Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

sexta-feira, 31 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO DE LOURDES


Comemoram mais um ano de vida os santanopolitana, geminiana, sob proteção de Oxumaré, Lourdes Tavares Carneiro. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO TÂNIA


Tânia Carneiro Franco acumula mais um ano na sua trajetória de vida, torcemos para que a santanopolitana, geminiana, sob proteção de Oxumaré, faça este périplo com saúde e paz.

PASSAMENTO DE EMILSON



Faleceu esta madrugada o santanopolitano Emilson Fernandes Falcão. Nos juntamos à família na dor da perda.
O velório esta acontecendo no Hospital D. Pedro de Alcântara.
O enterro será amanhã às 10:00 horas, no Cemitério da Piedade.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO DE LÍCIA E LINA

Lícia

Comemoram mais um ano de vida os santanopolitanas, geminianas, sob proteção de Oxumaré, Lícia Maria Cotrim Rizério de Souza e Maria Lina de Souza Carneiro. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.

Lina

REVEILLON DE 1956


SOCIEDADE

Escreveu EME PÊ[1]

        Ajeitei o colete e segui rumo ao aristocrático Tênis Club, a fim de passar as últimas horas do ano de 56 e receber esperançosamente “1957”, em companhia da sociedade local. Logo na entrada do Clube, encontrei-me com Washington Trindade, que me convidou a sentar à sua mesa. Precisamente zero hora, o ambiente transformou-se em Carnaval. Aí então pude notar com que alegria a srta. Terezinha Bulos despedia-se da vida de solteira. Os Drs. Aguinaldo Bezerra, Francisco Pinto e Alberto Oliveira, brincavam animadamente. Em meio à alegria reinante, recebi amável convite do sr. Carlos André Cerqueira Tourinho, para que fizéssemos um brinde às srtas. Maria Ângela, Ana Maria Oliveira e dra. Maria Eunice Oliveira. Grande foi minha surpresa quando a srta. Beíca me ofereceu um cigarro americano, colorido. Honrou com sua presença esta festa, o sr. Artur Andrade, que foi escolhido um dos 10 mais elegantes de Aracajú. Representando a nova geração de brotos, lá estava Sonia Sarkis ostentando elegantíssimo vestido. Pena que todos não pudessem observar o seu vestido, pois a mesma permaneceu quase todo o tempo sentada, por sua livre e espontânea vontade, convém esclarecer.  As srtas. Anita Morais e Denise Contreras trajavam elegantíssimos vestidos de gaze. As sras. Edithe Boaventura e Wilma Lima, trajavam lindos vestidos de renda.
        A sra. Lourdes Nogueira Assis, merece registro especial, pois seu vestido em tafetá natural e gaze, estava simplesmente encantador. Forte candidata às 10 mais elegantes de Feira.
        Notei ainda a presença do sr. e sra. Fernando Alves, sr. e sra. Willy Azevedo e sua flôr azul, a srta. Lolita, srtas. Marisa Souza, Juracy Simões, Ana Lúcia Lacerda, Lúcia Cerqueira, dr. Jakson Amaury, Fernando Bulos José e Manoel Falcão, Dorival Dórea, além de outras pessoas. Apesar das mil maravilhas que me rodeavam, não estava eu completamente feliz, lamentado a ausência do casal Guilardo Portugal. Às 6 horas da manhã, dirigi-me para casa, recebendo no corpo cansado, os primeiros raios do sol de 57.



[1] ME PÊ, como está assinado na coluna de Eme Portugal, o colunista social mais famoso de Feira de Santana. Matéria publicada em janeiro de 1957 no jornal “Folha do Norte”.


terça-feira, 28 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO DE CÍNTIA


A santanopolitana, geminiana, sob proteção de Oxumaré, Cíntia  Maria da Silva e Souza, anivaersaria hoje. Parabéns, saúde e paz, nosso desejo.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO DE VANJA


Vanja Simões Dias é a santanopolitana, geminiana, sob proteção de Oxumaré, aniversariante de hoje. Parabéns e esperamos replei deste evento por muito tempo.

domingo, 26 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO DE ANA


Comemora mais um ano de vida a santanopolitana, geminiana, sob proteção de Oxumaré, Ana Maria d'Oliveira. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

O NECESSÁRIO PARA SER MÉDICO

GERALDO LEITE é médico, foi
10 Reitor da UEFS, Ex-Diretor  da
 Escola Baiana de Medicina e Saúde
Pública. Membro das Academias:
Baiana de Medicina, de Cultura da
 Bahia  Internacional de Letras,
 Ciências e Artes da Argentina da
 Educação de Feira de Santana
 (atualmente é Vice-presidente) e
Feirense de Letras, além de membro
 do Instituto Baiano de História da
Medicina e Santanopolitano





