Aos três santanopolitanos que comemoram a data de nascimento hoje, Celso Coelho Franqueira, Rilza Almeida e Rômulo S. Oliveira, nossos parabéns e que o dia seja o mais festivo.
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
ANIVERSARIANTES
Aos três santanopolitanos que comemoram a data de nascimento hoje, Celso Coelho Franqueira, Rilza Almeida e Rômulo S. Oliveira, nossos parabéns e que o dia seja o mais festivo.
terça-feira, 25 de setembro de 2018
A COZINHA BAHIANA
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Geraldo Leite Santanopolitano |
A influência do negro na alimentação nacional é extraordinária,
sobretudo no Nordeste. Os escravos importado da África, amava a policultura e
era portador de regime alimentar dos mais sadios. Possuía as suas aberrações
alimentares, tal como a geofagia comum à Costa do Ouro, à Guiné e ao Congo.
Sofria também avitaminose A, devido a alimentação fornecida pelo senhor, “quase
que exclusiva de feijão com farinha e angu de milho com toucinho”[1].
Não obstante tudo isso, logo que se viam em liberdade, “os negros orientavam
sua dieta para as suas próprias predileções e para o seu gosto acentuados pelos
azeites vegetais, escapulindo assim da hemeralopia, da xeroftalmia e da
queratomolácia” (JOSUÉ DE CASTRO).
A “cozinha bahiana”, inspirada quase exclusivamente nos negros
“Iorubas” ou “Nagôs”, portanto rica em Vitaminas, especialmente A e C) e
representada pelos “abarás”, “aberetá”, “acaçás”, “acarajé”, “arroz de aussá”,
«bobós de inhame», “carurus”, “efós”, “xinxins”, etc.
Esta cozinha tão impiedosamente
condenada por médicos e cientistas até quase em nossos dias, exatamente por seu
excesso de azeite e pimenta. É uma tábua de salvação contra os perigos das
avitaminoses A e C. Com os conhecimentos que hoje possuímos da riqueza vitamínica
destes temperos podemos afirmar que os “abarás”, os “acaçás”, e os “acarajés” que
as cozinheiros negras preparam afogando bolos de farinha de fubá e de feijão
num banho apimentado de óleo de dendê, representam verdadeiros concentrados de
vitaminas A e C. O mesmo se pode dizer do “vatapá” e do “caruru” que, apesar do
seu peculiar sabor, sem rival no mundo, nem por isso deixaram de sofrer
agressões terríveis dos higienistas, defensores do estômago de nossos compatriotas
“bahianos” (JOSUÉ DE CASTRO). A comida bahiana ao lado da grande fama que possue é também
muito acusada, devido à grande quantidade de dendê e de pimenta. Dizem que é um
veneno para o fígado, para o intestino, mas nunca ninguém provou isto. Muito ao
contrário, o dendê, além de tempero é, alimento precioso, uma maravilha de energia
apreço ínfimo.
Façamos uma ligeira comparação do bahiano - que é subalimentado
mas que come dendê - com os demais brasileiros. O capixaba, por exemplo, do
litoral, - é fraco desnutrido, com sinais evidentes de avitaminoses, em
consequência de alimentação quase exclusiva de peixe e farinha de mandioca. É
geralmente amarelo, barrigudo e indolente. O colono italiano ou alemão,
residente no interior do Estado do Espírito Santo, demonstra carência alimentar
pelo uso em grande escala - e quase exclusivo - do milho e da banha. O bahiano
principalmente do recôncavo onde há maior influência do dendê, embora insuficientemente
alimentado, comendo menos que o colono italiano ou alemão, não apresenta estes
sinais de avitaminoses ou de carência alimentar tão acentuada. O mineiro se
empanturra de toucinho e angu, alimentação insuficiente, daí a diferença de
aspecto entre os dois, sendo o bahiano evidentemente mais sadio. No Rio,
predomina a cozinha portuguesa, cheia de untos, pesada, indigesta e pouco
nutritiva, isto tudo leva-nos a concluir que dois “acarajés”, estes gostosos
«sanduíches» de feijão e pimenta, fritos no azeite de dendê, vendidos nas ruas
da Bahia alimentam mais do que um prato de feijão com farinha e charque quase
sempre rançoso, provocador de distúrbios gastrointestinais e de pouco valor,
como alimento propriamente dito. (DARWIN BRANDÃO).
