Nasceu em 29 de dezembro de 1900, filha de Áureo Olímpio de Oliveira e Catarina Picharra de Oliveira. Formou-se em Magistério pela Escola Normal dos Perdões, em Salvador.
Professora "Catuca", como era conhecida, lecionou em várias cidades do interior. Em Feira de Santana dirigiu a Escola João Florêncio, foi Delegada Escolar e Diretora do Colégio Santanópolis, sendo reconhecida pelas gerações feirense, como uma das mais competentes conhecedoras da língua portuguesa. Em sala de aula era respeitada por sua austeridade e domínio de classe. Não permitia a seus alunos o "falar vulgar" , o uso de gírias e modismos da época. Era oradora oficial em formaturas, e eventos cívicos e sociais da cidade, além de colaborar com Jornais da cidade escrevendo artigos e editoriais.
Era irmã dos grandes educadores feirenses: Dr. Áureo de Oliveira Filho e Hermengarda Oliveira, com os quais ajudou a fundar o Colégio Santanópolis, primeiro estabelecimento de ensino de Nível Médio do interior do Estado e um dos mais conceituados do Estado da Bahia.
A Profa. Ana Angélica arrancou aplausos ao citar uma crônica da Professora Edelvira, denominada EXORTAÇÃO, na qual ela se refere à juventude e que, apesar de escrita em 1944, apresenta-se atualizada, inclusive para o momento que estamos vivendo no Brasil. Trechos como: "Levanta-te, Juventude, e faze alguma coisa digna e útil, tendo em mente não somente a ti, mas o bem geral que possa o teu ato produzir".
Mais adiante, ela escreve: "O Brasil do Futuro está confiado a ti, mocidade brasileira, sonhadora e abençoada. Levanta-te, pois, e, enaltecida pelo civismo, cumpre a tua missão!" ... "Levanta-te e luta, até que seja restabelecido o direito dos povos e a liberdade das nações".
Foi casada com o Sr. Armando Oliveira, grande comerciante e alfaiate da cidade, proprietário da "Casa Armando", alfaitaria, Deste casamento nasceram cinco filhos: Ana Maria d'Oliveira (Mestra Professora de Línguas), Geraldo Antonio d'Oliveira (Médico), Ângela Maria d'Oliveira (Bióloga), Maria José d'Oliveira (Advogada) e Gustavo Geraldo d'Oliveira (Comerciante).
Faleceu em 23 de dezembro de 1962.
Fonte: Professora Ana Angélica - Academia Feirense de Educação
domingo, 31 de maio de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
PASSAMENTO DE EVERALDO CARVALHO GRAÇA

Sou muito ligado a toda a família Graça, mais particularmente Everaldo, por ser da minha faixa etária, colega de escoteiro e em vários outros momentos. Tivemos encontro recente no Boulevard, e ele ria atoa, como sempre, mesmo com problema respiratório. Ia escrever um livro, pedindo meu testemunho de alguns casos. Disse que estava com um problema, a companhia de aviação recusava ele viajar, por causa da dificuldade de respiração. Queria conhecer os netos que moravam no Estados Unidos. Sugeri que viajasse de navio, achou a idéia ótima, foi procurar agência de viagem. Recebi a notícia por intermédio do irmão Augusto Graça, comunicando o falecimento acontecido dentro do avião, com destino aos Estados Unidos. Menos um Santanopolitano.
ANIVERSARIANTES DESTA DATA
quinta-feira, 28 de maio de 2015
ANIVERSARIANTES DE HOJE
ECOS DO IV ENCONTRO DOS SANTANOPOLITANOS
Antonio Edson, Santanopolitano, arquitéto, faz parte da Comissão promotora dos ENCONTROS DOS SANTANOPOLITANOS, foi professor do Curso de Edificações.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
RESPOSTA AO PROFESSOR CARLOS PEREIRA NOVAES
O professor Novaes escreve neste Blog há certo tempo - ao lado tem gadjet, Novaes, com todos seus artigos - a maior parte das postagens é contestação sobre a teoria de Euler. Muitos leitores escrevem sem usar a área dos comentários, talvez por não saberem postar, mandam por e-mail para o administrador do blog, oevandro@uol.com.br. Resolvi blogá-los, aqui vai o primeiro.
