sábado, 31 de outubro de 2020
ANIVERSARIO DE TOTINHO E LÚCIA
Desejo que seu aniversário lhe traga
uma felicidade imensa e que você possa realizar todos seus desejos nessa nova
etapa de vida. Parabéns!
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
VIDAS FEIRENSE - FOLHA DO NORTE 16 DE SETEMBRO DE 1944 - I
1848
– Lavra-se nos autos do processo-crime instaurado contra o salteador Lucas
Evangelista, a certidão do teor seguinte:
Certifico
eu tabellião abaixo assinado que dentro de cinco dias de intimação da sentença
de pronuncia não foi interposto recurso algum pelo réu por seu curador; o
referido é verdade, do que dou fé, Villa da Feira, dezesseis de fevereiro de
mil oitocentos e quarenta e oito.
-
Francisco Gonçalves Pedreira França.
1856 –
Segundo notas colhidas na freguesia do Riachão, deste município, faleceram ali,
durante o segundo semestre do ano passado, vitimas de cholera
morbus, 57 homens e 68 mulheres,
1867 – “O Progresso” da
cachoeira, noticia os sangrentos acontecimentos do dia 2 em Humildes,
- vem a lume, nesta
villa. Mais uma edição d’”O Comercial”.
1870 – Apresenta seu
relatório ao presidente da província o chefe de polícia, dr. Antero Cicero de
de Assis, ex-promotor público desta comarca
1901 – Circula nesta
cidade o Almanak administrativo indicador, noticioso, comercial e literário do
Estado da Bahia para 1901. Está no seu 1º ano e é organizado por Borges dos
Reis.
São, segundo esse Almak;
presidente da República – dr. Manoel Campos Salles governador do Estado – DR
Severino dos Santos vieira, Intendente deste município – cel. José Freire Lima.
Ocupa a viece presidência
do Supremo Tribunal Federal o ex-juiz de direto destao comandante comarca arão de Pereira Franco; são deputados
federais por este distrito o srs, Vergne de Abreu Sátiro Dias e Paulo
Guimarães; exerce o mandato de senador estadual o ilustre feirense dr. Quintino
Ferreira da Silva; o comandante da brigada policial do Estado outro ilustre
feirense o cel. Afonso comarca Pedreira
de Cerqueira. Os professores estaduais nesta cidade são Gracindo Ferreira de
Souza Machado e D. Amália da Silva Moscôso. Servem na comarca da Feira de
Sant’Ana, que compreende os termos da Feira de Sant’Ana e Rachão de Jacuipe; juiz
de direito – dr. Francisco de Souza Dias; promotor – dr. Moisés Elpídio de
Almeida; preparador de Riachão de Jacuipe - dr. Jaime Cerqueira Lima.
Os juízes de direito
feirenses Jacinto Ferreira da Silva e Antonio Joaquim da Costa Junior têm
exercício, respectivamente nas comarcas de Itaberaba e Rio Grande.
ANIVERSÁRIO DE ZÉLIA E NELMA
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
ANIVERSÁRIO DE ELIANA E EVANDRO
Os aniversariantes de hoje são os santanopolitanos, do signo de Escorpião e sob proteção de Nanâ, Eliana de Carvalho Silva e Evandro Antonio Ferreira de Matos.
Que
todos os seus sonhos sejam realizados e todos os seus desejos sejam alcançados.
Feliz aniversário!
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
PERFIL DE HENRIQUE LIMA SANTOS
DADOS PESSOAIS
NOME: HENRIQUE LIMA SANTOS
PROFISSÃO: ADVOGADO
NASCIMENTO: 20/06/1925, IPIRÁ-BA
FILIAÇÃO: JOSÉ LUIZ DOS SANTOS E MARIA EVANGELINA LIMA SANTOS
CÔNJUGE: LÚCIA YOLANDA DE ALMEIDA SANTOS
FILHOS: CARLOS HE NRIQUE, JORGE FREDERICO, WÓLIA, IVAN SÉRGIO E HENRIQUE
FORMAÇÃO EDUCACIONAL Cursou o Ginásio no Ginásio Santanópolis, Feira de Santana-BA e o
Secundário no Colégio da Bahia, Salvador-BA. Formou-se em Direito pela
Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia - UFBA, 1952.