Daí não ser sem razão que EDSON CARNEIRO, no Prefácio de “A COZINHA
BAHIANA”, disse: "Não se tem compreendido bem a importância da cozinha bahiana,
índice de cultura “insular” da Bahia. Entretanto, basta considerá-la no plano
nacional. Só há uma cozinha igualmente característica no país a do Para,
herdada diretamente dos Indígenas. Na Bahia, o elemento dominante é o africano
e, fora da Bahia, são os pratos africanos que a identificam, o “vatapá”, o “caruru”,
o “acarajé”. Nos outros Estados, a culinária admite influências diversas, ora
mais pronunciadamente africanas, ora mais declaradamente indígenas, com
práticas europeias especialmente portuguesas ou cosmopolitas. Entre todas,
porém a cozinha bahiana -devido à grande concentração de escravos, à ausência
de transformações econômicas que alterassem a relação de forças sociais, e mais
ainda, ao prestígio nacional da Bahia - se distingue, elevando se toda a sua
estrutura, como um todo homogêneo e orgânico" (Ibidem).
(REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA,
XIII, 2:202)
Matéria transcrita no jornal "O CORUJA" (publicação dos santanopolitanos), edição nº 51 de 2 de setembro de 1956.
MEMÓRIAS : Períódicos Feirenses, Santanópolis (1954 a1955) O Coruja (1955 a 1957). Organizador o santanopolitano Carlos Alberto Almeida Mello - Feira de Santana - Fundação Senhor dos Passos.
[1] Também, vísceras, mocotós e subprodutos de boi. Nota do
Blog.
JANDIRA ANIVERSARIA HOJE
Acontece hoje mais um ano na trajetória de vida da santanopolitana, Jandira Félix da Costa. Parabéns.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
REVEILLON
Duas festas de Reveillon acontecidas em Feira de
Santana, descritas pelos cronistas sociais das épocas. A primeira acontecida em
dezembro de 1932, na Sociedade 25 de Março, publicada no jornal "Folha do
Norte" em 14.01.1933, assinada por Eurico Alves Boaventura.
A segunda aconteceu
em dezembro de 1966, no Clube de Campo Cajueiro, também publicada na
"Folha do Norte", na edição 07.01.1967, de autoria de Eme Portugal.[1]
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Eurico Alves Boaventura |
Sorrisos iluminados do espírito, como
mariposas de pérolas, mordem os lábios rubros das lindas mulheres e vem
cigarrear, bêbedos de perfume de tanta boca maravilhosa, no meu deslumbramento.
Mademoiselle sorriu, no primeiro elogio
que lhe fiz. Desfolhei-lhe humilde grinalda de palavras inúteis aos seus pés.
Falhei-lhe da linha impecável de seus costumes de mais requintado gosto. Cor de
sonho o chitão. Cabelos nervosamente, volutuosamente ondulados, encrespados,
como si todos os sonhos bons lhe estivessem sarabandando em testa pelo
pensamento. Cravei-lhe na esguia mão que me estendera, o meu beijo. Mademoiselle
sorria. Diviniza-se a mulher, ao menor elogio. E é, então, toda ela,
requeimante volúpia de ser bela. Love, louve, o seu corpo, ao ritmo feminino da
valsa evocativa, o seu corpo era um vôo musical de alvas camélias esquisitas. A
cabeleira sufocada do perfume. E, a cada palavra que lhe eu roubava dos lábios
minúsculos, voluta de perfume bizarro.
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Eme Portugal |
“Reveillon”
foi sucesso
A
aristocracia feirense no último dia 31, dirigiu-se ao Clube de Campo Cajueiro,
para despedir-se com grande entusiasmo de 1966 e receber calorosa e
esperançosamente 1967. Confetes, serpentinas, champagne anunciaram a chegada de
um novo ano.
