domingo, 28 de maio de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
sexta-feira, 26 de maio de 2017
PASSAMENTO DE MARIA DE LOURDES BARRETO FREIRE
quarta-feira, 24 de maio de 2017
ESSA PALAVRA COISA...
Mário Moreira |
"A palavra "COISA" é um bombril do idioma.
Tem mil e uma utilidades.
É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre
que nos faltam palavras para exprimir uma ideia.
"COISAS" do português.
Gramaticalmente, "COISA" pode ser substantivo,
adjetivo, advérbio.
Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma
"COISIFICAR".
E no Nordeste há "COISAR": Ô, seu
"COISINHA", você já "COISOU" aquela coisa que eu mandei
você "COISAR"?
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem (menos
o trem, que lá é chamado de "COISA").
A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela
diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a "COISA"!.
E, no Rio de Janeiro?
Olha que "COISA" mais linda, mais cheia de
graça...
A garota de Ipanema era COISA de fechar o trânsito!
Mas se ela voltar, se ela voltar, que "COISA"
linda, que "COISA" louca.
COISAS de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
COISA não tem sexo: pode ser masculino ou feminino.
COISA também não tem tamanho.
Na boca dos exagerados, "COISA nenhuma" vira um
monte de coisas...
Mas a "COISA" tem história mesmo é na MPB.
No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, a
coisa estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré:
Prepare seu coração pras "COISAS" que eu vou contar..., e A Banda, de
Chico Buarque: pra ver a banda passar, cantando "COISAS" de amor...
Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou
melhor, verde-oliva).
E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as COISAS:
"COISA" linda, "COISA" que eu adoro!
Para Maria Bethânia, o diminutivo de COISA é uma questão de
quantidade afinal, são tantas "COISINHAS" miúdas.
E esse papo já tá qualquer "COISA". Já qualquer
"COISA" doida dentro mexe... Essa COISA doida é um trecho da música
"Qualquer COISA", de Caetano, que também canta: alguma
"COISA" está fora da ordem! e o famoso hino a São Paulo: "alguma
COISA acontece no meu coração"!
Por essas e por outras, é preciso colocar cada COISA no
devido lugar.
Uma COISA de cada vez, é claro, afinal, uma COISA é uma
COISA; outra COISA é outra COISA.
E tal e COISA, e COISA e tal.
Um cara cheio de COISAS é o indivíduo chato, pleno de
não-me-toques.
Já uma cara cheio das COISAS, vive dando risada. Gente fina
é outra COISA.
Para o pobre, a COISA está sempre feia: o salário-mínimo não
dá pra COISA nenhuma.
Coisa-ruim é o capeta, o câncer, a hanseníase, a roubalheira
no Brasil. Coisa boa é o Brad Pitt, Richard Gere, Tom Cruise. Nunca vi coisa
assim! Coisa de cinema!
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as COISAS, para
serem usadas, por que então nós amamos tanto as COISAS e usamos tanto as
pessoas?
Bote uma COISA na cabeça: as melhores COISAS da vida não são
COISAS.
Há COISAS que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e
outras cositas mais.
Mas, deixemos de "COISA", cuidemos da vida, senão
chega a morte, ou "COISA" parecida...
Mas, finalmente, muita atenção: em ano de eleição vai ter
muita “coisa” para enganar o eleitor. Vamos ficar de olho nessas “coisas”. Não
vendam o voto por qualquer “coisa”, porque o correto é dar valor às “coisas”.
Por isso, faça a COISA certa e não esqueça o grande
mandamento:
"AMARÁS A DEUS SOBRE TODAS AS "COISAS"."
Luísa Galvão Lessa – É Pós-Doutora em Lexicologia e
Lexicografia pela Université de Montréal, Canadá; Doutora em Língua Portuguesa
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ
Entenderam o espírito da COISA ?
terça-feira, 23 de maio de 2017
A MATEMATICA ATRAVÉS DOS TEMPOS
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Jair Santos Silva Foi aluno e Professor do Santanópolis |
Os documentos que mais decididamente têm contribuído para
a reconstituição aproximada da ”pré-história” da Matemática, provém de quatro
grandes civilizações completamente diversas: caldaica-assíria, egípcia,
chinesa e hindu.
Certos documento concernentes à Matemática dos Caldeus
datam de 3000 anos antes de Cristo, ao passo que os documentos egípcios mais
antigos, procedem de 1700 anos, mais ou menos, antes da era cristã.
Os fragmentos que vieram revelar à ciência o desenvolvimento da Matemática na famosa Babilônia, são numerosíssimos é verdade, completamente isolados uns dos outros.
Os fragmentos que vieram revelar à ciência o desenvolvimento da Matemática na famosa Babilônia, são numerosíssimos é verdade, completamente isolados uns dos outros.
A Geometria dos Caldeus e assírios tinha um caráter
essencialmente prático e era utilizada, nos diversos trabalhos rurais de
agrimensura.
E’ interessante assinalar que na representação dos carros assirios as rodas apareciam sempre com 6 raios, opostos diametralmente e formando ângulos centrais iguais. Isso nos leva a concluir, com segurança, que os caldeus conheciam o hexágono regular e sabiam dividir a circunferência em 6 partes iguais. Cada uma dessas partes eram divididas em 60 partes também iguais resultando dai a divisão total da circunferência em 360 partes ou graus.
