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Guto |
terça-feira, 30 de abril de 2019
ANIVERSÁRIO DE GUTO E RAYMUNDO
segunda-feira, 29 de abril de 2019
PERFIL DE MARCELO DE SOUZA CARVALHO
Nasceu em 14 de setembro de 1946, em Salvador, Bahia,
seguindo, ainda com um mês de nascido, para Santa Bárbara, onde viveu seus três
primeiros anos, na companhia de seus pais, Jonathas Telles de Carvalho e
Cecília Gomes de Souza Carvalho.
Chegou a Feira de Santana, para onde seus pais se
mudaram em 1949 e, em 1950, seu irmão, Luiz Humberto de Souza Carvalho, chegou
para completar o quadro familiar.
Em Feira de Santana, cidade que assumiu como sua terra
natal, viveu sua infância e a maior parte da adolescência. Foi alfabetizado
pela professora Maria José Martins (professora Zezinha) e fez o curso primário
na Escola Kalilândia, com professora Zenaide Porto. O ginásio cursou no Colégio
Santanópolis onde constituiu incontáveis amizades que até hoje fazem parte de
sua vida. Destaca a Professora Edelvira Oliveira (Professora Catuca) como
marcante no seu caminhar de santanopolitano.
Transferiu-se para Salvador, aos 15 anos, para cumprir
o curso científico, interno no Colégio 2 de Julho e, posteriormente, após
aprovado no vestibular, cursar Medicina na Faculdade da Universidade Federal da
Bahia.
Revela sua dedicação e empenho ao estudo
universitário, e no convívio da UFBA, constitui outras sólidas amizades com
estudantes contemporâneos e de turma, dentre elas, radicados também em Feira
de Santana, a exemplo de: Dr. Luiz Carlos Silva Santos (ortopedista), Dr.
Deraldo Cerqueira (radiologista), Dr. José Neto (neurologista), Dr. Mário
Sérgio (cardiologista), dentre outros.
Ao concluir medicina, Dr. Marcelo foi para São Paulo,
a fim de realizar sua residência que, por forte influência de dois
professores, Dr. Renato de Carvalho e Dr. Waldir Medrado, definiu a
especialidade que escolheu seguir: Anestesiologia.
Em São Paulo, permaneceu durante todo o período de residência
médica até
realizar a titulação e publicar seu primeiro trabalho científico: uso de
lorazepan como medicação pré-anestésica. Na sua permanência em São Paulo teve a
oportunidade de estudar, praticar e adquirir grande conhecimento clínico e
específico na área de Anestesiologia, frequentando os hospitais Albert Eisten,
Beneficência Portuguesa, Instituto Dante Pazzanese, Heliópolis, Hospital
Santa Catarina e Maternidade São Paulo, todos esses hospitais conveniados pelo
Centro de Estudos da Clínica de Anestesia São Paulo, chefiado por Dr. Kentaro
Takaoka. Nesse período teve o privilégio de operar com Dr. Euclides Zerbini e
Dr. Adib Jatene. Ainda em São Paulo, recebeu convites e propostas sedutoras
para fixar-se profissionalmente por lá, mas o coração e o desejo de retornar às
suas raízes falou mais alto e ele volta cheio de sonhos e expectativas à sua
terra, à sua família.
Chega em 1974 em Feira de Santana, retornando ao
Hospital D. Pedro de Alcântara, onde cumpriu parte do seu estágio quando
estudante.
Casou-se em 1977, com a também feirense, Célia
Christina Silva Carvalho, Licenciada em Letras pela antiga Faculdade de
Educação, atual UEFS, também Bacharela em Direito pela UCSAL, e que preza ser
nominada com o título que mais gosta, de professora, opção profissional que
abraça com determinada paixão. Desta união teve três filhos: Márcio Silva de
Carvalho (médico otorrino), Vinícius Silva Carvalho (designer gráfico) e Felipe
da Silva Carvalho (odontólogo).
Atualmente, junto a toda a família, especialmente com
a avó Célia, vive a alegria de compor a segunda geração da família, sendo avô
de três netinhos: Pedro, Maria Clara e Mariana.
Sua atuação como anestesista se realizou em todos os
hospitais particulares de Feira de Santana, especificamente nos centros
cirúrgicos do EMEC, Casa de Saúde Santana, São Matheus, Santa Cecília, Estela
Gomes, Hospital Mater Dei. Permaneceu dos anos 70 aos 90 estendendo sua atuação
de anestesista em hospitais de outras cidades vizinhas, como: Cachoeira, São
Félix e Riachão de Jacuípe. Fez parte do quadro da UEFS, exercendo no serviço
de saúde universitária (SESU) o atendimento clínico a alunos, professores e
servidores, de 1978 a 2011. Compõe a Sociedade de Anestesiologia de Feira de
Santana (SAFS) e integrou, durante 27 anos, a Socieda-
de do Grupo
Mater Dei, onde continua atuando como anestesista.
