Seu Agostinho, era porteiro, tinha um coração enorme, as
meninas diziam que receberam recado de que o pai desmaiou na praça e precisava
sair, era proibido sair antes do horário. Ele acreditava, sem procurar saber
como ela recebeu o recado. Lembrem-se não existia celular.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
ÁLBUM DE FORMATURA DE PROFESSORES DO COLÉGIO SANTANÓPOLIS EM 1962
III ENCONTRO DE SANTANOPOLITANOS
Ciró, Elza Macêdo, Hamilton, Ana e Val |
CIRONALDO
Dependendo quem fotografa, as imagens são de Santanopolitanos da época do fotografo, vimos na sequência de Torres, na de Miranda e agora na de Ciró, lógico que alguns são de várrios períodos por ter sido professor, funcionário e aluno.
Os mesmos acima menos Val |
Elza Macêdo |
Piagio e Gil |
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
A MODERNIZAÇÃO DE NOSSAS LEIS
![]() |
Carlos Pereira de Novaes |
É interessante, mas houve uma época que este
professor foi jurado e lá aprendeu algumas coisas bem interessantes nesta vida.
Primeiro,
o acusado no tribunal era chamado de réu. Ele nunca ouviu o termo criminoso,
nem depois da pessoa ser julgada e condenada, quando era lida a sentença.
Raramente o juiz usava este termo, criminoso, mas sim, outros menos ofensivos,
como sentenciado, por exemplo. Bons tempos aqueles.
Outra
coisa que aprendi. As leis têm níveis. Existem as leis maiores e as leis menores.
Um regulamento não pode contradizer uma lei maior, um código.
Lá
eu aprendi também que o réu pode até mentir, como eu já observei certas mães
dizerem, lacrimosas, é claro: “meu filho é inocente”. E a regra era respeitada,
pois hipocrisia em tribunal é coisa séria, principalmente se sincera.
Você
jamais pode se incriminar. É seu sacro-santo direito.
É
interessante, mas o termo doloso ou culposo era o juiz quem decidia e não a
lei. O crime de homicídio podia ser culposo ou doloso, mas isto era uma coisa
que era decidida no julgamento, a depender da situação, é claro.
Outra
coisa. Calar era um direito. Até nos filmes a gente vê isto, não?
Hoje,
com a modernização de nossas leis, não sei se este termo está correto, pois até
fumar agora se não é crime, é um ato execrado, por lei, é bom que se diga, pois
fumante agora só nas garagens dos shoppings, como se eles fossem cidadãos de
terceira classe, que não pagam, é que apareceram estas tais super-leis e já
estão sendo aplicadas. Ué? Super-leis por que professor?
Se
você está no seu carro, depois daquela saidinha, lá do Motel, onde sempre
existe um cigarro antes e um uísque depois, dois crimes hediondos, se um guarda
aparecer e não for com a tua cara, você está lascado, meu chapa, pois existe
uma super-lei que se ele chegar com o bafômetro muito perto de você, que é
ultra-sensível, e notar...., você já virou criminoso sem ser nem réu e pode ser
até um criminoso culposo e tudo isto sem julgamento, na hora. É!
Que
beleza não é? Qual foi o seu crime? Um pseudo-crime pseudo-visto por uma
máquina, ou seja, presumido, que não pode ser contraditado depois, na defesa.
Mas este crime não deveria ser julgado na hora, para ser crime?
Julgamento
para quê? Você, depois disso já passa a ser um criminoso.
Uééé?
Cadê o julgamento do cidadão? Se existe uma lei maior que não aceita que ele se
auto-incrimine, como é que uma lei menor pode obrigar ele a se incriminar, estes
pobres cidadãos de segunda classe, sem crimes, pois eles não foram julgados, só
indiciados, e tem que pagar multa e ainda ficarem sem a carteira, isto sem
julgamento nenhum. Estranho? Crime sem julgamento?
Mas
será que este “crime”, o de ir ao motel, não deveria ser julgado?
Depois aparecem aqueles que dizem;
mas ele pode até recorrer? Pode, mas como provar um crime que ele cometeu no
pretérito, sem julgamento, este crime de presunção que é “beber em motel”?
Crime bárbaro, monstruoso.
Eu pergunto: quem vai ao motel de
táxi, para o motorista ficar de olho na fulana do cara e dizer: mas quem diria,
não é? Ou seja, estão mulçumanizando o país, pois hoje você não pode nem afogar
o ganso em paz. Ser o cidadão for tímido, daqueles que sem uísque não é nada,
ai então é que ele está lascado.
Aviso. Quando for ao motel e beber,
aproveite e durma. É mais seguro.