Os historiadores gregos, sem exceções, procuram colocar
no Egito, o berço da Geometria, e atribuir, portanto, aos habitantes do vale do,
Nilo, a invenção dessa ciência. As periódicas inundações do célebre rio,
forçaram os egípcios ao estudo da Geometria, pois uma vez passado o período da
grande cheia, quando as águas retomavam o seu curso normal, era necessário
repartir novamente as terras, e entregar aos senhores, as antigas propriedades,
perfeitamente delineadas. A pequena faixa de terra rica e fértil, era disputada
por muitos interessados; faziam-se medições rigorosas afim de que, cada um, sem
prejuízo dos outros, fosse reintegrado na posse exata de seus domínios. E’ interessante assinalar que na representação dos carros assirios as rodas apareciam sempre com 6 raios, opostos diametralmente e formando ângulos centrais iguais. Isso nos leva a concluir, com segurança, que os caldeus conheciam o hexágono regular e sabiam dividir a circunferência em 6 partes iguais. Cada uma dessas partes eram divididas em 60 partes também iguais resultando dai a divisão total da circunferência em 360 partes ou graus.
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Texto publicado no jornal do colégio Santanópolis em 30-09-1954 |
AS QUE FAZEM ANIVERSÁRIO HOJE
segunda-feira, 22 de maio de 2017
UMA VIAGEM NO TEMPO EM FEIRA DE SANTANA IV
MÁRIO GOMES MOREIRA nasceu em Feira de Santana, filho do comerciante Lídio Barros Moreira. Diplomou-se em Direito, na UESC - Ilhéus. Em Feira Trabalhou no escritório dos Drs. Jorge Bastos Leal e Fernando Pinto de Queiroz. Foi Consultor Jurídico da Santa Casa de Misericórdia, Associação Comercial de Feira de Santana, do Clube de Campo Cajueiro, Tênis Clube, aluno e professor do Colégio Santanópolis, professor do Joselito Amorim e Vereador do Município de Feira de Santana.
Comerciantes
que também marcaram seus nomes:
Os irmãos Álvaro e Vitor, além de Dário Santana, o esposo da diligente,
dinâmica e ainda lembrada D. Tereza Cunha, pais do
meu saudoso compadre e amigo
Dr. Antônio Cunha Santana,
figura que os atuais adjetivos da Língua Portuguesa são insuficientes para
avaliarem o seu caráter, quer no exercício da profissão de advogado, quer no
trato com todos os que com ele lidavam, por sua retidão, o qual ao lado da
saudosa Jussara Amorim Santana, sua dileta e sincera esposa, muito fizeram
em benefício da coletividade feirense
Anacleto Figueiredo Mascarenhas, esposo de D. Aurelina, de uma integridade sem
par, dotado que era de uma maneira correta ao exercício do seu mister, não
enganava os outros, era sincero, um “astro” do setor, havendo deixado como
exemplo dessas qualidades os filhos: José Olímpio,
Antônio Mascarenhas eAda Bahia, esta, esposa de Bernardino
Bahia, “Pipiu”, filho do idôneo fàzendeiro e politico Carlito Bahia.
Falando em “Pipiu”, não se deve olvidar que foi e ainda é um dos excelentes intérpretes de canções, marcou e ainda marca presença nos meios sociais que frequenta. Brincalhão, amigo, prestativo, honesto, solidário. Quem dele precisava era atendido. Não distinguia raça, cor, religião, condição social de ninguém, pois o seu objetivo era e é servir.
Por ser um piadista de marca maior, convém lembrar-se da afinidade que mantinha com uma figura chamada “Telesco”, até hoje os seus amigos e companheiros desconhecem a razão dessa afinidade só ele sabe.
Mário Lobo, outro destacado comerciante. Além do comércio, também era industrial; com tais características concorreu ao desenvolvimento de Feira de Santana, ofertando emprego a quem precisava, aumentando a renda do município, visava sempre o nosso progresso.
Celestino Gornes —“Seu Celé” - um líder ímpar soube conduzir sua numerosa família, educando todos os filhos, dando-lhes uma verdadeira noção do que representa o trabalho, a honestidade. Deixou como seus representantes os filhos: Francisco Suzarte Gomes — nosso saudoso Chicão de Celé — pessoa alegre, honesta, sincera, pai maravilhoso, respeitador e respeitado, brincalhão, dotado de uma invejável inspiração, “militar Caxias”, quando serviu ao Exército Brasileiro, amigo de todas as horas; de igual quilate, Celestino Filho — “Zinho”, trabalhador; sincero, resoluto; Isac Suzarte, um dos cabeças da Firma Café e Moinho Tabajara.
Certamente, porque, além de capaz adquiriu vasto conhecimento ao se formar em Contabilidade no Colégio Santanópolis. Além do comércio, entendia e entende do ramo de construção civil, bom administrador, íntegro, praticando esporte, saiu-se bem no basquetebol, foi um excelente jogador do Fluminense de Feira; por fim, este filho de Celé, Deraldo Suzarte Gomes, o Dega, que se distinguiu em todos os setores da vida dos quais participou e ainda participa: odontólogo incomparável, perfeito administrador de suas propriedades rurais e urbanas, sincero, ponderado, meticuloso; como esportista, ótimo jogador de futebol, de vôlei, de basquete, tendo oportunidade de se transformar em atleta profissional, mas não o quis. Deraldo, com o seu procedimento, concorre ao enaltecimento do nome de sua terra natal.