Bem humorado, religioso e perseverante, Dr. Marcelo
sente-se realizado nos seus sonhos e utopias e encara o trabalho com
responsabilidade profissional e social, reconhecendo que a Medicina lhe
concedeu régua e compasso para construção de uma vida dignificada pela
história, que se compõe de importantes realizações, sob as bênçãos de Deus.
Exercendo há mais de quatro décadas a missão de servir
pela Medicina e por seu jeito generoso de conviver, atendendo prioritariamente
à população menos favorecida, pois se volta para mais de 90% da clientela do
Sistema Único de Saúde-SUS.
Dr. Marcelo Carvalho divide atualmente seu tempo entre o trabalho, a
família, seus amigos, seus fuscas, suas viagens, e, de forma especial, dedica-se
à sua mais nova missão: curtir seus netinhos.
Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Anjos
de cabeceiras”.
ANIVERSÁRIO DE BEÍCA
Comemora mais um ano de vida os santanopolitana, taurina, sob
proteção de Iemanjá, Maria José de Oliveira (Beíca). Parabéns, queremos replei deste evento por
muitos anos com saúde.
domingo, 28 de abril de 2019
RECLAMES ANTIGOS
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Carlos Brito |
"O ALFAITE", no impresso era na Sales Barbosa, mudou-se para a esquina da praça da Bandeira com a rua Conselheiro Franco, com o nome de "CASA ARMANDO".
CINCO ANIVERSARIANTES HOJE
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Ademir |

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Nilzete |
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Soninha |
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Vilma |
sábado, 27 de abril de 2019
ANIVERSÁRIO DE MARY
Haja festa no dia de hoje para Marivalda, Carvalho Couto (Mary), santanopolitana, taurina, sob
proteção de Iemanjá, faz aniversário e é micareta. Parabéns e muita alegria.
sexta-feira, 26 de abril de 2019
ANIVERSÁRIO DE ROQUE
Roque Aras, santanopolitano, taurino, sob
proteção de Iemanjá, completa mais um ano de vida. Parabéns.
quinta-feira, 25 de abril de 2019
BIRA ANTES E DEPOIS
Ubirajara Ribeiro da Silva (Bira), à esquerda aluno do curso de ginásio, no Santanópolis, sem um dente da frente. Em compensação, no III ENCONTRO DOS SANTANOPOLITANOS, em 2012, já com o dente, mas perdendo os cabelos.
LUIZ, NILDA, PEDRO E ROSÁRIO SÃO OS ANIVERSARIANTES
quarta-feira, 24 de abril de 2019
AÔNIA E AURÉLIO OS ANIVERSARIANTES
Pré micareta nas residências dos santanopolitanos, taurinos, sob
proteção de Iemanjá, Aônia Brito do Vale e Aurélio José Mascarenhas Bastos, aniversariantes de hoje. Parabéns e muita animação.
terça-feira, 23 de abril de 2019
ANIVERSÁRIO DE GERALDO E JORGE
segunda-feira, 22 de abril de 2019
O FLUMINENSE NA DIVISÃO PROFISSIONAL - 1954
Adilson Simas Santanopolitano, jornalista, escritor, Blogueiro |
Em 1954, no dia 6 de junho, que
caiu num domingo, o Fluminense de Feira F. Clube foi a Salvador e estreou na
primeira divisão do futebol baiano, no antigo Estádio Otávio Mangabeira, que,
em tempos idos, foi a Fonte das Pedras, depois Fonte Nova e nos dias atuais,
Arena da Fonte Nova.
Enfrentou a poderosa equipe do
Esporte Clube Vitória, os “Leões da Barra”, que, no Estado, dividia com Bahia e
Ipiranga a preferência dos amantes do esporte das multidões. O rubro-negro
baiano colocou em campo sua força maior, assim constituída:
Nadinho, Valvir, Alírio, Porunga e
Eloi; Joel e Tombinho; Quarentinha, Juvenal, Antônio e Ciro. A imprensa da
capital criticou a atuação do árbitro Francisco Moreno, prejudicando o
Fluminense, mas mesmo assim o placar ficou em 1 x 1.
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Hosanah, Maneca, Pelúcio, Elias II, e Zezinho Elias I, Eduardo, Ioiô goleiro, Tutu e Edinho |
O gol que garantiu o surpreendente
empate do tricolor aconteceu aos 36 minutos do segundo tempo. Foi feito pelo
atacante Alfredo, pai do radialista Jair Cezarinho, num tiro direto de fora da
área.
