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FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SONHOS E TOMBOS

O mundo acompanha, um tanto ou quanto assustado, o drama do Euro, agora envolvendo a Itália, país havido como a terceira potência econômica da Europa, que está a dever, sem possibilidade de socorro, quase setecentos bilhões, o que aponta para a inexorável queda da moeda e do sonho da união europeia, com prejuízos, mágoas e ressentimentos imprevisíveis. O que foi planejado e posto em prática para garantir a paz no velho continente pode rapidamente passar à condição de novo pomo de discórdias.
Da experiência, gigantesca e arrojada, fica a lição para todos os povos do mundo, mas, principalmente, para o Brasil, com o seu Mercosul, fruto, em grande parte, dos esforços de  megalômano que pretendeu  passar por líder mundial sem estofo e sem nenhum preparo para a empreitada.
O Euro, lançado para concorrer com o dólar, foi recebido com aplausos gerais, mas não faltou quem alertasse para o fato de que tentar unir, pela moeda, países desiguais, separados política, econômica e culturalmente por mais de mil anos e rivalidades inconciliáveis é tarefa insensata e perigosa.
Com o tempo o Euro transformou-se em moeda alemã, porque a diferença entre a capacidade de produção da Alemanha e a outros países da União é enorme, daí resultando que a Alemanha e a França enriqueceram com a venda de seus produtos, pagos com dinheiro  dos próprios produtores, gerando dívidas gigantescas que hoje afligem a Grécia, com seus monumentos históricos e sua filosofia, a Itália, com o seu Berlusconi prestes a desabar do poder, mas cujas fraquezas são as da carne (não enfrenta acusações de roubalheira como certos dirigentes brasileiros),  Irlanda, Espanha e Portugal, com seu Camões, que tiveram rápida, enganosa e passageira onda de prosperidade alimentada por dinheiro alheio que agora  pretendem pagar contraindo  outras dívidas, o que não é, exatamente, uma solução, mas fonte de novos problemas, e inviabiliza a existência do Euro com abalos e tsunamis que podem alcançar os pagos brasileiros, seguros e garantidos, conforme o governo, o que deve dar tranquilidade a sabe-se lá a quantas ongs e aos nossos quase quarenta ministros, certos de que dinheiro não faltará embora ninguém possa avalizar pelo bom sucesso de economia que se sustenta, praticamente, em duas grandes empresas  destinadas a vender, para o exterior, o que antigamente era chamado de riqueza do nosso subsolo,  entregues que estão à voracidade dos chineses, os novos ricos do mundo, que nenhuma obrigação têm de sentir pena dos nossos caboclos, mesmos dos que votam no governo.

Hugo Navarro da Silva - Santanopolitano, foi aluno e professor do Colégio Santanópolis. Advogado, jornalista escreve para o "Jornal Folha do Norte". Gentilmente, a nosso pedido, envia semanalmente a matéria produzida

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