Profissionais liberais que se destacaram entre nós:
Médicos: Drs. Gastão Guimarães, Renato Silva, Welf Vital, Salústio Azevedo, Osvaldo Pirajá, Jackson do Amauri, Carlos Kruschewsky, além dos atuais: Sílvio Marques, Marcelo Carvalho, João Marinho Neto, Maria das Graças Melo (esta, a cardiologista Graça Melo), filha do ainda lembrado comerciante Milton Melo, esposo de D. Yolanda; a inesquecível Iraci Medrado, esposa do saudoso Valter Medrado. Doutora Iraci deixou seu nome gravado na história da nossa terra, pois muitas crianças, hoje adultas, continuam neste mundo graças à dedicação que dispensava a sua clientela. Uma grande figura!
Engenheiros e Arquitetos: Drs. Anápio Miranda, Marcus Miranda, João do Vale “Bolinha”, José Juracy Pereira, José Joaquim Lopes de Brito, José Monteiro Filho e outros.
Pessoas que também marcam suas presenças: José Francisco Boaventura Cerqueira “Zeca de Enésio”, o protótipo do verdadeiro trabalhador, foi um grande boâmio, não quis se tornar um profissional liberal, mas educou os filhos, todos em nível superior, muito prestativo, beneficente, de muitas qualidades; José Maria Vieira (“Zé Maria”), quem não o conhece considera-o apenas como um boêmio inveterado, todavia ao julgá-lo, deve-se levar em conta que foitambém um honesto comerciante, prestativo, cumpridor de suas obrigações, ex-proprietário da Serraria Triunfo. Jamais ludibriou sua clientela, um bom e sincero amigo. Everaldo Azevedo - “Vevé Pequeno”, esposo de D. Amanda. O que relatei sobre o caráter de Antônio Santana, aplica-se também a Vevé. Que pessoa amiga de todos, sincera, prestativa, competente! Inesquecível pessoa!
Advogados: Drs. Edelvito Campelo, Cícero Brito (também Promotor de Justiça), José Marinho das Neves, Antônio José Benevides, Talma Marques, Samuel Ántônio Oliveira, Fernando Pinto de Queiroz (esposo de D. Mariza, nascendo dessa união os filhos: Drs. Carlos Joaquim, Márcio Augusto, Hilmar Queiroz e Wladimir Queiroz, um profissional de invejável saber jurídico, consciente), Jorge Bastos Leal (esposo da verdadeira companheira e amiga, que muito o ajudou na vida, D. Marinete Leal, neta do Desembargador, jurista, poeta, escritor Filinto Justiniano Ferreira Bastos. Somente tal origem bastaria para traduzir quem foi Jorge Leal) e outros. Quanto a Jorge Leal, gostaria de expor minha opinião, retratando o que ele representou e representa para mim: foi um verdadeiro exemplo de como é possível trabalhar sem lesar ninguém; conhecedor profundo do Direito, muito modesto, deu lições a muita gente, principalmente aos “analfabetos em Direito”, pois indicava aos mesmos os caminhos que deveriam seguir e se não compreendessem, redigia para elas as necessárias ações. Profissional criterioso, honrou a profissão. Não se preocupava com a remuneração que deveria auferir por seus trabalhos, adorava prestar assistência aos menos favorecidos, advogava gratuitamente para os mesmos. Foi o genuíno professor do Direito. Indelével sua presença entre nós, principalmente nos meios jurídicos, o que muito me faz feliz. Jamais olvidarei das lições, dos conselhos, dos benefícios que dele auferi. Jorge Bastos Leal - um exemplo de vida! Tive a honra e o privilégio de exercer a profissão em seu escritório, o mesmo do Dr. Fernando Pinto de Queiroz. Ali também foi berço inicial de outros advogados, atualmente renomados representantes da Justiça do Estado, a saber: Desembargador Raimundo Antônio Carneiro Pinto, Desembargadora Silvia Carneiro Zariffe, Desembargadora Marama dos Santos Carneiro, Dr. Reinaldo Campelo de Cerqueira, o que serve para aumentar o meu orgulho.
Finalizando, cito estas frases:
“Ame tudo, confie em alguns, não faça mal a ninguém “.
(Wihiam Shakespeare).
“Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus escreva nela o que quiser “.
(Santo Agostinho)
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Tonheiro |
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"Pipiu" como é cariosamnete conhecido |
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Zé Olímpio |
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Dega |
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Isac |
Falando em “Pipiu”, não se deve olvidar que foi e ainda é um dos excelentes intérpretes de canções, marcou e ainda marca presença nos meios sociais que frequenta. Brincalhão, amigo, prestativo, honesto, solidário. Quem dele precisava era atendido. Não distinguia raça, cor, religião, condição social de ninguém, pois o seu objetivo era e é servir.