Durval Cunha, o primeiro treinador
do Fluminense como clube profissional, colocou em campo, como diria o saudoso
Ligoza, a seguinte “onzena”: Batista,
Augusto, Júlio, Elias I e Edinho; Zezinho
e Hosannah; Maneca,
Pelúcio, Alfredo e Elias II.
Coube ao diretor Osvaldo Torres
representar o Fluminense na reunião do Conselho Arbitrai da Federação, que
serviu para formular o convite ao tricolor para participar como representante
do interior no campeonato baiano de profissionais.
Na volta, Osvaldo Torres anunciou
que aFBF (Federação Baiana de Futebol) sugeriu uma espécie de fusão dos clubes
amadores da cidade, e o Fluminense com as mesmas cores passaria a ser Feira de
Santana Futebol Clube. Não vingou porque alguns clubes, especialmente o rival
Bahia de Feira não aceitou. Mas Enádio Morais, que presidia o Flamengo, passou
a formar entre os tricolores.
O clube ingressou no
profissionalismo, reunindo no seu Conselho Deliberativo os mais diversos
segmentos, tendo na presidência Manuel Contreras, que na cidade era o gerente
da Souza Cruz. Já na presidência do Conselho Diretivo estava o médico e
vereador Wilson da Costa Falcão, filho de João Marinho, que era o prefeito da
Feira.
A
reação contrária do Bahia tinha uma explicação: naquele ano, os dois clubes
decidiram o título do certame feirense de amadores, tendo o Fluminense chegado
ao tri campeonato ao vencer o “Bicho Papão” pelo placar de 3 x 1.
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Fluminense de Feira 1961 |
Aquela
disputa mexeu com a cidade. No dia da partida, domingo, 2 de janeiro, houve
verdadeira romaria, tanto na ladeira da Barroquinha como na descida do Nagé,
com os torcedores se dirigindo para o antigo Estádio Almáchio Boaventura, na
divisa do Alto do Cruzeiro com Sobradinho.
Antes,
durante e depois do embate em campo, houve, como se dizia na época, sururu
entre as duas torcidas. “Guarda-chuvas”, também chamados de “guarda-sóis” foram
quebrados na cabeça de torcedores, sem falar nos chapéus-palhinha voando pelos
velhos alambrados do campo.
O
Fluminense conquistou o tri ao vencer a partida, que os cronistas chamavam de
refrega, pelo escore de 3x1. O primeiro tempo terminou com a vitória parcial de
2x0, gols de Pelúcio aos 3ó minutos e Zequinha aos 42. No segundo tempo, aos 22
minutos, Mário Porto de cabeça diminuiu o placar, mas com outro gol de
Zequinha, novamente aos 42 minutos, o Fluminense deu número final à partida.
O
“bicho papão” colocou em campo: China, Lipinho e Bueiro, Valter, Tote e
Juvenal; Alegre. Dário, Jorge de Barros, Mário Porto e Guri. Já o ‘Touro do
Sertão” escalou Batista, Tutu e Juarez;Elísio, Edinho e Elias; Zequinha,
Alfredo, João Macedo, Pelúcio e Alberto.
A
exemplo dos dias atuais, o protesto foi geral ao se anunciar, com o estádio
Almáchio Boaventura completamente lotado, uma arrecadação de 25 mil cruzeiros.
O extinto Diário da Feira comentou na edição seguinte:
“Registrar
uma renda desta em jogos como este, é prejudicar o esporte local, é fechar as
portas ao interesse de clubes de fora para a realização de amistosos”.
Na
preliminar do clássico envolvendo os dois tricolores, o Bahia chegou ao título
da segunda divisão, os “aspirantes” como se dizia, ao vencer o Vasco da Gama
pelo escore de 5x0.
Como profissional, logo em 1956, o Fluminense foi vice-campeão e em 1959 foi eleito pela ABCD (Associação Baiana de Cronistas Desportivos) o melhor plantei da temporada. O invencível time de aspirantes foi bicampeão em 1960/1961 e em 1963 chegaria afinal ao primeiro título de campeão baiano, numa disputa melhor de três jogos com o Esporte Clube Bahia.
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FLUMIENENSE DE FEIRA FAIXA DE CAMPEÃO-1969 Nadinho, Sapatão, Mário Braga, Delorme, Noroel e Luiz Alberto Pinheirrinho, Freitas, João Daniel, Medrrinho e Marcos Chinês |
O
clube feirense foi o único representante do interior na divisão de profissionais
até 1967. Naquele ano o presidente da FBF, advogado Carlos Alberto de Andrade,
estadualizou o campeonato. Inicialmente convidou outro clube local, o Bahia de
Feira, que viraria Feira Esporte Clube, e mais Conquista, Itabuna, Colo-Colo,
Flamengo e Cruzeiro da Vitória, estes três últimos da cidade de Ilhéus.
