Os aniversariantes desta data são os santanopolitanos, do signo de Leão,
sob proteção de Xangô, Ademildo Sampaio e Velúzia Maria Cerqueira de Carvalho (Luza).
Feliz aniversário! Este dia
é sempre uma boa data para parar, refletir sobre tudo o que se passou e
elaborar planos para o futuro.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
REGISTROS HISTÓRICOS DE 03/08
“MEMÓRIAS DE ARNOLD
FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos
Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje
no tempo:
1860
- Lei n. 844 mandando o governo entregar á Santa Casa de Misericórdia desta
cidade, a cuja irmandade ficará pertencendo, o terreno existente no lugar
denominado “Cerca dos Padres”, bem como o cemitério construído em parte desse
terreno e a cargo da câmara municipal desta Villa.
1890
-
Assume as funções de delegado este termo o tenente de polícia Francellino Telles
de Menezes.
1892 - Ato do Dr. Rodrigues Lima, governador do Estado,
organiza a magistratura e nomeia para esta comarca: Juiz de direito - Dr. Felix
Gaspar de Barros Almeida; promotor público - Dr. Antonio Barbosa de Souza.
1913 - Por iniciativa do alferes Arthur Penna, delegado
de polícia, com o franco apoio do comércio local, funda-se a “Guarda Noturna”.
1919 - Surge “O Feirense”, de que é diretor-proprietário
Almiro Ribeiro. Nenhuma ligação tem com o periodicido mesmo nome que se
publicou anteriormente.
1922 - Aparece o semanário intitulado!... do Povo”, de
que é redator-chefe o Dr. Gastão Guimarães.
ANIVERSÁRIO DE NEUZA E EURIDES
domingo, 2 de agosto de 2020
REGISTROS HISTÓRICOS DE 02/08
“MEMÓRIAS DE ARNOLD
FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos
Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje
no tempo:
1843
- Junto à Lagoa do Peixe é assaltado e morto por Nicolau, comparsa de Lucas, o
cidadão Ventura Ferreira de Oliveira.
1888
- Protesto dos agricultores de Humildes, contra a lei de 13 de maio, para
haverem oportuna indenização. É primeiro signatário o coronel João Manoel Alves
de S. Boaventura.
1910 - Entra em exercício
efectivo do cargo de secretario da intendência e conselho o cidadão Petronillo
Guarino de Meirelles, que vinha exercendo, interinamente essas funções.
1917
- Falece, em S. Raymundo Nonato, Estado do Piauhy, o comendador Targino Ribeiro
de Macedo, que foi, quando residiu nesta cidade, figura saliente no comércio e
na política, tendo exercido, também a presidência da “Sociedade Monte Pio dos
Artistas Feirenses”.
COLONIZAÇÃO DA FEIRA E REGIÃO - II
Oscar Damião de Almeida 2ª Vice-presidente do IHGFS Membro da ALAFS
Ver: COLONIZAÇÃO DA FEIRA E REGIÃO - I
Caetano Veloso, o nosso cantor baiano, nos ostentou na canção que diz: é
preciso salvar o Subaé, nosso genuíno rio feirense, repleto de dejetos
industriais e outras coisas mais. Vou parodiá-lo em pensamento e bradar para
Feira toda ouvir: Senhores administradores, ainda é tempo de salvar o que resta
desta lagoa, tão nossa, por partilha de nossa história já tão espoliada! Não
seria possível e quanto antes, salubrizá-la, no restante de água que possui
ainda, defendendo o espaço que lhe resta das invasões de ricos e pobres? Não
seria possível limpar e tratar a sua água para proporcionar serventia salutar
aos moradores que lhe circundam e de suas águas utilizam para gasto? Anos e
anos desfilam ante o olhar impassível de tantos administradores desta terra.
Sua presença como está, é uma afronta aos moradores circunvizinhos que convivem
em promiscuidade com ratos, em suas casas, muriçocas e maruins sem que haja a
mínima providência de quem de obrigação!!!
