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FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Ó PAÍ Ó, OIÁ PAPOU

Evandro J.S. Oliveira
A sonoridade do título em “baianês”, nos remete ao belo desfile da Mangueira no carnaval Carioca deste ano. Betânia entrevistada pela televisão, creditou a vitória da Escola à divindade da religião afro-brasileira OIÁ.
Crenças à parte, o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro é de uma grandiosidade e beleza única no mundo. Cerca de uma centena de milhar de pessoas se envolve na construção do evento, direta e indiretamente, durante um ano para promover um espetáculo quase perfeito. Festa democrática, laica, reúne indivíduos de várias matizes raciais, políticas, intelectuais, técnicas, enfim como citou o escritor sociólogo Domenico De Masi, o desfile das Escolas de Samba do Brasil, é um exemplo da criatividade coletiva.
Se antes havia pecados de interpretação históricas e sociológicas no contexto dos enredos e nas descrições poética dos sambas, ao ponto de jocosamente o grande humorista, compositor e escritor, Stanislau Ponte Preta (Sérgio Porto), criar “O Samba do Crioulo Doido”, misturando personagem históricas em tempos diferentes, atualmente não é assim. Tem pesquisa,  é muito profissionalismo, sem interferir nas raízes dos ritmos e dos sambistas.
Pode-se achar cansativo, repetitivo, com certa razão, é um espetáculo de 24 horas, com um intervalo de 12 horas, também não existe no mundo nada com esta duração.
E o principal, não existe participação de Governos na criatividade, talvez por isto mesmo é que funcione admiravelmente.

Esperamos que a abertura das Olimpíadas, não seja entregue a estrangeiros, como aconteceu na abertura da Copa do Mundo, quando rivalizou com o 7x1 no quesito RIDÍCULO, proporcionado por nossa seleção.

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Filme do Santanopolis dos anos 60