Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

sexta-feira, 26 de maio de 2017

ANIVERSÁRIO DE ANA MARIA DE OLIVEIRA

Hoje é o aniversário de Ana, foi aluna e professora do Santanópolis. Parabéns e felicidades.

PASSAMENTO DE MARIA DE LOURDES BARRETO FREIRE


Faleceu nesta madrugada a Santanopolitana Maria de Lourdes, o corpo será velado no D. Pedro e o sepultamento será realizado às 16:00 no Cemitério Jardim Celestial.
Nos juntamos ao pesar dos familiares.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

ESSA PALAVRA COISA...

Mário Moreira
"A palavra "COISA" é um bombril do idioma.
Tem mil e uma utilidades.
É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma ideia.
"COISAS" do português.
Gramaticalmente, "COISA" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio.
Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "COISIFICAR".
E no Nordeste há "COISAR": Ô, seu "COISINHA", você já "COISOU" aquela coisa que eu mandei você "COISAR"?
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem (menos o trem, que lá é chamado de "COISA").
A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a "COISA"!.
E, no Rio de Janeiro?
Olha que "COISA" mais linda, mais cheia de graça...
A garota de Ipanema era COISA de fechar o trânsito!
Mas se ela voltar, se ela voltar, que "COISA" linda, que "COISA" louca.
COISAS de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
COISA não tem sexo: pode ser masculino ou feminino.
COISA também não tem tamanho.
Na boca dos exagerados, "COISA nenhuma" vira um monte de coisas...
Mas a "COISA" tem história mesmo é na MPB.
No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, a coisa estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré: Prepare seu coração pras "COISAS" que eu vou contar..., e A Banda, de Chico Buarque: pra ver a banda passar, cantando "COISAS" de amor...
Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva).
E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as COISAS:
"COISA" linda, "COISA" que eu adoro!
Para Maria Bethânia, o diminutivo de COISA é uma questão de quantidade afinal, são tantas "COISINHAS" miúdas.
E esse papo já tá qualquer "COISA". Já qualquer "COISA" doida dentro mexe... Essa COISA doida é um trecho da música "Qualquer COISA", de Caetano, que também canta: alguma "COISA" está fora da ordem! e o famoso hino a São Paulo: "alguma COISA acontece no meu coração"!
Por essas e por outras, é preciso colocar cada COISA no devido lugar.
Uma COISA de cada vez, é claro, afinal, uma COISA é uma COISA; outra COISA é outra COISA.
E tal e COISA, e COISA e tal.
Um cara cheio de COISAS é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques.
Já uma cara cheio das COISAS, vive dando risada. Gente fina é outra COISA.
Para o pobre, a COISA está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra COISA nenhuma.
Coisa-ruim é o capeta, o câncer, a hanseníase, a roubalheira no Brasil. Coisa boa é o Brad Pitt, Richard Gere, Tom Cruise. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema!
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as COISAS, para serem usadas, por que então nós amamos tanto as COISAS e usamos tanto as pessoas?
Bote uma COISA na cabeça: as melhores COISAS da vida não são COISAS.
COISAS que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas mais.
Mas, deixemos de "COISA", cuidemos da vida, senão chega a morte, ou "COISA" parecida...
Mas, finalmente, muita atenção: em ano de eleição vai ter muita “coisa” para enganar o eleitor. Vamos ficar de olho nessas “coisas”. Não vendam o voto por qualquer “coisa”, porque o correto é dar valor às “coisas”.
Por isso, faça a COISA certa e não esqueça o grande mandamento:
"AMARÁS A DEUS SOBRE TODAS AS "COISAS"."
Luísa Galvão Lessa – É Pós-Doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Université de Montréal, Canadá; Doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ


Entenderam o espírito da COISA ?

terça-feira, 23 de maio de 2017

A MATEMATICA ATRAVÉS DOS TEMPOS

Jair Santos Silva
Foi aluno e Professor do
Santanópolis
O estudo da origem e evolução das diversas partes da Matemática, apresenta dificuldades insuperáveis, quando as nossas pesquisas, atingem o largo período de alguns milênios, que corresponde propriamente à “pre-história” dessa ciência.
Os documentos que mais decididamente têm contribuído para a reconstituição aproximada da ”pré-história” da Matemática, provém de quatro grandes civilizações completamente diversas: caldaica-assíria, egípcia, chinesa e hindu.
Certos documento concernentes à Matemática dos Caldeus datam de 3000 anos antes de Cristo, ao passo que os documentos egípcios mais antigos, procedem de 1700 anos, mais ou menos, antes da era cristã.
Os fragmentos que vieram revelar à ciência o desenvolvimento da Matemática na famosa Babilônia, são numerosíssimos é verdade, completamente isolados uns dos outros.
A Geometria dos Caldeus e assírios tinha um caráter essencialmente prático e era utilizada, nos diversos trabalhos rurais de agrimensura.
E’ interessante assinalar que na representação dos carros assirios as rodas apareciam sempre com 6 raios, opostos diametralmente e formando ângulos centrais iguais. Isso nos leva a concluir, com segurança, que os caldeus conheciam o hexágono regular e sabiam dividir a circunferência em 6 partes iguais. Cada uma dessas partes eram divididas em 60 partes também iguais resultando dai a divisão total da circunferência em 360 partes ou graus.
Os historiadores gregos, sem exceções, procuram colocar no Egito, o berço da Geometria, e atribuir, portanto, aos habitantes do vale do, Nilo, a invenção dessa ciência. As periódicas inundações do célebre rio, forçaram os egípcios ao estudo da Geometria, pois uma vez passado o período da grande cheia, quando as águas retomavam o seu curso normal, era necessário repartir novamente as terras, e entregar aos senhores, as antigas propriedades, perfeitamente delineadas. A pequena faixa de terra rica e fértil, era disputada por muitos interessados; faziam-se medições rigorosas afim de que, cada um, sem prejuízo dos outros, fosse reintegrado na posse exata de seus domínios.  
Texto publicado no jornal do colégio
Santanópolis em 30-09-1954