ATIVIDADE PROFISSIONALAdvogado, fazendeiro e industrial gráfico.
MANDATO ELETIVO Eleito deputado
estadual pelo Partido Social Democrático - PSD, 1959-1963 e deputado federal,
1963-1967, pelo PSD. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato
Institucional nº 2 e com a instauração do bipartidarismo, filiou-se ao
Movimento Democrático Brasileiro - MDB.
FILIAÇÃO PARTIDÁRIA
PSD, 0 - 0; MDB, 0 - 0;
ATIVIDADE PARTIDÁRIA Líder do PSD, ALBA, 1960.
ATIVIDADE Assembléia Legislativa, titular das Comissões:
Constituição e Justiça (1959, 1961-1962), Redação de Leis e Resoluções (1960);
suplente das Comissões: Educação, Cultura e Arte (1959), Constituição e Justiça
(1960); Na Câmara dos Deputados, titular das Comissões: Educação e Cultura
(1963-1966), Segurança Nacional (1964-1965); suplente das Comissões: Economia
(1963-1965), Relações Exteriores (1963), Minas e Energia (1964-1966), Serviço
Público (1965-1966), Constituição e Justiça (1965).
ANIVERSÁRIO DE ANDREA E HÉLIA
terça-feira, 27 de outubro de 2020
A HISTÓRIA SIMULTANEAMENTE DESDOBRADA, CÍCLICA E TRANCENDENTAL
RONALDO SENNA – Mestre, Doutor, Antropólogo, escritor, professor aposentado: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Católica de Salvador (UCSAL).
Seria gratificante
o acontecer,
Sentindo a delícia
novamente,
Escoimado de todo
o prazer
O que a ele nãoi
faz referente.
Pensado nos atos e
eventos
Selecionamos as
alternativas,
Escolhendo,
sempre, os ventos
Que nos levam a
outrasd vidas.
Só que elas não
são reais:
Apenas iludem os
mortais
Fazendo o homem
mais atávico.
Sabemos que
transcender é bonito
Fértil, rico,
completo, infinito
Mas reduz ao
fantástico.
O SIDO E O SENDO
Como não podemos nos deslocar até
o sido, torna-se necessário que o transformemos, existencialmente, em sendo,
permitindo que o humano (que é histórico) se reduza à natureza (que é
cíclica). Como não podemos, concretamente, compor a nossa vida, aqui e agora,
com muitas existências, estruturamos a nossa existência em muitas vidas.
Os papéis e funções (vistas como
o conjunto de papéis) com os quais balizamos o nosso estar no mundo, não
bastam para satisfazer todos os componentes do nosso permanecer, não bastam
para realizar todos os componentes do nosso projeto vital. A cultura
(considerada como património simbólico) remete os seus referenciais por outras
esferas e outros planos, em reciclagens constantes, além de um necessário e
eficaz exercício do imaginário.
E assim visitamos
a nós mesmos em cada raio da roda viva que tornam mais abrangentes as nossas
convivências. Quebramos as fronteiras do espaço, anulamos as limitações do
tempo e tornamos improcedentes os mapas das sociedades e das culturas. Sim, o
contínuo espaço-tempo estrutura o substrato da dimensão da poesia.
Tanto o espaço que
mal será preenchido, quanto o tempo que não poderá ser alcançado (religiosos,
mágicos, ritos de espera e de passagem), tornam-se elementos dessa dimensão.
Como exemplo: a saga da conquista do mar oceano (que significa sem fim, logo,
não poderá ser dominado por inteiro) proporcionando ao genial poeta maior Fernando
Pessoa, em seu poema intitulado Li-berdade, vaticinar que, "quando é
melhor, quando há bruma, esperar por Dom Sebastião, quer venha ou não". Ou
seja, não se espera alcançar, mas realizar-se no ato de esperar.
O nosso destino
não será apenas devir. O ser, assim pensado, não se instalará apenas, em um
projeto de vida, mas em diferentes seres historicamente multifacetados. Algo,
porém, não se pode negar, por mais divididas que se encontrem as verdades, dúvidas
ou certezas: o homem simboliza (a si mesmo, ao outro e ao mundo) gerando, elaborando
e engendrando reduções, prismas e arestas que darão sentido ao seu espírito.