Os
associados do Cajueiro foram transformados em uma só família e sob o ritmo
quente de músicas carnavalescas brincaram animadamente. Neste instante lançamos
o nosso olhar em leque e deparamos com a “deslumbrada” Odete Carvalho, em seu lindíssimo
modelo branco trazido diretamente da França, ostentava uma bonita jóia no valor
de 25 milhões de cruzeiros. Outra “deslumbrada” era a senhora Lourdes Falcão em
seu modelo azul, todo bordado em pedrarias, que combinava muito bem com seu
porte elegante. Era exótico, negro e ousado o modelo da Sra. Conceição Macêdo.
Negro e atrevido foi o modelo enviado por Denner e usado pela Sra. Lourdes
Nogueira Assis, que veio de Recife para participar do nosso grande Reveillon.
Era branco de renda francesa, o modelo usado pela bonita Sra. Julieta Marques.
Gostaríamos de citar todas as “deslumbradas”, descrevendo uma a uma nos seus
bonitos e riquíssimos vestidos de baile, mas como a nossa finalidade era
comemorar o nascimento do novo ano, anotamos rápido as senhoras: Zezé Leite,
Leonor Barreto, Consuelo
Carvalho, Mariinha Silva, Vera Mascarenhas, Landinha Fraga, Dedé
Silva, Eliana Silva, Olga Leite, Liege Falcão. Cleusa Falcão,
Irma Bahia (linda, lindíssima), Lucinha Silva, Simone Pitombo
Vieira, Adnil Pitombo e mais e mais.
Não podemos
deixar de falar da animação dos casais: Delcy e Antônio Carvalho, Zenita e
Altamirando Almeida, Miriam e Mário Lobo, Edite e Oswaldo Boaventura, Maria
Luiza e Waldy Pitombo, Glorinnha e Carlos Bahia, Lourdes e Newton Falcão,
Abgail e Homero Carvalho, Marina e Milton Carvalho, Anita e Oswaldo Torres,
Wanda e Gil Porto, Irma e Amélio Amorim que tomaram conta do salão e resolveram
cair, decididamente no yê-yê-Yê.
ANIVERSÁRIO DE GILDA
Gilda Bezerra Cardoso Rodrigues é a santanopolitana aniversariante de hoje. Parabéns, muita saúde e paz é o nosso desejo.
domingo, 23 de setembro de 2018
FEIRA EM HISTÓRIA:
Adilson Simas |
Não podemos afirmar com exatidão, mas
parece-me que a Santa Casa de Misericórdia foi fundada em 1865 sem que houvesse
um médico residente em Feira de Santana.
No livro “A Feira no século XX”, o escritor e poeta
Antônio Moreira Ferreira [na foto acima] destaca os primeiros médicos
residentes em Feira de Santana, aqui clinicando a partir da Santa Casa de
Misericórdia fundada no século XIX, mais precisamente em 1865. O escritor
ressalta o trabalho de Joaquim Remédios Monteiro e Gastão Clóvis Guimarães [na
foto abaixo] em tempos distintos, além de citar outros como Fernando São Paulo,
Honorato Bonfim e Joaquim D’Almeida Couto. Vale a pena a leitura do texto.
- Não podemos afirmar com exatidão, mas parece-me
que a Santa Casa de Misericórdia foi fundada em 1865 sem que houvesse um médico
residente em Feira de Santana.
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Gastão Guimarães |
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Remédios Monteiro |
O Dr. Joaquim Remédios Monteiro, ao que sabemos,
chegou em Feira entre 1880 e 1890 e, embora tenha vindo em busca da sua saúde
dentro do bom clima de Feira, foi realmente o primeiro médico residente a
clinicar nesta cidade, quando já existia a Santa Casa de Misericórdia.
Quanto ao segundo médico, ainda depende de uma
pesquisa (1º trabalho para a futura Academia de Medicina de Feira de Santana?),
pois está muito próximo o período entre Dr. Fernando São Paulo, Dr. Gastão
Guimarães, Dr. Honorato Bonfim e o Dr. Joaquim D'Almeida Couto.
Os quatro atuaram na década de 10, porém só temos
certeza da residência do Dr. Gastão Guimarães que, em 1914, já se firmara em
Feira.