Por ser um piadista de marca maior, convém lembrar-se da afinidade que mantinha com uma figura chamada “Telesco”, até hoje os seus amigos e companheiros desconhecem a razão dessa afinidade só ele sabe.
Mário Lobo, outro destacado comerciante. Além do comércio, também era industrial; com tais características concorreu ao desenvolvimento de Feira de Santana, ofertando emprego a quem precisava, aumentando a renda do município, visava sempre o nosso progresso.
Celestino Gornes —“Seu Celé” - um líder ímpar soube conduzir sua numerosa família, educando todos os filhos, dando-lhes uma verdadeira noção do que representa o trabalho, a honestidade. Deixou como seus representantes os filhos: Francisco Suzarte Gomes — nosso saudoso Chicão de Celé — pessoa alegre, honesta, sincera, pai maravilhoso, respeitador e respeitado, brincalhão, dotado de uma invejável inspiração, “militar Caxias”, quando serviu ao Exército Brasileiro, amigo de todas as horas; de igual quilate, Celestino Filho — “Zinho”, trabalhador; sincero, resoluto; Isac Suzarte, um dos cabeças da Firma Café e Moinho Tabajara.
Certamente, porque, além de capaz adquiriu vasto conhecimento ao se formar em Contabilidade no Colégio Santanópolis. Além do comércio, entendia e entende do ramo de construção civil, bom administrador, íntegro, praticando esporte, saiu-se bem no basquetebol, foi um excelente jogador do Fluminense de Feira; por fim, este filho de Celé, Deraldo Suzarte Gomes, o Dega, que se distinguiu em todos os setores da vida dos quais participou e ainda participa: odontólogo incomparável, perfeito administrador de suas propriedades rurais e urbanas, sincero, ponderado, meticuloso; como esportista, ótimo jogador de futebol, de vôlei, de basquete, tendo oportunidade de se transformar em atleta profissional, mas não o quis. Deraldo, com o seu procedimento, concorre ao enaltecimento do nome de sua terra natal.
Profissionais liberais que se destacaram entre nós:
Médicos: Drs. Gastão Guimarães, Renato Silva, Welf Vital, Salústio Azevedo, Osvaldo Pirajá, Jackson do Amauri, Carlos Kruschewsky, além dos atuais: Sílvio Marques, Marcelo Carvalho, João Marinho Neto, Maria das Graças Melo (esta, a cardiologista Graça Melo), filha do ainda lembrado comerciante Milton Melo, esposo de D. Yolanda; a inesquecível Iraci Medrado, esposa do saudoso Valter Medrado. Doutora Iraci deixou seu nome gravado na história da nossa terra, pois muitas crianças, hoje adultas, continuam neste mundo graças à dedicação que dispensava a sua clientela. Uma grande figura!
Engenheiros e Arquitetos: Drs. Anápio Miranda, Marcus Miranda, João do Vale “Bolinha”, José Juracy Pereira, José Joaquim Lopes de Brito, José Monteiro Filho e outros.
Pessoas que também marcam suas presenças: José Francisco Boaventura Cerqueira “Zeca de Enésio”, o protótipo do verdadeiro trabalhador, foi um grande boâmio, não quis se tornar um profissional liberal, mas educou os filhos, todos em nível superior, muito prestativo, beneficente, de muitas qualidades; José Maria Vieira (“Zé Maria”), quem não o conhece considera-o apenas como um boêmio inveterado, todavia ao julgá-lo, deve-se levar em conta que foitambém um honesto comerciante, prestativo, cumpridor de suas obrigações, ex-proprietário da Serraria Triunfo. Jamais ludibriou sua clientela, um bom e sincero amigo. Everaldo Azevedo - “Vevé Pequeno”, esposo de D. Amanda. O que relatei sobre o caráter de Antônio Santana, aplica-se também a Vevé. Que pessoa amiga de todos, sincera, prestativa, competente! Inesquecível pessoa!
Advogados: Drs. Edelvito Campelo, Cícero Brito (também Promotor de Justiça), José Marinho das Neves, Antônio José Benevides, Talma Marques, Samuel Ántônio Oliveira, Fernando Pinto de Queiroz (esposo de D. Mariza, nascendo dessa união os filhos: Drs. Carlos Joaquim, Márcio Augusto, Hilmar Queiroz e Wladimir Queiroz, um profissional de invejável saber jurídico, consciente), Jorge Bastos Leal (esposo da verdadeira companheira e amiga, que muito o ajudou na vida, D. Marinete Leal, neta do Desembargador, jurista, poeta, escritor Filinto Justiniano Ferreira Bastos. Somente tal origem bastaria para traduzir quem foi Jorge Leal) e outros. Quanto a Jorge Leal, gostaria de expor minha opinião, retratando o que ele representou e representa para mim: foi um verdadeiro exemplo de como é possível trabalhar sem lesar ninguém; conhecedor profundo do Direito, muito modesto, deu lições a muita gente, principalmente aos “analfabetos em Direito”, pois indicava aos mesmos os caminhos que deveriam seguir e se não compreendessem, redigia para elas as necessárias ações. Profissional criterioso, honrou a profissão. Não se preocupava com a remuneração que deveria auferir por seus trabalhos, adorava prestar assistência aos menos favorecidos, advogava gratuitamente para os mesmos. Foi o genuíno professor do Direito. Indelével sua presença entre nós, principalmente nos meios jurídicos, o que muito me faz feliz. Jamais olvidarei das lições, dos conselhos, dos benefícios que dele auferi. Jorge Bastos Leal - um exemplo de vida! Tive a honra e o privilégio de exercer a profissão em seu escritório, o mesmo do Dr. Fernando Pinto de Queiroz. Ali também foi berço inicial de outros advogados, atualmente renomados representantes da Justiça do Estado, a saber: Desembargador Raimundo Antônio Carneiro Pinto, Desembargadora Silvia Carneiro Zariffe, Desembargadora Marama dos Santos Carneiro, Dr. Reinaldo Campelo de Cerqueira, o que serve para aumentar o meu orgulho.