Gastão Guimarães viveu em Feira de Santana, na primeira metade do século XX. Chegou em 1916 e permaneceu pelo resto da vida, prestando inestimáveis serviços aos pobres e necessitados.
Durante as epidemias de varíola e “cólera morbus”, respectivamente em 1920 e 1934 e 1935, socorreu a maioria das vítimas. Algumas acometidas da forma mais terrível, a pneumônica; nestes casos, além de socorrer os doentes, levava, às suas custas, seus amigos e familiares para se vacinarem em Salvador.
Fez da profissão um sacerdócio. Por ocasião do seu jubileu de formatura - em dezembro de 1937 - a efeméride foi comemorada por sete dias.
Sua morte, ocorrida em 24 de agosto de 1954, causou comoção pública. A massa humana que compareceu ao ato fúnebre se apossou do ataúde e o levou, à mão, de sua residência até o Cemitério da Piedade.
Outros médicos humanitários se tornaram famosos em Feira de Santana: REMÉDIOS
MONTEIRO, SABINO SILVA e FERNANDO JOSE DE SÃO PAULO.
Em 1978, disse o Prof. JOSÉ SILVEIRA: “Inesperadamente as cousas se transfiguraram. O médico, de carinhoso, dedicado e bom, passou a ser visto como um interesseiro vulgar, frio, desumano,
desidioso e incapaz. Por que tudo isso? Tão grave e singular problema, que fere e abala os alicerces de nossa vida profissional, está a exigir, com urgência, uma análise cuidadosa e responsável, um julgamento equânime e seguro, de onde possam partir soluções justas c salvadoras”.
           Afinal, o que mudou? O médico, ou a medicina? O médico, ou as condições de trabalho? O que se deve fazer, para contornar tão grave situação?
          Para ser médico, acredito eu, o candidato deve ser compreensivo e humilde, viver em harmonia com variados tipos humanos, gostar da análise e da reflexão, ter amor ao estudo, atualizar o conhecimento, ser persistente, valorizar o próximo - amando-o e respeitando-o - e ter, acima de tudo, mente aberta, firmeza de caráter e retidão de conduta.
O primeiro passo para o sucesso é ter vocação. Na génese deste ideal, há, naturalmente, a influência de modelos. O Prof. ADRIANO PONDÉ serve de exemplo. “Com simplicidade, disse ele, declaro que praticar a Medicina foi a minha primeira ambição consciente, estimulada com o exemplo aliciante de meu pai. Assim, nasceu a vocação, o apelo para uma determinada forma de vida. Em meu pai conheci a completa personificação do verdadeiro clínico pelo saber, nas qualidades do coração e pelos dons do espírito”.
        O ideal, uma vez fortalecido, toma-se imbatível pois resiste ao desânimo. A palavra final fica com o Prof. JOSÉ SILVEIRA, que nos legou a seguinte verdade: “A matéria prima com a qual lidamos é tão pura, tão delicada, e tão transcendente; é um bem de tão alto valor que um deslize, uma falha, qualquer engano, um simples erro justificável pela condição humana, assume proporções dramáticas de uma irreversível catástrofe”.
Cito mais uma vez o mestre SILVEIRA que, durante um simpósio promovido pela Academia de Medicina da Bahia, declarou: “Torna-se necessário indagar - antes de tudo - num cuidadoso exame de consciência, se para exercer tão difíceis e delicados misteres que não dependem apenas de mãos hábeis e adestradas, mas de nobreza d'alma, formação espiritual e alto sentido humano - estamos selecionando com o devido escrúpulo os melhores e os mais capazes”.
Vencida a seleção, o candidato entra na faculdade e se depara com um desafio que o perseguirá pelo resto da vida: desenvolver e aperfeiçoar três qualidades imprescindíveis para a conquista do almejado sucesso: CONHECIMENTO, ATITUDE e HABILIDADE.
CONHECIMENTO é o saber que se adquire no convívio acadêmico. Ele é passado pelos mestres, durante a graduação e os estudos posteriores. É um saber que exige motivação permanente e constante atualização. Para consegui-lo, é imperioso que o estudante frequente com assiduidade as aulas teóricas e práticas, tenha amor aos livros e a outras fontes de informação.
A evolução do saber é tão intensa que um professor universitário renunciou à cátedra, no México, sob a alegação de que, não obstante seu continuado esforço, nunca se sentiu atualizado. E um saber que não tem preço mas, apesar de tudo, não é suficiente. O médico, para ser bom médico, deve ter, além do conhecimento, ATITUDE e HABILIDADE.
A ATITUDE MÉDICA é um atributo próprio de quem exerce a Medicina. É um conjunto de qualidades que acompanha o médico em toda a parte e em todas as ocasiões. Inclui da postura ao traje, o modo de ouvir, de olhar, indagar, apalpar, auscultar, percutir, confortar, aconselhar, agir e sorrir. Ainda ecoa em meu espírito as palavras de JAYME DE SÁ MENEZES: “Não vos esqueçais que se toda a medicina não está na bondade, menos vale quando está separada dela. A ciência poderosa vence, domina, aniquila o sofrimento, e recolhe entre bênçãos o condenado ao último suspiro, mas a bondade mitiga, consola, acaricia e, sobretudo, mente, resignada perante o mal incurável que condena o paciente à morte”.
Sorrir é preciso. MOLIÈRE recrimina o médico sisudo dizendo: “É gracioso, gosto dele/É um doutor sério / lembra logo o cemitério.”
É necessário ser modesto. LAFAYETE SPÍNOL A ridiculariza o médico presunçoso, recitando: “Este doutor, sabedório / a profissão leva a sério. / Abriu consultório defronte do cemitério”.
É preciso ser responsável. ROBERTO CORREIA condena o médico leviano quando diz: “De muitos doutores sei / que todos nós acatamos / quando nos diz cheguei / retruca a morte: chegamos!”
O equilíbrio da relação médico-paciente é um requisito indispensável ao exercício da Medicina.
HABILIDADE é a capacidade de, analisando sinais e sintomas, chegar a um diagnóstico. É um dom que se adquire com o tempo. É preciso enxergar longe, olhar na escuridão, ter, como disse JAYME DE SÁ MENEZES, “raios X nos dedos, nos ouvidos e no cérebro”. As doenças não se mostram à primeira vista, não se insinuam; na maioria das vezes se escondem em um emaranhado de sinais e sintomas, usando nomes arrevesados de síndromes que nunca imaginamos.
O clínico que se habitua a adivinhar ao invés de examinar, observar e ponderar, encanta os leigos, mas cai no erro, e o erro em Medicina é quase sempre fatal. O conselho que posso dar aos que me ouvem, é que escutem as queixas dos doentes com paciência, e os examinem da cabeça aos pés, aparelho por aparelho, sistema por sistema, sem elaborar diagnósticos mirabolantes, sem ideias preconcebidas, sem arrogância, com muita calma e muita paciência. Quem seguir este conselho poderá cometer algum erro próprio à condição humana, mas nunca se dirá que cometeu um erro por preguiça, pressa, otimismo exagerado, ou negligência. Nisto consiste a ANAMNESE.
Com estas palavras exalto os médicos que levantaram bem alto o conceito da medicina baiana: CÉSAR DE ARAÚJO com o Santa Terezinha, JOSÉ SILVEIRA com o IBIT, OTÁVIO TORRES com o Leprosário de Águas Claras, ÁLVARO BAHIA com o Hospital Martagão Gesteira, FERNANDO NOVA com o IBR, ARISTIDES MALTEZ com o Hospital do Câncer, HUMBERTO CASTRO LIMA com o IBOPC e FERNANDO FILGUEIRAS, com o exemplo de desprendimento.
Transcrito da revista "História e Estórias dos Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mãos). Edição Especial do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - 2015



