Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

domingo, 29 de janeiro de 2017

ANTES E DEPOIS DA LAGOA GRANDE


Lagoa Grande 1950 - Foto blog Por Simas
Lagoa Grande atualmente
 Este manancial, o primeiro abastecedor de água encanada de Feira de Santana, inaugurada em 1950 pelo Presidente Juscelino. Durante muito tempo, depois que abastecimento de água passou ao Sistema do Paraguaçu, foi invadida várias vezes, chegando quase a ser extinta. "ocupações clandestinas que despejam esgoto no manancial sem nenhum tratamento. Hoje, não é viável remover as pessoas de lá. A melhor saída é coletar o esgoto e tratá-lo para diminuir a poluição”, afirma o sociólogo Ricardo Araújo, quanto ao problema do rio Tietê de São Paulo, guardando as proporções, o mesmo desastre ecológico. Agora o Governo Estadual, em belíssima obra, recuperou o tamanho do manancial, foto abaixo. Cabe agora à Prefeitura, na fiscalização das invasões e ao Estado fazer o tratamento das águas.

ANIVERSÁRIO DE RUBENS CARVALHO

Completa mais um ano de vida, o Santanopolitano Rubens, nossos parabéns. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XX

Ismael S. Bastos

O inesquecível Professor Planzo!

No quadro o inconfundível símbolo
Marca registrada de professor Planzo
Eram temidas as aulas de matemática
Fazia tremer a muitos alunos a temática

Todavia o professor Planzo a aliviava
Com a sua didática avançada ensinava
E muito fácil até em cabeça dura entrava
Quem a odiava ao passar do tempo amava

Seus métodos eram eficientes e inovadores
Assim agiam no Santanópolis, os professores
Professor tolerante sem abrir mão da disciplina
Agradava a todos tanto fosse menino ou menina

Ensinava duas matérias matemática e geometria
Com seu jeito e calma ao explicar tudo se aprendia
Excelente sua conversa, perito também em filosofia
Regia a classe com muita habilidade e grande maestria

Se o tema era matemática ele sorria de felicidade
O professor que nos passava confiança e serenidade
Com seus métodos de ensino aprendíamos de verdade

Planzo quem assistiu às suas aulas sentem muita saudade

ANIVERSÁRIO DE ZULEIDE DE ARAUJO SANTOS (ZU)

Zú aniversaria hoje e nós nos associamos nas comemorações espiritualmente, desejamos a repetição desta data encontrando-a com muita saúde e alegria.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ANIVERSARIANTES DE HOJE

Quatro Santanopolitanos fazem aniversários hoje, Ana Regina Gonçalves, Lúcia Maria Oliveira de Azevêdo, Maria das Graças Cordeiro Pinto e Raimundo Nascimento de Araújo. A todos, nosso desejo de encontrá-los com saúde e felicidade.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

LEMBRANÇAS DO CINE TEATRO SANTANA

DIMAS OLIVEIRA
Jornalista, especializado em Cinema.
Escreve desde 1967. Lançou em 2014 o
livro "cinema demais ou era uma dezenas
de filmes comentados e a situação do cinema
em feira de santana".