Finalizando, cito estas frases:
“Ame tudo, confie em alguns, não faça mal a ninguém “.
(Wihiam Shakespeare).
“Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus escreva nela o que quiser “.
(Santo Agostinho)
Transcrito da revista
"História e Estórias dos Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mãos).
Edição Especial do
Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - 2015 p. 141, 142, 143.
domingo, 21 de maio de 2017
sábado, 20 de maio de 2017
sexta-feira, 19 de maio de 2017
ANIVERSÁRIO DE MARIA DO SOCORRO DA SILVA CARVALHO (HELP)
Quando estiver precisando faça mensagem S.O.S., que Help atende sempre com este sorriso. Hoje é seu aniversário. Parabéns.
quinta-feira, 18 de maio de 2017
SHOW DA LÍNGUA PORTUGUESA
- Um homem muito rico
estava mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:
- Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais
será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna?
Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
- Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais
será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida e pontuou assim o escrito:
- Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais
será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original e puxou à brasa para a
sardinha dele:
- Deixo meus
bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro.
Nada dou aos pobres.
4) Aí,
chegaram os descamisados da cidade e um deles, sabido, fez esta interpretação:
- Deixo meus
bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro?
Nada! Dou aos pobres.
Moral da
história:
A vida pode
ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos a pontuação.
Pontue sua
vida com o que realmente importa.
Isso faz toda a diferença.
TRÊS ANIVERSÁRIOS HOJE
quarta-feira, 17 de maio de 2017
ANTES E DEPOIS DO CASARÃO DOS OLHOS D'ÁGUA
ANIVERSARIANTES DE HOJE
terça-feira, 16 de maio de 2017
segunda-feira, 15 de maio de 2017
UMA VIAGEM NO TEMPO EM FEIRA DE SANTANA III
MÁRIO GOMES MOREIRA nasceu em Feira de Santana, filho do comerciante Lídio Barros Moreira. Diplomou-se em Direito, na UESC - Ilhéus. Em Feira Trabalhou no escritório dos Drs. Jorge Bastos Leal e Fernando Pinto de Queiroz. Foi Consultor Jurídico da Santa Casa de Misericórdia, Associação Comercial de Feira de Santana, do Clube de Campo Cajueiro, Tênis Clube, aluno e professor do Colégio Santanópolis, professor do Joselito Amorim e Vereador do Município de Feira de Santana.
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Professora Edelvira d'Oliveira - Catuca |
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Alexandrino |
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Praça da Bandeira Extinto Banco da Bahia |
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Gerson Bulos |
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Dr. Renato Santos Silva |
Na Praça da Bandeira - Adalberto Pereira, Alvaro Moura
Carneiro; Hesychio Dantas Carneiro; Lídio e Agnelo Barros; José da Costa, Artur
Vieira; Jorge João Bullos, o pai de Bichara, Gerson,
Jorge, Antônio, Terezinha, Clarice, Maria e de Dr.
Femando Bullos, um conceituado médico, renomado profissional na cidade
de Salvador, onde mantém sua Clínica Cardiológica, sendo o indicador do nome da
atual Rua Barão do Rio Branco — antes, 4ª Travessa da Av. Getúlio Vargas;
Francisco Caribé, construtor da Galeria Caribé, lembrando que tal construção
fez desaparecer uma via de acesso denominada “Beco do Mijo”, que comunicava a
Rua Sales Barbosa com a Rua Direita; António Carneiro; Leovigildo Silva, um
armazém
, posteriormente, “Café São Paulo”; Loja de Ferragens, de Avelino e
Filinto Cerqueira; Hermógenes Santana - Casa da Louça. Em frente à Casa da
Louça: Álvaro Rubem e sua irmã Miquinha; Luiz Azevedo; Ideval Alves, que
esquinava com o conhecidíssimo “Beco da Esteira - Rua Olímpio Vital -; em
frente, Álvaro Suarez Hermida; Padaria do Sr. Dudu, que fabricava bolachas
saborosas - a Juracy de coco e a Juarez do milho; João Pires. A loja do
progressista e diligente João Pires.