MÉRCIA E NEUZA ANIVERSARIAM

Mércia

Duas santanopolitanas, geminianas, sob proteção de Oxumaré, completam mais um ano de vida, Mércia de Araújo Costa e Neuza Maria Sampaio dos Santos. Oxalá tenham vida longa com saúde. Parabéns para ambas.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

LERO LERO

Evandro J.S. Oliveira

Tem informações bobas, sem utilidade, que pelo inusitado fica gravado na sua memória. Retorna sempre quando é repetida em outro contexto, aí vira interesse e você cai de boca na pesquisa. Este foi o meu caso com uma piada lida ao um certo tempo, não lembrando exatamente onde vi. Posteriormente em um programa de TV, ouvi uma frase de um socialite, anunciado pelo programa como conhecedor de vida de alto nível, chiquérrimo, e grande conhecedor de vinhos, que me chamou a atenção. Agora lendo o livro de Washington Olivetto, “Direto de Washington”, volta o assunto em outro cenário. Aí não teve jeito, vasculhei o que encontrei sobre o assunto. O VINHO CHÂTEAU MOUTON ROTHSCHILD – 1953.
            Primeiro a piada: Um senhor elegante entra em um restaurante de primeiríssima qualidade, logo é atendido pelo Chefe dos Garçons, pede o Sommelier[1], este anota o pedido, Château Mouton Rothichilde, safra de 1953. Trousse o vinho, que depois de provado, foi recusado pelo cliente, dizendo que não foi o vinho pedido. O Sommelier, desconcertado disse, resumidamente, o seu currículo garantindo que o atendimento estava correto. O senhor não se deu por achado, continuou contestando, pediu que chamasse o gerente. O Sommelier conversou com gerente o problema, não tinha o vinho pedido, mas era o mesmo, só que da safra de 1948. O gerente foi ao cliente, pediu desculpas, disse que infelizmente não tinha o Château Mouton Rothichilde de 1953, mas sim da safra de 1948, tão bom quanto, queria que ele aceitasse como cortesia. O senhor agradeceu e explicou ao sommelier, que a safra de 1948 foi muito boa, mas as chuvas não caíram na data certa criando uma levíssima acidez.
            Terminado o jantar, recebido a conta, entregou um cheque – a piada era do tempo que se usava cheque – se retirando.
            O gerente olhou o cheque, depois que o cliente saiu, e viu a assinatura... Rothichilde.
            A frase que vi na TV do socialite: “VINHO DE MENOS DE R$2.000,00 (DOIS MIL REAIS) É VINAGRE OU SUCO” ...
            Escrito de Olivetto:  “Boni[2] apareceu em minha casa com uma garrafa de 1.500ml o vinho Château Mouton Rothichilde de 1953, exorcizando assim os 53 dias que eu havia sido mantido no cativeiro. Ao ver aquele vinho – e imaginar o preço dele -, apesar de ainda traumatizado com o episódio, não pude de deixar de comentar que seria mais prático o Boni ter usado o dinheiro que gastou naquele vinho para pagar aqueles vagabundos e me livrar logo do sofrimento[3].”
            Procurei o tal vinho na casa de vinhos importados, encontrei muitos  Château Mouton Rothichilde, Mas só uma da safra 1953  com o preço de $2.500,00 (dois mil e quinhentos dólares), ao valor de hoje $1 x R$4,077 teríamos, arredondando R$10.000,00 a garrafa de 750ml, como ele bebeu a de um litro e meio, o dobro seria R$20.000,00.
            Fico imaginando se por uma loucura, eu tomasse este vinho, teria uma ressaca para o resto dos meus dias de vida, que espero ainda serem muitos, pelo gasto imbecil que tinha feito. Seguramente não tenho paladar tão requintado, nem ego tão largo, para “bebidas dos Deuses”. Se é que os Deuses já beberam o vinho CHÂTEAU MOUTON ROTHSCHILD, 1953.