A continuidade
sonhada, dentro da abrangência sentida, será sempre a construção possível, a
crença que se faz realidade, a compreensão aproximada. Sim, o fato (captação
feita através de ato ou evento) se manifesta como fenômeno e tende, muitas vezes,
a se revelar como um dado por suposto.
Será sempre em uma
sociedade mais homogénea, onde o sido e o sendo se interpenetram, com muita
ênfase, que as noções do que passou, do que está e do que virá se manifestarão
como componentes do único, absoluto, abrangente. A realidade não se dilui, o
aqui e agora se projetam para e em todos os quadrantes do imaginário. Existe-se
dentro de uma unidade.
O espaço sofre (na
história, nas sociedades e nas culturas) diferentes e contínuas recriações,
redimensionamentos e ressignificações. Assim, um determinado espaço pode ser
mais denso ou mais elástico do que outro, a depender das necessidades criadas
por determinadas circunstâncias e que pedem especificas soluções.
Espaço e tempo
delimitam mitos, códigos, rituais e sentimentos. E um processo criador de
paradigmas, que gera múltiplos resultados ao processo histórico vivido por
diferentes sociedades. Enquanto, por exemplo", as sociedades saxônicas,
nos seus contextos, separam, com mais nitidez os dois referenciais, a sociedade
brasileira se sin-gulariza pelo fato de que muitos espaços e muitas
temporalidades convivem simultaneamente" (DaMatta, 2000:32).
ANIVERSÁRIO DE DEJAZET
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
FUTEBOL DE SALÃO - FUTSAL
Há tempos tenho no nosso arquivo estas duas fotos das equipes de Futebol de Salão (Futsal), reconheci alguns, mas não lembro os nomes. Guardei na esperança de encontrar dados:época, participantes... sei apenas que era campeonato interno do Colégio Santanópolis.
Se alguem tiver mais esclarecimentos: faça comentários no Blog, passe WhatsApp 75 99732564 ou email oevandro@uol.com.br
ANIVERSÁRIO DE NICE E MARA
domingo, 25 de outubro de 2020
REGISTRO DE MATRICULA DE EDUARDO PORTELA
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Registro de Matricula, 1945/1946 de Eduardo Mattos Portela |
Ver também: Perfil de Eduardo Mattos Portela
ANIVERSÁRIO DE ANA, CEZAR CÃO, SHIRLEY E ROSE
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Ana |
O quarteto que faz aniversário hoje são os santanopolitanos, do signo de Escorpião e sob proteção de Nanâ, Ana Maria Araújo Borges, Cezar Fernando Oliveira Neto (Cezar Cão), Maria Shirley da Silva Ferreira e Rozenilde Pimentel Schuenemann (Rose).
Guarde na memória tudo que foi bom, e
Rose |
sábado, 24 de outubro de 2020
ANIVERSÁRIO DE ÂNGELO
Hoje o aniversariante é o santanopolitano, do signo de Escorpião e sob proteção de Nanâ, Ângelo Pitombo.
Desejo muita paz, alegria, sorte e sucesso para você sempre! Feliz aniversário!
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
VIAGEM AO "SUL MARAVILHA" I.
No início da década de 60, fizemos uma viagem, eu,
Baby e nossos compadres Wilson (Issinho) Carneiro e Neuza, para o sul
maravilha, como se falava na época.
na estrada. Cerca de 45 dias de viagem, e mais de dez mil quilômetros, trinta por cento sem asfalto. A Rio-Bahia, recém inaugurada, sem estar totalmente terminada, era cheia de problemas. Mas fomos ao nosso primeiro destino, sem pressa parando em tudo quanto era lugar até chegar em São Paulo quatro dias depois.
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Issinho e Neuza Não tiramos fotos da viagem |
Hotel São Paulo da cadeia Othon, que já tinha estado em 60, muito bom. Ficamos uma semana, tudo dando certo sem nenhum problema.
Depois seguimos para Rio Grande do Sul. Com três horas de viagem, estava chovendo e a estrada estava interrompida, por causa de desabamento de um morro. Pensamos em voltar, estávamos cerca de 300 quilômetros de São Paulo, quando nos informaram existir na área algumas máquinas do DNER (atual DENIT), era uma questão de horas a liberação da estrada.
