Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

sábado, 31 de agosto de 2019

REGISTROS HISTÓRICOS DE 31/08

 "MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje no tempo.







1907 - Está exercendo o cargo de secretário da Intendência e conselho o bacharel Sinval Nascimento.
- Morre nas cadeias desta cidade o italiano Persio Scheregatto, condenado, por crime de roubo, a 8 anos de prisão.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE AMORIM, 04.09.2019

Evandro J.S. Oliveira
AMORIM, UM SOBREVIVENTE

Em novembro de 2011, postei no Blog do Colégio Santanópolis[1], a fala mais espetacular que já tinha ouvido, acho até muito difícil alguém proferir relato tão formidável. Necessário já ter 92 anos, memória excepcional, capacidade de relato, coragem para contar sua vida, que por si só é novelesca.
Joselito Falcão Amorim
O evento que possibilitou Amorim fazer esta dissertação, foi a outorga da “Comenda Maria Quitéria”, pela Casa da Cidadania. Baseado no vídeo e em conversas com o autor tento reproduzir sua trajetória.
Manoel Ribeiro Falcão, patriarca de uma das famílias mais abastadas no início do século vinte, casou três filhas; Áurea Marques Falcão com o Sr. Pedro Carvalho, família tradicional de nossa terra; Alzira Marques Falcão com Adalberto Pereira, um dos maiores fazendeiros da região; Leolinda Marques Falcão, com Sr. Arsênio Oliveira, mais conhecido por ter sido o pai do maior pintor já nascido em Feira de Santana, Raimundo Oliveira.
Diolinda Marques Falcão
No covento
Sr. Manoel Falcão teve uma quarta filha, Diolinda Marques Falcão, a mais nova, era solteira. O grande escândalo da época foi que ela apareceu grávida. Naquele tempo, pecado imperdoável. “Mancha que contaminava toda a família” para uma família da elite, uma desgraça.
Sr. Manoel Falcão, homem duro, não perdoou a filha, não aceitou o neto, entregando-o à parteira, sem querer saber o destino. A parteira que era também lavadeira, tinha ido levar a roupa lavada, quando se deparou com uma jovem em processo de parto. Após ter nascido um menino homem, entregaram a criança a parteira para que fosse levada.
A parteira/lavadeira[2], sabendo que um casal: Sr. Manoel Bispo Amorim e Senhora Esmeria Boaventura Amorim queria adotar uma criança se dispôs a entregá-lo a eles, os quais receberam o rebento com alegria, imediatamente colocaram o nome de JOSELITO FALCÃO AMORIM.
Lado esquerdo da Igreja  da Matriz,
ainda  sem a torre,
estação ferroviária, na época
A mãe biológica foi despachada, para o Convento da Lapa. Contam, os mais velhos, que quando do bota fora dela na Estação do Trem, que ficava na praça da Matriz, compareceu metade da população de Feira de Santana.
Amorim só desconfiou desta história quando já com 11 para 12 anos, em um local onde hoje é o Hospital D. Pedro, era um terreno que servia de brincadeiras, futebol... parou um carro com um garoto dirigindo, era uma novidade, primeiro automóvel não era comum, segundo dirigido por um garoto que gritou para ele, hei primo! Era Nilton Falcão.
Em casa perguntou aos pais, o que significava a fala de Nilton, estes contaram parte da sua história. Aí foi entendendo o apreço especial do Sr. Adalberto Pereira, não era só seu padrinho, também era seu tio. Dos seus ascendentes, ficou ligado a ele até final da sua vida.
A mãe adotiva, D. Esmeria, levou Amorim, ainda criança, duas vezes ao convento para Diolinda vê-lo. Como era proibido, a Freira o viu por traz de uma tela de madeira. Mas Amorim não a viu.
Diolinda faleceu no Convento da Lapa.
Em 1924 faleceu Sr. Manoel Falcão, grande comerciante, vendia entre outras coisas, fumo e couro para o exterior. Era empregado especial o sobrinho João Marinho Falcão, sendo promovido pela viúva a gerente do Empório.
Posteriormente, João Marinho, já como proprietário da empresa, juntou-se ao Sr. Hermínio Santos e Sr. Arsênio Oliveira adquirindo a filial de Ramos & Cia, na rua de Aurora, criaram a casa Marinho, Santos @ Cia Ltda.
Amorim estudou sempre no Santanópolis. Depois dos quatro anos do curso ginasial mais um ano no curso de Bacharel em Ciências e Letras, tempos depois no Curso Comercial, hoje Técnico em Contabilidade.
Terminado o curso de Bacharel em Ciências e Letras, para continuar os estudos no 2º Grau, teve uma promessa de bolsa para Salvador, pediu transferência, mas houve imprevisto não conseguindo o intento, o que mudou seu destino.
Foi ser balconista em Marinho, Santos @ Cia Ltda.
Já tinha pago a transferência, resolveu pegar a documentação. Naquela época o Ginásio tinha acabado de ficar sem professor de Matemática, então meu pai, Áureo Filho, diretor do Ginásio, viu o seu currículo, vendo que suas notas em Matemática eram excelentes, perguntou-lhe para onde ele iria: respondeu decepcionado, por não ter alcançado sua intenção, iria ser cacheiro na casa comercial de João Marinho. Áureo falou, “não vai não, procure Catuca, Edelvira d’Oliveira, minha irmã”, fundadora, professora de Português e também Diretora do Ginásio.
Amorim ocupou todos os cargos possíveis no Santanópolis, Professor; Diretor do Internato; Inspetor do MEC para o Ensino Comercial; Diretor do Curso Noturno.
Orgulhosamente ostenta ter servido em todas as áreas no serviço público: Exército, foi convocado no tempo da Segunda Guerra Mundial; no Legislativo, vereador de Feira de Santana; no Executivo, Prefeito da mesma cidade e no Judiciário, Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia.
No final da vida de seu padrinho e tio Adalberto Pereira, perguntou a este se sabia quem era seu pai, Adalberto então contou que Diolinda morreu sem dizer o nome, mas a família tinha uma suspeita muito forte: todos os anos vinham alemães comprar couro e fumo no empório de Manoel Falcão, este achava que naquele tempo não existia em Feira de Santana um hotel digno para hospedar europeus, então o acomodou em sua residência, nove meses após nasceu JOSELITO FALCÃO AMORIM.
Cartão enviado a Amorim, pelo seu primo
 José da Costa Falcão, um dos
 grandes empresários, sucessor de
João Marinho Falcão
Esta história gerou um excelente romance, “O FILHO DA MADRE” com 325 páginas, escritor Jailton Batista.