           

                                        


[1] Empregado, num restaurante, responsável pelos vinhos. 
[2] Boni, Bonifácio de Oliveira Sobrinho, CEO da TV Globo. Olivetto só tem amigo desta estirpe, kkk.
[3] Olivetto foi sequestrado, depois de 53 dias de cativeiro foi abandonado em um cubículo, sem pagamento do sequestro.

ANIVERSÁRIO DE ELVIRA


Comemora mais um ano de vida os santanopolitana, taurina, sob proteção de Oxumaré. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.

sábado, 18 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO DE HILDA, GRAÇAS E WALTER

Hilda
 Hoje comemora aniversário os santanopolitanos, taurinos, sob proteção de Oxumaré, Hilda Carneiro, Maria das Graças de Azevêdo Santos e Walter Dias de Oliveira. Parabéns aos três e vida longa com saúde.
Maria das Graças


REGISTRO DE UBIRATAN DE MELO PINTO

Ubiratan foi professor do Curso de Edificações em 1978

sexta-feira, 17 de maio de 2019

NOTA DO BLOG

Por causa de uma pane no meu sistema de informática, deixamos de postar dois dias. Parte restabelecida, registramos os eventos anteriores.

ELOAN E JOÃOZINHO OS ANIVERSARIANTES DE HOJE

Eloan
 Hoje comemora aniversário os santanopolitanos, taurinos, sob proteção de Oxumaré, Eloan da Silva Ferreira e João Marinho Gomes Junior. Parabéns a dupla e vida longa com saúde.
João

ANIVERSÁRIO DE NITATE

Ontem, dia 16, celebrou data de nascimento a santanopolitana, taurina, sob proteção de Oxumaré, Ângela d'Oliveira. Parabéns e muita saúde e paz.

PASSAMENTO DE ZÉ FELIX


É com pesar que registramos o falecimento do santanopolitano José Felix Gandolfo Pinto de Abreu (Zé Felix), dia 15 do corrente e enterrado ontem dia 16. 

terça-feira, 14 de maio de 2019

segunda-feira, 13 de maio de 2019

JÁ COM SAUDADE DE MEU AMIGO MESSIAS

Cironaldo Santos

 Não poderia deixar de abrir um espaço em nosso Editorial Semanal, para registrar com muito sentimento, o falecimento de uma pessoa muito especial, influente em sua vastíssima roda de amigos que ele conquistou ao longo dos seus 80 anos de vida, um otimista por natureza, sempre com uma palavra de incentivo na ponta da língua, um “AMIGO DE FÉ IRMÃO CAMARADA”, como bem diz o cantor Roberto Carlos em uma de suas inúmeras canções, pronto para servir sob qualquer das circunstâncias.
Estamos falando de Messias Almeida Portugal, um companheiro desportista que conheci muito novo, que veio a se tornar ao longo da minha vida e a primeira vista, um dos meus grandes amigos. Messias foi um dos, senão o principal ciclista feirense que ganhou projeção nacional, ao vencer várias corridas realizadas ao final da década de 50 inícios dos anos 60 do século passado, concorrendo com ciclistas renomados a nível nacional, nos eventos promovidos na BR-324 pelo saudoso empresário, Paulo Cordeiro.
Mais foi no São Paulo (foto à direita), clube do futebol amador feirense, que chegou a disputar a 2ª divisão do campeonato baiano de futebol profissional, que marcou o seu nome pra valer na história do futebol amador da cidade. No São Paulo Messias foi de tudo um pouco, fundador, diretor, jogador, roupeiro, massagista, cobria qualquer lacuna que houvesse no clube. Foi ele que nos apresentou e abriu caminho para que ingressasse no clube mais fechado da cidade na época. Não era qualquer um pelo simples fato de saber jogar bola que se credenciava para participar do grupo. O clube era formado por uma turma seleta de desportistas, a maioria dono de seus próprios negócios, estudantes, ou com empregos fixos com destaque na praça. O que tornou o São Paulo conhecido como o time da “ELITE” de Feira de Santana, bastante cotado para disputar de jogos amistosos nas cidades circunvizinhas a Feira de Santana.
 Da esquerda para a direita: Leopoldo, Paixão,
Sandoval,  Castro Alves, Fernandinho Andrade
 Antônio Josino, e Galo.
Agachados: Bueirinho, da barbearia, Vermelhinho,
Estrangeiro, Jorge Pinho,  e Messias
Foi com o incentivo e com o que aprendemos com Messias que motivou a nós e Luiz Carlos Gomes (Lula), outro nome destacado nas fileiras do clube, tanto como jogador, como colaborador, que nos sentimos motivados para, com o apoio dos saudosos médicos: Wilson Falcão e Augusto Mathias nos cederam por empréstimo à área de propriedade da Santa Casa, vizinho ao hospital D. Pedro e, também, com a colaboração do diretor do Derba, engenheiro Amaury Simões, que desmatou e patrolou área fazendo surgir o que veio a se tornou o famoso “CAMPO DO SÃO PAULO”.
Na foto, a turma mais antiga que fincou um marco sólido na trajetória do São Paulo durante décadas em Feira de Santana e região, uma verdadeira seleção, um conjunto de jogadores que incentivou uma grande meninada da época pela prática do futebol, que tinha sido projetado ainda mais com a vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1958.
Lá pelas bandas de 1959 do século passado.

