Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O PASSADO GUERREIRO

Hugo Navarro da Silva
A história das comunidades é sempre cheia de hiatos, omissões, suposições, fantasias e lendas na maioria das vezes criadas pela imaginação, interesse ou crença de alguns, ou são decorrentes da incapacidade de muitos para o trabalho da pesquisa e do raciocínio que os leva a aceitar o que está estabelecido como verdadeiro sem indagação e sem dúvidas, as únicas virtudes que em verdade colocam o gênero humano pouco acima da debilidade mental.
A trajetória do Brasil está cheia de dúvidas, a começar de fatos importantes, como o do descobrimento, se foi por acaso ou simples ato de posse; o Grito de Independência, verdade ou lenda, que ganhou corpo com um quadro do pintor Pedro Américo, e se o Mal. Deodoro, monarquista e amigo do Imperador, no 15 de novembro agiu por convicção ou se procedeu, de saúde gravemente abalada, por imposição de irredutíveis companheiros de armas.
Feira de Santana, como qualquer outra comunidade, também possui seus mitos, uns antigos e outros quase recém-criados. O primeiro, talvez o mais persistente, é o de Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandão, que ganhou força porque envolve algo de enternecedor e cheio de religiosidade, a história da Vila que teria nascido à sombra de uma igreja, quando nem igreja havia, então, mas simples e pobre capela de fazenda sertaneja do século XVIII.
A lenda do nascimento de Feira tentou ganhar força, recentemente, com outra, a do casarão dos Olhos d’Água, felizmente desmascarada a tempo.
Enquanto as lendas ganham corpo e força, por conta de que acreditar é fácil e cômodo, fatos e pessoas importantes na vida do Município são esquecidos e sepultados como os graves acontecimentos da revolta que tomou o nome de Sabinada, cujo aniversário, até 1.900, pelo menos, foi aqui comemorado com festa, discurso, bandeira e hino, conforme “O Progresso” de 8 de novembro daquele ano.
Segundo o jornal, a regência do Pe. Feijó teria suscitado forte oposição e a Sabinada foi urdida entre altos escalões do Império. Estourou em Salvador, sob a liderança do Dr. Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, em 1837 e chegou a assumir o governo da Província. À falta de objetivos definidos, característica, em geral, dos movimentos revolucionários brasileiros, enquanto tentava resolver se proclamava, ou não, a independência da Bahia, e por qual sistema de governo optava, república ou monarquia, o poder central reagiu e derrotou os insurgentes.
Na Vila de Feira, tropas de Higino Pires Gomes, que aderiram à Sabinada, foram combatidas e vencidas em batalha travada contra forças legais em Terra Dura, freguesia de São José das Itapororocas.
Combates outros havidos em Feira foram registrados por historiadores como Arnold Silva e José Álvares do Amaral.
Narra, “O Progresso”, que as forças imperiais, depois de praticar toda sorte de violências, retiraram-se desta Vila em 24 de janeiro de 1838, conduzindo os últimos prisioneiros, entre os quais o Alferes Barauna, que teria comandado tropas insurretas em Terra Dura, lamentando o povo a longa procissão dos presos, que eram levados à corveta. Tratava-se da Corveta Presiganga, ancorada na Bahia de Todos os Santos, a bordo da qual revolucionários foram submetidos a tormentos. Foi barbaramente espancado o conhecido compositor e letrista Domingos da Rocha Mussurunga.
Todos os dias, afirmava-se, abriam-se os porões da Presiganga e cadáveres de prisioneiros mortos de fome, sede e espancamentos eram atirados ao mar.
Em toda a Província o número de prisioneiros teria passado dos três mil. Morreram mais de mil combatentes. As armas usadas eram as carabinas de pedra, baionetas, outras armas brancas e peças obsoletas de artilharia, às vezes tomadas à unha.
O comandante em chefe das forças legais na Bahia, Mal. João Crisóstomo Calado, em relatório ao Ministério da Guerra narra a selvageria dos recontros em que “as armas se disparavam, mutuamente, sobre os peitos de vencedores e vencidos”.

Feira tem o seu passado guerreiro, que não deve ser esquecido.

Hugo Navarro da Silva - Santanopolitano, foi aluno e professor do Colégio Santanópolis. Advogado, jornalista escreve para o "Jornal Folha do Norte". Gentilmente, a nosso pedido, envia semanalmente a matéria produzida

ANIVERSARIANTES DE HOJE

Denise
 Parabéns, hoje é dia de festa nos lares de, Mario Gomes Moreira, Maria Denise Caribé Teixeira de Freitas e Sonia Maria Santos Araujo (Soneca). Muito axé para o trio.Não esqueçam do 4ºEncontro em 23 de agosto de 2014,


quarta-feira, 4 de junho de 2014

COMO LOBOS MUDAM RIOS

BIBLIOTECA DO GINÁSIO SANTANÓPOLIS

Primeira biblioteca do Ginásio Santanópolis. Esta foto faz parte do relatório de Inspeção do Ministério da Educação, de 1940.