Postagem concomitante à matéria do jornal "Metropolitano". 



[1] https://ginasiosantanopolis.blogspot.com/2011/11/comenda-concedida-joselito-falcao.html

[2] Amorim, adulto, já sabendo da sua história, procurou essa senhora que o trouxe ao mundo. Nunca conseguiu saber o nome, soube apenas que morava em uma invasão no “Tanque do Urubu”, onde antigamente se desfaziam dos escravos mortos, mais não sabiam para onde foi nem se estava viva.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

REGISTROS HISTÓRICOS DE 29/08

 "MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje no tempo.


1906 - É eleito presidente da “Sociedade Pio dos artistas Feirenses” o capitão Leonc Evangelista dos Santos.
1909 - Suspende sua publicação “O Propulsor" Cujas oficinas se vão transferir para São Felix.

ÉRICO VERÍSSIMO

Érico Veríssimo

Adilson Simas
Jornalista -Blog "Por Simas"
Santanopolitano
Dival Pitombo
Na crônica "Feira em tempo de nostalgia", que o mestre Dival Pitombo publicou no jornal A Tarde no sábado, 26 de julho de 1975, há 43 anos, o professor recorda a visita que o consagrado escritor gaúcho Érico Veríssimo fez a Feira de Santana. Com o subtítulo "Conferência a luz de velas" Dival Pitombo detalha a a ilustre presença. Vale a pena recordar (Adilson Simas)