ANIVERSÁRIO DE JOÃO SERGIO



Comemoram mais um ano de vida os santanopolitano, taurino, sob proteção de Oxumaré, João Sérgio Ferreira Vital. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.

domingo, 12 de maio de 2019

PASSAMENTO DE JUCA


É com pesar que comunicamos o falecimento do santanopolitano Joaquim Manoel Sampaio de Oliveira (Juca), ocorrido hoje, às 8 horas. O velório acontecerá às 18:00 horas no D. Pedro de Alcântara. O féretro sairá 15:00 de amanhã com destino ao Cemitério da Piedade.  

ANIVERSÁRIO DE FATINHA


Hoje é o dia do aniversário da santanopolitana, taurina, sob proteção de Oxumaré, Maria de Fátima Souza Portugal (Fatinha). Parabéns. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

PORQUE O POLÍTICO NÃO GOSTA DE INVESTIR EM EDUCAÇÃO!

Evandro J.S. Oliveira

         Em todas as campanhas políticas, os candidatos priorizam educação e saúde. Passado o pleito os eleitos colocam estas questões como os últimos objetivos, e quando investem neste campo, ainda priorizam, não os mais eficientes e sim os mais visuais para o eleitor valorar:
         No caso da saúde, a prioridade seria a demanda sanitária, principalmente água e esgoto, esgoto nem se fala, quando da instalação provoca mil distúrbios e quando fica pronto, ninguém vê.
         Os governos até constroem bem, hospitais, escolas, equipamentos... até computadores, que não têm nenhuma utilidade, em sala de aula. Manutenção que é bom é da pior espécie.
         O que é prioridade em educação? O educador, este terá que ser bem pago, para não precisar dar aulas em vários escolas em até três turnos, sem tempo para ler, para se atualizar, planejar, reunir-se com  os colegas e coordenadores pedagógicos, sem precisar fazer greve paralisando o ano letivo na tentativa de conseguir uma merreca de aumento, poder comprar equipamentos eletrônicos atualizados, informatizado em novos aplicativos, ai sim planejar suas aulas inclusive usando informática, dos alunos, da escola. Tem que estar equiparado ao alunado no conhecimento das novidades da informática.
As escolas do século XXI terão que fazer um feedback, reciclar todo o sistema, priorizar o uso dos equipamentos modernos. Não é simplesmente botando uns computadores em sala e não tendo quem saiba usá-los; exemplo: como funcionam os aplicativos de textos, correção, cópias, preenchimento automático, inserção, designer do texto, conversão de imagem em OCR..., de planilhas, fórmulas, cálculos automáticos, diferença de pastas e de planilhas... os aplicativos (básico); e principalmente ensinar a pesquisar. Aí sim vamos usar computadores, celulares, iPad’s, data show, impressoras... como armas para educar.
Mas o que vemos, o Governo Federal, com a desculpa de contingenciamento, no lugar de investimento resolve retirar os parcos recursos que eram destinados às Universidades. O Estado da Bahia tem um quinquênio de arrocho salarial, e reduzindo os incentivos de carreira, para Doutorado e pós-Doutorado. O Governo Municipal, quando a UFRB veio para Feira de Santana construir um campus, era um investimento em que o Governo Federal construiria e manteria a Universidade, o Governo Estadual daria a infraestrutura adequada, acesso, energia, água... e o Município daria o terreno. O governo Municipal nunca moveu um dedo, foi preciso o “Pensar Feira”, uma instituição da sociedade local se movimentar para conseguir doação de um terreno, pois pasmem, depois de conseguido, a UFRB não conseguiu que a Prefeitura cercasse a área com arame...
Mas a resposta à interrogação do título é.
UM PROJETO EDUCACIONAL, MUITO BOM, COM RECURSO, SE FOR EFETIVO, DARÁ RESULTADO DEPOIS DE TRÊS DÉCADAS.
UMA DAS MAIORES OBRAS DA MEDICINA NO BRASIL, A ERRADICAÇÃO DA POLIOMELITE. Não rendeu voto para nenhum político.
  