“Cine-Teatro Santana, que me faz sonhar, outrora com bandidos roubando a minha coleção de selos e com certa lourinha mordendo-me a ponta do nariz!” (Eurico Alves Boaventura)
Reparem no cartaz no lado
esquerdo do poste com lampião
anunciando o filme
Há 96 anos, em 24 de maio de 1919, a inauguração do Cine-Teatro Santana, a partir da fusão do Cinema da Vitória e o Teatro Santana, que existiam no século XIX. O espaço passou a ser utilizado tanto para as exibições de filmes, quanto para os espetáculos teatrais, musicais e literários. Era situado na antiga Rua Direita, atual Rua Conselheiro Franco, em área pertencente à Santa Casa de Misericórdia. O espaço era considerado um instrumento de difusão dos ideais de civilidade e modernização.
Quando cheguei a Feira de Santana, no início dos anos 50, a sala não mais existia. Assim, nunca assisti a um filme no local. Ainda criança e adolescente sempre passava em frente da fachada preservada do prédio. Depois, foi derrubado para servir de estacionamento.
O que sei sobre o Cine-Teatro Santana foi contado pelo meu pai, Carlos Simões de Oliveira, “habituê” do espaço, de quem herdei o gosto pelo cinema. Eliziário Santana, seu confrade no charadismo, então era o proprietário do Cinema Santana[1].
Também sei através do historiador Antônio Moreira Ferreira, conhecido como Antônio do Lajedinho, que conta sobre o Cinema:
“(...) Tendo na frente uma porta larga que servia de entrada para a sala de espera, mais duas portas de frente, para saída, e duas bilheterias entre as portas. Ainda na frente existiam três janelas na parte alta, no mezanino[2], que, com advento do cinema, foram fechadas as laterais e transformadas em seteiras. A central onde foi instalada máquina de projeção. (...) A parte interna era mobiliada com cadeiras, tendo uma divisão na parte próxima do palco.”
Quanto às exibições de filmes e séries, foram apresentados aqueles que tinham a participação de atores renomados no período, como Buck Jones, Buster Keaton, Charles Chaplin, Douglas Fairbanks Jr., Rodolfo Valentino, Tom Mix, entre outros. Filmes como “Tarzan, O Homem Macaco”, de Scot Sidney, 1919, com Elmo Lincoln; “O Garoto”, de e com Charles Chaplin, 1921; “O Filho do Sheik”, de George Fitzmaurice, 1926, com Rodolfo Valentino e Vilma Banky; “A General”, de e com Buster Keaton, 1926; “Cavalheiro Amador”, de Thornton Freeland, 1936, com Douglas Fairbanks Jr. e Elissa Landi; ‘Flash Gordon”, de Frederick Stephani, 1936, com Buster Crabbe e Jean Rogers; “As Aventuras de Sherlock Holmes”, de Alfred L. Werker, 1939, com Basil Rathbone e Nigel Bruce e muitos outros.
Os espetáculos musicais ficavam a cargo das filarmônicas locais -
 Euterpe Feirense, 25 de Março e Vitória que faziam saraus, além de cantores de fora que animavam as noites das elites feirenses com diversos ritmos[3]. A poetisa e musicista Georgina Erismann, criadora do Hino à Feira, por várias vezes se apresentou no espaço. Em 1919, quando da passagem do Circo Belga pela cidade, foi realizada uma exibição da trupe belga LebAlberts e “seus cães sábios”.
Nas apresentações teatrais, destaque para o Grupo Dramático Taborda, o Grêmio Lítero-Dramático Rio Branco e as apresentações de cunho religioso, organizadas por grupos como o núcleo das Noelistas.
Além de um espaço de cultura e lazer, o Cine-Teatro Santana foi palco de grandes eventos políticos, como a conferência de Rui Barbosa, quando de sua visita a Feira de Santana, em 25 de dezembro dc 1919. Foi quando ele denominou Feira de Santana de “Princesa do Sertão”.
Eurico Alves Boaventura no poema “Cinema” (trecho no início deste texto) destaca que o cinema era um espaço para se sonhar. Antônio do Lajedinho diz mais que a plateia se entusiasmava com as exibições dos filmes: “a rapaziada fazia questão de ocupar as gerais, porque ah todos aplaudiam batendo o acento da cadeira e gritando a cada castigo que o mocinho aplicava no bandido.”
Ao piano, Anita Novais ou Alcina Dantas executava ritmos compatíveis com as cenas exibidas. As de amor eram acompanhadas com valsas. As de pancadaria, com foxtrote.
Durante 30 anos, até o final da década de 40, 0 Cinema Santana funcionou sem concorrentes.