Um dia recebi um recado do velho João Marinho.
Queria falar comigo. Ao procurá-lo, disse- me o seguinte:
- Amanha chega aqui um literato que João Falcão me pediu para receber. E como não sei conversar muito com essa gente, quero que você venha fazer- lhe companhia.
Fui sem saber quem era. E encontrei-me - que agradável surpresa - com Érico Veríssimo. Após o jantar sair com ele e a senhora, para mostrar- lhe a cidade.
No caminho recebi um recado de Joselito Amorim, pedindo-me para levar o romancista no Colégio Santanópolis, que os estudantes queriam conhecê-lo.
Érico mostrou-se interessado no contato com os jovens.
Fomos.
Ao nos dirigirmos para lá, um “blackout” total surpreendeu a cidade.
Chegamos ao colégio na mais repleta escuridão. Ficamos na secretaria aguardando a normalização, que não se deu até o fim da noite.
Então os estudantes compraram grande quantidade de velas e, na sala de aula, colocaram uma em cada carteira.
Ao entrar, Érico foi saudado com uma calorosa manifestação dos alunos. Palmas entusiásticas estrugiram.
Surpreendido, o escritor improvisou uma linda conferência sobre costumes gaúchos, à luz das velas, que naquele auditório “sui generis” criaram um ambiente fantasmagórico semelhante a um lago iluminado, que impressionou o romancista.
Mais tarde escreveu- me de Porto Alegre comentando o fato.
E treze anos depois, no Rio de Janeiro, em lançamento de um dos seus livros na Livraria São José, relembrou o acontecimento, dizendo- me que não esqueceria, porque foi a única vez, em sua vida, que pronunciou uma conferência à luz de velas.
A originalidade da situação fixou o episódio, que talvez, um dia, figure em suas Memórias.

Publicado em "ZÉ COIÓ" no jornal "NOITE & DIA", sexta-feira, 16 a 22/08 de 2019. 



TRÊS ANIVERSARIOS HOJE

Alexandrino
  Os santanopolitanos, do signo de Virgem, sob proteção de Nanã/Ewa(eua),José Alexandrino Souza, José Carlos Pedreira Lacerda (Zé Coió) e Maria José Quintela Oliveira,  completam mais uma etapa das suas existências, parabéns.



Zé Coió

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

REGISTROS HISTÓRICOS DE 27 e 28/08

 "MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje no tempo.


Dia 27.08


1840 - A câmara municipal oficia ao deputado João Pedreira do Couto incumbindo-o de felicitar o Sr. D. Pedro 2o pela proclamação de sua maioridade.

1905 - É eleito presidente da “Sociedade Monte Pio dos Artistas Feirenses” o coronel João Mendes da Costa.


Dia 28.08

1892 - O Dr. José Carlos Junqueira Ayres c Almeida assume as funções de juiz preparador do termo.




terça-feira, 27 de agosto de 2019

FOTOS DO NOSSO PLANETA


Primeiras fotos da Terra enviadas pela missão espacial Chadrayan2 da INDIA. 
De tirar o fôlego.
Conheço uma piada, que é uma forma pedagógica de demonstrar a grandiosidade do Universo:
Quatro amigos megalômanos fazem uma aposta, qual deles conseguiria imaginar possuir uma riqueza, partindo do valor de R$ 1,00 (um real). O 1º - gostaria de possuir saldo bancário e se a água do mar fosse tinta para fazer cheques de R$ 1,00; 2º queria ter R$ 1,00 equivalente a cada grão de areia da terra;  3º  se pudesse ter R$ 1,00 a cada astro do universo - reparem foto acima à direita, ao fundo, aqueles pontinhos brancos são estrelas, cada uma com milhões de astros cativos, esta imagem é da enésima parte do universo -;...
Ia esquecendo, o ganhador foi o 4º dizendo, gostaria que todos vocês tivessem a riqueza imaginada e que fosse o herdeiro universal.









ANIVERSÁRIO DE ALMIR


Comemora mais um ano de vida o santanopolitano, do signo de Virgem, sob proteção de Nanã/Ewa(eua), Almir Miranda Fernandes. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

ANTONIO CARLOS CERQUEIRA

Foto de Antonio Carlos Cerqueira, junto ao quadro de formatura antigo. Este peça trabalhada era tão bela que dezenas de alunos tiraram retratos junto a ele.

ANIVERSÁRIO DE BALDOMERO


Baldomero Gonçalves é o santanopolitano, do signo de Virgem, sob proteção de Nanã/Ewa(eua), o aniversariante de hoje.Nossos parabéns.

domingo, 25 de agosto de 2019

REGISTROS HISTÓRICOS DE 25.08

 "MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje no tempo.