Ver: COLONIZAÇÃO DA FEIRA E REGIÃO - I
A HISTÓRIA DA FEIRA
Apresentado este itinerário dos desbravadores de
terras e exterminadores de indígenas, vamos situar agora a curiosa História da
Feira de Santana que nasceu de uma parte das terras de Antônio Guedes que já
foi de João Lobo Mesquita e também de João Peixoto de Viegas e de seus descendentes,
comprada no início do século XVIII, possivelmente, em 1710, que levou o nome de
"Santana dos Olhos D'Água", medindo a fazenda cerca de uma (1) légua
de comprimento por meia (1/2) de largura. Para oferecer mais nítida compreensão
de onde começa e onde termina, vamos delimitá-la: O Norte tem início na
"Lagoa do Prato Raso" (foto.1) já moribunda, quase nos estertores da agonia,
![]() |
| Foto - 1 Lagoa Prato Raso |
![]() |
| Foto. 2 Casarão descrito na época escrito no texto |
Ao Sul da referida terra ou fazenda Santana dos Olhos
D'Água encontramos outra afronta à memória desta terra: O casarão (foto. 2), tão debatido
e propalado, nestes últimos tempos, por historiadores, jornalistas e pessoas
outras, sem solução à vista, tiritando de frio, neste inverno, providências não
aparecem de logo, quiçá, no próximo inverno, só tenhamos a sepultura e os
dizeres plangentes: Aqui jaz o casarão, memória negligenciada por proprietários
e administradores e o povo a se lamentar, lá se foi mais um legado de nossos
ancestrais! Na verdade, não se possui a certeza do que foi aquela casa e todos
ficam a se inquirir, teria sido ali a tão propalada casa da fazenda do casal
fundador da cidade? Não temos argumentos peremptórios, nem de sim, nem de não.
Será que foi o tão propalado rancho ou abrigo de boiadeiros e tropeiros que,
por perto dali, transitavam, levando suas mercadorias para os portos de Santo
Amaro e Cachoeira a fim de abastecê-los, conduzindo-as até a capital e de lá
retornando aos sertões da Bahia, e de outros estados, com outro tipo de gêneros
para vender aos sertanejos? É bem provável.
![]() |
| Foto.3 Atualmente, reformado depois de muita grita da mídia inclusive do autor O. Damião |
Há, até, quem assevere, dentre os historiadores mais
gabaritados, qual Mons. Renato Galvão (Foto.4), que ali fora um depósito de munições,
servindo ao General Labatut, quando esteve por aqui, na guerra da
Independência, transformando esta terra em quartel general, em vinte e oito
(28) de outubro de 1822, ocasião em que oficiou ao Conselho interino de
Governo, assinando, no final, "Deus guarde a Vs. Exas. Quartel General de
Feira de Santana, 28 de outubro de 1822. (a). Labatut, General" (Foto.5).
![]() |
| Foto.4 Monsenhor Renato Galvão |
Mesmo que estas opiniões não convençam a ninguém, é
salutar recordar que algumas reflexões sisudas ou sensatas nos autorizam a
preservar o Casarão. Senão vejamos: trata-se de uma construção duas (02) vezes
centenária nos brindando com um referencial arquitetônico e histórico. Neste
memorial, vamos buscar argumentos para sua urgentíssima preservação:
![]() |
| Foto.5 General Labatut |
1)Em qualquer das hipóteses, anteriormente expostas,
descobrimos o valor de sua serventia, durante todos estes anos, a
tropeiros e boiadeiros - elementos humanos de grande significado para nossa
história; 2) sua contribuição social, como ponto de união e interação
entre a população do recôncavo e a sertaneja; 3) sob a ótica econômica,
ajudando tropeiros e boiadeiros a transportar suas mercadorias, servindo de
lugar de descanso para eles e seus animais.
Por tudo isto, o casarão está a exclamar: salvem-me
povo feirense e senhores administradores! Este é o meu ultimo brado retumbante,
nas vascas da agonia. Já não posso mais esperar.
Replicando: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana Ano I nº 1 2004
ANIVERSÁRIO DE ANTÔNIO MARIO E MONTEIRO
![]() |
| Antônio Mário |
![]() |
| Monteiro |
Desejo
que seu aniversário lhe traga uma felicidade imensa e que você possa realizar
todos seus desejos nessa nova etapa de vida. Parabéns!
sábado, 1 de agosto de 2020
REGISTROS HISTÓRICOS DE 01/08
“MEMÓRIAS DE ARNOLD
FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos
Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.
Dia de hoje
no tempo:
1909 - A cidade recebe em festas o jornalista e
tribuno oposicionista Dr. Aurelino Leal, redactor-chefe do “Diário da Bahia”.
1919 - Já está nesta cidade a comissão federal
incumbida dos trabalhos da estrada de rodagem de Feira a Monte Alegre.
1920 - Falece, na sua fazenda
“Candeal”, neste município, o coronel Antonio Alves de Freitas Borja, antigo
chefe político da freguesia de S. José das Itapororocas.
COLONIZAÇÃO DA FEIRA E REGIÃO - I
![]() |
| Oscar Damião Arquivo de Adilson Simas |
Oscar Damião de Almeida 2ª Vice-presidente do IHGFS
Membro da ALAFS
Nota do Blog Santanópolis: Como este artigo é longo dividimos em etapas
Duas casas disputaram a posse de terras no interior da Bahia, indo
em busca do sertão. Uma delas, destacou-se no conhecimento ou memória popular,
a Casa da Torre. Tinha como representante Garcia DÁvila, vindo para a Bahia com
o 1º Governador do Estado, Tomé de Souza a quem serviu como
almoxarife e controlador de tudo que vinha da Europa para edificar a cidade de
Salvador.