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Eu e Baby Fotos da época |
Qual nada, eram 11 horas quando chegamos na interrupção, só tinha uns cinquenta veículos em nossa frente, chovia fino, frio para nordestino se imaginar na Sibéria, à tardinha a fome apertou. Tinha um japonês com caminhão carregado de laranjas, que quase ficou vazio. Voltar era impossível a fila já era de mais de dois mil veículos. As mulheres tinham que ir no mato acompanhadas para fazer as necessidades, nessas horas os homens levam vantagens.
Finalmente às 21 horas foi liberada a estrada. Passamos
pelo primeiro restaurante, do outro lado, lotado de veículos que retornaram para esperar a
liberação, raciocinamos corretamente, não estavam preparados para a quantidade
de clientes. Seguimos e paramos na primeira churrascaria grande, aqui na Bahia
ainda não tinha de rodízio com aquela qualidade. estávamos esfomeados, tipo de
cliente que não é bom para restaurante que cobra por pessoa. E o vinho? enchemos
a cara, não tinha restrição para quem dirigia. Também fomos dormir em uma
pousada perto, de ótima qualidade em comparação com as nossas aqui, era o “sul
maravilha”.
Almoçamos ainda na estrada, passeando no interior dos
estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, lindo verdejante uvas,
maçãs no caminho, não existiam nas estradas da Bahia, estávamos entusiasmados,
era como pensávamos, outro mundo.
Chegamos em Porto Alegre, aí começamos a entender que
o “sul não era essas maravilhas que pensávamos”. Porto Alegre, uma decepção,
aqui vale um comentário – decepção é a distancia entre perspectiva, que nós
tínhamos de tudo do “sul maravilha e a realidade”. Tinha pouquíssimos hotéis de
qualidade comparado com Salvador, e os poucos, lotados, inclusive o recém
inaugurado Hotel Umbu, Ficamos em um hotelzinho, ruinzinho.
Como não existia cartão de crédito, na Bahia já se
usava Travel Chek (cheque viagem), aceito em qualquer loja, restaurante
hotéis... em Salvador. Compramos estes cheques de viagem no Banco Econômico
daqui de Feira de Santana. O gerente do nosso hotel desconhecia esta forma de
pagamento. Como tinha levado uma carta de Beto para um colega de faculdade que
morava na capital gaúcha, estávamos tranquilos, descontaríamos um cheque
equivalente a R$ 500,00 hoje, daria para chegar até segunda-feira, quando
iriamos ao banco remir outra quantidade,
Por azar, o colega de Beto, destinatário da carta e
nossa solução de dinheiro, tinha viajado para fazenda no interior...hahahah
Sentamos em um restaurante simples, calculamos nossos
recursos, vimos que dava para chegar segunda-feira, contanto que fossemos “mão
de vaca”, nada de estragos. Fomos ao cinema, diversão barata. Notamos enquanto
andávamos para o cine, chamávamos a atenção das outras pessoas, cheguei a
recuar um pouco se havia alguma coisa estranha em nós, pois logo que cruzávamos
com outros eles se viravam para nos ver de costa.
Quando chegamos ao hotel perguntamos ao recepcionista sobre o ocorrido, ele nos explicou que estranhavam nossas mulheres de calças compridas, ainda não tinha chegado o costume em Porto Alegre.
Domingo, depois de tomarmos café, fomos de ônibus para
praia, programa de acordo com nossas posses. A praia me lembrou uma que Feira
de Santana, com o complexo de mineiro de não ter praia, fez na lagoa de
São José, deu vontade de cantar “Ai,
ai que saudade eu tenho da Bahia...”,
do
baiano Dorival Caymmi.
Fizemos um lanche retornamos, quando passamos pelo
hipódromo. Issinho era louco por cavalos, resolvemos saltar no primeiro ponto e
fomos para ver as corridas.
Issinho lembrou que tinhamos uns trocados que dá para
o ônibus de volta para o hotel e sobrava uma teteia, que tal apostar
esta sobra, as mulheres mais sensatas, disseram uníssonas um NÂO. Eu que gosto
de todos os jogos argumentei, se ganharmos jantaremos como Marajás, se não,
sanduiche e cama naquele dormitório de nome hotel.
Toparam rindo. Sabíamos que se perdêssemos iriamos, eu
e Issinho, comermos o lanche ouvindo as queixas do tá vendo!!