No seu primeiro período de
grandes conquistas, que vai até 1963, ano do título de campeão baiano, além de
Durval Cunha, também passaram pelo comando técnico Ariston Carvalho, Enaldo Rodrigues, Pedrinho Rodrigues, Sotero Monteiro, Fernando Lopes, Manoel Mesquita - Maneca, Antônio Conceição e outros.A segunda fase, trambém de outras glórias, como título inédito de 1969, durou até 1971. Sem fralar no regra três Geraldo Pereira, foram técnicos do tricolor, entre outros, Paulo Emílio, Zé Maria, Carlos Volante, João Paulo - o Pinguela, JoubertMeira e principalmenteWalter Miráglia e Evaristo Macêdo.
Após a grande campanha de 1971, sob o comando de Evaristo Macedo, logo no ano seguinte o clube entrou em crise e, abandonado por alguns figurões, terminou baixando na UTI. O óbito só não aconteceu graças a ação de meia dúzia de abnegados torcedores como Alcione da Prefeitura, Adolfo da Dislar, Xavier contador, Gersinho da Chevrolet, Gileno da livraria e outros.
A partir daquele ano, em que pese algumas participações no Campeonato Nacional, quase todas bisonhas mesmo quando integrando as séries inferiores, o Fluminense deixou de ser o bravo touro pioneiro, alegria da torcida tricolor.
Mesmo assim muitos ainda sonham de novo no estádio, empenhando a bandeira, estufando o peito e brandando como nos velhos tempos: "Avante, avante Fluminense, é hora, é hora, queremos mais um gol..."
Transcrito da revista "História e Estórias dos
Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mãos).
Edição Especial do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santanadomingo, 21 de abril de 2019
DENE É A ANIVERSARIANTE DE HOJE
Adenil Santana Sobral (Dene) é a santanopolitana, taurina, sob
proteção de Iemanjá, que comemora mais um ano na estrada da vida. Havemos replei por muito tempo deste evento, nosso desejo.
sábado, 20 de abril de 2019
ANIVERSÁRIO DE ANGÉLICA
Comemoram mais um ano de vida a santanopolitana, ariana, sob
proteção de Iemanjá, Maria Angélica Pereira Bastos. Nosso desejo é a repetição deste evento por
muitos anos com saúde.
sexta-feira, 19 de abril de 2019
FEIRA DE SANTANA NOS SÉCULOS XIX E XX
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Antonio Lajedinho Historiador feirense |
Como o PROSEDE (Movimento em PROL da construção da
SEDE do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana) deseja e vai
contribuir para conservar a memória de Feira de Santana, aceitei colaborar com
as minhas lembranças, os livros antigos, com as coisas mais simples dos idos que servirão para os nossos descendentes conhecerem um pouco dos nossos
costumes em épocas do pretérito. Para tomar a leitura menos cansativa,
dividirei em assuntos, haja vista a diversidade de interesses, inclusive entre
homens e mulheres.
Assim a lembrança primeira que me acudiu à mente
foi sobre as residências do fim de um século XIX, e início do XX, que se
dividiam entre sobrados, casas com sótãos, casas de “cachorros” as de “eira” e
casas de “beira”.
Os sobrados eram de famílias tradicionais, as casas com sótãos eram de elite, as casas com eirada classe média, e as casas de beira da classe mais pobre. Uma explicação: Casas de “cachorro” ou de eira eram aquelas
que tinham um ripão com a ponta entalhada ( e o entalhe parecia a cara de um
cachorro) no lugar do caibro que vinha até a parede. Nas casas mais humildes os
caibros ficavam à mostra. Daí o velho provérbio: “Fulano não tem nem eira nem
beira” (nota do Blog, origem da Exprssão; Fulano não tem eira nem beira, ou seja: não tem onde cair morto. A expressão veio de Portugal, de navio. A palavra eira vem do latim "area", significando um espaço de terra batida, lajeada ou cimentada, próximo às casas, nas aldeias portuguesas, onde se malhavam, trilhavam, limpavam e secavam cereais. Depois da colheita, os cereais ficavam ao ar livre e ao sol, a fim de serem preparados para a alimentação ou para serem armazenados),
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Os três modelos de residências antigas: da esquerda para a direita, casas com eira sobrado e duas casas de beira. Iluminação a lampião |
Ainda sobre as residências, os donos gostavam de
criar animais c aves das mais diversas espécies, com destaque para papagaio,
gato, cachorro e galinhas e que era quase comum em todas as casas; ainda
criavam-se macacos, araras, cágado (jaboti) e outros. Destes, 3 tinham um nome
comum em quase todas as casas: Cachorro (chulinho), gato (pixane) e papagaio
(meu louro). Os pássaros em gaiolas bonitas era o criatório mais comum em todas
as residências, sendo que um tipo especial de canário e de galo, também eram
criados para brigarem sob apostas.
