Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

MARTINIANO DA SILVA CARNEIRO[*]


Milton Brito
 Procurador Jurídico
 do IHGFS Escritor



Martiniano Carneiro
Foto: arquivo de
Wilker Carneiro
Nascido em 19 de outubro de 1903, na Cidade de Feira de Santana- Bahia, filho de Cirilo da Silva Carneiro e Maria Carneiro, residiu em sua cidade natal até o seu falecimento em 12 de Maio de 1984. Após frequentar a escola primária e ter uma formação estudantil básica, notabilizou-se pela formação autodidata, acumulando amplo conhecimento cultural, intelectual e profissional, exercendo as profissões de tipógrafo e jornalista, tendo trabalhado durante muitos anos no Jornal Folha do Norte, do que tinha imenso orgulho, principalmente, por ter trabalhado, sob a orientação do Cel. Arnold Silva, figura das mais ilustres deste Município, com quem aprendeu a profissão de jornalista. Foram seus irmãos: Virgílio da Silva Carneiro, Inocêncio da Silva Carneiro, João da Silva Carneiro, Etelvina Carneiro, Lídia da Silva Carneiro, Joana da Silva Carneiro e Luiza da Silva Carneiro. Do seu casamento com Semírames Cerqueira Carneiro, nasceram seis filhos - Wellington, Wilson, Washington, Waldemiro, Wilma e Walter. Após trabalhar durante anos na Folha do Norte, fundou o Jornal FOLFIA DA FEIRA, de linha ideológica apolítica, onde contou com a gloriosa e sábia colaboração de Gastão Guimarães, escrevendo e publicando neste, matérias de relevância e reconhecimento nacional, a exemplo de diversos artigos sobre o líder político, carioca e brasileiro, Carlos Lacerda, no Jornal Folha do Norte e outras, a exemplo do que escreveu sobre a peste bubônica, que assolou Feira de Santana, de forma intrépida e ousada, como se pode verificar pela manchete - "Enquanto os governos viajam e descansam e a saúde pública dorme, a peste bubônica pretende devorar a população da Feira pouco a pouco". - "Na madrugada passada morreram só na Praça Fróes da Mota, quatro pessoas. Lamentavelmente sua Excelência, o Presidente da Repúbica (Getúlio Vargas) encontrava-se em Petrópolis; o Eminente Interventor da Bahia (Juraci Magalhães) na Ilha de Itaparica e os Ministros da República e o Secretário de Saúde, em suas Fazendas e casas de campo". Após e por consequência destas matérias, vieram à Feira de Santana, decorridos três dias da publicação, equipes da saúde pública com médicos e enfermeiros, momento em que os Gestores Públicos solicitaram a Martiniano para acabar com a campanha que entendiam denegrir o Poder Público, obtendo a resposta de que o Jornal era apolítico e apenas divulgava notícias de fatos concretos com responsabilidade profissional.
De cultura vasta, oriunda de incansáveis leituras de autores clássicos, dominava bem a língua portuguesa, expressando-se castamente, sendo elogiado por tal postura por seus contemporâneos, inclusive por Gastão Guimarães e Arnold Silva. Tinha excelente oratória, apesar do seu comportamento introspectivo, sendo de rica memória, decorava com facilidade os discursos do velho caudilho Getúlio Vargas, repetindo os seus pronunciamentos com postura de voz semelhante ao do Presidente, muitas vezes repetidas no Prédio da Filarmônica 25 de Março, reproduzindo os discursos IPSIS LITTERIS, sendo bastante aplaudido, motivando risos em momentos de descontração.
Residiu durante quase toda a sua existência numa casa na Rua Mal. Deodoro, localizada no imóvel que se encontra hoje vizinho ao prédio dos Correios.
Amante da boa música, ali em sua residência, podia-se ouvir os melhores discos de música popular brasileira, sendo fã ardoroso do elegante Carlos Galhardo, de quem ouvia repetidamente as músicas - Salão Grenar e Fascinação.
Participou de diversas instituições, a exemplo da Maçonaria, Rotary Club e Euterpe, participando da reconstrução desta, sob o comando do saudoso João Pires. Nunca faltou aos Eventos Culturais promovidos em sua Cidade, convidado, por muitas vezes, pela Academia de Letras e pela Academia de Letras e Artes, de Feira de Santana.
Repetindo referências do nobre professor Oscar Damião de Almeida, pode-se dizer deste - "Cidadão dos mais urbanos e dignos, conhecido em toda a Feira de Santana à qual ele consagrou seu trabalho e amor do seu iluminado viver".




