Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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domingo, 21 de julho de 2019

PASSAMENTO DE ORLANDO


 Depois de uma longa enfermidade
De idas e voltas à UTI do Emec
Orlando Cajazeira Silva
Partiu no entardecer deste sábado.
Balconista na antiga Cerqueira & Irmão
Formado em Contabilidade pelo Santanópolis
Foi durante muitos anos
Contador do antigo Banco Bahiano da Produção.
Eternamente calmo, voz macia,
Orlando deixa viúva Marly
Minha comadre e cunhada
Pois é irmã de Anita Leocádia.
Deixa desfalcada nossa família
Tamanho o carinho que dedicava a todos.
Deixa porém um legado
De honradez e dignidade.
Texto do santanopolitanos Adilson Simas, em seu Blog "Por Simas".


QUERELAS LITERÁRIAS DE ANTIGAMENTE I.


Lendo o jornal  “A FLÔR”, coletânea histórica deste hebdomadário  do ano de 1921, organizado pelos santanopolitanos Carlos A.A. Mello e Carlos A.O. Brito, patrocinado pela Fundação Senhor dos Passos – Núcleo de Preservação da Memória Feirense Rollie E. Poppino, me deparei com uma contenda de cinco colunistas no mesmo jornal.
Quando nós lemos história, a primeira questão é tentar se enquadrar à época em que o relato se deu. É interessante verificar o mais ou menos semanário, dado que o espaço destinado a esta briga tomou dezenas de páginas, para um transbordamento de egos com violência verbal de todos os participantes. Como a briga é longa, dividi em capítulos.
A PEDIDO
DE COMO GUIOLARDO FAZ ARTIGOS

Há já pouco ano que o jovem e talentoso académico de medicina-Guilardo Cohim, se vem apresentando como meteoro raro neste nosso restrito âmbito intelectual, aonde muitíssimo recopilada é a pleiade dos que cuidam da cultura literaria, logrando por esta circunstancia sairem ilesos de critica os seus artigos, julga o rapaz que está produzindo custosas joias de literatura.
Mais eu que tenho o defeito de obrar segundo as minhas ideas naturalmente opostas as dos meus religionarios, eu que costumo dizer mal de tudo quanto a mim não me parece bom, eu que penso ser a critica indispensável ao desenvolvimento da arte e da ciência, não posso de modo nenhum esquivar-me de proceder ligeira referencia acerca das suas excelentes produções, apezar de que me eu julgo também suscetível a critica.
Foi no salão nobre do grémio litero-dramatico Rio Branco, ora derrocado, que o jovem Guilardo Cohim proferiu estraordinaria conferencia literaria, versando em tése sobre a legendária Grecia de Solon, de Xenofonte, de Platão e de Temistocles, sugestionando o seleto auditorio com o vigor do seu verbo eloquente de orador predestinado.
Falou-se, falou-se então de Guilardo como se fala de um sabio portento. A gente do Rio Branco, mui pouco apercebida na matéria, vibrou de entusiasmo, aplaudiu calorosamente o novel e já tão esclarecido letrado, que discorreu com tão grande sabedoria e veracidade.
Mas eu parece-me que lia então o colosso historico de Cesar Cantu e o Helenismo de Oliveira Martins, não podia jamais concordar com as opiniões estravagantes de Guilardo. E se eu assim o não hovera feito, teria antes que renegar os historiadores mais ilustres. Hoje té me rependo depois que as não segui. Vejamos agora de como Guilardo falou das ciências, artes e tetras dos antigos helénicos, de sob as teorias insensatas de historiadores mediocres.
Disse o jovem academico na sua eletrisante conferencia, maculada de erros gramaticaes, foi Demostenes o mais celebre tribuno da era antiga. Diante desta sua justa e sabia clasificação de moço versado em altos conhecimentos de historia universal, fiquei desde logo percebendo a sua debilidade intelectual e minguada cultura cientifica e literaria, para dizer algo sobre a patria de Homero e de Aristoteles.
Sem duvida Guilardo é o primeiro historiador que não crê na existência do eminente autor das «Catilinarias,» e o critico profundo para quem o vulto ciclopico de Pericles, não passou de uma vaperosa sonbra de creança.
Honcken o grande historiador alemão, procedendo em erudição e criterio a Cesar Cantu e Victor Coussin, resalta a superioridade de Pericles sobre Demostenes. O adepto aplicado depois de um estudo minuncioso, procura então equipara-los e tirar a ilação de qual dos dois é o verdadeiro principe da arte oratoria. Diz o illustre latinista dr. Cesar Zama na sua obra intitulada “Os Trez Grandes Oradores da Antiguidade,” que, logo após o autor das primorosas «Cartas a Coerelia,» surge a figura respeitável de Pericles.
Demostenes foi íncontestavelmente um génio, e Pericles, sobre ser tarmbem um genio, era um artista original e insuperavel.
Nem mesmo sobre Demostenes que é o seu Deus e o seu homem, Guilardo Cohim não discerniu com exatidão e clareza.
Esqueceu-se Lisias o fecundo orador que preduziu mais de trezentos discursos, como fez a Isocrates o famoso retor ateniense que defendeu Friné, acusada no tribunal por pretender introduzir no paiz uma nova religião. Esqueceu-se também de mencionar os debates poeticos entre Pindaro e Cerina, esqueceu-se de Teocrito o bucolico, de Aspasia que fundou uma escola aonde ela mesma insinava eloquência e retórica: e, mais tarde condenada pelo tribunal por arrastar donzelas à sua casa para satisfazer a lubricidade de seu esposo Pericles, foi brilhantemente defendida por este, que, para liberta-la, alçou-se aos pinaculos da eloquencia e da retórica. Deixou aparte o velho Diogenes e o seu disciplo Antistenes, procedendo igualmente para com Zeno que foi o predecessor do Darwinismo, e Aristotelis que juntou a filosofia e a metafisica num só corpo, e foi sucedido na Inglaterra por Spencer, o objetivista.
Foi assim que Guilardo Cohim falou sugestivamente da arrojada e esclarecida Grécia.
Agora surge-me ele de novo, fazendo-se jornalista de pulso forte, com façanhas de Rochefort, citando Palas a deusa da guerra e da sabedoria, e Vargas Vila o trágico liberalista.
Devido porém ao limitado espaço deste jornalsinho, deixo de lhe esclarecer minunciosamente aos senhores as duas faltas gramaticaes em que Guilardo incorreu.
Diz ele no seu primeiro artigo: « ... Nós que cedo aprendemos a admirar o passadode nossa terra...não podiamos deixar de chorar...
O segundo é no seu derradeiro artigo.
“O glorioso exercito nacional não desmentiria jamais as suas tradições excelsas de grandeza aquelles cujo sangue regou os campos do Paraguay...”
A sua conferencia é o que são os seus artigos; verdadeira xaropada de farmacologo reles.
Aluizio de REZENDE
Notas do Blog: 1) os erros por acaso encontrados, são do português da época ou da tipografia. Na sequencia da série, notaremos a briga de acusação de erros da língua.
2) este texto é um Facsimile do jornal "A FLÔR" edção nº12 de 10 de julho de 1921. pag.

