Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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Mostrando postagens com marcador Ismael. Mostrar todas as postagens
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sábado, 1 de fevereiro de 2020

O BECO DO GINÁSIO

Ismael S. Bastos
Santanopolitano
In-memória

Ali se fazia sim estágio
Embora não fosse colégio
Havia todo tipo de privilégio
Estou falando do Beco do Ginásio

As lâmpadas em de múltiplas cores
Havia bebidas de variadíssimos sabores
Meninas chamando-nos para fazer amores
Cursaram nestas casas honoráveis senhores

Quartos de duvidosa higiene eram anexo
Na sala professoras peritas no quesito sexo
A recepção era sempre com eufórica nuance
Teatralmente elas fingiam um rápido romance

Sentada no colo, com sutileza ela nos acariciava
E a inevitável pergunta você me paga uma bebida?
Diante de um vacilo ou de qualquer infundada negativa
Logo se afastava sem muita sutileza a nossa sexy diva

Se tudo desse certo e o preço do serviço combinado
Tomavam delicadamente nossas mãos, íamos ao quarto
Mobília do ambiente simples, Cama G. Roupa e Penteadeira
No lusco fusco tirávamos nossas roupas, começava a brincad
eira!


domingo, 13 de janeiro de 2019

MISSA DE MÊS DE ISMAEL SANTANA BASTOS

Ismael S. Bastos
"Todos somos filhos do Pai. Aqui não existe ninguém a toa.
Jesus, o filho de Deus que pregou em todas as partes, casas, cidades, montanhas até no deserto, caminhou por todas as partes, ministrando ensinamentos, foi longe, muito longe e também perto.
E retornou à casa do pai, que O recebeu de braços abertos".

Santinho distribuído na missa de mês do santanopolitano Ismael Santana Bastos.
Último escrito do nosso saudoso colunista.

domingo, 9 de dezembro de 2018

DIVAGANDO PELA NOITE

Ismael S. Bastos
Cadê o nosso Feira Tênis Clube?
Morreu o Clube de Campo Cajueiro
Na mente  discorre um saudoso clipe
Que vou fazer o fim de semana inteiro?

Não mais existe nosso Hotel Solar Santana
Acabou o Boteco do Regis, lugar tão bacana
Alguém saberia dizer para onde foi Velho Zú?
Acho que vou me divertir na Boate Sonho Azul

Fui à Queimadinha, estava passado o cadeado
Estou ficando bem nervoso e muitíssimo chateado
Talvez na Vinte e Cinco de Março jogue um carteado
Já não existe o nosso velho Saul: o jogo está encerrado

A fome aperta, a barriga está completamente vazia
Agora o que farei? De repente veio a ideia, que alegria
Comerei no largo do Shell, Aquela deliciosa carne do Sol 
Qual nada! Foi demolido! Outra opção que riscaram do rol

Manobrei o carro e pensei: deve haver uma opção certa
A esta altura da madrugada a cidade estava totalmente deserta
Já sei! Impossível errar, entrei na Marechal e fui até o Porta Aberta
Vi foi morador de rua deitado no papelão, usando jornal como coberta

sábado, 24 de novembro de 2018

NOSSA HOMENAGEM À CRISPINA

Ismael S. Bastos
Feira E Seus Artesãos
Criam Com Suas Mãos
A Simples Bola De Barro
Vira Pássaro, Ave, Carro...

Outros Moldam O Couro
Sua Arte É O Seu Tesouro
Sapatos, Cintos, Sandálias
Usam Os Josés E As Marias

Há Quem Prefira Madeiras
Constroem Mesas E Cadeiras
Os Mais Criativos As Carrancas
Todas Suas Criações São Únicas

No Nosso Querido, Tanque Da Nação
Havia Uma Mulher Ela Era Exímia Artesã
Uma Mulher Simples De Formação Cristã
Esculpia No Barro Os Anjos Com Perfeição

Sua Bela Arte Ultrapassou As Fronteiras
Suas Figuras De Natal Eram Vendidas Em Feiras
Como Todos Os Artistas Morreu Pobre, Seguiu A Triste Sina
Na Princesa Pouca Gente Se Lembra, Da  Genial Artesã Crispina!