Transcrito da revista "História e Estórias dos Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mãos).
Edição Especial do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - 2015 p. 64, 65 




[1] Notas do Blog: Conheci o Cine Santana no seu estertor, lembro do gerente “Seu Vadu”, criança ia pedir pedaços de filmes que usávamos em projetores por nós construídos, com lâmpadas cheias d’água que servia de lente, então projetávamos a película em um lençol branco. Em minha casa tinha um salão enorme, juntava um mundo de meninos para assistir o “filme”.
[2] O cine Santana não tinha sanitários, usava-se o beco para fazer xixi. Conta a lenda que garotos fizeram xixi no mezanino, caindo na cabeça da família do delegado, amigos foram correndo avisar aos “moleques”, o desastre, eles trocaram de lugares. Quando interrompendo a projeção, o “bafafá” estava armado, ficando difícil a identificação dos “vagabundos”.
[3] Assisti Miraci Santana, feirense, imitando cantor brasileiro, Bob Nelson, na época era o máximo, por sua vez fazia músicas rurais americanas, principalmente em filmes de Cowboys.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

TORNEIO DE BASQUETE NO FEIRA TÊNIS CLUBE - DÉCADA DE 50

Uma das equipes de Feira de Santana, agachados:
? Dega, Isac, Raimundo, ?, Itamar e Dilermando 
Deste torneio participaram quatro equipes: da cidade de Jacobina, na foto, Itapagipe, de salvador e duas equipes de Feira de Santana.

ANIVERSÁRIO DE JOSÉ DA PAZ RIBEIRO LIMA (ZITO)

Parabéns Zito pelo aniversário, desejamos replay desta data por muitos anos, encontrando-o com saúde e paz.

domingo, 22 de janeiro de 2017

ANTES DEPOIS DE ANTONIO CARLOS PINTO DE ALMEIDA (TATAI)

Tatai, atleta do Icaraí, equipe de basquete que disputava o campeonato no Feira Tênis Clube.
Também era atleta do Santanópolis. À direita no III ENCONTRO DOS SANTANOPOLITANOS, em 23.08.2012. Já falecido.

ANIVERSARIANTES DE ONTEM E HOJE

Maria da Glória
Frances
Frances Daltro fez aniversário ontem, não pude postar, vale o registro. José Carlos Cohim, estou corregindo a data de nascimento, postando em dobro, Antonio Alcione Cedraz e Maria da Glória S. Pereira, se juntam aos outros para comemorações. Parabéns.
Alcione
Cohim



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

REVISTA SERPENTINA XIII

O Santanopolitano Professor
Antonio Augusto da Silva Garcia
beletrista de escol, legitimo
representante das letras baianas
que nos honra com a sua
colaboração 
Uma usança festiva de antanho

OVOS DE PÁSCHOA
Foram muitos os vetustos costumes festivos do Velho Mundo, transplantados para o Brasil, onde se radicaram, perdurando alguns até a época actual. 
Todavia, pesar de interessante, o uso dos ovos de Páschoa não logrou a adopção de nossa gente, aliás facil de influenciar- se e a tal ponto que o seu espirito de imitação, basta vez, se afigura quasi servil.
Recordo-me de que, em minha adolescencia, ao avisinhar se a prazeirosa Páschoa, as livrarias exibiam bellos chromos e as montras dos pasteleiros entoiriam-se de artefactos confeitados de assucar ou de chocolate figurando, aquelles e estes, os antiquissirnos ovos de Páschoa. a.
A adeantada industria do seculo disseminava assim aquelles symbolos de festa christã, de par com outras representações: sinos afestoados de flores e leitões ataviados de fitas, visando a resurreição da usança de apartadas éras dos povos christãos, em que ovos authenticos de gallináceos, diversamente enfeitados, coloridos ou illustrados com primorosas miniaturas, eram offerecidos e, vezes, permutados como presentes do Domingo da Resurreição.
Houve escriptores que divisaram nessa prática jubilosa uma tradição da Igreja primitiva.
Explicavam-na, no entretanto, de diversa maneira: uns encaravam taes presentes como uma lembrança do ovo vermelho que, segundo o testemunho de AEIius Lampidius puzera urna gallinha, que pertencêra a parentes de Alexandre Severo, no dia do nascimento deste; outros o faziam remontar ao tempo do martyrio dos christãos pelo ovo igniat.
Sabe-se que entre os pagãos o ovo tinha uma significação mystica relativa á origen dos seres e de todo o orbe.
Foi, talvez, essa tradição que se buscou conservar, como tantas outras, na religião nova.
O mais provavel elucida Mc. Pierre Larousse - é que os adeptos viram no ovo, por causa do phenomeno da eclosão, um symbolo da ressurreição de Christo.
Dahi o costume dos christãos de outrora de levarem ao templo e fazerem benzer pelos sacerdotes os ovos que eram depois distribuidos aos diversos membros da familia e aos amigos, tal se procede ainda hoje entre nós, em vária região, com as pequeninas patas bentas nos dias festivos de Pentecostes, Santo Antonio e São Caetano.
Em Paris, no seculo XIII, clérigos, universitários e jovens de diversas classes sociaes congregavam-se nas praças publicas e organisavam extensos prestitos, que, precedidos de bandeiras, trombetas e tambores, rumavam para a Cathedral de Notre Dame, onde cantavam parte do olficio denominado Laudos, espalhando-se, em seguida, peles viaes citadinos e collocando ovos de Páschoa ás portas das casas amigas.
Dar ovos de Páschoa significava, então, mimosear os parentes, amigos, visinhos, e até os criados com ovos tintos de vermelho, de azul e até multicôres.
Nos seculos XVII e XVIII, no dia de Páschoa, depois da missa, levavam ao rei corbeilhas refertas de ovos doirados que o soberano repartia entre os circumstantes.
Constituiram-se verdadeiras obras de arte, dois ovos com pinturas historicas offerecidos a Mme. Victoria de França, filha de Luiz XV, que são conservados religiosamente na Bibliotheca de Versailles, como preciosas curiosidades.
Não desdenharam os celebres pintores Wateau e Lancret utilisar-se de seus mágicos pincéis para illuminar ovos de Páschoa com miniaturas de subido valor artistico historico. Foi pena que o costume não se perpetuasse. Mas é que tudo passa.