[*]Esta matéria foi colhida através de uma Entrevista Informal, com o filho de Martiniano, Washington Carneiro (TONTON), que conta com orgulho da existência do seu saudoso pai
Revista Inst. Hist. Geogr. de Feira de Santana, ano. nº1, p. 155 156, 2004

domingo, 16 de agosto de 2020

PERFIL DA MARIA CRISTINA DE OLIVEIRA MENEZES (MARINITA)


Nasceu em Salvador, no dia 02 de setembro de 1927. Filha de Áureo de Oliveira Filho e Palmira Sampaio de Oliveira.
Nesta cidade de Feira de Santana, onde sua família fixou residência, realizou os cursos ginasial e clássico, no Colégio Santanópolis, ao lado dos irmãos: Joaquim Manoel, Alberto, Maria Lúcia e Evandro.
Conviveu com o dinamismo do seu pai, um cidadão culto, educador, homem público, eleito Deputado Estadual, por quatro legislaturas.
Casou-se em 8 de dezembro de 1945, com o Sr. Gilberto Torres de Menezes. Deste matrimónio gerou cinco filhos: Gil Mário, artista plástico, Maria Lina, Jamile, Gilberto Júnior e Betânia.
Quanto à sua formação acadêmica, fez Exame de Suficiência na Faculdade de Filosofia da UFBA, em 1952, obtendo o registro definitivo para o ensino de Ciências. Em 1965, concluiu o curso de História Natural pela Faculdade de Filosofia da UFBA. Em 1966, realizou o curso de Anatomia Animal Comparada, obtendo o Certificado pelo Instituto de Biologia da UFBA. Em 1968, realizou o curso de Botânica na Universidade Católica do Salvador e o curso de Biologia no Centro de Treinamento para professores de Biologia da Universidade de São Paulo.
Em nível de Pós-graduação, realizou o curso de Especialização em Conteúdos e Métodos do Ensino Superior, com duração de seis
meses. Em 1963, recebe o certificado de Curso de Especialização em Avaliação de Currículo, pela UFBA.
Iniciou suas atividades docentes no Colégio Estadual de Feira de Santana, em 1955. Em 1959, transferiu-se para o Colégio João Florêncio Gomes, na capital do estado. Em 1963, ficou à disposição da Faculdade de Filosofia da UFBA pelo período de dois anos. Em 1976, participou da programação das Classes Experimentais no Colégio Central da Bahia por um ano.
Em 1969, foi designada pelo governador do estado para compor a comissão encarregada de elaborar o anteprojeto de implantação da Fundação da Universidade Estadual de Feira de Santana. No ano seguinte é nomeada membro titular do primeiro Conselho Diretor da referida Fundação.
Em agosto de 1970, é aprovada como Coordenadora do curso de Ciências da Faculdade Estadual de Educação de Feira de Santana durante toda a sua vigência.
Concomitantemente, exercendo as atividades na Faculdade, continuava suas funções no Ensino Médio, sendo nomeada, em 1971, para o cargo de Diretora do Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand, em Feira de Santana. Em 1978, foi nomeada Diretora do Colégio Estadual Manoel Devoto, em Salvador e em 1982, nomeada Diretora do Centro Integrado de Educação Carlos Corrêa de Menezes Santana.
Em 29 de maio de 1975, fez parte da Comissão de Implantação da Universidade, já inaugurada a primeira Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Instalada a Universidade, em 31 de maio de 1976, passa a atuar como Docente Titular da disciplina Biologia Celular, até o ano de 1987.
Em 1994, aposenta-se como docente da UEFS, mas continua a manter contato com a instituição em todos os seus empreendimentos.
Em novembro de 2007, foi convidada para integrar a Academia de Educação de Feira de Santana, onde ocupa a Cadeira n° 03, sendo o patrono Dr. Áureo de Oliveira Filho, seu pai.

ANIVERSÁRIO DE ARI, KENA E HELENA

Ari
Festa dos aniversariantes de hoje, separados por causa do covid, os santanopolitanos, do signo de Leão, sob proteção de Xangô,  Ari da Silva Bastos, Enock Rodrigues de Oliveira (Kena) e Maria Helena Lima Santos.
Feliz aniversário! Este dia é sempre uma boa data para parar, refletir sobre tudo o que se passou e elaborar planos para o futuro.