sábado, 25 de agosto de 2018

ANOS DOURADOS

Ismael S. Bastos
Tempos Românticos
Músicas Eram Cânticos
Saudade Do Período Escolar
Com Segurança Íamos Passear

Ah! Quantas Reminiscências
Raríssimas As Más Influências
Juventude Adotava Tendências
Tempos De Respeito E Decências

Segurar Na Mão Alisar...
Sequenciando Abraçar Beijar
Se Avançar O Sinal Era Amassar
Os Bem Mais Evoluídos IamTranzar

Como Nem Tudo São Flores
Havia A Ignorância E As Dores
A Garota Grávida Escandalizava
Reunião Da Esquina Se Badalava

Pais Ignorantes Lhes Expulsavam 
Da Prostituição Poucas Escapavam
Um Machismo Louquissimo Imperava
Alguns Pais De Forma Voilenta Surrava!

domingo, 12 de agosto de 2018

PAI!

Ismael S. Bastos

Como e onde o senhor está?
A saudade, começou a apertar
Sua falta dói, e está a nos afetar
Estás ausente, vem nos presentear

Os que estão, lá na vida eterna
Sabemos, cuidam dos seus na terra
Orientados e acolhidos por nosso Deus
Como anjos da guarda protegem os teus

Muitos deixam um filho em cada porto
Alguns abandonam as crias, na tenra idade
Estes são seres desumanos, sem sensibilidade
Semeiam infelicidade, desaparecem como morto

O pior de todos são os que agem com violência
Existem alguns tipos, física, psicológica, ausência...
Eles vivem no mesmo teto, ninguém nota sua presença
Quando se manifestam, criam um clima ruim, e desavença

Pais amorosos têm tempo para a família, amam os filhos, são maioria
Quando o assunto é família, e os filhos, estes têm a sua total prioridade
Pais responsáveis sabem da missão! São carinhosos, e amam com alegria
Filhos(as), sejam carinhosos(as) com seus pais, eles vos amam de verdade!

quarta-feira, 18 de julho de 2018

DEVOLVAM MINHA FEIRA

Ismael S. Bastos
Hoje Mergulhei No Passado
Visitei Os Meus Antepassados
Vivos; Não Estavam Apressados
E Nossa Princesa? Fui Perguntado

Está Cada Dia Mais Inchada
Inchou De Forma Desordenada
Erraram Na Receita, Solou O Bolo  Horrível, Virou Um Verdadeiro Rolo

Nossa Tradicional E Maior Feira?
Fizeram Com Ela A Maior Besteira
Parou No Centro De Abastecimento
Chamam De Centro Do Aborrecimento

Onde Foram Parar Os Ambulantes?
No Centro, E Continuam Como Dantes
Agora, Ninguém Caminha Nas Calçadas
Foram Ocupadas Por Feíssimas Barracas

O Prefeito Não Tomou Uma Providência?
Tem Um Tal De Rapa, É Só Incompetência
Por Favor Faça A Gentileza, Dê Este Recado
Devolvam A Minha Feira Antiga... Recado Dado!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

BOATE APACHE!

Ismael Santana Bastos
O famoso Minadouro
Cobiçado mais que ouro
Mariposas eram seu tesouro
Às vezes praticavam suadouro

Um grande número de opções
Vivia aberto em todas as estações
Vinham "clientes" de outros rincões
Desconhecidos praticavam más ações

Um local inseguro, mas muito bem policiado
Quando das" batidas" todo mundo era revistado
Aconteciam sim inúmeras brigas e muitos tiroteios
Em ambientes de bebidas e mulheres há arruaceiros


Muitas "Casas de Mulheres"! Uma em destaque
Administrava-a o conhecido "Conceição", um craque
Todos o respeitavam ninguém em sua casa sofria achaque
Natural que em ambientes assim existam pessoas com recalque

Todavia ninguém saía insatisfeito, o bom atendimento era praxe
Seu lema era: aqui é melhor que sua casa, entre namore, depois relaxe
Na entrada do puteiro tinha uma logomarca: uma índia pintada em guache
Quem não se recorda da "Casa de Conceição," nossa inesquecível "Boate Apache"?

sábado, 9 de junho de 2018

PEDRO CAPOTEIRO


Ismael S. Bastos
O conhecido Pedro Capoteiro
Bomba de gasolina no canteiro
Na praça chegava de madrugada
Isso, quando lá ele não pernoitava