ANIVERSARIANTES DE HOJE

Joca
Aos dois Santanopolitanos que completam mais um ano de vida, Antonio Jorge Carvalho Freitas (Joca) e Edmilson Lopes dos Reis (Mimisso), muitas felicidades. Parabéns.

Mimisso

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ANIVERSÁRIO DE NEUTON CARVALHO TORRES

Hoje é aniversário do "americano" Torres, deve comemorar nos "steites", assistindo jogo da NBA, sua cachaça. Parabéns.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XIX

Ismael S. Bastos
Teatro no Santanópolis!

Neide Sampaio o idealizou
Junto às colegas apresentou
Nosso teatro amador juvenil
Sensação da época estudantil

As peças tinham seu fiel público
Cada qual com o seu papel utópico
Os personagens bem caracterizados
Trajes detalhadamente customizados

Os atos eram exaustivamente ensaiados
Destacando a peça os brinquedos sabidos
Na encenação pareciam vivos os folguedos
A plateia delirava, entre os risos e os aplausos

Cine Teatro Santanópolis era o grande palco
Para o nosso colégio foi um grandioso marco
Um colégio do interior, possuir um cine teatro!
Encantava a todos os alunos, o mágico espectro

A peça O Quadrado merece um destaque especial
Por ser uma obra muito criativa e de produção local
Idealizada pelo nosso grande mestre Arlindo Pitombo
Este fantástico professor de história um verdadeiro tomo!

ANIVERSÁRIO DE MARIA DE LOURDES PEREIRA PIMENTEL (LURDINHA)

Lurdinha completa mais um ano de vida, nos juntamos, virtualmente, com a família,nas comemorações desta data. Parabéns. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

ÁGUA NO SEMIÁRIDO - II

Adílson Simas
No segundo capítulo da série "ÁGUA NO SEMIÁRIDO" vamos focar na história da água para as residências de Feira de Santana. A seguir matéria postada no Blog "Por Sima", do Santanopolitano Adílson (foto).

Nos primórdios os poucos habitantes aqui existentes bebiam água brotada dos Olhos D´Água na fazenda de Domingos Barbosa e Ana Brandão e dos minadouros e tanques.

Com o aumento da população a água passou a ser carregada em potes ou em barris no lombo dos animais e vendida a domicilio.

Este comércio era feito com dois tipos de água:

A água de beber, extraída de fontes especiais como a Fonte do Mato e era vendida mais cara.