Enock

sábado, 15 de agosto de 2020

REGISTROS HISTÓRICOS DE15/08

“MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.




Dia de hoje no tempo:


1922 - Ás 10 hs., da manhã, no Paço Municipal, o Dr. Felix Gaspar de Barros e Almeida, juiz de direito, declara instalada a comarca da Feira de SantAnna, composta dos termos de Feira de SantAnna, Riachão do Jacuhype e Conceição do Coité e criada pelo ato do governo estadual que reviu a divisão judiciária do Estado.

1899 - falece o cel. Manoel Ribeiro de Macedo.

1910 - Demetrio Amaral, tendo enlouquecido, arma-se de mão de pilão e mata, logo de primeira horas da manhã, uma preta velha de 75 anos de idade, ferindo mortalmente, logo depois, uma outra mulher.

1915 - Estréia no teatro local, o “Grémio Rio Branco”. Tomam parte na representação Godofredo Carneiro, Deraldo Araújo, Lucindo Mello, Renerio Andrade e Waldemar Teixeira.


FOTO ANTIGA DE SALVADDOR


Cemitério dos ingleses, Porto da Barra, Salvador; Lado direto vemos a ladeira da Barra.

ANIVERSÁRIO DE GICÉLIA



Comemorando aniversário a santanopolitana do signo de Leão, sobre proteção de Xangô, Maria Gicélia Falcão Xavier Filha.

Hoje é uma data especial, pois você completa mais um ano de vida. Feliz Aniversário e curta o dia com alegria!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

REGISTROS HISTÓRICOS DE 14/08


“MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.



Dia de hoje no tempo:
1892 - Numa reunião política, sob a presidência do coronel Leonardo Pereira Borges, em casa do coronel José Freire de Lima, organiza-se do seguinte modo o diretório do partido federalista neste município: José Freire de Lima, Abdon Alves de Abreu, Miguel Ribeiro de Oliveira, José Pedro de S. Leão, Joaquim Antonio Simões, José Antonio Guimarães, Joaquim Ferreira de Moraes, farmacêutico José Alves Boaventura e Manoel Bartholomeu de Freitas.

COLONIZAÇÃO DE FEIRA E REGIÃO - V (última)

Oscar Damião de Almeida2ª Vice-presidente do
 IHGFS Membro da ALAFS
Relacionadas: COLONIZAÇÃO DA FEIRA E REGIÃO - I
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Relacionadas: COLONIZAÇÃO DA FEIRA E REGIÃO - III
Relacionadas: COLONIZAÇÃO DE FEIRA E REGIÃO - IV


Na caminhada sucessória dos intendentes, encontramos o Cel. e militar, Abdon Alves de Abreu governante por quatro (04) anos, de janeiro de 1908 a 1912. Na eleição, concorreu com Bernardino da Silva Bahia e foi derrotado. Inconformado com a derrota e escudado na influência do governo, ambos tomaram posse. Abdon, na intendência e Bernardino, em outro local, no mesmo dia e na mesma hora, já que fora o intendente vitorioso e legítimo. O município se viu, surpreendente e simultaneamente, com 02 intendentes para governá-lo. Isto aconteceu, por alguns meses, até que o governador se dispôs a dar uma solução, estabelecendo um acordo entre ambos. O Cel. Abdon ficaria como intendente, de 1908 a 1912 e Cel. Bernardino de 1912 a 1915, na gestão posterior.

Esta simultaneidade de governo está descrita num documento existente na Biblioteca Municipal, com cópia em meu poder. ver 2 prefeitos... .

Não apresentei realizações do governo do Cel. Abdon a não ser a abertura da Av. Senhor dos Passos, ver abertura da Senhor dos Passos , naquele tempo chamada de Araújo Pinho, segundo a Tribuna Feirense de 19/04/2004, na pena de Adilson Simas. Veja algo mais sobre o Cel. Abdon, no Dicionário Personativo, Histórico, Geográfico e Institucional do autor deste trabalho.
Agostinho Fróes da Mota
Escola Maria Quitéria

 O Cel. Agostinho Fróes da Mota, nomeado para o quatriênio de 1916 a 1919. A Feira viveu um período de grandes realizações, tais como; calçamento das ruas Conselheiro Franco e Cônego Tertuliano Carneiro;construção de 02 escolas, de bom porte: Maria Quitéria, destinada às moças da época, funcionando até o presente para ambos os sexos, na Praça Agostinho Fróes da Mota.
A João Florêncio Gomes, reservada aos rapazes. Faz muito tempo, perdeu sua finalidade e já serviu para Delegacia, Escola, Coordenadoria e agora, após uma reforma, do governo atual, 2004, está destinada ao Arquivo Público e ao Instituto Histórico e Geográfico, criado em 20/08/2003, o grupo escolar J.J. Seabra adaptado, mais tarde, para acolher a Escola Normal, posteriormente.