1837 - O promotor do Juízo de Capelas e Re­síduos deste município, Antonio Gonçalves da Rocha de Queiroz Marinho, reclama ao presi­dente da província contra o fato de haver a câ­mara “nomeado para Juiz Municipal Interino a José Antonio Guimaraens, cidadão rústico camponês, morador distante desta Villa para mais de três léguas, irmão de Antonio Guima­rães, Escrivão do dito Juízo”.
1890 - Entra em exercício do cargo de subdele­gado do distrito da cidade o tenente José Pedro Ribeiro de Oliveira.
1897 - No concurso de beleza aberto pelo “O Propulsor” sai vitoriosa a senhorinha Edméa Borges da Costa.
1900      - Está em exercício do cargo de policia do termo o capitão Leoncio Evangelista dos San­tos.
1907       - Está sendo observado nesta cidade, pela madrugada, um cometa, que, segundo os ob­servatórios alemães, é o de Encke.
1918 - Passeio da Philarmônica “25 de Março” a Maragogipe.

ANIVERSÁRIO DE TEREZA E NEIDE

Teresa

Comemoram mais um ano de vida os santanopolitanos, do signo de Virgem, sob proteção de Nanã/Ewa(eua) Maria Terezinha dos Reis Souza (Tereza) e Neyde Luiza Pinho Aloisio Oliveira. Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.
Neyde

sábado, 24 de agosto de 2019

PERFIL DE NEWTON DIAS FALCÃO

Newton Dias Falcão
Nasceu em Feira de Santana no dia 03 de junho de 1947. Filho de Newton da Costa Falcão, ex-prefeito de Feira de Santana e D. Maria de Lourdes Dias Falcão.
Estudou com as professoras: Carolina, "Niá" Guimarães, Elza Macedo e Cibele Almeida, que eram além de referências como mestras, de escolas públicas, faziam parte da amizade de seus familiares.
Aos dez anos, foi estudar em Salvador no Colégio Marista, para se submeter ao Exame de Admissão. Quando estava na 2- série ginasial retorna à Feira de Santana e continua os estudos no Colégio Santanópolis. Mais uma vez retorna a Salvador para fazer o Cientifico, preparando-se para o vestibular, nos Maristas, em regime de internato.
Passa no vestibular de Medicina, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, concluindo na turma de 1974. Fez os cursos de Especialização e Mestrado em Oftalmologia no Hospital São Geraldo, em Belo Horizonte, sob a orientação do Dr. Hilton Rocha.
Logo que concluiu o curso, veio para Feira de Santana e montou um consultório particular, "Clínica e Cirurgia dos Olhos Newton Falcão".
Sentindo-se isolado no consultório, resolveu se associar a entidades médicas: Cooperativa da Unimed, em que exerce a função de Auditor Médico; Associação Bahiana de Medicina, presidente; Sindicato dos Médicos, delegado; Unidade Polivalente de Saúde, antigo Posto de Puericultura e Higiene, diretor, onde montou um consultório de Oftalmologia, para atender às pessoas carentes.
Casou-se em 02 de setembro de 1978 com a Sra. Hildete Araújo e Falcão, com a qual teve três filhos: Newton Dias Falcão Filho, (corretor de imóveis); Lorena Araújo e Falcão (advogada) e Thaiza Araújo e Falcão (acadêmica de Medicina).
Cursou a ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra) em 1986.
Possui um acervo bibliográfico muito grande, nas horas vagas se delicia na leitura. Sua vida se resume na família, no cursilho de Cristandade, na Cooperativa Unimed, no consultório e na fazenda.
Das experiências como profissional que mais lhe realiza é ter salvo muitas vistas com úlcera micótica de córnea, que no início do tratamento tem tido muito sucesso.

Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Anjos de cabeceiras”

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

PUBLICAÇÃO DO JORNAL "A FLOR"

O jornal "A FLOR", publica em seu nº 12, de 10 de julho de 1921, a seguinte matéria:


Mlle Edelvira Oliveira

Em companhia do seu prezado genitor cap. Áureo Oliveira, seguiu para a capital na última terça feira, afim de concluir o seu curso de professoranda Edelvira Oliveira.
Foto 2 acervo de Evandro
Nossos votos de felicidades desejamos a prendada senhorinha.

Foto 1 acervo
 do Blog.
Esta nota demonstra duas situações para a época: primeiro, não era comum mulheres estudarem... segundo  os hebdomidários (êpa), não tinham tantos assuntos para preencher uma edição semanal com quatro páginas. como é o caso desta edição. Na foto 1 Edelvira Oliveira (Profª Catuca), já como professora, fundadora e diretora do Ginásio Santanópolis, em 1938. Foto 2 Áureo Olympio Oliveira.




REGISTROS HISTÓRICOS DE 23.08

 "MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje no tempo.