Caro prof. Novaes,
É inútil tentar convencê-lo. Se a prova vier de um matemático, o senhor dirá que o candidato não aceita seu raciocínio crítico. Se a prova vier de alguém que não é matemático, como eu, o senhor provavelmente dirá que o candidato não é qualificado o suficiente.
Ainda assim, posso dizer que, se o número de Euler fosse igual a 1, toda a teoria de circuitos de corrente alternada (toda, todinha) estaria errada. De fato, toda essa teoria é baseada no conceito de fasor (que foi introduzida por engenheiros, não por matemáticos, http://en.wikipedia.org/wiki/Phasor). Se tivéssemos e=1, funções trigonométricas que na verdade são variáveis no tempo seriam constantes. E não se trata de algo abstrato, que "habita somente" a cabeça dos matemáticos. A teoria de circuitos de corrente alternada, monofásica ou trifásica, é comprovada todos os dias, na geração, na transmissão, na distribuição e no consumo de energia elétrica.Abraços,
Prof. Alvaro Augusto
http://www.daelt.ct.utfpr.edu.br
UTFPR/DAELT
domingo, 24 de maio de 2015
AS RAZÕES DA DISSIDÊNCIA NA FESTA DA FORMATURA
Evandro J.S. Oliveira |
A Doutora Sandra Nívea, em sua tese de doutorado sobre o
Colégio Santanópolis, registrou uma dissidência entre alunos quanto à
comemoração da formatura no Feira Tênis Clube, em 1950, publicamos no Blog no
dia 21 deste mês (ler abaixo). Mas não encontrou as razões alegadas pelo
formando Wilson, só o seu desligamento da festa, resolvi discorrer sobre o
motivo de tal revolta.
Em janeiro de 1947 houve um acontecimento inicialmente sem
muita relevância, que no entanto se transformou em sério conflito, envolvendo
pessoas da sociedade, importantes políticos locais: Antônio Oliveira Mattos
(Tide Mattos), Álvaro Barbosa, Hugo Schimdt e os irmãos Welington Cerqueira
Carneiro (Etinho), Wilson Cerqueira Carneiro (Issinho) e Waldomiro Cerqueira
Carneiro (Mirinho).
O episódio aconteceu na Praça Bernardino Bahia, Álvaro
acompanhado de Etinho, vinha tarde da noite do Clube 25 de Março, quando viu
Tide Matos dando uma surra em Hugo, Tide era um atleta professor de Educação
Física, Álvaro tentou apartar mas Tide não obedeceu, então Álvaro sacou o
revólver e obrigando cessar a luta. Tide ficou furioso ameaçando Álvaro pela
intervenção. Álvaro e Tide eram amigos, brigões e famosos atiradores, só
andavam armados.
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Tide Mattos |
Cessado o conflito, Hugo foi para casa, era bem perto na Av.
Senhor dos Passos, Tide morava onde hoje é a casa comercial “Esquina”, defronte
do Tênis, Álvaro na mesma rua mais abaixo. Os três foram andando na mesma
direção, Tide na frente, Álvaro e Etinho atrás, nas imediações de cine “Iris”, Tide
volveu o corpo com arma em punho atirando duas vezes em Álvaro, atingindo de
raspão no braço esquerdo e no coração, Álvaro ainda conseguiu reagir
deflagrando um tiro a esmo. A felicidade de Álvaro foi o tiro endereçado ao
coração atingir uma cigarreira de metal, que se usava na época para guardar
cigarros, desviando a bala – se não fumasse tinha morrido-.
O caso virou um conflito político entre os dois partidos
adversários, na época. Tide Mattos era PSD, foi até vereador, e Álvaro Barbosa
um Udenista ferrenho. Álvaro abriu
processo contra Tide e a UDN contratou o mais famoso advogado da Bahia, o mesmo
fez o PSD.
Antônio Oliveira Mattos foi condenado, mas conseguiu ir para
Recife onde tinha parentes, não sei como se deu esta parte, tenho conhecimento,
sem comprovação, que o Governador do Estado da Bahia de então Carlos Valadares,
feirense do PSD, teve alguma influência.
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Mirinho |
Tide debitou a sua condenação a Welington Cerqueira
Carneiro, Etinho, arguindo ser ele funcionário da “Casa OK”, loja de
propriedade de Álvaro, ter distorcido os fatos, como tetemunha. Tide ainda ameaçou Etinho.