ANIVERSÁRIO DE SPÍNOLA, BEZERRA E NEUZA

Spínola
Bezerra

Comemorando data natalícia os santanopolitanos, taurinos, sob proteção de Oxumaré, Augusto Monte Spínola Cardoso Filho, José Bezerra Fiho e Neuza Mazza do Espírito Santos. Parabéns ao trio, esperamos que estejam com saúde e paz. Nosso desejo.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO DE JAIDE E JOÃO

Comemoram mais um ano de vida os santanopolitanos, taurinos, sob proteção de Oxumaré, Jaide Siqueira e João Durval Carneiro. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.

terça-feira, 7 de maio de 2019

ANTES E DEPOIS DE CARLOS MARQUES

À esquerda Carlos Sampaio Marques Filho  antes e à direita no " IV ENCONTRO DOS SANTANOPOLITANOS, em 2016

ARLETE É A ANIVERSARIANTE DE HOJE


A santanopolitana, taurina, sob proteção de Oxumaré, Arlete Leão Amorim, foi aluna e professora do colégio. Parabéns pela data de hoje, esperamos que se encontre com saúde e paz.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ariano Suassuna - Canal Brasil (Parte 2)

ANIVERSÁRIO DE LUCIANO E VAN MÁRIO

Luciano

Comemoram mais um ano de vida os santanopolitanos, taurinos, sob proteção de Oxumaré, Luciano Portugal Guimarães e Van Mário Reis Nery. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.
Van Mário
 T






domingo, 5 de maio de 2019

CINCO ANIVERSARIANTES HOJE

Divaldo
 Comemorando aniversário no dia de hoje os santanopolitanos, taurinos, sob proteção de Oxumaré, Divaldo Pereira Franco, Ivone Santos Prado, José Bernardo Cordeiro Filho, Lourdes Maia e Maria de Lourdes Souza Aguiar (Lourdinha).  Parabéns ao quinteto, muitas felicidades e saúde.
Lourdes Maia

sábado, 4 de maio de 2019

ANIVERSÁRIO DE AGOSTINHO FRÓES DA MOTTA - 1910

Carlos A.O. Brito
Hoje, 4 de maio, é  data de nascimento do antigo sócio da Sociedade Filarmônica 25 de Março Agostinho Fróes da Motta (⭐1856 -⚰1922).
Como uma singela homenagem compartilharemos a noticia da comemoração de aniversario de 1910 publicada no jornal Folha do Norte, 7 de maio de 1910
Aniversário.
Mais um ano de preciosa útil existência venceu no dia 4 do corrente o nosso presado amigo e distincto correligionário Agostinho Fróes da Motta, operoso negociante e capitalista desta praça.
Pelo faustoso motivo, o coronel Agostinho recebeu muitas homenagens, como prova do apreço merecido em que é tido.
Agostinho Fróes da Motta
[...]As 9h ao som de vibrante dobrado e a luz de fogos cambiantes, chegava a estudiosa philarmonica 25 de Março, precedida de sua directoria.
Conduzidos gentilmente ao salão nobre do bello palacete, que se achava deslumbrante illuminado, interna externamente, usou da palavra o nosso presado amigo Sr. Dr. Auto E. Reis, talentoso orador da sociedade philarmonica 25 de Março ao seu benemérito consocio, coronel Agostinho, e terminou offerecendo-lhe, uma belíssima palma de flores naturaes.
Commovido, o coronel Agostinho agradeceu, em bonitas phrases erguendo um viva! a 25 de Março que foi enthusiasticamente correspondido.
Ao som de belíssimas polkas, e quadrilhas, organisaram-se animadas danças, que se prolongaram até a madrugada.
O serviço volante de bebidas estava irreprehensivel. Cerca de meia noite foram servidos abundantes iguarias. Às 3 horas da madrugada deixou retirou-se a 25 de Março, deixando a melhor impressão.
O coronel Motta,  recebeu muitos cumprimentos e telegramas de felicitações.

[...] #feiradesantana #sociedadefilarmônica25demarço #bahia #filarmônica #história #memória

PASSAMENTO DE MESSIAS


Faleceu o santanopolitano, Messias Almeida Portugal, o velório está marcado para ser realizado no Memorial Pax Bahia, às 16:00 horas. O féretro será amanhã no cemitério Celestial a partir das 10:00 horas. Nos juntamos ao sentimento dos familiares. 