Retomando à Praça da Bandeira, Albertino Ramos; Sr. Alfredo; Gilberto Costa; Alfaiataria de Nô; Helvécio Santos; Guilherme Azevedo; Farmácia de J. Carvalho; consultório de Dr. Renato Santos Silva, um dos médicos que mais marcou presença no município, porque tinha vasto conhecimento do ramo, era caridoso, prestava assistência aos necessitados, inclusive fornecendo-lhes medicamentos, trabalhava em prol das instituições de caridade, principalmente quando aos domingos saía de porta em porta pedindo donativos para a Santa Casa de Misericórdia, um verdadeiro ser humano; Armando Oliveira, esposo da inesquecível Professora Edelvira de Oliveira, a quem dedico uma etema gratidão, pois muito contribuiu à minha educação.
Vizinho a João Pires, pela Rua Direita, o Sueto - bar, restaurante e sorveteria; Marinho Santos & Cia. Ltda. esta a mais importante do comércio feirense. Ditava normas aos demais estabclecimentos, pois se suas portas fechassem os outros também se fechavam. Sr. João Marinho era o chefe supremo da organização, super-respeitado, comandante nato. Tinha como sócio principal o Sr. Hermínio Santos, este, no anonimato, muitos favores prestou às famílias carentes; adiante, o consultório médico do Dr. Wilson da Costa Falcão, um dos mais corretos polí
ticos da nossa Feira, sincero, honesto, benemérito, jamais será
esquecido; ressalto que graças ao seu prestígio, fui eleito Vereador do município;
Capela de São Vicente, que ao ser demolida transformou-se na “Sapataria
Imperatriz”, propriedade do dedicado batalhador, digno, honesto e carismático José Alexandrino Souza, um dos grandes baluartes
que a Feira de Santana possui; Hotel Universal; além do tradicional e marcante
Cinema Santana.
Do outro lado do Cinema Santana: o prédio da Filarmônica Vitória, o do Montepio dos Artistas Feirenses; o da Filarmônica 25 de Março; consultório de Dr. Augusto Freitas, médico humanitário e competente.
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Casa da Louça de Hermógenes Santana |
Retomando à Praça da Bandeira, Albertino Ramos; Sr. Alfredo; Gilberto Costa; Alfaiataria de Nô; Helvécio Santos; Guilherme Azevedo; Farmácia de J. Carvalho; consultório de Dr. Renato Santos Silva, um dos médicos que mais marcou presença no município, porque tinha vasto conhecimento do ramo, era caridoso, prestava assistência aos necessitados, inclusive fornecendo-lhes medicamentos, trabalhava em prol das instituições de caridade, principalmente quando aos domingos saía de porta em porta pedindo donativos para a Santa Casa de Misericórdia, um verdadeiro ser humano; Armando Oliveira, esposo da inesquecível Professora Edelvira de Oliveira, a quem dedico uma etema gratidão, pois muito contribuiu à minha educação.
Vizinho a João Pires, pela Rua Direita, o Sueto - bar, restaurante e sorveteria; Marinho Santos & Cia. Ltda. esta a mais importante do comércio feirense. Ditava normas aos demais estabclecimentos, pois se suas portas fechassem os outros também se fechavam. Sr. João Marinho era o chefe supremo da organização, super-respeitado, comandante nato. Tinha como sócio principal o Sr. Hermínio Santos, este, no anonimato, muitos favores prestou às famílias carentes; adiante, o consultório médico do Dr. Wilson da Costa Falcão, um dos mais corretos polí
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25 de março, em restauração, capiteneado por seu presidente o Santanopolitano Carlos Brito |
Do outro lado do Cinema Santana: o prédio da Filarmônica Vitória, o do Montepio dos Artistas Feirenses; o da Filarmônica 25 de Março; consultório de Dr. Augusto Freitas, médico humanitário e competente.
Transcrito da revista "História e Estórias dos Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mãos).
Edição Especial do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - 2015 p. 140, 141
domingo, 14 de maio de 2017
ANIVERSÁRIO DE GILBERTO ALVES DA SILVA
Na casa de Gilberto só é comemoração é "bebemoração", pelo seu aniversário, nós estamos enviando parabéns.
sábado, 13 de maio de 2017
sexta-feira, 12 de maio de 2017
INAUGURAÇÃO DO POSTO MÉDICO - 1966
Na foto identificados: Monsenhor Renato de Andrade Galvão, Santanopolitano, foi Inspetro do MEC no Santanópolis; de costas e de preto ouvindo uma pessoa não identificado; e Eunice Almeida, também foi secretária do Santanópolis.
ANIVERSÁRIO DE MARIA DE FÁTIMA SOUZA PORTUGAL
À aniversariante de hoje, a Santanopolitana Fatinha desejamos replay deste evento por muitos e muitos anos, estando ela com saúde nos anos vindouros,
quinta-feira, 11 de maio de 2017
PASSAMENTO DE ERIVALDO BASTOS GOMES
É com pesar que comunicamos o falecimento do Santanopolitano Erivaldo Bastos Gomes, Val como era conhecido. Grande fazendeiro e negociante de bovinos, muito conhecido no Estado.
UMA VIAGEM NO TEMPO EM FEIRA DE SANTANA II
MÁRIO GOMES MOREIRA nasceu em Feira de Santana, filho do comerciante Lídio Barros Moreira. Diplomou-se em Direito, na UESC - Ilhéus. Em Feira Trabalhou no escritório dos Drs. Jorge Bastos Leal e Fernando Pinto de Queiroz. Foi Consultor Jurídico da Santa Casa de Misericórdia, Associação Comercial de Feira de Santana, do Clube de Campo Cajueiro, Tênis Clube, aluno e professor do Colégio Santanópolis, professor do Joselito Amorim e Vereador do Município de Feira de Santana.