Martiniano Carneiro, tomou duas medidas fundamentais; a
primeira foi mandar Etinho para morar no Rio de Janeiro, trabalhar na Bloch
Editora, Etinho nunca mais voltou a morar em Feira de Santana, constituiu
família e faleceu lá no Rio. A outra medida fundamental, foi comprar caixas de
balas, pintar uma figura de homem no muro do fundo da residência e orientar os
outros três filhos mais velhos: Wilson, Waldomiro e Washington (Tonton), a
treinar tiro – este episódio final fui testemunha, tinha uns doze anos e lembro
Martiniano com aquela voz tonitruante teatralmente dizia “ali está Tide,
apontando para a figura desenhada, ele vira para vocês e acena olá, vocês bum,
bum, bum, atira até acabar as balas”.
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Wilson (Issinho) |
Tide foi um dos idealizadores do Feira Tênis Clube, como
esportista construiu a primeira quadra de esportes do clube juntamente com Ideval Alves e Nilton
Falcão. Os três faziam parte da Diretoria do Clube em 1950, Nilton Presidente,
Ideval Tesoureiro e Tide Diretor de esportes, quando do episódio da formatura,
citada na matéria de Sandra Nívea, daí o motivo da revolta de Wilson com os
colegas, para não entrar nas dependências do Clube.
sábado, 23 de maio de 2015
ANIVERSARIANTES DE HOJE
quinta-feira, 21 de maio de 2015
DISSIDÊNCIA DO LOCAL DA FORMATURA
Em matéria,
com o titulo, formatura no colégio santanópolis em 1950, localizada na
primeira página do jornal Folha do Norte, o aluno Wilson Cerqueira
Carneiro externa sua insatisfação com os bastidores da organização da formatura
daquele ano da qual faria parte. A matéria não informa explicitamente as razões
que levaram o discente desistir de participar da festa de formatura e,
posteriormente, radicalizar para o trancamento da matrícula no educandário,
acompanhado de seu irmão Waldomiro Cerqueira Carneiro. Em nota anterior,
publicada no dia 16 de setembro de 1950, Wilson Carneiro informa ao público sua
decisão de não participar da solenidade ―em virtude da prevista realização no
Feira Tênis Clube de um dos atos da solenidade‖. (FOLHA DO NORTE nº 2149 de 16 /09/1950,
p.1). Este foi o motivo da desistência, mas as razões da rejeição da solenidade
naquele que era, no momento, um dos espaços de festas mais privilegiados da
cidade e, reduto da elite local, não está explícito em nenhuma das notas nas
quais o conflito é abordado. Numa tentativa velada de explicar a razão da
desistência em função da realização da festa no referido Clube, o aluno
finaliza a nota com os seguintes dizeres: ―Deixo firmado, principalmente, meu
protesto à solução tomada por meus colegas dissidentes e contrários aos meus
propósitos morais e conduta social‖. (FOLHA DO NORTE nº 2149 de 16/09/1950,
p.1). Também não encontrei referências às questões morais que fizeram com que o
jovem estudante recusasse o Clube
Fonte: Nivea, Sandra – Tese de Doutorado sobre o
Santanópolis – 2013
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Fundado em 8 de dezembro de 1944 |
quarta-feira, 20 de maio de 2015
LANÇAMENTO DO LIVRO "JOÃO DURVAL - UM CONSTRUTOR DE CAMINHOS"
Um Santanopolitano, Luiz Almeida, lança livro sobre outro Santanopolitano, João Durval Carneiro. Esperamos estar presente.
terça-feira, 19 de maio de 2015
COMENDA ÁUREO FILHO PARA JOSÉ JOAQUIM LOPES DE BRITO
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Leça, Simonidas, (?), Mirinho, Cerqueira, Iôiô Piula Brito, irmão de Léo, Didi, Babá e Léo.. |
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1941 |
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Brito ladeado pelos Padres Mário e Aderbal |
1942 |
No dia 22
de maio de
2015 temos
Centenário
de
nascimento
do
Engenheiro
J.J. Lopes de Brito. Nos
juntamos às comemorações
do Santanopolitano, a quem
Feira de Santana deve muito,
pelo belo traçado de suas
ruas.
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Brito com três dos seus quatro filhos: Lícia Roberto e Lívia |
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Dival Pitombo, Wilson Lins (?), Francelina e Brito |
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Reconheci João Durval, Brito, Senhor Pinto e Eme Portugal |
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Comemoração de 40 anos de formados |
segunda-feira, 18 de maio de 2015
ANIVERSARIANTES DO DIA
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