Quando do desfile dos cavalos, Issinho gostou de um
cavalo tordilho disse, vamos apostar naquele sete. Olhei o jornal que dava a
cotação e o cavalo 7 era um azarão, ponderei que era melhor jogar em um dos
três favoritos, e foi assim que apostamos no segundo cotado pelo especialista
em Turfe. Quem ganhou?.. quem?... para minha desídia o CAVALO 7.
Que lanche noturno ruim, tomei gozação dos três, e
ainda com o sanduiche ruim mesmo.
Pela manhã da segunda-feira, fomos ao banco remimos
uma boa quantia e saímos para às compras. Nada de interessante, característico
da região. Comprei para meu sogro, um laço para a fazenda, pois não poderia
comprar uma sela, não cabia no fusquinha, já abarrotado, elas compraram
umas besteiras, nada de lembranças características, dei uma vidente: "rapaz quando estes sulistas descobrirem a Bahia, vão ver o que é uma cidade turística, comidas diferentes, souvenir característicos, praias...". Rumamos de volta para São
Paulo.
Quando chegamos em São Paulo, não encontramos hotel,
tinha uma Convenção, estava tudo lotado. Rumamos para Santos, pior. Depois de
cansados de percorrer hotéis, pensões... terminamos na praia, dentro do carro,
dormindo?... às vezes saíamos dois a dois dávamos umas voltas na praia para os
que ficassem no carro deitassem os bancos do fusca e tirassem um cochilo, o bom
é que na época não tinha os perigos de hoje.
Os jovens que não conheceram como eram as viagens
naquele tempo podem estranhar estes percalços. Não tinha celular nem telefone
público, uns raríssimos, interurbano demorado sem qualidade era preciso que no
outro lado da linha, o (a) atendente tivesse boa vontade e paciência,
raríssimo...
Pela manhã do outro dia fomos para o Hotel São Paulo e
ficamos na sala de espera, até desocupar dois apartamentos.
Almoçamos no hotel, depois fomos para o quarto. Cerca
de 10 horas da noite fomos em um restaurante jantamos e voltamos para o Hotel.
Ficamos cerca de quinze dias em São Paulo, fazendo
compras, com a recomendação de coisas pequenas, pois ainda iriamos viajar muito
e o fusquinha estava pedindo arrego como se diz na Bahia.
Em um bar. Eu e Issinho estávamos esperando as
mulheres em compras fim de tarde/noite, tinha uns caras encabulados quando
viram o fusca com a placa da Bahia e um adesivo do Hotel...hahah dos Pampas. Tínhamos
saído do posto, lavagem, lubrificação troca de óleo... puxaram conversa unimos
as mesas perguntavam sobre a viagem e veio aquela conversa de paulista, mais
para chatear o mineiro que estava no grupo, além de mostrar o dinamismo de São
Paulo veio com aquela fala da pujança paulista “São Paulo é uma máquina de um
trem, levando vinte e um vagões que são os Estados brasileiros”, respondi: “e daí vocês tem espirito de
maquinistas, nós da Bahia de viajar em vagão de luxo”, o mineiro se lavou...
até os paulistas riram.
Rumo ao Rio de Janeiro, no próximo capítulo.
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
PARABÉNS UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA (UEFS)
ANIVERSÁRIO DE LIDIANE
Hoje é festa, à distancia, na casa da santanopolitana, do signo de Libra, sob proteção de Oxumaré, Lidiane Argene.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
RECLAMAÇÕES... NEM TANTO!
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Jean Parente Santanopolitano |
“Tem dias que só temos reclamações... As coisas não saem do jeito que gostaríamos, as coisas não estão sendo ideais e se resumem apenas nos possíveis... Também pudera; raramente vivenciamos ou assistimos alguma coisa positiva... Enquanto alguns destroem o meio ambiente, tem muitos que salvam baleias, plantam árvores, reciclam lixo... Na internet palavras de AMOR têm mais buscas que palavras de medo...
Para cada muro que
separa, se colocam 200 mil tapetes de "Bem-Vindo". Enquanto um
cientista desenha uma nova arma, há milhões de pessoas curando outras. Existem
razões pra acreditar. “Os bons existem e
podem ser maioria!" Vamos fazer e pensar no bem, compartilhar boas ações,
preferir boas notícias, nas conversas e nos pensamentos, preferir coisas a…
ANIVERSÁRIO DE DARIO
Cumpre mais uma etapa na estrada da vida osantanopolitano, do signo de Libra, sob proteção de Oxumaré, Dario Mascarenhas de Oliveira Filho.