A outra, a água de gasto, geralmente retirada do Tanque da Nação, onde os animais matavam a sede e as mulheres lavavam roupas, era vendida mais barata.

Mesmo após ser elevada a categoria de cidade, no século XIX, os habitantes continuaram bebendo água das fontes existentes.

Durante a primeira metade do século XX  período em que a cidade teve como governantes os intendentes da Velha República, os prefeitos da Nova Republica e os interventores e prefeito  dos últimos anos  do Estado Novo e os primeiros da Redemocratização, a população ainda era abastecida com água captada em cisternas e poços cavados no quintal das casas.

Lagoa Grande
Somente a partir da segunda metade do século XX a população conheceria avanços no sistema de abastecimento do precioso líquido.

Tudo começou com as eleições gerais de 1950, quando Getúlio Vargas, ex-presidente e de novo candidato a presidência aqui esteve em campanha eleitoral.

Vale frisar que o Getúlio Vargas foi recepcionado na residência do coronel José Pinto, pai do jovem Francisco Pinto, que na mesma eleição foi eleito vereador. 

No comício  realizado na Praça João Pedreira, ao  lado do candidato a prefeito Almáchio Boaventura, na recepção na residência do coronel José Pinto e na rápida parada no distrito de Humildes, Getúlio Vargas disse que se fosse eleito dotaria o povo feirense de água encanada.

Chegou a detalhar, com base nas informações passadas pelas lideranças locais, que a água seria captada da Lagoa Grande, nas proximidades do subúrbio de Santo Antonio dos Prazeres. 

Eleito, inclusive com expressiva votação nesta cidade, onde venceu o candidato Eduardo Gomes,  Getúlio recebeu no Rio de Janeiro,  cidade sede do governo federal, uma comissão da câmara municipal formada pelos vereadores Francisco Pinto, Wilson Falcão e Antônio Araújo.

Durante a audiência, os vereadores cobraram o compromisso que o então candidato havia assumido em praça pública. O presidente não só reafirmou como delegou poderes ao baiano Ernesto Simões Filho, que era Ministro da Republica, para tomar todas as medidas necessárias.

Logo as obras foram iniciadas, consequentemente durante a administração do prefeito Almachio Boaventura, do mesmo partido do presidente.

Sobre este fato inconteste, muitos ainda recordam que foi nesse tempo que se instalou na cidade dois gigantes reservatórios, na época conhecidos como “caixa d’água”.



Juscelino inaugurando
o 1º sistema de água encanada
de Feira de Santana

Um no antigo “Pilão sem tampa” (na foto o prefeito inspecionando a obra),  outro  no Alto do Cruzeiro, na área onde foi construída a Escola Municipal Cícero Carvalho.

Com a trágica morte de Getúlio, em 24 de agosto de 1954, os trabalhos foram interrompidos. Mas por se tratar de uma obra da maior importância, ela foi retomada assim que Juscelino Kubitschek, eleito presidente, assumiu o poder.  
Obra concluída, em janeiro de 1957  o presidente “bossa nova” veio a Feira de Santana para a grande festa de inauguração. 

Chegou acompanhado do governador Antônio Balbino, do seu chefe da Casa Militar, o general Nélson de Mello e outras autoridades e foi recebido e recepcionado por João Marinho Falcão, que era o prefeito da cidade.

Aquele avanço, no caso a água encanada oriunda da Lagoa Grande  no começo abastecendo as caixas e a partir delas chegando às torneiras das residências, através do Serviço Autônomo Municipal de Água, perdurou até o final dos anos 60.

Nessa década, novamente através da União, por influência de Luiz Vianna Filho, atendendo apelos do prefeito João Durval, foi implantado em Feira de Santana o Sistema de Abastecimento de Água do Rio Paraguaçu.

No começo da década de 70, mais precisamente numa quinta-feira, 25 de fevereiro de 1971, aconteceu a inauguração oficial, com direito a torneira jorrando água na mesma Praça João Pedreira, que em 1950 ouviu Getúlio Vargas prometer o primeiro serviço de água. 

Além do governador Luiz Viana, em fim de mandato e outras autoridades estaduais e municipais, o ato trouxe a Feira de Santana o General Costa Cavalcante, Ministro do Interior, que representou o Governo Federal. 