O Beco de Manoel Matias, posteriormente denominada Rua
Olímpio Vital, uma das transversais da Rua da Aurora. Manoel Matias, muito
respeitado, marcou presença na história de Feira de Santana. Proprietário da
gleba conhecida como “Chácara de Manoel Matias”, hoje o Centro de
Abastecimento, em cuja chácara existia uma casa residencial muito confortável,
com tanques naturais de água, que serviam à prática de natação, dois banheiros
públicos, mas para utilizá-los pagava-se uma taxa; mangueiras, cajueiros,
bananeiras, pastagens ao criatório de vacas leiteiras, sendo tais produtos
comercializados, inclusive o leite.
Manoel era casado com D. Fulô - esta, a verdadeira fortaleza da família, tiveram os filhos: Lício, Líbio, Lizete e Linda - nossa dileta Drª Lindaura, esposa do Dr. José Joaquim Lopes de Brito “Dr. Brito”. D. Fulô, irmã do Sr. João Marinho, comandava tudo: negociava, gerenciava, fiscalizava o que ali ocorria. Na venda do leite, alguns “sabidos”, usavam de artimanha, colocando manteiga nos vasos que acumulavam o líquido, visando com isso obter maior volume do produto, mas eram reprimidos pela “gerente”. Ele não perdia enterro, sempre discursava à margem dos túmulos, prestando uma última homenagem a quem partia deste mundo à eternidade.
Ressalte-se também que na “Descida de Manoel Matias” residiam João Pires, João Ramos, Arlindo Ferreira, tipógrafo do Jornal Folha do Norte, pai de Arlindo Filho, Djalma, Magnólia, Carlinhos, Aldinha, Betinho (ex-Presidente do Fluminense de Feira) e Cida; também Altamir Lopes, conceituado avaliador judicial, ex-vereador de nosso município e sua esposa Eridete, R. Lopes, fabricante de selas para animais, honesto, prestativo, denodado, desprovido de vaidade.
Retornando à Rua de Aurora, ali ficava o “Curral do Conselho”, onde se prendia animais que vagavam pelas ruas; mais adiante, a de Manoel Narciso - Mestre Narciso - construtor de “mão cheia”, ferrenho apaixonado do Clube de Regatas Flamengo, o que demonstrava usando constantemente sua jaqueta vermelha e preta; ao seu lado, a do Sr. Higino Almeida de D. Catuta, fazendeiro, proprietário da empresa “Brasília”, que fazia o trajeto Feira- Salvador, Feira-Jequié e vice-versa também responsável pela instalação em nossa cidade de um frigorífico destinado à conservação, industrialização e venda de produtos laticínios, pais de Zeca, Rosalva, Antoninho, Zezinho - este, meu saudoso compadre - Maninho e “Nezinho de Higino”, este, pai do internacionalmente conhecido otorrino, doutor Washington Almeida, e dos doutores Marcus e Marcelo. Ali morava, também, Nicon Danilenco, de origem russa, que na sua propriedade implantou uma indústria ao fabrico dos famosos inconfundíveis caramelos “café com leite, pera-maçã, de chocolate”, além de outras guloseimas. Sabores inesquecíveis! Tal fábrica deu margem o surgimento de outras: Fábrica Cometa de Dázio, Hélio e Tio Brasileiro, instalada no “Beco da Esteira”, posteriormente Rua Olímpio Vital; a Fábrica de Doce dos irmãos Bantim, ressaltando-se dentre eles a figura de Osmar Bantim, o famoso cearense “Fio da Peste”, como gostava de se expressar, feirense adotado, criador da “Telebantim” - negociava com telefones, sua clientela era vasta, exímio dançarino, destacava-se nas festas do Feira Tênis Clube, não tinha inimigos, muito correto em suas atitudes.
Do outro lado da rua, ficavam os fundos ou segunda entrada de prédios da Rua Direita, como da Escola Normal, atual CUCA; Hotel Universal, hoje o prédio do Mandacaru; da firma de João
Marinho Falcão & Cia. Ltda.; do Armazém de João
Mamona, de quem muitas peripécias são narradas e oficina de Luiz Azevedo, na
qual eram montados os veículos da Ford, importados dos Estados Unidos;
residência de Dona Bem-Bem e Dona Bela, onde mantinham uma escola particular.
Disciplinadoras sabiam transmitir ensinamentos; os alunos respeitavam; a
residência dos familiares do maestro e professor Santos, regente da Filarmônica
Vitória, posteriormente, da Filarmônica 25 de Março, o qual marcou presença
neste setor e em outros da vida e do sobrinho Antônio Santos, trompetista de primeira
linha, que era também regente; Sr. Argemiro Almeida, ourives, muito
competente, honesto, que na Praça Bernardino Bahia tinha sua oficina, apelidada
de “Senadinho”, servia como ponto de reunião de médicos, políticos,
funcionários públicos, comerciantes, quando então discutiam assuntos diversos,
muitos deles do interesse da coletividade. Seu Argemiro transmitiu para a
família o exemplo de seu caráter, hoje ainda mantido pelo filho Geraldo
Almeida; residência do Sr. Brito, pai do advogado e seresteiro Dr. Milton
Brito, famoso intérprete de nossas canções.