![]() |
| Tomé de Souza 1º Governador |
Deixou o cargo um ano depois e recebeu do Governador e amigo,
algumas cabeças de gado e terras. Construiu o imponente castelo, conhecido como
Casa da Torre, bem próximo à " Praia do Forte". Foi de lá que chegou
o aviso às Fortificações do Rio Vermelho e Amaralina para se prevenirem contra
invasores holandeses. Esteve em ruínas. Atualmente está sendo recuperado este
prédio medieval. O senhorio de Dias DÁvila começou pela sesmaria de Itapoan,
prolongando-se, avidamente, através dos seus descendentes e herdeiros,
Francisco Dias DÁvila, e Garcia Dias DÁvila
![]() |
| Casa da Torre |
Ferreira, juntamente com outras
pessoas pelo sertão a dentro até as terras do Ceará e Piauí, colocando
vaqueiros nas suas fazendas, distantes uma da outra, de 08 a 12 léguas.
A Casa da Ponte à qual aludi, inicialmente, pertenceu, conforme
nos relata Pedro Tomás Pedreira, membro do Instituto Geográfico e Histórico da
Bahia, a Antônio Guedes de Brito, filho de Antônio de Brito Correia e Maria
Guedes, descendentes do lusitano, assaz conhecido de todos, Diogo Álvares
Correia, o caramuru, também foi um dos conhecidos detentores de terra, rival de
Dias DÁvila e de seus descendentes. Ambos conseguiram açambarcar muitas terras,
à guisa de Sesmarias. Estiveram próximos de um desentendimento. Para evitar uma
luta pela posse das terras, acordaram entre si que Antônio Guedes de Brito,
amigo do 2º Governador e de seu filho, ficasse com as terras
sertanejas até a nascente do Rio das Velhas e as terras da Jacobina, a começar
no Morro do Chapéu. Inclusa neste desmesurado domínio figurava a "sesmaria
dos Tocós", doada a D. Maria Guedes, sua mãe, às suas tias e tio: Ana
Guedes, Sebastiana de Brito e Pe. Manuel Guedes Lobo, por D. Diogo de Menezes,
Governador geral, em 14/12/1612
Antônio
Guedes de Brito, mais tarde incorporou às suas, as terras de sua mãe e tio, por
morte deles em 1652. Pasmem vocês e se admirem todos, porque o lusitano Guedes
ainda recebeu por doação, em carta de 1655, 12 léguas de terra em quadra"
e mais outra área de terra entre o Rio Jacuípe e ltapicuru e por eles acima,
como compensação por ser a "Sesmaria dos Tocós", segundo os donatários
"muito falta de águas e haver muitas matas e caatingas infrutíferas",
consoante documento histórico de Pedro Tomás Pedreira.
Que maravilhoso foi para as "duas casas"
receber tantas terras de mãos beijadas! Estes são os verdadeiros e exemplares
latifundiários do Estado da Bahia, no início da colonização. Imagine você o que
aconteceu neste Brasil Continental!
Para chegarmos à Feira de Santana, veja o que
aconteceu. Parte dos Tocós foi vendida a João Lobo Mesquita, entre 1653 e 55,
que, sem muita delonga de anos, vendeu "os campos de Itapororocas, Jacuípe
e Água Fria" a João Peixoto Viegas.
Consta, pela história, que este senhor edificou
"Casa Forte de Sobrado, em cal e pedra e uma Igreja nos Tocós". Esta
teria sido destruída, em parte, pelos índios e reedificada, logo após, pelo
proprietário João Peixoto Viegas, rico detentor de inúmeras terras e gado,
fazendo questão de ser tido e reconhecido como legítimo bandeirante e corajoso
desbravador de muitas terras, explorando-as, dos rios Jacuípe e Pojuca, para,
mata a dentro, aquistar mais terras, embora tivesse que dizimar silvícolas
semi-indefesos para incorporar, ao seu já imensurável patrimônio, as regiões
usurpadas.
Sabemos com segurança, consoante nos descreve o autor
do livro, " No Sertão do Conselheiro", José Aras e também nas
histórias do Brasil, que unia multidão de aborígenes foi sacrificada, nesta
caminhada longínqua, pelo Sertão adentro.
Replicando: Revista do
Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana Ano I nº 1 2004
Assinar:
Postagens (Atom)

