Feliz aniversário! Que sua vida seja cheia de bons e felizes momentos. Parabéns!
terça-feira, 20 de outubro de 2020
ANIVERSÁRIO DE AILTON, DANETE E TOSTA
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
0 CORONELISMO NA BAHIA - III
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HORÁCIO QUEIROZ DE MATTOS
O lendário Horácio Queiroz de Mattos, poderoso coronel baiano,
intuía a importância deste legado. Nascido na fazenda Capim Duro, nas serranias
da Chapada Diamantina, onde desde os primeiros anos aprendeu a labutar nos
garimpos, não possuía instrução formal, mas era dono de uma capacidade ímpar
para entender seu tempo, gente, preceitos e tradições. E deu mostras dessa
clarividência, em junho de 1919, quando tomou duas decisões segundo o severo
código de justiça e honra herdado dos antepassados.
Após cercar com seus jagunços e combater cruentamente por cinco
meses, a povoação de Barra do Mendes, condenando os sitiados a sobreviver
alimentando-se de animais de estimação, ratos e utensílios de couro como malas,
selas e sapatos; Horácio recebeu na trincheira cavada em torno do lugarejo, a
visita de uma delegação enviada pelo Coronel Militão Coelho, chefe da comuna e
visceral inimigo da família Mattos, há décadas. Empunhando bandeira branca, os
cavaleiros propunham uma rendição honrosa, já que não possuíam mais meios para
combater o grupo de Horácio. Os sitiantes que também estavam bastante
desgastados com aquela guerra sangrenta que já havia deixado mais de 400
mortos, entre os combatentes, aceitaram a rendição nos termos oferecidos.
Ficou acordado que no dia seguinte, 08 de junho, pacificamente, sem
molestar os habitantes, Horácio de Mattos entraria na localidade, quando então
o chefe dos vencidos deporia as armas e abdicaria do poder sobre Barra do
Mendes. Porém, na noite do mesmo dia, o velho coronel Militão, contrariando uma
antiga e universal tradição guerreira, ao invés de permanecer ao lado da sua
grei, resolve fugir, levando consigo seu filho de 27 anos, e alguns jagunços de
confiança; deixando para trás outros filhos, a esposa Maria da Glória, e o
restante da parentela.
Na manhã seguinte, ao chegar triunfalmente na vila, montado em um
belo cavalo baio, à frente de seus jagunços, Horácio ficou decepcionado ao ser
recebido por Joaquim Sodré, o mesmo indivíduo que no dia anterior, havia
chefiado a comitiva de capitulação. Subdelegado, e cunhado de Militão Coelho,
foi visivelmente constrangido, que Joaquim Sodré reportou a abjurante e pouco digna
atitude do velho coronel.
Após ter tomado posse da vila, e proibido qualquer represália
contra os familiares do inimigo, como pretendiam alguns dos seus homens,
Horácio de Mattos ordenou uma ferrenha caçada aos fujões.
Surpreendidos alguns dias depois, escondidos nas matas que
circundavam a serra da Catuaba, não muito distante de Barra do Mendes, os
fugitivos entraram em ligeiro combate com os perseguidores, e mais uma vez
Militão Coelho deserta, deixando no campo da luta, Nestor Coelho, o filho que o
acompanhara na escapada noturna. Capturado, o rapaz é conduzido à presença de
Horácio, que numa decisão magnânima, já que tinha perdido dois irmãos, mortos
em combate contra Militão, ordena que o prisioneiro seja libertado e
encarrega-se pessoalmente, de entregá-lo ileso à mãe, D. Maria da Glória.
Este gesto de benevolência e também de astúcia política, rendeu ao
chefe jagunço a simpatia da comunidade, sendo inclusive convidado para almoço
de júbilo na casa de Joaquim Sodré, tio do recém liberto Nestor Coelho.
Estava Horácio ainda à mesa de refeição, quando um cavaleiro
refreia a montaria na porta da casa, e muito sobressaltado, vem lhe dar conta
de um grave incidente envolvendo jagunços das duas facções que estiveram em
luta por meses. Conforme relatou, após o combate da serra da Catuaba, um dos
sequazes de Militão, de nome José Auto, que conseguiu fugir durante o
entrevero, voltou para sua moradia em uma distante povoação onde se homiziou.