AS QUE FAZEM ANIVERSÁRIO HOJE

Mércia
Mércia de Araújo Costa e Neuza Maria Sampaio Santos, comemoram mais um ano de vida, parabéns e felicidade.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

UMA VIAGEM NO TEMPO EM FEIRA DE SANTANA IV

MÁRIO GOMES MOREIRA nasceu em Feira de Santana, filho do comerciante  Lídio Barros Moreira. Diplomou-se em Direito, na UESC - Ilhéus. Em Feira Trabalhou no escritório dos Drs. Jorge Bastos Leal e Fernando Pinto de Queiroz. Foi Consultor Jurídico da Santa Casa de Misericórdia, Associação Comercial de Feira de Santana, do Clube de Campo Cajueiro, Tênis Clube, aluno e professor do Colégio Santanópolis, professor do Joselito Amorim e Vereador do Município de Feira de Santana.

Tonheiro
"Pipiu" como
é cariosamnete
conhecido
Zé Olímpio
Comerciantes que também marcaram seus nomes:
Dega
Os irmãos Álvaro e Vitor, além de Dário Santana, o esposo da diligente, dinâmica e ainda lembrada D. Tereza Cunha, pais do
Isac
meu saudoso compadre e amigo Dr. Antônio Cunha Santana, figura que os atuais adjetivos da Língua Portuguesa são insuficientes para avaliarem o seu caráter, quer no exercício da profissão de advogado, quer no trato com todos os que com ele lidavam, por sua retidão, o qual ao lado da saudosa Jussara Amorim Santana, sua dileta e sincera esposa, muito fizeram em benefício da coletividade feirense
 Anacleto Figueiredo Mascarenhas, esposo de D. Aurelina, de uma integridade sem par, dotado que era de uma maneira correta ao exercício do seu mister, não enganava os outros, era sincero, um “astro” do setor, havendo deixado como exemplo dessas qualidades os filhos: José Olímpio, Antônio Mascarenhas eAda Bahia, esta, esposa de Bernardino Bahia, “Pipiu”, filho do idôneo fàzendeiro e politico Carlito Bahia. 
Falando em “Pipiu”, não se deve olvidar que foi e ainda é um dos excelentes intérpretes de canções, marcou e ainda marca presença nos meios sociais que frequenta. Brincalhão, amigo, prestativo, honesto, solidário. Quem dele precisava era atendido. Não distinguia raça, cor, religião, condição social de ninguém, pois o seu objetivo era e é servir.
Por ser um piadista de marca maior, convém lembrar-se da afinidade que mantinha com uma figura chamada “Telesco”, até hoje os seus amigos e companheiros desconhecem a razão dessa afinidade só ele sabe.
Mário Lobo, outro destacado comerciante. Além do comércio, também era industrial; com tais características concorreu ao desenvolvimento de Feira de Santana, ofertando emprego a quem precisava, aumentando a renda do município, visava sempre o nosso progresso.
Celestino Gornes —“Seu Celé” - um líder ímpar soube conduzir sua numerosa família, educando todos os filhos, dando-lhes uma verdadeira noção do que representa o trabalho, a honestidade. Deixou como seus representantes os filhos: Francisco Suzarte Gomes — nosso saudoso Chicão de Celé — pessoa alegre, honesta, sincera, pai maravilhoso, respeitador e respeitado, brincalhão, dotado de uma invejável inspiração, “militar Caxias”, quando serviu ao Exército Brasileiro, amigo de todas as horas; de igual quilate, Celestino Filho — “Zinho”, trabalhador; sincero, resoluto; Isac Suzarte, um dos cabeças da Firma Café e Moinho Tabajara.
Certamente, porque, além de capaz adquiriu vasto conhecimento ao se formar em Contabilidade no Colégio Santanópolis. Além do comércio, entendia e entende do ramo de construção civil, bom administrador, íntegro, praticando esporte, saiu-se bem no basquetebol, foi um excelente jogador do Fluminense de Feira; por fim, este filho de Celé, Deraldo Suzarte Gomes, o Dega, que se distinguiu em todos os setores da vida dos quais participou e ainda participa: odontólogo incomparável, perfeito administrador de suas propriedades rurais e urbanas, sincero, ponderado, meticuloso; como esportista, ótimo jogador de futebol, de vôlei, de basquete, tendo oportunidade de se transformar em atleta profissional, mas não o quis. Deraldo, com o seu procedimento, concorre ao enaltecimento do nome de sua terra natal.