Feira
de Santana, 22/ 2/2013. Carlos Pereira
de Novaes. Professor da UEFS.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
ANIVERSÁRIO DE EMANUEL BRITO PORTUGAL
Parabenizamos o Santanopolitano Noel, pela data de hoje. Vamos nos encontrar muitos anos mais para comemorarmos, com muito axé.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
ANIVERSÁRIO DE GODOFREDO NAVARRO DA SILVA FILHO
Parabéns Godozinho pelo seu aniversário,você e toda a familia são Santanopolitanos,
sempre presente nos ENCONTROS, vamos repeti-los por muitos anos com muita
alegria.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
YOANI FALOU
Hugo Navarro Silva |
Enquanto se espalhava a notícia de que o prefeito José
Ronaldo em sua fala na reabertura dos denominados trabalhos da Câmara declarou
que não gastaria na micareta grandes somas do erário, o dinheiro do povo, na
contratação das surradas atrações do carnaval de Salvador, atitude que não
encontra caminho que não seja o do aplauso, até porque o prefeito enfrenta dívidas que não esperava e outras e
vultosas dificuldades para complicar a vida da nova administração municipal,
algumas pessoas se preocupavam com o nome micareta, querendo saber se há lei na
sua criação ou se há registro do famoso nome em órgãos competentes, como as
marcas de fábrica e as designações
artísticas e comerciais. Feira mostra que fica cada vez mais civilizada e
sábia. É um espanto.
A micareta nasceu por acaso. Todo mundo sabe. Não é a
primeira do Brasil. Em salvador, em outros tempos, houve festas carnavalescas
após-pascoela. Seus “inventores” nesta terra, em 1937, andaram em busca de
denominação para o folguedo, que na ocasião não tinha pretensões de
perpetuidade. Era remendo de carnaval frustrado. O profº. Antônio Garcia, um
erudito, sugeriu a denominação de micarême, tradicional quasímodo das
lavadeiras de Paris. Surgiu, então, o nome micareta, ninguém sabe de quem,
talvez criação de Oscar Erudilho ou de Oscar Marques.
Enquanto se comentava a fala do prefeito, Yoani Sanchez, mundialmente
famosa jornalista cubana, citada até no “Times”, finalmente chegou a esta
cidade. Sua estada nestes pagos poderia passar em brancas nuvens e em plácido
remanso adormecer. Que poderia esclarecer a respeito do regime político e da
liberdade na ilha de propriedade dos irmãos Castro que neste país não é sabido
e divulgado?
Desde o seu desembarque no Recife, e, posteriormente, em
Salvador, entretanto, a blogueira encontrou, contra a sua interessante e inócua
presença, veementes protestos de uns poucos ativos defensores da ditadura
cubana, com cartazes, ameaças, ofensas variadas e muita gritaria, alguns até fantasiados
de Che Guevara, que tiveram seu momento mais violento no Museu Parque do Saber,
à noite, porque a jornalista foi praticamente impedida de se expressar e
tornou-se impossível exibir o
documentário “Conexão Cuba-Honduras”, que estava no programa.
Nem a interferência do senador Eduardo Suplicy, que se
apresentou como defensor dos direitos de blogueira, conseguiu aplacar os ânimos
e não haveria como fazê-lo, porque neste país ninguém leva Suplicy a sério e os
manifestantes, os que nem ao menos sabiam corretamente o que estavam fazendo,
nem os seus lideres, velhos bagunceiros treinados para a subversão da ordem e
loucos para mostrar serviços ao politburo
e à ditadura cubana, estavam dispostos ao
entendimento e à moderação.
No entanto Yaoni falou e foi entendida, graças à imprensa.
Se é verdade que na sua apresentação no
Museu Parque do Saber não compreendeu o que lhe perguntavam e nenhum dos
presentes alcançou o que ela falava com forte sotaque caribenho, devido à
baderna do esquerdistas, sua mensagem ficou clara: quer liberdade para o seu
povo oprimido e sofredor.
Diante dos protestos e do desespero alucinado dos manifestantes,
Yaoni cresceu. Mais do que simples jornalista lutando em busca de liberdade e
democracia para seu povo, assumiu aspectos inesperados. Em outros tempos,
poderia ser havida por santa e até canonizada. Nos atuais, cheios de violentos
incréus, toca as raias do heroísmo a ponto de fazer sombra a Maria Quitéria e
motivar, quem sabe, possível acréscimo de mais uma longa estrofe ao Hino a
Feira da professora Georgina. Pena não ter nascido em São José das
Itapororocas.
Hugo Navarro da
Silva - Santanopolitano, foi aluno e professor do Colégio Santanópolis.
Advogado, jornalista escreve para o "Jornal Folha do Norte".
Gentilmente, a nosso pedido, envia semanalmente a matéria produzida
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