Informado do fato, Chico Moreira, jagunço de Horácio, partiu no encalço de José
Auto; porém, chegando no endereço indicado, encontrou a esposa deste, sozinha e
em avançado estado de gravidez. Inconformado com a viagem debalde, Chico
Moreira iniciou uma sessão de tortura física e psicológica para que ela
indicasse o paradeiro do marido. Após horas neste suplício, sem obter
resultados, num ato de extrema perversidade, punhal à mão, ele decide que irá
abrir a barriga da pobre infeliz como vingança. Neste momento, José Auto que
estava escondido nas proximidades da casa, não mais resistindo às súplicas de
sua esposa, por misericórdia, reúne a pouca coragem que possui e do terreiro da
casa, atira no malvado jagunço, que, ferido, corre para a povoação de Barro
Alto distante três léguas de Barra do Mendes. De lá, sem mais poder prosseguir,
Chico envia por aquele portador, recado a Horácio de Mattos pedindo remédios
para curar o ferimento.
O ainda jovem chefe sertanejo ouve a narrativa e percebe que as
circunstâncias o estão levando a tomar difícil decisão. Apesar de reconhecer os
serviços prestados por Chico Moreira durante os vários meses que estivera em
peleja contra Militão, também sabe que o respeito à família, principalmente do
inimigo inerme, é, sobretudo, um dever do combatente que luta com honra; regra
inquebrantável transmitida por gerações da tribo dos Mattos.
Horácio, morigeradamente, despacha de volta o emissário dizendo-lhe
que tomará as providências cabíveis. Em seguida, sinaliza para que se aproxime
seu jagunço de maior confiança, de quem quase nunca se aparta, e diante dos
anfitriões e demais comensais que, em silenciosa expectativa, aguardavam sua
decisão, determina:
- Vá urgentemente providenciar o remédio do Chico Moreira.
O cabra apenas balança a cabeça afirmativamente e sai. Minutos
depois retorna e pergunta hesitante:
- E tu por um acaso, é dono de butica?
O jagunço retira-se sem mais perguntas e o almoço continua
animadamente.
No dia seguinte, Chico Moreira é executado com dois tiros. Justiça
feita conforme "merecimentos" da tradição jagunça.
Por outro lado, o coronel Militão Coelho, também demonstrou, de
forma peculiar, que o desrespeito a princípios atávicos, não poderia ocorrer
impunemente; sendo ele mesmo, réu, juiz e executor de sua sentença.
Após uma tentativa inócua de retomar, pela força das armas, a vila
de Barra do Mendes, Militão refugia-se no município de Pilão Arcado, na casa do
coronel Franklin Lins de Albuquerque, amigo e correligionário político.
Sabendo-se estigmatizado pelo comportamento pusilânime ante seu maior inimigo,
Horácio de Mattos, cai em profunda depressão. Finalmente enclausura-se num
quarto, em absoluto silêncio, e num processo de autodestruição recusa água,
alimentos, fuma incessantemente, até que morre por adinamia. Uma forma
obstinada e cruel de suicídio, como a mostrar para sua gente, quanto prezava a
dignidade perdida seis meses antes, naquela canhestra fuga de Barra do Mendes.
Seus restos mortais repousam atualmente sob as águas barrentas do
rio São Francisco, no cemitério da antiga cidade de Pilão Arcado, inundada pelo
lago de Sobradinho em 1977.
Horácio de Queiroz Mattos, naquele tempo, já avultava como o mais
respeitado e temido coronel que a Velha República baiana conheceria. Seu nome
passa a ser notícia nos jornais de Salvador; aqui como um líder regional, ali
como um chefe de temíveis bandoleiros dos sertões. Pontos de vida díspares
explicáveis pelo sectarismo dos jornais baianos, atendendo sempre a interesses
momentâneos dos grupos oligárquicos a que pertenciam seus proprietários.