1887 - Assume a presidência da sociedade Philarmônica Vitória o Sr. Salustiano José de Farias.
1900 - A imprensa noticia a prisão de Cazuza Machado, que expôs a venda nesta cidade, linguiças feitas com carne de jumenta.

ANIVERSÁRIO DE ADILSON


Hoje completa mais um ano de vida, nosso confrade, editor do "Blog Por Simas", o santanopolitano, do signo de Virgem, sob proteção de Nanã/Ewa(eua), Adilson Simas. Parabéns muitas felicidades.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

REGISTROS HISTÓRICOS DE 20.08

 "MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje no tempo


1823 - S.M. o Imperador, em reconhecimento aos atos de bravura praticados nas lutas da independências, concede o soldo de alferes à heroína feirense Maria Quitéria de Jesus Medeiros.
1839 - Tendo ferido mortalmente o guarda policial Joaquim Romão, instaura-se o processo contra Lucas, escravo de alferes José Alves Franco, que o houve de herança de seus filhos o padre José Alves Franco este de deixa de sua tia madrinha d. Antonia Pereira do Lago.
1855 - A câmara reúne-se e oficia ao governo sob o aparecimento da cólera-morbus, tendo incumbido ao tratamento dos doentes pobres o cirurgião José Caetano de Alvim.
1886 - Funda-se nesta cidade o "Clube Vinte de Agosto".
1922 - Assume a delegacia de polícia do termo o cidadão Heráclito Dias de Carvalho.

ANIVERSÁRIO DE E ROQUE

 Hoje é festa nas residências dos santanopolitanos, do signo de Leão, sob proteção de Nanã/Ewa(eua), Jane Lúcia Santos de Oliveira e Roque Antonio Cerqueira Borges, pela data natalícia. Parabéns.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

DOIS CARLOS ANIVERSARIAM HOJE

Carlito

Carlos Machado da Silva (Carlito) e Carlos Anunciação da Silva (Galo), são os santanopolitanos, do signo de Leão, sob proteção de Nanã/Ewa(eua), que completam mais uma etapa da vida. Parabéns, esperamos que estejam com saúde.

QUERELAS LITERÁRIAS DE ANTIGAMENTE IV.

Como dissemos anteriormente, Aluizio Resende cutucou a onça com a vara curtaWerdeval Pitanga, não deixou barato, como o texto abaixo demonstra. (N.B.)

TAROUQUICE DE UM CRITICO

"La critique est aisée l'art est difficile"