HISTÓRIA DE FEIRA DE SANTANA

Augusto M. Spinola
santanopolitano

É fato que já sabemos muitas coisas a respeito da história de Feira de Santana.
Muitas coisas?
Qualquer iniciante no assunto logo conquista preciosas informações sobre a fazenda Sant’Anna dos Olhos d’Água que, segundo a lenda, dará origem ao povoado de Santana da Feira.
Associa-se Feira de Santana a um passado remoto de certa atividade agrícola e de criação de gado, seguido de um momento de feira livre, comércio de gado e passagem para vida urbana. Não sabemos dizer ao certo o que vai prevalecer na genética da cidade do final do século XIX até os dias atuais. Se, por uma raiz mais urbana, será a crescente atividade comercial - aumento do número de lojas de tecidos, de bares, de farmácias, de boutiques, de joalherias, de lojas de instrumentos musicais, de lojas de artigos importados - ou quase isso - ou a referência rural, aquela da feira livre, de negócios de gado, de compra e venda de peles, de mingaus, de beijus, de vendedor ambulante de frutas e verduras, de milho cozido, de literatura de cordel, de aboios, de reverências ao vaqueiro, ao tropeiro, ao cheiro de batata doce, de tripa, de fatada, de mocofato, de pirão de leite com carne do sol, de ovos fritos, de cuscuz e por aí vai...
Deveríamos começar a contar a história de Feira de Santana pela Expofeira. Lá do parque de exposição na BR-324. E foi por aí que começamos nossa viagem de estudo, nós e um grupo de estudantes do 6o ano do Colégio Génesis. Ali (na Expofeira) se intensifica, ainda que uma vez ao ano, a negociação de boa parte daquilo que fora a feira do gado. A Expofeira é um momento novo do campo do gado. Aquele de um só dia para depois sumir, desaparecer. Uma cinderela do gado. Arruma-se, fica pronta e depois de uma semana, desaparece, deixando apenas um rastro dos negócios que realizou... Um cheiro do gado que esteve ali, um zumbido dos shows realizados...
Um murmúrio de todo o povo que andou pela exposição agropecuária: povo que vendeu, que comprou, que montou, que se divertiu, que trabalhou... Ali seria um ponto no presente para uma partida em direção ao passado.
Como tudo aquilo teria começado?
Saímos da Expofeira e paramos rapidamente no viaduto do 35° BI do Exército Brasileiro. Está escrito: Portal do Sertão. Porta do sertão. Entrada para o sertão. Significa: o clima vai mudar, a vegetação vai mudar a brisa, a chuva ou chuvisco que nos acompanhavam vindos do litoral, da direção da capital, da baía famosa que deu nome ao Estado, vai nos deixar a sós com um calor quase insuportável, com a fervura do sol da manhã e o inferno do sol da tarde. Cada passo dado na direção do norte significa ainda mais termos o sol como companheiro. Ter escassas nuvens passando por nós como deboche, como pirraça. Dificilmente se jogarão neste solo. Rumamos da entrada do sertão até chegarmos ao Feiraguai - hoje um centro comercial que engloba lojas de discos, de eletrodomésticos, de roupas, de perucas, de uma quantidade absurda de produto e mercadorias - e a Feira do Rato (espaço de compra e venda de veículos de todas as espécies, ainda daquela forma direta, comprador-vendedor, ou no máximo com um agilizador do negócio que ganha um percentual de cada lado e vai vivendo a vida). Até alguns anos atrás, ali fora a Estação Ferroviária de Feira de Santana - da Cia. Chemins de Fer Federaux du L’Est fírésilien - inaugurada no dia dois de dezembro de 1876. O trecho entre Cachoeira e Feira de Santana foi o primeiro trecho aberto pela E. F Central da Bahia, no ano de 1876. Em 1942, com a remodelação geral das linhas da região, o trecho entre Conceição de Feira e Feira de Santana passou a ser um ramal, que foi extinto oficialmente em 16/05/1975, mas que não operava, pelo menos com passageiros, desde 1964. Da calçada da Igreja dava para ver o trem se aproximar, escutar seu apito, abraçar-se em despedida, ou esfregar as mãos em sinal de agonia, de expectativa por quem vai chegar. Com certeza, passageiros ilustres e importantes trabalhadores pegaram o trem e voltaram pros braços de familiares. Ou fízeram uma viagem de volta até Cachoeira. A estação era um espaço próximo à Igreja da Matriz. Ali bem ao lado da Praça Padre Ovídio e da Santa Casa de Misericórdia.
Quando Feira de Santana vai serpenteando essa região, ela cresce na direção da Rua Conselheiro Franco - ladeada pela Rua Marechal Deodoro da Fonseca. Este espaço torna-se nosso terceiro ponto de estudo. As duas deixam rapidamente de serem ruas residenciais para se transformarem em importantes centros comerciais da cidade. Lojas e galerias vão surgindo, entrecortadas por cafés e bares. Comércio de eletrodoméstico, de fazenda (aqui no sentido de tecido), de ervas, de panelas e outras quinquilharias. Era forte, até porque caminhava em direção à bem frequentada feira livre da Avenida Getúlio Vargas. Aqui fazemos duas importantes observações: a primeira sobre a feira livre. Esta feira é aquela muitas vezes apontada como responsável pelo desenvolvimento desta cidade. Crescia da altura do cruzamento da Rua J.J. Seabra com a Getúlio, até chegar à altura da Rua Conselheiro Franco, não sem antes cuspir pedaços de feira por toda Avenida Senhor dos Passos, Rua Marechal Deodoro, Sales Barbosa, tendo como ponto nervoso o mercado de carnes e farinha e a Praça da Bandeira. Os vaqueiros e agricultores chegavam em cavalos e/ou carroças e deixavam seus meios de transportes amarrados nessa praça. Pessoas que caminhavam freneticamente em várias direções, na certa procurando fumo, cachaça, gado, querosene, sal, ou fregueses para suas mercadorias. Essa feira existiu até o ano de 1977.