Escola João Florêncio
Sediou a Faculdade de Educação, hoje, abriga o Cuca - Centro Universitário de Cultura e Arte; construção do Coreto e Praça da Matriz.

Como ocorrências relevantes de sua gestão, lembramos a conclusão da Ponte do Rio Branco, sobre o Jacuípe, hoje em ruínas o advento do Banco do Brasil (1919); visita do eminente jurista baiano, Ruy Barbosa a esta cidade (1919) do qual recebeu o generoso e nobre epíteto de Princesa do Sertão.

Esgotado o ubertoso mandato do Cel. Agostinho Fróes da Mota, desfrutamos da grata oportunidade de receber, mais uma vez, um operoso administrador para Feira de Santana, o Cel. Bernardino da Silva Bahianomeado por 02 anos, e eleito pelo voto popular, por mais dois anos - 1920 a 1923. Suas realizações são estas: continuação e conclusão das estradas vicinais para Santa Bárbara, Tanquinho e Bonfim de Feira; calçamento da rua Filinto Bastos, antiga Rua de Aurora; restauração da Praça Dr. Joaquim Remédios Monteiro, antigo Largo Nossa Senhora dos Remédios; as primeiras providências para instalação da rede elétrica e como ato mais importante, aconteceu o início da construção do paço Municipal ou Prefeitura, denominado, inicialmente, Maria Quitéria, a fundação da Sociedade Filarmónica Euterpe Feirense, em 17/21/1921.
Arnold Ferreira Silva

A era dos intendentes teve a dita de encontrar homens de boa cepa para governar o município, à semelhança do mais jovem intendente, Cel. Arnold Ferreira Silva - 1924 a 27.

Teve como obra de envergadura a conclusão do Paço Municipal, iniciado pelo seu sogro e antecessor no cargo; continuação da instalação da rede de energia e outras obras de menor significado.

Prefeitura Municipal
Registramos algumas relevantes ocorrências no seu governo, a saber: a vinda do governador Góes Calmon para inauguração do Paço Municipal, em I926 com indescritível exultação popular; inauguração da primeira estrada, ligando Feira de Santana a Salvador, obra de grande monta para o comércio, entre Salvador e toda a região do interior da Bahia, instalação da Escola Normal, de utilidade inestimável para a grande região que circunda a Feira de Santana.

Foi o 7º intendente a gerir os destinos do município e o mais jovem dos intendentes, com apenas 29 anos de idade.

O último intendente e primeiro prefeito da Feira já não foi mais coronel e sim um advogado e promotor. Assumiu em 1928 e governou até dezenove de janeiro de 1931, quando foi afastado pela revolução de 1930. Seu nome era Dr. Elpídio Raimundo da Nova que viveu duas (02) situações políticas diferentes. Até 1929 era intendente e daí até 19/01/1931 exerceu o cargo de Prefeito, nome aplicado aos governantes municipais. Participou da Velha República até 1929 e da Nova República, com Getúlio Vargas a partir de 1930.
2ª cadeia, hoje reformada Câmara Municipal

Sua gestão foi pingue em ocorrências: Mudanças do nome de Intendente para Prefeito; formatura da primeira (1ª) turma de professores da Escola Normal; Canto do Hino à Feira de Santana pela primeira (1ª) vez, em 1930; instalação do serviço telefónico e da 2ª rede elétrica para receber energia da hidrelétrica de Bananeiras; extinção da república velha, exórdio da nova.

Finalizando este trabalho, podemos afirmar que foram nove (09) os intendentes, contando com a assunção dupla de Bernardino Bahia à Intendência. Houve também, por duas vezes, a figura do Cel. José Antunes Guimarães, substituindo o Cel. José Freire de Lima e Tito Ruy Bacelar, cada qual, por uma razão diferente. De modo geral, as gestões foram positivas, com destaque para Bernardino da Silva Bahia, Agostinho Fróes da Mota, Arnold Ferreira Silva e Dr. Elpídio Raimundo da Nova.