Para homens os
tecidos mais comuns e conhecidos eram os brins brancos, mescla e cáqui, sirouco,
caroá, carrapicho, linhos em cores e branco SS120,
casimiras, flanela, gabardine, estes para calça, colete e paletó; e para camisa, algodãozinho, opaline, tricolina,
seda e cambraia de linho. A moda
masculina, embora conservando
as ocasiões, só mudaram os jaquetões, colete, ombreiras e modas de calças
boca de sino, enfim,
poucas alterações.
Somente com a chegada das calças vaqueiras
dos EUA, “jeans”, famosas pela sua rusticidade, aqui, por ser produzidas pela Fábrica Coringa, ficou conhecida pelo nome
da fábrica, ou seja, CALÇAS CORINGA. Posteriormente o nome “jeans”, se firmou. Esse
tipo de roupa trouxe uma mudança quase total nas vestes masculinas.
Quanto aos calçados, os borzeguins (rangedor ou
não) foram os primeiros nos pés dos homens civilizados, seguidos pelas botas
e sapatos, estes últimos para os dois sexos.
Dos tecidos para as mulheres havia madrasto (ou
morim), cretone, organdi, cetins e cetinetas, zefir merinó, chitas, talagarça, popelina, cassa bordada, entre
outras. Mas havia também os complementos, como o indispensável xale, principalmente para cobrir a cabeça à entrada das
igrejas, como indispensáveis luvas e o chapéu
feminino para as cerimonias. Mas a moda mesmo, prossegue na mudança embora as
mulheres já estejam aderindo totalmente ao “jeans”.
Mas não podemos esquecer-nos
daquelas modas de saias plissadas, volante, volante duplo, tubinho,
bolero, saia de nesga, de babado, corpo
inteiro com saia franzida e (a caminho das mini saias) as revolucionárias saias justas.
Agora minha memória levou-me para o seu espaço onde
guardou um monte de palavras usadas há mais de um século... Vamos ver:
”VELHACO”, hoje caloteiro. “CHISPOU” saiu rápido, correndo. MINCHO”, pequeno, sem valor, mixo, mixuruca.
“RETADO” já foi palavra imoral. Hoje tem vários significados, virou gíria. “AMIGO
URSO”, que traía a amizade. “ESCROTO” era pessoa sem escrúpulo. "FULEIRO” um
ninguém, atoa. “LANÇANDO” era nome que se dava a quem estava vomitando.
ABERTEIRO” e “MARRETEIRO” eram os nomes
que chamamos hoje o vigarista, ou trapaceiro. "PAR1CEIRO (a)” era como se dizia
de duas pessoas de classe inferior. “ARENGUEIRO (a)” era quem não guardava o
segredo ou o denunciava. “MOGANGA” estar escondendo-se para não trabalhar.
"AMIGO DO ALHEIO” e “GATUNO” era qualquer tipo de ladrão.
Por falar em ladrão, lembrei-me que antigamente não
tínhamos, aqui em Feira, as atuais algemas. Tanto que quando um ladrão era
preso, a polícia tirava-lhe o cinto e suspensório e o colocava na frente
segurando as calças, o que não lhe permitia correr. Já imaginaram, se fosse
hoje, observar grandes ladrões que foram presos ultimamente, segurando as
calças?
“PATAQUADA” tentando tirar a atenção de outrem com
danças, caretas, gestos engraçados. “LENGA-LENGA” conversa inútil comprida
demais. “NECAS DE PITIBIRIBA” não ter nada de valor. “ESPARRAMADO”, dormindo de
qualquer jeito. “BUCHO, BOFE e OSSO” era como se chamava a mulher muito feia
(os homossexuais se apoderaram da palavra bofe). “LOROTA”, era mentira com
humor. “VEADO, BICHA, BAITOLA, FRANGO, FRESCO E FRUTA” eram nomes que usavam
para designar o homossexual.
A palavra “MUFINO” era o nome que se dava ao
covarde que fugia de uma briga
de meninos. “MACUMUNHADOS”, parceiros em tramoias. “SOU ESPETO”, pessoa que se
vangloriava da sua bravata. "CANALHA" era uma pessoa sem moral, o mesmo que "SAFADO", "CAPADÓCIO" igual a "VAGABUNDO". "CAPITÃO DE AREIA", menino de rua. "CARÃO ESBREGUE" era o mesmo que repreensão. "XAVECO" era enrolação, malandragem. "ESTRAMBÓLICO OU ESCALAFOBÉTICO" siginificava coisa estranha, desconhecida, sem sentido.