sábado, 20 de julho de 2019

SOBRE HORÁRIOS DE PICO

Carlos P. Novaes
Tem umas coisas hoje em dia que precisam ser modificadas em cidades e uma delas são os horários de pico. Quase todo mundo começa a trabalhar oito horas da manhã e termina às seis horas da tarde e isto faz que antes das oito e depois das dezoito haja uma concentração de movimentação enorme de pessoas, principalmente nas grandes cidades, fazendo com que haja as famosas horas de picos. Assim, nestes horários nem os metrôs resolvem mais nas grandes cidades. Por que as nossas prefeituras, nossos poderes públicos, não modificam estes horários, por exemplo, ao invés da entrada as oito, eles sejam das sete às nove horas da manhã ou alternativa que melhor convier e à tarde seria das cinco às sete da noite? Se ao invés de um único horário de pico, as oito, tivéssemos três, 7, 8 e 9, as concentrações seriam três vezes menores e assim, todos os sistemas que já existem hoje, metrôs, ônibus, já seriam suficientes, e isto faria com que os custos de manutenção de nossas cidades e o conforto de nossos cidadãos seriam melhores. Por que todo mundo tem que entrar no trabalho às oito horas, comércio, indústria, serviços? Isto é apenas uma opinião de um leigo, que nem conhece as leis que regem esta movimentação do trabalho, mas achamos que deveriam ao menos ser testadas. Como não temos acesso às prefeituras, fazemos esta sugestão. Assim todo o sistema viário de nossa cidade teria uma modificação de seus picos, que seriam menos intensos que os de hoje. Não precisa de BRT nem sistemas modernos e nem de novos viadutos. Tudo o que já existe já seria suficiente para nossa movimentação. 

GISA FAZ ANIVERSÁRIO


A aniversariante de hoje é a santanopolitana, do signo de câncer, sob proteção de Ogum, Adalgisa Passos Rodrigues (Gisa). De cá desejamos muita festa, alegria e saúde. Parabéns.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

CURIOSIDADES SOBRE O NOME “SANTANÓPOLIS”.