Dirigia a cidade e consequentemente foi o responsável pela recepção as autoridades, o prefeito Newton da Costa Falcão, filho do mesmo João Marinho Falcão, que era o prefeito em 1957, quando houve a inauguração da primeira água encanada.

Assim que o novo sistema foi implantado, sob o comando da SESEB mais tarde transformada em EMBASA, a propaganda oficial e as lideranças políticas locais propagaram que a Feira de Santana, até o ano 2000, não teria problema de abastecimento de água.

A previsão não se confirmou, pois pouco tempo depois, ainda nos anos 80 a população já estava a exigir melhoria no serviço.

Não houve exagero na propaganda prevendo água em abundância até a virada do século. Na verdade a propaganda é que terminou sendo atropelada pelo surto de progresso e desenvolvimento que Feira de Santana começou a experimentar exatamente a partir dos anos 70. 

Tanto que de 1971 quando o novo e moderno sistema foi oficialmente inaugurado, até os dias atuais, todos os governadores baianos, uns mais outros menos, estão sempre promovendo a ampliação do sistema.

Mesmo assim, a cada estação verão – e este ano não tem sido diferente, é grande a reclamação da população contra a falta do precioso liquido nas torneiras, tanto no centro como na periferia.

Aqueles que moram mais distantes, em localidades aonde a água encanada ainda não chegou, na zona rural em especial, enfrentam neste período do ano, um cenário pior do que aquele vivido pelos nossos antepassados, pois ao contrário do que ocorria nos primórdios, nos dias atuais os tanques, poços, fontes e cacimbas também estão sempre secos.


Por isso, ainda que seja justo insistir na cobrança de providencias a quem de direito, faz melhor quem souber economizar o precioso liquido neste período de clima ardente.

ANIVERSÁRIOS DE HOJE

Baby

Mais um ano de vida bem vivido às Santasnopolitanas, Cleoilda Souza Oliveira (Baby) e Celeste Pires. Axé, parabéns e muitos anos de vida.
Celeste

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

COMO SE PROVA UM NÚMERO INFINITO NA TORA

Carlos P. Novaes
 Bem, o numero “e” é definido como uma série infinita:

  “e” = 1 +1/1!+1/2!+ /3!...                              (1)

Tem um livro, pirotécnico, que tem um “e” com um milhão de casas decimais. Bem para calcular um “e” com um milhão de casas decimais, seria preciso operar com fatoriais próximos de 1000000!. A minha hp, boa, coitadinha, o máximo que consegue é um fatorial de 250 e pronto, estoura a capacidade. Este computador deste professor que calculou este “e” com um milhão de casas decimais deve ser muito bom, não é?
Bem, calcular este número realmente é difícil, né? É infinito! Mas será que ele fez cálculo numérico? Cálculo de operações? Sei não?
Se nós verificarmos o gráfico da equação abaixo, veremos que perto de zero, o valor de Y é próximo de “e”: 2,71828182846.... Eu disse: perto.

                                                  Y = (1+ X)(1/X)                                                            (2)


         Gráfico da equação (2) nas cercanias de X igual a zero.

Mas tem uma coisa, façam as contas: todos os valores de Y, para valores de X negativos, todos, são maiores que os valores de Y positivos. Veja, por exemplo, para X igual a -0,00000001000, Y é 2,718281831. Já para X igual a-0,00000001000, Y é 2,718281840. Vejam o f(X-) > f(X+). Portanto, nós deduzimos que, para valores menores de X, desses que tendem a zero, é a mesma coisa, o valor de Y da esquerda será um pouquinho maior que o Y da direita.  Assim eles são dois números, parecidos, mas não iguais.
Bem, vamos supor que um deles seja o “e”. Primeiro, qual deles é o “e”? É o da esquerda ou é o da direita? Segundo, como se prova que ele ou eles são “e” se nem o valor exato, se é que ele existe, a gente conhece?
Vocês não acham que estas demonstrações, fuleiras, só provam é que este limite é aproximadamente “e”? Que este povo precisa ser humilde?
Está para nascer o homem que provar esta patuscada acima.