Fonte: Nivea, Sandra – Tese de Doutorado sobre o Santanópolis - 2013

ANIVERSÁRIOS DE HOJE



 Parabéns, Kátia Meireles Martins, Kátia Simões Dias Gonçalves e Aurelino Bento da Silva pelos aniversários,que tenham muitas festas hoje.
Kátia Simões Dias Gonçalves

ANIVERSÁRIOS DE ONTEM, 3/6

 Desculpem, estava em um lugar sem acesso à internet, motivo do atraso dos parabéns aos Santanopolitanos, João Pereira Lima Filho e Jaciara Boaventura, mas vale o desejo de abraçá-los no 4ºEncontro em 23 de agosto de 2014,

segunda-feira, 2 de junho de 2014

ANIVERSÁRIO DE NOEL BITTENCOURT PORTUGAL


Parabéns Noelzinho, que esta data seja comemorada com muita alegria. Na foto, lembrança do curso infantil, "Desfile das Profissões, vendedor de picolé.

PESQUISAS CONFUSAS

Hugo Navarro da Silva
Pesquisa realizada pelo IBOP das intenções de voto para o governo do Estado  da Bahia em parte não surpreendeu. A posição de Paulo Souto confirma esperada vantagem sobre os demais candidatos. Os analistas técnicos, diante dos resultados apresentados, tirarão as suas conclusões mas, para o leigo, em assunto, que não deixa de ser complicado, a pesquisa constatou dois fatos que despertaram desconfianças e incredulidade porque  fogem à compreensão  dos pouco versados nos meandros da política estadual e da Estatística.
É verdade que a campanha legalmente não começou e o panorama eleitoral certamente sofrerá a influência dos chamados “programas eleitorais gratuitos” da televisão, que substituem, em grande parte, os diversos meios de interação entre candidatos e povo, além de ocorrências outras,  muitas das quais de resultados imprevisíveis, como o pouco valor que os partidos têm na captação de preferências.
A presença do nome de Paulo Souto em primeiro lugar na predileção do povo não provocou espanto à classe política e aos partidos. Pesquisas anteriores, para uso privado, vêm demonstrando posição de liderança do ex-governador na preferência popular. A grande surpresa é a presença da postulante Lídice da Mata em segundo lugar, na frente do candidato do governo, fato que chega a provocar desconfianças. Nada credencia a candidata a merecer tamanhas atenções dos eleitores da Bahia, principalmente da parte daqueles que eram viventes à época em que Lídice chefiava o Executivo do Município de Salvador e conheceram os montes de lixo que entulhavam as ruas da Capital, com destaque, na sujeira e abandono, para a famosa Rua Chile. Um descalabro completo. Mas, ela é senadora eleita pelo povo bahiano,  dirão alguns, sem levar em conta que entre os “milagres” de Lula, com sua   catadupa de votos, e o seu agora  cambaleante prestígio,  coloca-se o de transformar o Senado Brasileiro,  em grande parte, em arquivo de imprestáveis. Os tempos são outros. O povo quer mudanças.  O reinado das Passadenas não pode perdurar. Atualmente a  maior produção brasileira não é de bens de consumo, mas a de bandidos e defuntos.
 Necessário lembrar, que na primeira eleição de Wagner, para governador, Paulo Souto ganharia, segundo pesquisas, folgadamente, sem segundo turno. A verdade, somente divulgada na abertura das urnas, era conhecida de poucos, inclusive de instituto de pesquisas desta cidade, impedido, por motivos legais, de publicar o resultado de seu trabalho. Houve mundéu, trapaça? Se houve podem estar a se repetir. Deram certo da primeira vez.   No final das contas, vivemos no Brasil...
Há outro mistério a desafiar a argúcia do povo, a grande vítima dos manobristas da politicagem. Enquanto o candidato  do governo aparece no terceiro lugar na preferência, a candidata presidente tem cinquenta por cento do eleitorado da Bahia, contrariando a tendência nacional, a de levar as eleições presidenciais a um segundo turno.

O fato é contraditório e incompreensível. Se o eleitorado não está satisfeito com a gestão estadual, que de alguma forma se encontra presente com suas andanças, promessas, algumas obras, propaganda intensa e pregoeiros faladores, motivos maiores teria para se colocar contra o governo da União, que vive de falácias, cercado de escândalos,  CPIs e mensaleiros  sem saber como se livrar das dificuldades que criou para o país.
Hugo Navarro da Silva - Santanopolitano, foi aluno e professor do Colégio Santanópolis. Advogado, jornalista escreve para o "Jornal Folha do Norte". Gentilmente, a nosso pedido, envia semanalmente a matéria produzida

ANIVERSÁRIO DE HELVIA MARIA ALENCAR

Parabéns Helvia, que todos os seus sonhos sejam realizados e todos os seus desejos alcançados!



domingo, 1 de junho de 2014

ANIVERSARIANTES DE HOJE





Parabéns ás aniversariantes BENA LOYOLA e  RAIMUNDO OLIVEIRA ALMEIDA
Muita saúde, paz, felicidade
 e alegria...
Tudo de melhor para vocês...
neste dia tão especial !

Estamos torcendo pelo comparecimento de vocês, no IV Encontro dos Santanopolitanos em 23 de agosto de 2014.




Filme do Santanopolis dos anos 60