Ao lado da bomba tinha seu armário
Podia abastecer-se a qualquer horário
Homem sério e honesto, ótimo de trato
Ponto certo para um excelente bate papo

Perfeito entrosamento com a sociedade
Conhecido por seu farto bigode na cidade
Taxista a sua clientela mantinha fidelidade
Da Feira Antiga era destacada personalidade
Inauguração da primeira Bomba de Gasolina de
Feira de Santana - Foto tirada da Cons. Franco,
na época rua Direita, para a praça da Bandeira - 1932
Aí mantinha uma famosíssima roda de dominó
Disputa acirrada, se perdia, a gozação era de dar dó
Tinha acesso ao jogo as mais distintas camadas sociais
Sem discriminação de credo, ou cor, todos direitos iguais

Era muitíssima grande para jogar a concorrência
Conseguir vaga era uma exercício de longa paciência
Muitíssimo respeito era exigido, nada de soltar palavrão
Quem quebrasse a regra era repreendido pela má educação!

terça-feira, 5 de junho de 2018

A FAMOSA MARIA PICOLÉ

Ismael Santana Bastos
A Tradicional Segunda
Era Dia Da Grande Feira
Aportavam Compradores
Como Muitos Fornecedores

Tinha Sortimento Diverso
Era Um Verdadeiro Universo
Fluxo De Visitantes Era Grande
Se Achava Tudo, Até O Indecente

Comercializavam Até O Absurdo
Se Encontrava, Bom Proibido Fruto
Muitos Homens. Vinham Bem Secos
Buscavam Diversões, Bebidas E Sexos

Fama De Correr Dinheiro Ía Bem Longe
Em "Casas De Mulheres" Nada De Diferente
Damas Locais, Tinham Os Seus Fiéis Clientes
Como Homens Querem Provar Frutas Diferentes...

Sabendo, De Fora, Vinha A Famosa Maria Picolé
Mulher Bonita, Experiente, Fazia Serviços Completos
Pelo Nome, Se Desconfia O Que Ela Degustava, Não É?
Em Casa, O Sexo Diferente Proibido, Homens De Fantasias Repletos!

Texto Inspirado Nas Memórias De Evandro Oliveira!

terça-feira, 11 de abril de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XXVI

Ismael S. Bastos
Querida Mestra Francelina!

As aulas que eram um encanto
Falo das aulas de música, e canto
Lembro-me bem deste exercício oral
Quando exercitávamos nossa corda vocal

Quem quisesse ensaiava no coral
Os que ali participavam elevavam a moral
Democrático, participava quem tinha talento
Ou se soubesse tocar qualquer um instrumento

Com muita seriedade competência e calma
A juventude irrequieta magicamente comandava
Sentíamos que ela nos ensinava com amor, e alma
Uma aparente fragilidade escondia uma mulher brava

Brava no sentido de levar seus objetivos aos alunos
Tamanho senso maternal, que ela tratava como filhos
Dirigia-se a cada um de nós, como se cada fosse especial
Parecia que cada um de nós representava uma nota musical 

Regia com maestria toda classe, sensível como uma flor
Não usava uma batuta, regia com o coração pleno de amor
Professora, aprendemos! Quem planta amor colhe rosa menina
Assim a guardamos em nossos corações, eternos agradecimentos, Pró Francelina!

terça-feira, 28 de março de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XXV

Ismael S. Bastos
Bons e saudosos tempos!

Lá se foram boas lembranças
O mundo promove as mudanças
Resta a recordação, das andanças
Tempos adolescentes e de crianças

Ida à matinê era condicionado, à boa nota
O boletim pelos pais era passado em revista
Se não estivesse dentro da média era castigado
De nada adiantava pedir, chorar, ou ficar zangado

Quando ao domingo íamos ao cinema
Garotas colocavam no cabelo a diadema
Garotos cabelos penteados com brilhantina
Alguns faziam grupos de bate papo na esquina

Com cesto de vime, vendia doce o baleiro
Tinha paçoca, pé de moleque havia pastilha...
Alferes bala de mel e quebra queixo no tabuleiro
Havia picolés de morango, cocô, tinha de baunilha...