“REBARBADO” (LINGUAGEM MARINHEIRA) revoltado, bruto
(pavio curto). “LAMBANÇA” era briga de palavras, confusão; lambanceiro.
“RELAXADA” era a pessoa que não se cuidava. “ARRAIA” não é era só peixe, era o
que hoje se chama de pipa.
Por falar em peixe, quando se via uma moça muito
bonita, dizia-se : que PEIXÃO! Hoje se diz AVIÃO. “URUPEMBA” era como se
chamava peneira. “CHARLAR” era contar falsas façanhas. “CARTEIRO” era como se
chamava o “ESTAFETA” dos Correios. “BALZAQUIANAS” mulher depois dos 35 anos.
“CARITÓ OU BARRICÃO” era mulher que não havia se casado e já estava nos 40
anos. “ALCOVITEIRA”, quem dava guarida a um casal que namorava escondido.
“COCADA”, quem levava recados entre namorados. “BAGA” era o resto, a parte já fumada do cigarro. “FECHAR A MATRACA”, mandar que parasse de falar. “MÔCO”,
surdo. "LEVOU ABRECA”, sumiu, desapareceu. “MEXERICO” ou “FUXICO” significavam
intriga, fofoca. “LAVEI A JEGA” É como se dizia do que fez bastante e gostou:
almoçou bem, dançou muito... Agora mesmo vou dizer; “LAVEI A JEGA...”. Revirei
meu baú do passado e lembrei dos velhos tempos... “Iiiiiiiiiiiiii FIAU” (isto
não foram aplausos pelo meu trabalho; o pessoal do meu tempo sabe que foi uma
vaia à antiga).
Não foram só as coisas corriqueiras que guardei
nesses quase 90 anos de vida. Na época havia uma tradição de amizade, carinho,
consideração, mesmo nas últimas horas de um morador. Por exemplo: os
sepultamentos em Feira de Santana, a partir de 1915, embora o cemitério tenha
sido construído em 1855; vez que o nosso propósito é falar dos sepultamentos
após a construção das torres da Igreja Matriz, onde foram assentados vários
sinos, inclusive um relógio de grande tamanho e que, além das horas marcadas pelos
ponteiros, batia de meia e meia hora, cujas batidas eram ouvidas até a praça do
comércio no silêncio da noite.
Os outros sinos, com sons diferentes, faziam
chamadas para missas e tinha “dobres” diferentes para anunciar o falecimento de
uma pessoa, jovem, adulto e criança com batidas especiais e conhecidas por
todos os moradores. Quando se “FINAVA” alguém, (era a palavra usada para
faleceu) todos tomavam conhecimento e a notícia boca aboca completava o
noticiário com identidade, hora do sepultamento e tudo mais. Os sinos eram uma
espécie de veículo de comunicação auditiva.
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Foto de um cortejo a caminho do Cemitério Piedade. |
Quando havia velório, todos sabiam pela hora do
falecimento e, automaticamente, a hora do sepultamento (24 horas depois).
Na hora aprazada o cortejo saía comum sacristão
carregando uma imagem de Jesus Crucificado, seguido pelo padre, depois o
“urneiro” (aquele que carregava uma urna na cabeça e a depositava no chão a
cada 50 metros para troca das pessoas que carregavam o caixão) depois o povo.
Um costume que bem traduzia o espírito de
solidariedade, entrosamento social e respeito mútuo, era a grande presença de
pessoas em velórios, nos sepultamentos e, principalmente, o reconhecimento do
povo aos seus benfeitores, como aconteceu no sepultamento de Dr. Gastão Guimarães,
entre outros. Nessas ocasiões as Órfãs do Asilo N. S. de Lourdes, alunos da
Escola Normal, do Ginásio Santanópolis, Irmandade da Santa Casa de Misericórdia e outras irmandades religiosas, acompanhavam em filas ao lado do povo, enquanto as filarmônicas se posicionavam atrás do caixão e se revezavam tocando marchas fúnebres.
Nobre Cidade sempre foi Feira de Santana: acolhedora, amiga e solidária com todos que aqui mourejam. Que revivemos o passado, para um feliz futuro, terra querida!!!
Transcrito da revista "História e Estórias dos
Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mãos).
quinta-feira, 18 de abril de 2019
ANIVERSÁRIOS DE JORGE, JURACI,ZÉ RAIMUNDO E BIBI
quarta-feira, 17 de abril de 2019
ANIVERSÁRIO DE OILA
Maria Odilia Lima (Oila), santanopolitana, ariana, sob
proteção de Iemanjá, completa mais um ano de vida. Queremos replei deste evento deste evento por
muitos anos com saúde.
