Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

COINCIDÊNCIA?

Ismael Santana Bastos

Pode ser fruto da imaginação

Mas, veio-me esta bela interrogação

Refiro-me aos encontros Santanopolitanos

Como a comissão é composta de ex ginasianos

 

Concluí que os sítios dos encontros foram a dedo escolhido

Analisemos: Os dois locais onde a sociedade desfilou seu brilho

Sutilmente estes locais nos trouxeram muitas e boas recordações

Onde muitos de nós, desfilávamos alegres a bailar nestes belos salões

 

Como esquecermos os bailes no tênis, sendo o principal uma noite no Havaí

Prenunciando que a primeira e maior micareta do brasil começava era ali

Todos muito bem caracterizados, com colares e trajes havaianos

Com alegria, felicidade e a imbatível festividade dos baianos

 

O também escolhido com sua arquitetura única, falo do Cajueiro

Onde todos feirenses natos ou adotados se distraíam, este povo festeiro

Aonde íamos com nossos amigos e familiares, participar do nosso caju de ouro

Clube que infelizmente virá a ser destruído, lá se vai mais um nosso feirense tesouro

 

Diante do explanado, que nos trouxeram recordações impagáveis

Que um dos dois sítios seja preservado existe sim, muitas soluções viáveis

Estou convencido que a escolha dos locais, não foi mera e simples coincidência
Seria menosprezar a comissão organizadora, repleta de gente de muita inteligência

terça-feira, 16 de agosto de 2011

EURICO ALVES, MANUEL BANDEIRA E FEIRA DE SANTANA


Diálogo do poeta feirense Eurico Alves com Manuel Bandeira.
Poema convite: "Elegia a Manuel Bandeira"
Poema resposta: "Escusa"


ELEGIA PARA MANUEL BANDEIRA

                                                  Eurico Alves

Estou tão longe da terra e tão perto do céu,
quando venho subir esta serra tão alta...

Serra de José das Itapororocas,
afogada no céu, quando a noite se despe
 e crucificada no sol se o dia gargalha.
Estou no recanto da terra onde as mãos de mil virgens
tecem o céu de corolas para meu acalanto.
Perdi completamente a melancolia da cidade
e não tenho tristeza nos olhos
e espalho vibrações da minha força na paisagem.

Os bois escavam o chão para sentir o aroma da terra, e é como se arranhassem um seio verde, moreno.

Manuel Bandeira, a subida da serra é um plágio da vida.
Poeta, me dê esta mão tão magra acostumada a bater nas teclas da desumanizada máquina fria
e venha ver a vida da paisagem
onde o sol faz cócegas nos pulmões que passam
e enche a alma de gritos da madrugada.
Não desprezo os montes escalvados
tal o meu romântico homônimo de Guerra Junqueiro.
Bebo leite aromático do candeial em flor
e sorvo a volúpia da manhã na cavalgada.
Visto os couros do vaqueiro
 e na corrida do cavalo sinto o chão pequeno para a galopada.

E S C U S A
                                     Manuel Bandeira

Eurico Alves, poeta baiano,
Salpicado de orvalho, leite cru e tenro cocô de cabrito,
Sinto muito, mas não posso ir a Feira de Sant’Ana.

Sou poeta da cidade,
Meus pulmões viraram máquinas inumanas e 
aprenderam a respirar o gás carbônico das salas de cinema.

Como o pão que o diabo amassou.
Bebo leite de lata.
Falo com A., que é ladrão.
Aperto a mão de B., que é assassino.

Há anos que não vejo romper o sol, 
que não lavo os olhos nas cores das madrugadas

Eurico Alves, poeta baiano,
Não sou mais digno de respirar o ar puro dos currais da roça.

Filme do Santanopolis dos anos 60