Quanta saudade! Na porta ficava o pipoqueiro
Coloco sal e manteiga? aproveita que está quente
Ao longe gritava anunciando sua delicia o taboqueiro

Venha comer! Esta muito gostoso! Derrete na boca gente!

quarta-feira, 15 de março de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XXIV

Ismael S. Bastos
O Desfile!

Sete de Setembro dia da independência
Data de demonstrarmos nosso patriotismo
Grande exemplo de amor à Pátria e civismo
Vamos desfilar com muita garra e consciência

Aí vem a banda do Santanópolis
Desfila pomposa como a flor de lis
A plateia ovaciona, e a aplaude feliz
É a melhor banda que já vi o povo diz

Seus componentes tocam com garra
É muito afinada a insuperável fanfarra
Com muito entusiasmo o locutor narra
A baliza faz as evoluções com sua barra

Luvas brancas desfila a porta bandeira
Passo firme, e elegante segue altaneira
Vem logo atrás a líder do primeiro bloco
Marcham concentrados o desfile é o foco

Orgulhosos e sérios escutam aplausos
Valeu a pena todos incansáveis ensaios
Ao final do desfile com sede, e cansados

Ovacionados pelo público são confortados!

quinta-feira, 2 de março de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XXIII

Ismael S. Bastos
Saudades da Caneta Parker!

Já não se treina mais caligrafia
Não se valoriza nossa ortografia
Nem temos curso de datilografia
Aprendíamos junto mecanografia

Lembro-me da Parker Caneta
Anotava assuntos na caderneta
O tinteiro para enchê-la na mão
Para secar a tinta o mata-borrão

O quadro era totalmente negro
Escrito ficava (Botafogo) alvinegro
Mudaram a cor só pelo preconceito
Atitude muito justa, e merece respeito

Em alguns colégios, já se usa o led
Os mais avançados já usam amoled
Aquilo que nós estudávamos em slide
Agora é o projetor outra boa novidade

Queria-se copiar usava o mimeógrafo
Foi enterrado a muito em um sarcófago
Já ficou para trás a útil maquina de copiar

A tecnologia avança chique agora é escanear!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XXII


O Repetente!

Logo após o primeiro portão
À esquerda era a administração
Onde se concentrava toda diretoria
Aí funcionavam o caixa e a tesouraria

Virando à esquerda após o segundo portão
Localizava-se a, sala dos nossos professores
Após as aulas os mestres faziam a sua reunião
Proibiam a entrada de nós alunos, os sensores

Em uma espécie de largo, ficava o mural
Ali era apresentado o resultado semestral
Final do período lá estava o resultado final
Quem passava sorria, se perdia passava mal

Reprovados tinham a chance da segunda época
Ao chegar em casa sabíamos, ia cantar a jurupoca
Resultado na mão, quem perdia a bronca era certa
Poucos pais mantinham a calma, só os cabeça aberta

Pior não eram o castigo, ou dormir com couro quente
A pior vergonha era o aluno, ser chamado de repetente
Quem não passava na segunda época, morria de vergonha

Ver ex-colegas em classe superior era uma situação tristonha!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XXI

Ismael S. Bastos
O Intervalo!

A sirene anuncia
É hora do intervalo
A nossa sala fica vazia
A quadra é o nosso alvo

O ponto de reunião preferido
Escuta-se um ensurdecedor alarido
Fala-se sobre mais variados assuntos
Enquanto são degustados os alimentos

Uns fumam dos sensores escondidos
Se flagrados com suspensão serão punidos       
Insubordinação é característica da juventude
Estão formando o caráter querem mostrar atitude

Brincadeiras são praticadas, tem futebol de salão
Outros formam o grupo para brincarem de garrafão
Quem pisa na linha, ou é pego corre e tenta a salvação
Se não consegue toma cascudo, tapas e muito pescoção

Meninas confessam para as amigas sua nova paixão
Falam de moda, e conversam sobre coisas do coração
Elas jogam peteca, e de anel que passa de mão em mão

Sabem na ponta da língua a letra da sua preferida canção!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XX

Ismael S. Bastos

O inesquecível Professor Planzo!