PERFIL DE LINDAURA FALCÃO DE AZEVEDO
Nasceu em Feira de Santana, Bahia, no dia 15 de
dezembro de 1927, na Rua Conselheiro Franco, nº 01. Filha de Manoel Matias de
Azevedo e D. Eufrozina Falcão de Azevedo, cresceu junto com os irmãos Lício Falcão
de Azevedo, Líbio, Lisete e Lealdina Falcão de Azevedo.
Estudou, inicialmente, numa escola pública, na antiga
Rua do Fogo, com a Profa. Isabel Alexandrina de Carvalho. O ginásio fez no Colégio Santanópolis e o Curso
Complementar, que correspondia ao Ensino Médio, mas que era somente dois anos,
no Colégio da Bahia, em Salvador.
Cursou Medicina, na Faculdade de Medicina da Bahia,
quando era o seu diretor, o Dr. Edgar Rego dos Santos. Formou-se em 1949, sendo
colega de Dr. Roberto Santos, ex-governador da Bahia. Fez residência médica no
Hospital das Clínicas por um ano. Um fato importante na vida de Dra. Lindaura
Falcão de Azevedo é que ela é a primeira mulher feirense formada em Medicina.
Ainda como doutoranda fez parte de uma embaixada que
visitou os países Argentina e Uruguai, para observar os modernos hospitais e os
últimos progressos da Medicina, em março de 1949.
Retorna à Feira de Santana no ano de 1950 e foi
clinicar juntamente com Dr. Wilson da Costa Falcão, seu primo em primeiro grau,
exercendo Clínica Geral e Ginecologia. Juntamente com Dr. Geraldo Leite, Dr.
Pirajá da Silva e Dr. José Maria Anchieta Santana trabalhou no Posto de
Puericultura e Higiene na condição de funcionária do Estado da Bahia.
Dos casos interessantes que ouviu ao consultar seus
pacientes foi o de uma gestante, que estava fazendo o pré-natal e ela lhe
perguntou quem era o pai da criança e ela lhe respondeu: "Não sei, não,
doutora. Ele era um "careta".
Clinicou na Santa Casa de Misericórdia quando
funcionava ainda no casarão que hoje intitula "O Palácio do Menor",
época em que trabalhavam também: Dr. Wilson Falcão, Waldy Pitombo, Mário
Lustosa, Renato Santos Silva e outros, na década de 50.
Tem três filhos: Ana Tereza Brito (engenheira,
auditora, fiscal do estado, advogada, Licenciada em Letras com Inglês) Pedro
Brito (médico, residente nos Estados Unidos, em Washington) e Cíntia Azevedo de
Brito (engenheira, funcionária da CERB -Companhia Elétrica Rural da Bahia) e já
tem uma neta, acadêmica de Biologia.
Em 28 de fevereiro de 1969, transferiu-se para
Salvador e foi trabalhar no Pronto Socorro do Hospital Getúlio Vargas, depois
no 5º Centro de Saúde, situado na Av. Centenário, onde exerceu a Pediatria.
Aposentou-se em 1980, com 39 anos de serviços prestados à medicina baiana.
Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Anjos
de cabeceiras”.
terça-feira, 16 de abril de 2019
MARLIZETE ANIVERSARIA
Marlizete Moura Gonçalves, santanopolitana, ariana, sob proteção de Iemanjá, comemoram mais um ano de vida. Nosso desejo é a repetição deste evento por
muitos anos com saúde.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
ANIVERSÁRIO DE CÉLIA
Comemorando aniversário hoje a santanopolitana, ariana, sob
proteção de Iemanjá, Célia Gabriel Lima. Parabéns.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
CARNAVAL DE 1934 II
Passou breve, fugaz como todas as coisas que proporcionam
prazer, o Triduo da Folia.
Os i folguedos dos primeiros dias do reinado do Momo Único decorreram
algo frios pesar da elevada temperatura ambiente. Fizeram-se notadas
inconveniências e falhas.
O movimento comercial da tardinha e da noite do sabbado
afigurara-se a muitas pessoas promissor de extraordinária animação e inffluencia
de foliões á “Avenida da Alegria” (denominação dada por experimentado carnavalesco
às ruas Cons. Franco e a dos Remédios, onde a circulação avulta em dias de Carnaval);
o que, no entanto, não ocorreu.
O baile anunciado para a Pensão Central effecttuou pela ausência
de dançarinos, principalmente do sexo bonito.
0 Domingo Gordo
Dois pequenos grupos cantantes fizeram a alvorada carnavalesca,
tendo sido sensível a ausência das “Bohemias” que tão assíduas vinham sendo às folganças matinaes em louvor de Momo.