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J;J. Lopes de Brito |
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Marinho, Santos & Cia |
Manoel era casado com D. Fulô - esta, a verdadeira fortaleza da família, tiveram os filhos: Lício, Líbio, Lizete e Linda - nossa dileta Drª Lindaura, esposa do Dr. José Joaquim Lopes de Brito “Dr. Brito”. D. Fulô, irmã do Sr. João Marinho, comandava tudo: negociava, gerenciava, fiscalizava o que ali ocorria. Na venda do leite, alguns “sabidos”, usavam de artimanha, colocando manteiga nos vasos que acumulavam o líquido, visando com isso obter maior volume do produto, mas eram reprimidos pela “gerente”. Ele não perdia enterro, sempre discursava à margem dos túmulos, prestando uma última homenagem a quem partia deste mundo à eternidade.
Ressalte-se também que na “Descida de Manoel Matias” residiam João Pires, João Ramos, Arlindo Ferreira, tipógrafo do Jornal Folha do Norte, pai de Arlindo Filho, Djalma, Magnólia, Carlinhos, Aldinha, Betinho (ex-Presidente do Fluminense de Feira) e Cida; também Altamir Lopes, conceituado avaliador judicial, ex-vereador de nosso município e sua esposa Eridete, R. Lopes, fabricante de selas para animais, honesto, prestativo, denodado, desprovido de vaidade.
Retornando à Rua de Aurora, ali ficava o “Curral do Conselho”, onde se prendia animais que vagavam pelas ruas; mais adiante, a de Manoel Narciso - Mestre Narciso - construtor de “mão cheia”, ferrenho apaixonado do Clube de Regatas Flamengo, o que demonstrava usando constantemente sua jaqueta vermelha e preta; ao seu lado, a do Sr. Higino Almeida de D. Catuta, fazendeiro, proprietário da empresa “Brasília”, que fazia o trajeto Feira- Salvador, Feira-Jequié e vice-versa também responsável pela instalação em nossa cidade de um frigorífico destinado à conservação, industrialização e venda de produtos laticínios, pais de Zeca, Rosalva, Antoninho, Zezinho - este, meu saudoso compadre - Maninho e “Nezinho de Higino”, este, pai do internacionalmente conhecido otorrino, doutor Washington Almeida, e dos doutores Marcus e Marcelo. Ali morava, também, Nicon Danilenco, de origem russa, que na sua propriedade implantou uma indústria ao fabrico dos famosos inconfundíveis caramelos “café com leite, pera-maçã, de chocolate”, além de outras guloseimas. Sabores inesquecíveis! Tal fábrica deu margem o surgimento de outras: Fábrica Cometa de Dázio, Hélio e Tio Brasileiro, instalada no “Beco da Esteira”, posteriormente Rua Olímpio Vital; a Fábrica de Doce dos irmãos Bantim, ressaltando-se dentre eles a figura de Osmar Bantim, o famoso cearense “Fio da Peste”, como gostava de se expressar, feirense adotado, criador da “Telebantim” - negociava com telefones, sua clientela era vasta, exímio dançarino, destacava-se nas festas do Feira Tênis Clube, não tinha inimigos, muito correto em suas atitudes.
Do outro lado da rua, ficavam os fundos ou segunda entrada de prédios da Rua Direita, como da Escola Normal, atual CUCA; Hotel Universal, hoje o prédio do Mandacaru; da firma de João
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Pensão Avenida Diziam Pensão de Seu Telésforo na verdade pronunciavam erradamente SEU TELESFÓRO, o proprietário. |
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Pensão Universal |

Diversas vias de acesso - becos - se comunicavam com a
Rua da Aurora: do Cinema Santana; do Hotel Universal; da Esteira; da Euterpe -
neste, o Sr. Mário Ferro Velho montou um depósito, Mário era uma pessoa não
letrada, contudo sabia se expressar com facilidade, desfrutava da amizade do
então Presidente da República Getúlio Vargas, e muitos dos pedidos que lhe fez
foram atendidos; Beco de Abílio Ribeiro, da Escola Maria Quitéria, além de
outros.
A Rua da Aurora. No seu final, não tinha saída, uma cerca de arame farpado a encerrava; utilizava-se o Beco do Dr. João Mendes e por ali se alcançava a Praça Fróes da Mota. Tempos depois, foi demolida a referida cerca, ampliou-se a rua, alcançando a Rua Voluntários da Pátria.
Transcrito da revista
"História e Estórias dos Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mãos).A Rua da Aurora. No seu final, não tinha saída, uma cerca de arame farpado a encerrava; utilizava-se o Beco do Dr. João Mendes e por ali se alcançava a Praça Fróes da Mota. Tempos depois, foi demolida a referida cerca, ampliou-se a rua, alcançando a Rua Voluntários da Pátria.
Edição Especial do
Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - 2015 p. 139, 140
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