Nessa ocasião, chega o momento da feira livre ser transferida para o Centro de Abastecimento (quarta parada de estudos), perto do Tanque da Nação, atrás da Santa Casa, numa tentativa de tirá-la do centro da cidade. Mas o Beco do Mocó e a Rua Marechal, e toda a calçada dessa rua, incumbiram-se de dizer que a feira não sairia assim. Se fora desmontada, tirada à força da Avenida Getúlio Vargas e Praça da Bandeira, das imediações da esquina com a Avenida Senhor dos Passos, ela se montaria sobre pedaços de panos organizados nos passeios das ruas, sobre cavaletes estruturados nos becos da Rua Marechal, no meio do Beco do Mocó, no Beco da Energia, até chegar de volta à rua (como muitas vezes nos referimos ao centro das cidade), fazendo com que a urbis trave ali, principalmente nas segundas-feiras, antigo dia da exposição da feira livre. O povo não cedeu ao fato de ser empurrado para o Centro de Abastecimento e empurrou a feira livre de volta para o centro da cidade, até se juntar ao Mercado de Artes, hoje centro de comércio artesanal, antigo mercado de carnes e farinhas. Só que agora a feira veio pelo outro lado, vinda da Praça do Lambe-Lambe na Avenida Senhor dos Passos. Nesse lugar alcançou metade da rua, espremendo carros e gente que disputam os poucos espaços entre barracas de goiabas, de mamão, de laranja e tangerina, barracas de farinha de goma, e de beijus, de quiabo, maxixe e acerola. Muito para se pesquisar nesta área. Falar da Praça do Lambe-Lambe (ou seja, Praça Bernardino Bahia) e dos seus condenados trabalhadores. Dos fotógrafos que desafiam o tempo e resistem, fazendo retratos em três por quatro, como se fossem a única solução para desinformados frequentadores do lugar. Tecem fotografias como se estivessem no início do século XX, artesanalmente, um ou outro agora com a câmera digital, responsável direta pelo fim de uma profissão da cidade: do fotógrafo do lambe-lambe.
Próxima parada para estudos, o Centro de Abastecimento. O espaço construído para abrigar a antiga feira livre. Mais que social obra de viés essencialmente político, responsável pela destruição do mais importante ponto de atração turística da cidade, a feira livre. A maior feira livre montada no Brasil. Ainda hoje, o Centro de Abastecimento é um palco mal estruturado, onde os atores resistem em frequentar, onde vender e comprar encontra resistência na falta de higiene, na desorganização total do espaço, na falta de preparo para os dias de chuva, para a carga e descarga de mercadorias que ainda chegam de muitos lugares. Afinal Feira de Santana é região metropolitana, e graças a estas mercadorias que insistem em serem comercializadas em lugar tão inadequado, várias cidades desenvolvem suas próprias feiras, montam e desmontam vidas, expectativas, sonhos, vivências de um povo... Partimos para outro ponto de grande história: o campo do gado.
O Campo do Gado entra nessa sessão de estudos com várias particularidades. Guarda a característica de estar sempre afastado do núcleo urbano e de ter um comércio nos moldes do que já foi um dia, onde vaqueiros-vendedores montam seus burros e cavalos para colocá-los à venda onde vaqueiros-compradores observam encostados na cerca, procurando notar um defeito na pata, no galope, nas vistas... A cena é modificada pela chegada de um barulhento caminhão de bois, não mais pelo aboio de outro vaqueiro. Chega carregado de gado pé duro, dependendo de onde vem, gordo e pronto para venda. Ao redor deste espaço de comércio, alguns boxes de artesãos ferreiros, de produtores de utilidades de couro - selas, tacas, arreios, jalecos... Um restaurante que serve carne cozida (ensopado) e galinha ao molho pardo, acompanhada de feijão, farinha e pimenta.
Estudar Feira de Santana... Voltar do novo Campo do Gado para o antigo. Encontrar neste espaço o Shopping Boullevard, o Ville Gourmet, entrar e se deparar com prédios antigos escondidos pelos novos restaurantes, novas pizzarias, e por campos de futebol. Olhar e se deparar com Glauber Rocha encostado no curral, filmando Deus e o Diabo na Terra do Sol. A cena do vaqueiro roubado e maltratado que se volta contra o fazendeiro.
Caminhar mais um pouco e chegar até a feirinha. A Estação Nova. Por que nova? Por que substituiu a velha, aquela das proximidades da Matriz. E que deu nome à feira livre atual na Avenida João Durval Carneiro. Mas que também não mais existe enquanto estação, nem na lembrança do prédio que foi demolido, sabe-se lá por quê, e que se encontra em construção eterna, sem ninguém saber direito o que está sendo construído de novo...
Edição Especial do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - 2015




Filme do Santanopolis dos anos 60