Evandro J.S. Oliveira
            Algumas curiosidades sobre o nome SANTANÓPOLIS. Sempre surgiu debates, perguntas sobre o significado. Não é que o Santanopolitano Carlos Brito me enviou a nota abaixo, indagando se eu sabia como meu pai, Áureo de Oliveira Filho, colocou o nome de Santanópolis no ginásio por ele criado? Pois bem, esta eu não sabia, acho pela mesma razão da criação da cidade de Santanópolis.
            A nota abaixo convida seus jogadores para um treino da equipe SANTANÓPOLIS preparando para a partida que seria realizada contra o time da cidade de Santo Amaro chamado Elite. Este AVISO é do jornal “A FLÔR” de 1921.
            O Gymnásio Santanópolis (escrito assim na época) foi criado em 1933, portanto não era um time do colégio.
            A cidade Santanópolis antigo povoado Quaresma, elevado a vila em 1922, e em 1962 foi criada a cidade mudando o nome para Santanópolis. De acordo com o site da Prefeitura da cidade, o nome foi uma sugestão de uma professora, devota de Senhora Santana.
            Como curiosidade Demóstenes Brito, famoso advogado de Feira de Santana, professor do Colégio Santanópolis, argumentou que o nome SANTANÓPOLIS era errado, deveria ser Santanapolis, por significar cidade (POLIS) de SANTANA (Mãe de Jesus, nossa padroeira). A contra argumentação era que os nomes próprios não obedecem a rigorosidade do português castiço, daí ser TERESÓPOLIS, (cidade de Teresa) cidade do Estado do Rio de Janeiro, e não Teresapolis, pelo mesmo motivo.


Convocação para o treino

ANIVERSÁRIO DE LUIZ


Quem faz aniversário hoje é o santanopolitano, do signo de câncer, sob proteção de Ibeji, Luiz Welf Ferreira Vital Filho. Queremos replei deste evento por muitos anos com saúde.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

PARA NÓS QUE GOSTAMOS DE ESTÓRIAS HISTÓRICAS...


Crônica de Paloma Amado 
Domingo, 7 de julho de 2019: 
Joãozinho
Morreu João Gilberto, meu querido amigo de infância (a minha infância). Era como um filho de papai, uma pessoa gentil, querida, bastante atrapalhada e engraçada. Seu talento, imenso, todo mundo sabe.
Para homenageá-lo, no dia seguinte à sua partida, peço a papai um texto seu, publicado em Navegação de Cabotagem, assim ele também homenageia seu amigo e afilhado.

