece Nilson de Souza Pereira,
companheiro eterno e D. Nanã que contribuiu na sua formação espírita. Junto com
Nilson e outros amigos, aprofunda-se no estudo da Doutrina Espírita, aplicando
o conhecimento adquirido para autodesenvolver-se e atender aos necessitados,
conforme sua destinação. Em 1947, ao lado de afeiçoados, funda o Centro
Espírita Caminho da Redenção. Em 1951, com coragem e força de vontade, inaugura
a Mansão do Caminho. Daí em diante, como obreiro de Cristo, empenha-se
arduamente nas tarefas da mediunidade e nas assistenciais, envolto pelo véu da
mensagem de Allan Kardec: “fora da caridade não há salvação”.
Vários espíritos se apresentaram ao menino Di, que evoluindo
interiormente desde as primeiras aparições e comunicações, passou pela
adolescência com determinismo e chegou à fase adulta consciente de seus
compromissos éticos. Joanna de Ângelis é uma constante em sua vida. No último
livro, Triunfo Pessoal, da série psicológica, a mentora fundamentada,
principalmente, em Jung, discerne sobre questões do Bem e do Amor, da criatura
e do Criador.
Saltitando pelas antigas vielas e trilhas da ex-pacata cidade
de Feira de Santana, no devaneio por entre a natureza do quintal de sua casa e
estudante atento da antiga Escola Normal Rural de Feira de Santana, o menino
resolve pôr seu leme para Salvador, movimentando-se da metrópole baiana para o
Brasil e para o exterior, tornando-se Cidadão do Mundo.
Por certo, a analogia que encontramos entre Fernão Capelo
Gaivota, da obra de Richard Bach, e o médium é pertinente, visto que, ambos
voam, cada um a seu modo, superando as mazelas da vida, em vôos sempre mais
altos.
Com nítida visão sobre os horizontes e pés plantados na
terra, Divaldo é um SER AGLUTINADOR. Um SER de CUIDADO.
Faço minhas as palavras de Chico Xavier “Divaldo tem uma
estrela na boca”. Com a licença do querido Chico, completo: “Ele tem cinco
estrelas no céu da boca”. E acrescento: “Divaldo é o trator de Deus na mata da
vida”. (Chico Xavier)
Posso afirmar, convicto, que “a causa de Divaldo Franco
estende-se além do campo espiritista. Tendo como meta a conscientização do
homem, aplica, de várias maneiras, a mensagem do Evangelho: “Conhecereis a
Verdade e a Verdade vos Libertará”, “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao
próximo como a ti mesmo”, mostrando que cabe ao ser humano (re)descobrir o seu
papel neste planeta chamado Terra. O seu compromisso é altamente significativo,
como obreiro da fraternidade, da solidariedade, do respeito entre os povos, no
atendimento das necessidades básicas do homem, no alcance da almejada Paz. Uma
conduta voltada para o bem, rompendo as algemas materiais do “demasiadamente
humano” eleva-se em degraus espirituais, sustentado por ações ético/fraternais,
num processo autoconsciente e revelador de seu papel como um dos construtores
de uma nova ordem social, vivenciando, assim, os princípios da Doutrina
Espírita, codificada por Allan Kardec.
A noite de três de julho de 2002, no CCAAm, - inesquecível, imperdível. Quando Divaldo Franco disse “Professor Raymundo, meu amigo, meu benfeitor...”, controlei a emoção e as lágrimas, diante de tão notável humildade. Lá fora, o sopro do frio de inverno. Mas, dentro do Centro Cultural, em todo o recinto, a atmosfera era cálida, primaveril, com anjos tocando harpas e flautas. Intenção e concretização de mãos dadas, unidas, na presença aglutinadora de Divaldo Franco, sob as retinas da Universidade que lhe abriu as portas e de todos os que foram vê-lo e abraçá-lo. O bom e o meigo olhar superam os olhares de soslaio e dúbios. Lembrar é uma forma de amar.
Guarde na memória tudo que foi bom, e aprenda com o que foi menos bom. Agora começa mais um ciclo, aproveite e desfrute dele o melhor que conseguir.
ESTEVAM PEDREIRA MOURA, nasceu
em Santo Estevão (BA), no dia 04 de agosto de 1909. Desde criança Estevam
demonstrou pendores para a música. Um professor da cidade ensinou-lhe os
primeiros rudimentos musicais, do que mais tarde tornou-se um grande
musicista, compositor, professor e maestro. Fez parte da Filarmónica de Santo
Estevão, onde tocava clarineta. Foi convidado para dirigir a Banda de Música
de Bonfim de Feira, onde conheceu a jovem Regina Bastos de Carvalho,
pertencente a uma família tradicional da cidade e se apaixonou por ela, tal
qual nos romances machadianos, casaram-se no ano de 1931, e deste matrimónio
nasceram dois filhos: Olga Maria Moura Dórea e Ernani de Carvalho Moura.
Foi funcionário
público, na função de Guarda Municipal por muitos anos.
Recebeu o convite para reger a Filarmónica de Conceição de Almeida. Depois veio para Feira de Santana, em 1935, onde fixou residência. Aqui exerceu a maestria da Filarmónica 25 de Março, no auge do seu funcionamento. Criou, juntamente com Georgina Erismann, Gerson Simões e Profª. Carmem, a Escola de Música para crianças, que ensinava piano, violão, flauta, etc.
Foi
professor de música no Ginásio Santanópolis. Era autodidata e lia muito, por
isso tinha uma cultura muito profunda. (conhecia as biografias dos grandes
compositores e musicistas do Brasil e também do mundo.
Era considerado o homem dos sete
instrumentos. Tocava órgão, clarineta, violão, piano, saxofone, flauta e
violino. Era compositor de mão cheia. Compôs muitos dobrados, marchas, hinos,
óperas, músicas populares e pela influência americana, compôs jazz, fox e
músicas de ritmos espanhóis. Era perfeccionista. Lia. e relia as suas
partituras, até ter certeza que estavam boas.
Fez composições com João Barbosa de
Carvalho, também musicista c compositor. Compôs ainda, em parceria com Gérson
Simões, a melodia “Fascinação”, quando em viagem para a cidade de Santo
Estevão.
Gostava de homenagear pessoas,
denominando as músicas com os seus nomes. Para o grande amigo Arnold Ferreira
da Silva compôs um dobrado, a fim de homenageá-lo no dia do seu aniversário,
que coincidentemente era o mesmo dia do seu.
Homenageou o filho, que tinha por apelido
“Tusca”, com um dobrado.
Prof. Estevam Moura trajava-se
elegantemente com ternos de linho diagonal branco, impecavelmente engomado e não
dispensava o uso de um chapéu “Panamá”.
Suas obras: “Hino da Padroeira Senhora
Santana, “Ave Verum”, “Tantum Ergo”, “Hino da Vitória”, “Constelação”, que na
opinião de sua filha Olga é o mais bonito e dezenas de outras músicas
espalhadas por este Brasil inteiro.
Teve uma vida breve. Morreu no auge da
sua carreira, já consagrado pelo seu brilhante talento musical. Prof. Estevam
Moura foi um dos grandes gênios, que a Feira conheceu.
Faleceu no dia 08 de maio de 1951.
Fonte: Lélia Vitor Fernandes de Oliveira