No quadro o inconfundível símbolo
Marca registrada de professor Planzo
Eram temidas as aulas de matemática
Fazia tremer a muitos alunos a temática

Todavia o professor Planzo a aliviava
Com a sua didática avançada ensinava
E muito fácil até em cabeça dura entrava
Quem a odiava ao passar do tempo amava

Seus métodos eram eficientes e inovadores
Assim agiam no Santanópolis, os professores
Professor tolerante sem abrir mão da disciplina
Agradava a todos tanto fosse menino ou menina

Ensinava duas matérias matemática e geometria
Com seu jeito e calma ao explicar tudo se aprendia
Excelente sua conversa, perito também em filosofia
Regia a classe com muita habilidade e grande maestria

Se o tema era matemática ele sorria de felicidade
O professor que nos passava confiança e serenidade
Com seus métodos de ensino aprendíamos de verdade

Planzo quem assistiu às suas aulas sentem muita saudade

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XIX

Ismael S. Bastos
Teatro no Santanópolis!

Neide Sampaio o idealizou
Junto às colegas apresentou
Nosso teatro amador juvenil
Sensação da época estudantil

As peças tinham seu fiel público
Cada qual com o seu papel utópico
Os personagens bem caracterizados
Trajes detalhadamente customizados

Os atos eram exaustivamente ensaiados
Destacando a peça os brinquedos sabidos
Na encenação pareciam vivos os folguedos
A plateia delirava, entre os risos e os aplausos

Cine Teatro Santanópolis era o grande palco
Para o nosso colégio foi um grandioso marco
Um colégio do interior, possuir um cine teatro!
Encantava a todos os alunos, o mágico espectro

A peça O Quadrado merece um destaque especial
Por ser uma obra muito criativa e de produção local
Idealizada pelo nosso grande mestre Arlindo Pitombo
Este fantástico professor de história um verdadeiro tomo!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XVIII

Ismael S. Bastos
A Escolha do Namorado!

Jogador de futebol era moleque
No romance o pai dava um breque
Se a filha insistia levava belo esbregue
Ficavam pelo resto da vida com recalque

Cantor com um violão debaixo do braço
Era ele cachaceiro, um preguiçoso palhaço
Se ele aparecesse na porta, não havia perdão
O suplicante levava do pai da moça um pescoção

Se ele não agradava ao pai era um capadócio
Nem adiantava argumentar, não havia negócio
Bradava o pai minha filha é uma moça de família
Descontrolado igual a cão pastor alemão de vigília

Elas tinham muito medo de apresentar um rapaz
Nem podiam imaginar a reação que podia ser feroz
Rapazes quando indagados pelo pai ficavam sem voz
Pé virado para fora, se desconfiava de algo corria veloz

Aquelas que não os enfrentavam ficavam para a titia
Quase tudo era proibido, pouquíssima coisa se permitia
Não era brinquedo não, o patrulhamento muito mal fazia
Isto mesmo até o seu pai aprovar um rapaz era uma agonia!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ANOS SANTANOPOLITANOS XVII

Ismael S. Bastos
Nossa Banda Marcial I

A primeira banda marcial do interior
Não devíamos às da capital nenhum favor
O Colégio Santanópolis sempre vanguardista
Para Feira de Santana mais uma grande conquista

Para desfilar em sete de setembro o ano inteiro ensaiava
O maestro Evandro Oliveira os ensaios com garra comandava
Suas belas evoluções perfeitas eram exaustivamente treinadas
Ao entrar na avenida era esfuziantemente pela multidão aplaudida

Tamanhas eram suas musicalidades, evoluções e muita harmonia
Uma emoção sem precedentes que o carismático toque transmitia
Desfilando com segurança a todos encantava, passo a passo evoluía
A plateia falava é a melhor banda sem cansar por todo desfile repetia

No ritmo do surdo, com seu grave som fazia a marcação o trombone
Foram introduzidos instrumentos dentre os quais eu destaco o xilofone
No forte toque do bombo, no repique das caixas, das cornetas os agudos
Quando a banda do Santanópolis passava encantava deixava a todos mudos

Na frente desfilava com galhardia e encantamento, nossa elegante baliza
As suas acrobacias interagiam com a banda, e encantavam pela sua destreza
É inenarrável a emoção que nós sentíamos um espetáculo de raríssima beleza

Banda do Santanópolis na
Abertura dos JAI

Filme do Santanopolis dos anos 60