Victimado pelos actuaes accessos de monomania critico-litieraria, actuados recentemente, sem justificativos razoaveis, no cerebro cultivavel e aliás florescente do sr. Aloysio Rezen­de, humildemente, convicto mesmo das pou­cas pollegadas que me fazem distanciar do analphabetismo, vejo-me forçado, pelo sim­ples motivo de não conhecer neste sr. as razões de mestre a responder, com laconidade ou expansão precisa e nos microscopicos li­mites do meu nada literário, á sua grosseira chroniqueta de nenhum relêvo, cuja alma de assumpto foi vibrar golpes maliciosos sobre os meus pobres rabiscos publicados em o nu­mero 18 deste conceituado jornalsinho, sob a epígrafe-Avante, mocidade feirense-
Não me foi algo de surpreza tal incidente, pois ha dias não muito atrás, no salão de au­las do “Grémio Rio Branco,” elle proprio affirmara, perante algumas pessoas de reco­nhecida competência, ser um doutrinador são, não enxergando, porisso, pessoa alguma na Feira que estivesse livre das leis absurdas do seu cutéllo.     |
Seria innominavel pretenção minha, até uma lastimável presumpção, querer alimentar pole­micas literárias com alguém que ao envez de ser merecidamente corrigido, procura criticar, fóra das normas da educação, a quem nunca lhe offendeu. Mas, o dever incita-me a deffender os meus pallidos rabiscos mal interpreta­dos ou inconscientemente julgados pelo sr. Rezende, EMBORA NUM SÓ ARTIOUETE procurando e apresentando os dados mais coloridos para desviai-os do seu olhado malsinador. Quer o sr. Rezende, pela simples razão de já haver lido algumas obras de cele­bres escriptores, dominar a Feira intellectual com os relâmpagos do seu profundo talento!!
Admirável anceio!...
Carecedor de mestres eu o sou, e assim affirmei em a minha primeira chroniqueta ou, garatuja, como se lhe queira nomear, publica­da há já alguns dias neste mesmo períodíco. Mas, não é ainda o sr. Rezende o mestre que eu queira adoptar.
      Embora a exata perfeição e a infallibilidade do genero humano ainda não haja, existem, mesmo aqui na Feira, pessoas que sabem escropulosamente, distinguir o joio do trigo, em si tratando de literatura. A estas, mui gos­tosamente eu estirarei minhas mãos para re­ceber o castigo, quando merecido.
Como, porém, ter o sr. Aloysio Rezende por mestre se elle me auxilia a açoitar o azorrague contra a literatura?...
Impossível!
Logo na sétima linha da sua «Ondas», vê-se claramente que o sr. Rezende luctava mesmo com as ondas da contradicção, em classifican­do de excellente (sem grypho) aquillo que elle mesmo procurava deprimir.
Muito me admirou, assustou-me até a for­ma pela qual elle interpretou as ultimas pa­lavras do segundo período da minha chroníqueta. Disse eu que o sr. José Falcão era um sonhador ardente e futuroso das letras nacionaes, e não um futuro vulto!
E, mesmo, se eu disser que o meu conten­dor é um futuro critico ou literato, será isto lisonja? Não. O dia de amanhã é completa­mente ignorado.
     Uns nascem abraçados ao talento e logo cedo lançam ao mundo os raios da sua erudi­ção; outros, somente perto da velhice come­çam a rasgar o véo que envolve sua sabedo­ria.
     Mesmo no sr. Aloysio Rezende, se encontra alguns sustentáculos para o alevantamento da ideia que, segundo sua opinião, se acha demolida.
Quando há poucos annos, o sr. Rezende pe­dia copia de cartas ao sr. Ariston Silva, conhe­cia o que hoje conhece relativamente ás letras?
    Não! E amanhã, não poderá ter profundo conhecimento de literatura e sobre-pôr as montanhas ás mantanhas - na phrase de La­tino Coelho - a golpes de talento, para al­çar o apogeu da gloria?
    Creio que sim.
   Depois, a má comprehensão do novo sabio cahiu em cheio sobre o seguinte trecho dos meus rabiscos: - Desde criança, vinha demons­trando gosto e predilecção pelas letras, e hoje, já tornou-se o admirador convicto do estilo de ouro de Almeida Garrett, da arte admirá­vel de Latino Coelho e da maviosidade offuscante de Coelho Netto.
  Quer o sr. Aloysio dizer que, ADMIRAR Garrett ou quaesquer outros escriptores é saber IMITAR o estylo, a eloquência, o rithmo des­tes ou daquelle,
Dizem os mais conceituados díccionaristas que ADMIRAR é enlevar-se, achar alguma couza espantosa, extraordinária, etc
Logo, ADMIRAR não ê synonímo de IMI­TAR.
O sr* Aloysio deve ADMIRAR a astronomia, no entanto, não IMITA tal sciencia. ADMI­RA um fakir sem nunca tel-o imitado.
Em fim está ao alcance da mais rústica igno­rância, que só ADMIRAMOS aquilo que não pudemos IMITAR. E qual a maior ambição da humanidade, sinão a de IMITAR aquillo que ADMIRA?
Felísmente, estou certo que José Falcão não receberá aquella bofetada injusta como do povo feirense, e sim de Aloysio Rezende.
Tornando ás razões por que não adopto-a como mestre, ao publico sensato eu sito al­guns dos seus muitos erros, IMPERDOÁVEIS PARA UM CRITICO, contidos nas suas mais aprimoradas producções:

“DE COMO GUILARDO FAZ ARTIGOS”