Profissionais liberais que se destacaram entre nós:
Médicos: Drs. Gastão Guimarães, Renato Silva, Welf Vital, Salústio Azevedo, Osvaldo Pirajá, Jackson do Amauri, Carlos Kruschewsky, além dos atuais: Sílvio Marques, Marcelo Carvalho, João Marinho Neto, Maria das Graças Melo (esta, a cardiologista Graça Melo), filha do ainda lembrado comerciante Milton Melo, esposo de D. Yolanda; a inesquecível Iraci Medrado, esposa do saudoso Valter Medrado. Doutora Iraci deixou seu nome gravado na história da nossa terra, pois muitas crianças, hoje adultas, continuam neste mundo graças à dedicação que dispensava a sua clientela. Uma grande figura!
Engenheiros e Arquitetos: Drs. Anápio Miranda, Marcus Miranda, João do Vale “Bolinha”, José Juracy Pereira, José Joaquim Lopes de Brito, José Monteiro Filho e outros.
Pessoas que também marcam suas presenças: José Francisco Boaventura Cerqueira “Zeca de Enésio”, o protótipo do verdadeiro trabalhador, foi um grande boâmio, não quis se tornar um profissional liberal, mas educou os filhos, todos em nível superior, muito prestativo, beneficente, de muitas qualidades; José Maria Vieira (“Zé Maria”), quem não o conhece considera-o apenas como um boêmio inveterado, todavia ao julgá-lo, deve-se levar em conta que foitambém um honesto comerciante, prestativo, cumpridor de suas obrigações, ex-proprietário da Serraria Triunfo. Jamais ludibriou sua clientela, um bom e sincero amigo. Everaldo Azevedo - “Vevé Pequeno”, esposo de D. Amanda. O que relatei sobre o caráter de Antônio Santana, aplica-se também a Vevé. Que pessoa amiga de todos, sincera, prestativa, competente! Inesquecível pessoa!
Advogados: Drs. Edelvito Campelo, Cícero Brito (também Promotor de Justiça), José Marinho das Neves, Antônio José Benevides, Talma Marques, Samuel Ántônio Oliveira, Fernando Pinto de Queiroz (esposo de D. Mariza, nascendo dessa união os filhos: Drs. Carlos Joaquim, Márcio Augusto, Hilmar Queiroz e Wladimir Queiroz, um profissional de invejável saber jurídico, consciente), Jorge Bastos Leal (esposo da verdadeira companheira e amiga, que muito o ajudou na vida, D. Marinete Leal, neta do Desembargador, jurista, poeta, escritor Filinto Justiniano Ferreira Bastos. Somente tal origem bastaria para traduzir quem foi Jorge Leal) e outros. Quanto a Jorge Leal, gostaria de expor minha opinião, retratando o que ele representou e representa para mim: foi um verdadeiro exemplo de como é possível trabalhar sem lesar ninguém; conhecedor profundo do Direito, muito modesto, deu lições a muita gente, principalmente aos “analfabetos em Direito”, pois indicava aos mesmos os caminhos que deveriam seguir e se não compreendessem, redigia para elas as necessárias ações. Profissional criterioso, honrou a profissão. Não se preocupava com a remuneração que deveria auferir por seus trabalhos, adorava prestar assistência aos menos favorecidos, advogava gratuitamente para os mesmos. Foi o genuíno professor do Direito. Indelével sua presença entre nós, principalmente nos meios jurídicos, o que muito me faz feliz. Jamais olvidarei das lições, dos conselhos, dos benefícios que dele auferi. Jorge Bastos Leal - um exemplo de vida! Tive a honra e o privilégio de exercer a profissão em seu escritório, o mesmo do Dr. Fernando Pinto de Queiroz. Ali também foi berço inicial de outros advogados, atualmente renomados representantes da Justiça do Estado, a saber: Desembargador Raimundo Antônio Carneiro Pinto, Desembargadora Silvia Carneiro Zariffe, Desembargadora Marama dos Santos Carneiro, Dr. Reinaldo Campelo de Cerqueira, o que serve para aumentar o meu orgulho.
Finalizando, cito estas frases:
“Ame tudo, confie em alguns, não faça mal a ninguém “.
(Wihiam Shakespeare).
“Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus escreva nela o que quiser
“.
(Santo Agostinho)
Transcrito da revista "História e Estórias dos Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mãos).
Edição Especial do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - 2015 p. 141, 142, 143.


Filme do Santanopolis dos anos 60