Replicando: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana Ano I nº 1 2004 



 

  


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

DENÚNCIA POLÍTICA DA INTENDENCIA - 1910


O jornal “Folha do Norte” em sua edição nº 54 de 25 de setembro de 1910

Com um pomposo nome do avenida, está a intendencia municipal abrindo uma rua, em prolongamento do Senhor dos Passos cujos terrenos são de proprieddade da chacara da viuva Chamberlain, onde reside o sr. intendente municipal.
Quanto ao mais, ninguém sabe.
Cel Abdon Intendente na época
da denuncia 1908-1912
Quando, como e por quanto fôra feita a acquisição dos terrrenos ha o mais impenetrável sigilo.
De referencia ao assumpto, apenas o órgão oficial publicou em 9 de julho, uma lei sancionadas a 19 de maio, auctorizando a aludida acquisição sem precisar, porem o quantum a dispender.
Dahi para cá, como sempre e como tudo que diz respeito ás coisas municipais, guarda o órgão oficial o mais absoluto segredos..
Boatos, entretanto, os mais desfavoráveis correm ahi, de bocca em bocca, dizendo uns se haver dispendido bons pares de contos, outros que custou 10, outros 15 o outros 20 contos do reis, uma faixa do terreno que, segundo os entendidos, poderia custar, actualmente, dois ou tres contos, no máximo!
Seja coma for, o facto e que nós não podemos deixar de profligar essa falta de publicidade dos actos municipais, do verberar, condemnar com todas forças essa transacção às ocultas. Que quer impingir ao povo desta terra, a título se serviços e de benemerência.
Av. Senhor dos Passos
na mesma época
A lei nº 478 de 30 do setembro do 1902, que reoganisou os conselhos municipaes, em seu art. 93, das disposições geraes, estatue: “É obrigatória a publicação, pela imprensa, onde houver, e por edital, sob pena de nullidade, de todos os actos, deliberacões, posturas e decisões do conselho municipal, do seu presidente ou do intendeute, nos casos recomendados na presente lei.”
Ora, as actas das sessões do conselho em que se devia ter tratado do assumpto não foram publicadas, assim como não o foi o acto pelo qual devia ter sido aberto o rospectivo credito.
Publicou-se apenas, mui tardiameute, uma lei muito omissa e muito falha, aucctorisando a acquisição dos terrenos o... nada mais!
Um jejum completo para o povo.
E eis quo surge a intendencia municipal a rasgar a tal avenida e a levantar muros, tudo isso sem a minima publicidade dos actos, sem a menor satisfação ao povo, que, afinal de contas, é quem tem de pagar as favas.
Demais, para que esse luxo de gastar-se somas avultadas em avenida, se é que à tal estrada se pode chamar avenida, quando a cidade é uma grande esterqueira, pela falta de quase de absoluta asseio, quando ella vive mergulhada em travas, com uma illuminação porcamente feita; quando só se houve lamentações e misérias pelas finanças municipaes?
Para que?
Todos sabem, a Feira tem actualmente um avultado número de casas desabitadas, a sua área urbana não precisa de ser alargada para edificações, pois na própria rua Senhor dos Passos existem ainda terrenos por edificar.
Melhoramentos e serviços outros, de mais palpitante e urgente necessidade, estão a reclamar os cuidados e a atenção dos seus edis.
Ou então, se as arcas do erário municipal estão abarrtoradas de oiro, nos dêem, por Deus, melhor hygiene, melhor asseio, melhor iluminação, acabem com aquelle estado vergonhoso do matadouro e do açougue, e se sobrar ainda alguma cousa, desapropriem aqueles casebres em ruinas, na entrada da cidade, que é isto mais administração, mas útil, mais aproveitável e mais honesto.
Ah! Se os srs. da situação nos dissessem, com franqueza, porque esse capricho na abertura daquela avenida!...

ANIVERSÁRIO PIÁGIO E VANIA

 Comemorando mais um passo na estrada da vida  os santanopolitanos, do signo de Leão, Edson Piágio e Vania Maria Moura Pinho Rosas
Desejo que seu aniversário lhe traga uma felicidade imensa e que você possa realizar todos seus desejos nessa nova etapa de vida. Parabéns!

Filme do Santanopolis dos anos 60