É nesta conjuntura que as eleições para o executivo baiano
acontecem e sai vitoriosa a chapa governista encabeçada por José Joaquim
Seabra, derrotando a chapa oposicionista representada por Paulo Martins Fontes,
juiz Federal, apadrinhado por Rui Barbosa, o Águia de Haia. Eleição esta, como todas antes e muitas depois, feita a bico-de-pena,
não refletindo necessariamente a vontade popular, haja vista que a posse do
governador depende da Assembleia Legislativa, quase sempre controlada pelo
partido dominante e pronta a proceder à verificação de poderes, proclamando
eleito o candidato governista.
Exaltado como paladino da justiça, e defensor intransigente das
instituições democráticas, Rui Barbosa, alegando falta de lisura nas eleições,
não admite a derrota de seu candidato, e, junto com correligionários, busca uma
forma de reverter o quadro eleitoral, lançando mão, entretanto, de expediente
contrário as suas famosas pregações cívicas. O plano é convulsionar o Estado da
Bahia de modo que deixe como única alternativa ao presidente Epitácio Pessoa,
decretar uma intervenção federal, onde em última instância, resultará na
anulação das eleições baianas. Mas o ardil só é exequível com a mobilização de
homens, em armas, e para isso precisam do apoio dos belicosos coronéis
interioranos. Alguém lembra então, o nome daquele jovem caudilho da Chapada
Diamantina, famoso pela coragem, e imensamente prestigiado no seio da população
sertaneja.
Aprovada a sugestão, os integrantes do partido oposicionista entre
eles Ernesto Simões Filho, Luiz Viana, Otávio Mangabeira, Pedro Lago, João
Mangabeira e outros baianos ilustres enviam através do amigo comum, Manoel
Alcântara de Carvalho, carta a Horácio, convidando-o, em nome de Rui Barbosa,
para uma suposta cruzada redentora dos sertões. Oferecem- lhe ainda ajuda
financeira, armas e apoio nas imprensas baiana e carioca para liderar um levante
armado que partindo do interior, chegue à Capital, deponha o atual governador
Antônio Muniz, e impeça a posse do recém eleito, J.J. Seabra. Rui e os demais
sabem que esta é uma façanha sangrenta e de resultado quimérico; mas de fato
lhes interessam mesmo é alarmar o centro do poder no Rio de Janeiro, provocando
a desejada intervenção.
Horácio, assim como uma parcela expressiva de outros chefes
sertanejos, encontra-se profundamente revoltado com os desmandos do atual
governante baiano; não é difícil, portanto, para os conspiradores, convencê-lo
a capitanear o movimento armado, e o nome do ilustre Conselheiro da República
entre os mentores do movimento é fator determinante para que aceite o convite.
Já naquele tempo, apontados nos discursos acadêmicos como uma
mácula social; responsabilizados pelas mais brilhantes mentes da embrionária
república brasileira, por cercear o desenvolvimento nas regiões agrárias, os
coronéis, subitamente, passam a ser aclamados defensores das classes oprimidas,
redentores do sertão. Esta transmutação engendrada por Rui e seus prosélitos,
se evidencia nas apoteóticas matérias de jornais oposicionistas, em inflamados
comícios relâmpagos improvisados nas ruas de Salvador, e até mesmo em
pronunciamentos no Congresso Nacional.
Neste xadrez político-eleitoreiro, os líderes tribais são meros
peões, e o sangue que borbotará nos carreiros, caatingas, vilas e lares do
sertão baiano irá figurar na história como resultado de conflito entre jagunços
sanguinários, eis a sordidez da política partidária amesquinhando homens;
apequenando almas.
É, pois, entusiasmado com a possibilidade de estar ombreado com o
notável Rui Barbosa, num levante popular, que Horácio de Mattos reúne sua tropa
descalça. Aproximadamente dois mil homens, dorsos acobreados pele causticante
sol diamantino, pés abrutalhados pelo cascalho cortante dos garimpos, mãos
calejadas pelo cabo da foice ou bordas de bateia, músculos enrijecidos pela
labuta diária nas grunas escarpadas, são alçados em questão de dias, à condição
de guerreiros; irmanados e dispostos a seguir àquele que consideram um igual,
nascido no mesmo berço humilde. Este é o perfil do Exército caboclo de Horácio
de Mattos, o Coronel-Jagunço.
Ver também:
Horácio Queiroz de Mattos. Capitulo continuação final
Francisco Otávio L. Ferreira Secretário Adjunto do IFiGFS Estudante do Curso de Jornalismo (UNEF)
Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - Revista: Ano 1 Nº 1 2004