
Nasceu em Monte
Santo/Ba, no dia 26 de abril de 1932.
Filho de José Soares Ferreira Aras e D. Maria Ferreira Aras.
Dividiu o seu curso ginasial entre o Colégio D. Bosco, em Petrolina/Pe, Ginásio
de Juazeiro e Colégio Santanópolis,
em Feira de Santana, (1949). Em 1950, completou o curso Clássico no Colégio da
Bahia, em Salvador.
Bacharelou-se em Ciências Juridicas e Sociais, na Faculdade Católica de Direito
do Salvador, sendo aluno dos eminentes mestres: Ministros Aliomar Baleeiro e
Amarílio Benjamin, Prof. Calmon de Passos, Manoel Ribeiro, Dorival
Passos, Passos Porto, etc.
Em 1952, foi diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e o organizador da
primeira greve do setor.
Iniciou sua lida profissional em advocacia em Feira de Santana, em 1962,
encarregando-se de todas as causas de assistência judiciária, quando nessa
época não havia Defensoria Pública.
Com a instalação da Justiça do Trabalho em Feira de Santana, em agosto de 1963,
foi nomeado Juiz do Trabalho.
Iniciou sua vida política no antigo PDS (Partido Socialista Brasileiro),
liderado por João Mangabeira, sendo candidato a deputado estadual em 1962,
ficando na suplência. No início de 1963, foi convidado para integrar o governo
de Chico Pinto, como Secretário de Governo, onde permaneceu por alguns meses.
Foi um dos fundadores do MDB, em 1965, com Eduardo Fróes da Motta, Francisco
Pinto, Oscar Marques, José Falcão, Colbert Martins, Theódulo Carvalho, Antonio
Manoel de Araújo e outros.
Em 1969, assumiu a presidência do Bahia de Feira, mudando seu nome para Feira
Esporte Clube, formando uma das equipes mais poderosas do campeonato baiano.
Convidado a suprir vaga na chapa de vereadores do MDB, conseguiu a proeza, em
1970, de ter uma das maiores votações, fazendo uma campanha que durou apenas
quinze dias. Assumiu a
presidência do MDB municipal em 1970.
Como vereador, foi o primeiro político feirense a desbravar o interior do
município, antes comandado exclusivamente pelos coronéis de cada vila, sem
nenhuma penetração da oposição. Percorria vilas e fazendas e em programa
semanal da Rádio Sociedade, defendia os interesses de cada interiorano,
encaminhando seus pleitos ao prefeito para o seu atendimento, enquanto tinha
estafante trabalho parlamentar.
Foi pioneiro no Brasil de um projeto de lei defendendo o meio ambiente, ao
propor, em 1971, a criação do Conselho Municipal de Preservação da Natureza.
Como vereador sua luta teve ênfase no combate às doações ilegais de terras
públicas, feitas por prefeitos, alcançando áreas verdes e áreas institucionais
do Município e até ocupação ilegal de praças e jardins, incentivadas pela
Prefeitura, deixando a cidade com um das menores áreas verdes urbanas e
institucionais do mundo, além de perder glebas onde deveriam ser edificadas
escolas, creches, bibliotecas, parques, etc.
Em 1974, elegeu-se deputado estadual e assumiu a presidência do MDB da Bahia.
Promoveu a interiorização da oposição em todo o Estado, expandindo os 60
diretórios do MDB para atingir todos os municípios da Bahia. Foi um
oposicionista ferrenho do governo de Roberto Santos.
Em 1978, elegeu-se deputado federal e continuou sua luta contra a ditadura e o
“carlismo”. Foi o deputado baiano que mais apresentou projetos de lei e fez
discursos na Câmara Federal, destacando o seu pronunciamento contra o Tribunal
de Contas da União (TCU), por acobertar desmandos da ditadura. Dentre os seus
projetos, destacaram-se os que transferiam para a Polícia Federal os crimes de
mando, evitando interferências políticas na sua apuração
— que não foi aprovado por motivos até então óbvios
e o que obrigava o INSS a
se utilizar dos correios para o pagamento de beneficios a aposentados.
Publicou, entre outras obras parlamentares, os livros:
“Estado de Direito” e “Ditadura de Fato”, no qual denunciava a violência do
regime e a hipocrisia do sistema.
Em 1982, com a dissolução do MDB, foi candidato a reeleição pelo PMDB, não se
reelegendo, embora tivesse quase o dobro de votos da eleição anterior. Com
entrada de políticos do PP (antiga Arena), se afastou do PMDB, quando foi ali
instalada a política das malas de dinheiro.
Em 1983, voltou à advocacia e se desligou do PMDB pela sua descaracterização
ideológica. Convidado, aceitou em 1986 ser candidato a uma vaga do Senado, pelo
PT, pois o partido objetivava eleger um deputado estadual que, até aquele ano,
não o possuía na Bahia. O PT elegeu, então, o seu primeiro deputado estadual.
Retorna à advocacia, continuando na Justiça a luta em defesa das áreas verdes e
institucionais do Município, invadidas pelo Planolar, formado com objetivos
políticos. Na Justiça, ainda conseguiu liberar uma praça entre os conjuntos
José Falcão da Silva e Centenário e outra no conjunto ACM (Feira V).
Em 1993, convidado pelo prefeito João Durval, assumiu a procuradoria-geral do
Município de Feira, estruturando a defensoria pública municipal e impondo ao
órgão critérios de eficiência, moralidade e legalidade.
Em 1995, tomou posse, por concurso, em cargo da advocacia-geral da União, ali
permanecendo até 2001.
Em 2004, assumiu a Secretaria-Geral da Ordem dos Advogados do Brasil.
Voltando a advocacia, retornou à Feira de Santana, onde abriu um escritório.
No dia 18 de
setembro de 2005, Dia da Cidade, recebeu a Medalha do Mérito, na classe de
Oficiais, na área jurídica.