O Casamenteiro

Fomos padrinhos, Zélia e eu, do casamento de João Gilberto com Astrud, o casal se separou nos Estados Unidos para onde Joãozinho viajara a fim de participar de um show, obteve tamanho sucesso que ficou por lá anos a fio.
No dia de seu embarque, indo para o aeroporto, passou por nosso apartamento para o abraço de despedida, vestia roupa leve, própria para o verão carioca, em Nova York a crueza do inverno era manchete nos jornais. Ao vê-lo tão desagasalhado, retirei do guarda-roupa um sobretudo usado: vista-o ao desembarcar do avião senão vai morrer de frio, pegar pneumonia. Essa a minha contribuição para o êxito do cantor nos States, o sobretudo que o salvou da pneumonia dupla.
Contribuí também para seu casamento com Miúcha: do primeiro matrimônio fui testemunha, no segundo funcionei de casamenteiro. Um dia recebi na Bahia telefonema de Joãozinho, ligava de Nova York, aflito como sempre, não mudara, continuava o mesmo:
— Jorginho, você é muito amigo do Sérgio Buarque do Holanda, não é?
— Sou sim, Joãozinho, por quê?
Figura das mais fascinantes da comparsaria intelectual, Sérgio concedeu-me o privilégio de sua intimidade, coloquei-o de personagem em O capitão de longo curso, assim homenageio aqueles que mais estimo e prezo, pondo-os nas páginas de meus romances. Juntos, durante um congresso de literatura em Recife, fundamos na Igreja de São Pedro dos Clérigos a “Benemérita e Venerável Ordem do Hipopótamo Azul”, dedicada ao trato das donzelas, e criamos a teoria das baquianas, “as balzaquianas quando baqueiam”, baseada na agitação das literatas locais que cortejavam Eduardo Portella, o sedutor. Na época do telefonema o mestre historiador se vangloriava de ser o pai de Chico Buarque, compositor que estourara nas paradas de sucesso.
— Jorginho, estou apaixonado pela filha dele, a Miúcha, irmã do Chico. Miúcha anda por aqui, ela também gosta de mim, queremos nos casar mas temos medo que Sérgio se oponha, você sabe como é, deve ter ouvido horrores a meu respeito. Queria que você falasse com ele, pedisse a mão de Miúcha em casamento, para mim. Diga a ele que não sou tão ruim assim como dizem por aí.
Habituado a me envolver com a vida de Joãozinho, prometo interferir — “depressa, daqui a uma hora telefono de novo para saber o resultado”. Desligara agoniado, eu ainda procuro o número de Sérgio no caderno de telefones, Joãozinho volta a ligar: “Eu tava tão vexado que não mandei um beijo para Zélinha”. Vexado, Joãozinho.
Disco o número paulista, Amélia atende, trocamos gentilezas, desejo falar com vosso ilustre consorte. Sérgio vem ao telefone, sabendo que sou eu começa a imitar sotaque holandês, é de morrer de rir mas eu me ponho sério para lhe informar:
— Te telefono para pedir a mão de tua filha Miúcha em casamento.
— Hem? Que história é essa? — abandona o acento batavo, coloca-se em posição de defesa, que peça estou querendo lhe pregar?
— Não é para mim, é para João Gilberto, estão apaixonados, querem se casar, ele pediu que te dissesse que não é tão ruim assim, tão má pessoa como consta por aí, não deves acreditar nas más línguas...
Falo a sério, relato a conversa de Joãozinho, telefonema em dólares de Nova York, repetida, esquecera o beijo para Zélia. Empolga-me a paixão dos dois cantores, coisa linda, faço o elogio do candidato a genro e o faço com amor. De Joãozinho sei o direito e o avesso, do menino de Juazeiro nas barrancas dos São Francisco ao músico ainda desconhecido, lutando no Rio em dias de aperto, sou seu parceiro, fiz a letra do “Lamento de Marta”, composto para o filme de Alberto D’Aversa. Quando solteiro, Joãozinho aparecia à noite no apartamento da Rodolfo Dantas, trazia o violão, ficava até a madrugada, cantando. Acontecia que Zélia e eu, cansados, íamos dormir. Joãozinho prosseguia em companhia de João Jorge, menino ainda, privilegiado. João Gilberto tocava, cantava, tendo como ouvintes apenas o moleque e o pássaro sofrê: vivia solto na sala e assobiava as músicas que Joãozinho dedilhava no violão.
Sérgio escuta em silêncio minha lenga-lenga, a proclamação das virtudes de Joãozinho, gênio musical, amigo terno, pessoa amorável. No dia seguinte toma o avião para Nova York, vai estudar o assunto in locum, apaixona-se pelo candidato, só podia acontecer.
Para terminar um post-scriptum: já levava João Gilberto vários anos residindo nos Estados Unidos quando um dia apareceu-me em casa um portador trazendo encomenda enviada pelo músico: um sobretudo novo em folha, soberbo, eu o usei longo tempo, ainda o tenho. Ou será que dei a João Jorge, o ouvinte solitário, o privilegiado?

Um bom domingo a todos. Domingo mais triste, menos bonito, domingo de silêncio sem a presença de Joãozinho.
Capturado no ZAP.

ANIVERSARIA HOJE JOSÉ RONALDO


O santanopolitano, do signo de câncer, sob proteção de Ibeji, José Ronaldo de Carvalho, completa mais um ano de vida hoje. Parabéns, esperamos repeteco deste evento por muitos anos com saúde.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

FORMATURA DE 1968

Na foto acima, Professora
Jjosenita Nery Boaventura,
(Nene
). no 2º plano
Antonio Carlos
 Antonio Carlos Cerqueira, muito gentilmente, enviou fotos
 da Formatura do Curso Pedagógico da turma de 1968, do Colégio Santanópolis.
Obs: quem reconhecer os outros participantes, enviar comentário nominando-os.
Antonio Carlos colando Grau
com o Diretor Áureo Filho

Formandos de 1968 no auditório
do Cine Teatro Santanópolis 

Antonio Carlos Cerqueira
Orador da turma do
pedagógico

ANIVERSÁRIO DE ELDZIA E SARA

Eldzia

Comemoram mais um ano de vida as santanopolitanas, do signo de câncer, sob proteção de Ibej, Eldzia Marina Pinto Franco e Maria Juçaria Souza de Oliveira Andrade (Sara). Nosso desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.
Sara

Filme do Santanopolis dos anos 60