Foi este o titulo da sua primeira critica literaria, lançada contra o inteílígente acadé­mico Guilardo Cohim, em o n°. 12 d’A FLOR.
Assim começa o novo critico:
«Ha já pouco ano...» etc.
Diz Garrett, em «Viagens na minha terra», á pagina 28: - «Já se diz ha muito anno que honra e proveito não cabem num sacco»
Eis ahi a fonte germinal da phrase que ser­vira de abertura a nec plus ultra crónica do sr. Aloysio.
A differença notada é que, o sublime Garrett emprega a palavra MUITO e o sr. Rezende o seu antonymç POUCO.
Em seguimento desta pequena imitação, na mesma linha está a palavra JOVEM, (com M) quando a forma authorisada pelos philologos é JOVEN[1], repetindo o mesmo erro na terceira linha do terceiro periodo. e primeira do sexto.
«Viagens na minha terra» tem sido a obra inspirativa dos escriptos do sr. Rezende: - No oitavo periodo da segunda columna, diz elie: «Deixo de lhe esclarecer minuciosamente aos senhores» etc. Diz também Garrett na sua mes­ma «Viagens», á pagina 65: «Eu lhe explico aos senhores» etc. Mas, este se refere a um limitado numero de pessoas, e o sr. Rezende, ao leitor ou ao povo.
Portanto errou ...errou muito!
No meio da sua chroniqueta, o sr. Rezende esqneceu-se completamente da Historia, e zás... disse que Isocrates foi o celebre deftensor de Fríné!!
Diz Pompeio Gener, na sua custosa obra histó­rica sobre poesia, arte dramatica e philosophia, intitulada «EI inteliecto Helenico» que Isocrates foi um grande preceptista, grande philosopho, grande politico, grande orador ou escriptor de arengas, emquanto apresenta na pagi­na 195, Hiperides como o deffensor da cele­bre e formosa cortezã Friné, com quem susten­tou relações amorosas, etc. E, no «Manual de Estudos Gregos e Latinos» por L.Lourand, lendo-se a pagina 252, tira-se a melhor illação possivel que foi Hiperides e não Isocrates o deffensor de Friné.
Mais além, lê-se que Vargas Villa foi um trá­gico LIBERALISTA, e não LIBELLISTA, como elie o foi! E no oitavo periodo a palavra «Gramaticaes» com a ultima syliaba dividida (ca-es)! Passo agora ao seu deslumbrante

«NERVOSISMO»

chroniqueta bem inspirada nos seus extremos, apresentada por elie, no «Rio Branco», como producção de doutrina sã. Quem lê Aloysio Rezende, fica logo sabendo que elie adopta as regras da phonologia.
No entanto, iniciou elie o seu «Nervosismo» com a palavra HONTEM (com H) em com­pleto desaccordo com a phonetica.
Na penúltima linha da primeira columna a palavra SEUS dividida (se-us)!
Agora, no que vou citar, abysmará o leitor a inconsciência e falta de convicção do sr. Re­zende nas suas criticas literárias.
Vejamos:,
Emendou elle a phrase Não podíamos dei­xar de chorar do joven Guilardo Cohim; e, é elle, o mesmo Aloysio Rezende, o mesmo cri­tico que deixou graphico no decimo periodo do seu «Nervosismo»: «Nós mulheres não pode­mos deixar de namoricar» (o grypho é meu).
Ahi estão, leitor amigo, as razões porque não posso, não devo e não quero me submetter ás ficções ou criticas do sr. Aloysio Rezende.
Acceitarei por mestre alguém que erre me­nos, que tenha mais um pouquinho de conhe­cimento em letras e que seja também mais delicadosinho nas suas criticas.
Penso eu que para se criticar em literatura, seja mister o profundo conhecimento das letras e das suas condições ethinicas.
Portanto ainda muito longe do Sr. Resende, está o poder intellectivo de critico-literario.
Aos meus erros, os conscientes perdoarão, porquanto nunca me arvorei de mestre; mas para o sr. Aloisio que solta aos ventos os estandarte vermelho de guerra contra os que procuram, com esforço, applicar-se ás letras criticando-os á esmo, não haverá perdão para as suas quédas nas incorrecções
Acceitarei agradecido, no entanto, o conselho que elle me déra ao terminar a sua chroniqueta: - Que eu me applique aos livros. –
Mas, retribuo o seu alvitre com outro identico: - Abandone o seu Aloysio a pretençãode sabio e venha commigo ás aulas do “Rio Branco”, beber um pouquinho da luz literaria, para que amanhã, indubitavelmente, o crítico possa criticar com a suavidade e razão, e o criticado responder em phrase melhores e mais correctas, formuladas, talvez no cadinho de um estylo que não aborreça o publico.

Feira 6 de setembro de 1921.

Werdeval PITANGA


Notas do Blog: 1) os erros por acaso encontrados, são do português da época ou da tipografia. 
2) este texto é um Facsimile do jornal "A FLÔR" edção nº21 de 13 de setembro de 1921. pag. 1,2,3



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2. aparecera todos os textos, está por ordem cronológica, interessante começar por Querelas I.




[1] Na época do texto o certo era JOVEN, com N. (nota do Blog)

Filme do Santanopolis dos anos 60