O “Casamento na Roça” em que o casal era precedido de dois
bebês em braços de nutrizes pretas teve admiradores e aplausos.
O excessivo calor parece haver
amedrontado os foliões que só tarde muito avançada animaram a pervagar as ruas.
Um magote funambulesco, arremedo do préstito da Lavagem tradicional
da festa de Sant’Anna, com as bandeiras, danças a músicas características da
usança festiva, foi o primeiro bando a surgir, porém não conseguiu agradar a
todos, por inoportuno, deslocado da quadra própria.
Exhibiu-se depois, o espirituoso Bloco dos Duvidosos, com seu expressivo estandarte, suas choréas e música
originaes, concorrendo grandemente para a animação do povo, que o seguiu por
toda parte.
Os Duvidosos
que em 1933, formava um grupo matinal, devem consttuir-se em associação
organizada para futuro Carnaval, que não prescindirá do concurso desses
foliões, segundo pensa a Guarda Velha, disposta, já, por alguns de seus
membros, a assumir a função de orientadora dos festejos de Momo em 1935.
A jovialesca dezena feminina
travestidas de Malandros, (calças
brancas, camisas listradas e loups
negros) com as suas graciosas braceiras, num figurino muito chic, deram a nota da elegância
carnavalesca.
Foram também devidamente apreciadas as
dezesseis figurinhas do outro planeta (meninas e mocelinhas entrajadas de
saias, corpetes e gôrros alvi-negros) que levavam alegria quer que arraiassem.
Também fez-se credor de sinceros gabos
– Zé Matuto conduzindo ante si seus quatro filhos, “tão grande... e tão bobos,”
dispostos em monômio.
À noite, um “assustado” de improviso
attraiu aos esplendidos salões da “25 de Março” fervorosos cultores de
Terpsicore, que, aos rithimos de musica moderna, lindamente regional, executada
por afinado jazz-band, dançaram até
de madrugada.
Segunda-Feira de Zé
Carêta
A intensificada labuta comercial em vários pontos da urbe
onde se faziam feiras, empolgando inteiramente a população e mesmo forasteiros
feirantes, não permitiu folgas aos próprios foliões.
Pode-se dizer que o Carnaval em 12 do fluente foi todo
interno, tendo transcorrido animadíssimo o baile de máscaras effectuado nos salões
da sociedade “Euterpe Feirense”.
O terceiro dia de Mômo confirmou plenamente sua denominação
vulgar de
Terça-feira Gorda
À madrugada, ainda escuro, Zé-Pereira
realizou uma ronda ligeira, porém assaz eficiente, despertando os folgazões
menos fatigados para início da almejada fuzarca.
De facto, três grupos de mascarados em
que predominava o elemento feminino encheram as ruas de alacridade e de acordes
excitantes, induzindo muita gente retraída a dispor-se para o sarabandeio
vespertino.
Tal seccedera no domingo, ia muito
avançada a tarde, quando começou a folgança, renovando-se a cavalgada em
andadura demasiado larga, o que causára reparos e extranhêsa, principalmente de
forasteiros, no primeiro dia. Essa extranhêsa estendeu-se à ausência de quaisquer
ornatos em automóveis particulares em côrso na “Avenida da Alegria.”
A parodia de lavagem foi o bando que se
exibiu mais cedo.
Seguiram-se os impagáveis “Duvidosos,”
quiçá em maior número, e os alegres “Farristas” vestiam uniformes vistosos, em cores
vivas, e modulavam canções, marchas e sambas, aos sons de boa oschestra, entre
as quaes Zizi, versos de Aloisio
Resende musicados pelo professor Estevam Moura, propositalmente feita para o
novo cordão carnavalesco.
A juventude “...do Outro Planeta” e os
elegantíssimos “Malandros” timbraram em prodigalizar contentamento a seus
administradores, que eram incontáveis.
O baile a fantasia na sede da sociedade
“25 de Março” foi animadíssimo, prolongando até 3 horas da madrugada de quarta-feira
de Cinzas.
Foi-se o Carnaval de 1934 mais querido
do que quando chegou e é possível tenha deixado saudades.
Os momophilos feirenses querem ressarcir-se
da relativa frieza do carnaval citadino e da quarentena nesta de abstinência,
promovendo festa álacres em o sábado de aleluia e no domingo de Páschoa.
O novo promissor “Blóco dos Farristas”
realizará festas campestres, inclusive a queima de um Judas, na praça Matriz,
que fica próxima a sede, e fará passeatas pealas principaes urbes.
Publicado na "Folha do Norte" edição de 17 de fevereiro de 1934.
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