Nota do Blog: O professor Novaes sempre questionou falta de espaço para suas teses - o que nós não concordamos - sempre teve espaço, inclusive publicamos um boletim da área de matemática da UEFS em que discutia este problema. Mas chega ao Blog dezenas de comentários das postagens dele, mas não se trava uma discussão sadia. Ainda por cima recebo várias por e-mail, que não é o caminho adequado para publicação, por este motivo o Blog do Santanópolis gostaria de disciplinar esta querela:
  1. O professor Novaes sempre terá espaço neste Blog para suas matérias;
  2. Não emitimos opinião sobre o assunto, mesmo porque não é de nossa área;
  3. Sempre pulicaremos os comentários, gostaríamos que as partes lessem;

A seguir dois comentários para justificar a nota do Blog: O primeiro é um comentário de 03/06/2015, tem a ver com a postagem acima. O segundo foi enviado para meu e-mail oevandro@uol.com.br  sem problemas, mas Álvaro, o caminho bom é a área de comentários para que todos participem, como você já usou anteriormente.

O professor incorre em alguns erros conceituais:

1. Exemplos numéricos não servem de prova matemática. É necessário mostrar algébricamente.
2. O que está ocorrendo quando se calcula o limite no computador, é que há um estouro da precisão do computador que é incapaz de representar números tão pequenos (por exemplo, um computador que usa casa decimal de 64 bits... só consegue representar números maiores que 2 elevado à -64).
3. A função em questão é da forma f(x)^g(x). Não existe regra matemática que garanta que lim f(x)^g(x) = lim (lim f(x))^g(x) como é feito em alguns textos do referido autor.

É isso.



É claro que o número de Euler não pode ser unitário. Caso fosse, toda a teoria de circuitos elétricos em corrente alternada (cálculo fatorial) 
estaria errada. Não se trata simplesmente de um "errozinho" de pé de 
página cometido em salas de aula, mas da teoria que sustenta o mundo moderno.
Abraços,
Álvaro
Estamos agradecidos pelos emeios e os comentários.

OS QUE COMEMORAM ANIVERSÁRIO HOJE

Loyde
Aos Santanopolitanos aniversariantes, Augusto Cesar Ribeiro de Oliveira, Cecília de Lima e Silva e Loyde Martins de Freitas, nosso desejo de muitos replays desta data, encontrando-os com saúde e paz.

domingo, 15 de janeiro de 2017

sábado, 14 de janeiro de 2017

ANTES E DEPOIS DE TÂNIA CAVALCANTE DANTAS

À esquerda Tânia, à direita atualmente. Parece que sempre gostou dos cabelos compridos.

ANIVERSARIANTES DESTA DATA

Ana
Lilia
 Às três Santanopolitanas que acrescentaram mais um ano de vida, Ana Rosa Daltro Freitas, Denise Tavares Contreiras e Maria da Purificação Ribeiro ( Lilia). Nossos parabéns.


Denise

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

VERSÃO BASEADA NO LIVRO MEMORIAL DE MARCO POLO

Carlos Brito
Vou-me embora pro passado
Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Na Boite do FTC, na Caverna,
Na Boite Blues , na Boite Bojo
Ao som dos Trogloditas,
Dos Leopardos, de Rauzito e seus Panteras
Comerei uma pizza no Lê Goutê ou no Tontomacute
Tomarei  sorvete com doce de leite no Predileto
Beberei um Cuba Libre no Pigally
Tomarei um chope no Cantinho do Chope
Vou-me  embora pro  passado
Lá assistirei Rim Tim Tim
No Cine Madri,
Assistirei Mandrake
No Cine Santanopólis
Assistirei  Batmam
No Cine Plaza ou no Cine  Iris
Escutarei os Divinais, os Dimitans,
Ednalva Santana, Dilma Ferreira
Na Euterpe Feirense
Ouvirei Joel Magno, Edval Souza,
Chico Caipira e Dourival Oliveira
Na Radio Sociedade e na Radio Cultura
Me fartarei de Grapette
No Armazém de Seo Teodorico Alves
Vou-me embora pro passado.
No passado tem Tonhão do Acarajé
Tem Sargento Aranha, tem o Boteco de Regis
Tem Capelão, correndo atrás de Galeão
Tem passeio de Lambreta, que não é a  de Juju
Tem estórias de Zé Coio
Vou-me embora pro passado
Tem Fluminense campeão
Tem os amigos da Rua da Aurora
Tem Noite do Havai
Tem Caju do Ouro
Tem Jogos Abertos do Interior
Vou-me embora pro passado
Tem a turma prafrentex
Tem  Lavagem da Lenha
Tem Antônio Joaquim, evitando lambança
Tem Pedro Pernoite contando verdade
Tem o pessoal da RUF, arrasando de baiana na lavagem
Vou-me embora pro passado
No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem  Marcelo Melo e Julival
Tem  Lili Bolero
Aprontando a gozação
Tem assustado à  Cuba Libre
Tem matines no Econoclube, no Colégio Municipal
Ao som dos Leopardos
Tem Long-Play de Antonio Moreira
Mas Vinicius de Morais é o bom
Tem Gabriela, Cravo e Canela
Tem também  Coronel
Tonico Bastos
Vou embora para o passado
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro

ANIVERSARIANTES DE HOJE

Lia
Duas Santanopolitanas completam mais um ano de vida, Eliana Maria Santos Boaventura (Lia) e Valéria Oliveira Silva (Va). Axé para ambas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O CÉREBRO, DIVINO

Mandaram o texto abaixo para o Blog. Já tinhamos postado matéria semelhante ou igual, mas pelo valor científico da linguagem escrita, vamos reeditar o tema.

Vamos brincar um pouco.
Coisas da neuropsicologia. Vejam que interessante.
Pra distrair um pouco!
Treinar nosso cérebro
O nosso cérebro é doido !!!                   
                        De aorcdo com uma peqsiusa                
                        de uma uinrvesriddae ignlsea,                   
                        não ipomtra em qaul odrem as                     
                        Lteras de uma plravaa etãso,                     
                        a úncia csioa iprotmatne é que 
                        a piremria e útmlia Lteras etejasm                     
                        no lgaur crteo. O rseto pdoe ser                     
                        uma bçguana ttaol, que vcoê                      
                        anida pdoe ler sem pobrlmea.                     
                        Itso é poqrue nós não lmeos                     
                        cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa                     
                        cmoo um tdoo.                    
               Sohw de bola 
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua  mente leia corretamente o que está escrito.
                          35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4
                        M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O!
                        NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45
                        N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O
                        CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M
                        PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!

                        P4R4BÉN5!

ANIVERSÁRIO DE ANTONIO JOSÉ LARANJEIRA

Ao aniversariante de hoje, o jornalista Santanopolitano, Laranjeira, nossos parabéns e um promissor 2017.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

ANIVERSARIANTES DESTA DATA

Jorge
 Aos aniversariantes de hoje, Davi Pinto Sampaio, Jorge Luiz Falcão da Silva e Scheila Simões da Silva, muito axé no dia de hoje.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

ANOS SANTANOPOLITANOS XVIII

Ismael S. Bastos
A Escolha do Namorado!

Jogador de futebol era moleque
No romance o pai dava um breque
Se a filha insistia levava belo esbregue
Ficavam pelo resto da vida com recalque

Cantor com um violão debaixo do braço
Era ele cachaceiro, um preguiçoso palhaço
Se ele aparecesse na porta, não havia perdão
O suplicante levava do pai da moça um pescoção

Se ele não agradava ao pai era um capadócio
Nem adiantava argumentar, não havia negócio
Bradava o pai minha filha é uma moça de família
Descontrolado igual a cão pastor alemão de vigília

Elas tinham muito medo de apresentar um rapaz
Nem podiam imaginar a reação que podia ser feroz
Rapazes quando indagados pelo pai ficavam sem voz
Pé virado para fora, se desconfiava de algo corria veloz

Aquelas que não os enfrentavam ficavam para a titia
Quase tudo era proibido, pouquíssima coisa se permitia
Não era brinquedo não, o patrulhamento muito mal fazia
Isto mesmo até o seu pai aprovar um rapaz era uma agonia!

Filme do Santanopolis dos anos 60