Os primeiros médicos aqui chegados, fizeram o
trabalho de verdadeiros desbravadores do atavismo, oriundo do sincretismo que
misturava curas, religiões, superstições, com rezas, chás, etc.
Dr. Gastão fez um trabalho de catequese tão
perfeito, que não foi muito difícil vacinar o povo contra varíola e
posteriormente contra a peste bubônica.
É bom lembrar que, então, não existiam escolas de
2º grau e a maioria das escolas primárias eram regidas por professoras leigas
e, assim, não podiam ajudar muito naquele campo.
Por oportuno, lembramos que a escova de dente
chegou em Feira no fim da década de 30. O campo da higiene foi outro que coube
aos primeiros médicos o trabalho da educação. E, para tanto, tinham que descer
do seu linguajar clássico para o coloquial do tabaréu da região.
Agora me lembrei de uma história, contada por meu
avô, acontecida aqui em Feira quando Dr. Remédios Monteiro começou a clinicar.
Segundo ele, existia um fazendeiro na região que,
apesar de rico, era muito ignorante. Desejando educar a filha única (Mariinha),
mandou-a para um colégio em Salvador donde, tempos depois, voltou professora.
Ao regressar da capital, encontrou sua mãe doente.
Perguntando ao pai pela doença da sua genitora, o velho respondeu sem titubear:
- "Tá cum tumô na bunda."
Ela, então, aconselhou levá-la imediatamente ao
médico.
Enquanto preparavam o carro de boi para levá-la
deitada, a moça chamou o pai em particular e recomendou: - "Quando o senhor
chegar ao médico, não fale em tumor na bunda. Diga: tumor nas nádegas." -
Com um pouco de dificuldade, o velho entendeu que a palavra "bunda"
era, então, indecente.
Depois de algumas horas de viagem, chegaram ao
consultório do médico, que mandou o casal entrar. A moça preferiu ficar do
outro lado do cubículo, o qual era dividido por tábuas de meia altura.
Inicialmente, o Dr. Remédios perguntou ao velho o
que havia com sua esposa, e ele disse que ela estava com tumor... como não
conseguiu lembrar das nádegas, pôs a cabeça sobre o tablado e perguntou em voz
alta: -
"Mariinha!!! como é mesmo o apelido que você
botou na bunda de sua mãe?".
Publicado em - http://bahiaja.com.br/saude/noticia/2018/01/22/feira-em-historia-os-primeiros-medicos-de-feira-por-adilson-simas,107282,0.html
sábado, 22 de setembro de 2018
ANIVERSÁRIOS DE HOJE
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
ANIVERSÁRIO DE LÚCIA
MÉDICOS DE FEIRA DE SANTANA
Médicos do Posto de Puericultura de Feira de Santana, 1950.
Em pé: Wilson Falcão, Welf Vital, Salústio de Azevedo, Lindaura Azevedo, Walter "da Peste", Valdir Pitombo e Dermerval Bastos;
Sentados: Augusto Freitas, Renato Sá, Osvaldo Pirajá (Visitante), (Visitante), Valter Pereira, Péricles Ramos e Mário Borges de Souza.
Em pé: Wilson Falcão, Welf Vital, Salústio de Azevedo, Lindaura Azevedo, Walter "da Peste", Valdir Pitombo e Dermerval Bastos;
Sentados: Augusto Freitas, Renato Sá, Osvaldo Pirajá (Visitante), (Visitante), Valter Pereira, Péricles Ramos e Mário Borges de Souza.
Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Anjos
de cabeceiras”.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
OS ANIVERSÁRIOS DE HOJE
ANTES DEPOIS DE ANTONIA
Ao alto, à esquerda, Antonia Luciana Souza de Oliveira em 1975 na 5ª série do Colégio Santanopolis. À direita e abaixo, atualmente
terça-feira, 18 de setembro de 2018
ANIVERSARIANTES DE HOJE
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
ANIVERSÁRIOS DE HOJE
sábado, 15 de setembro de 2018
PERFIL DE DRANCE AMORIM
Nasceu em
Feira de Santana, Bahia, no dia 24 de março de 1924. Filho de Targino Amorim,
natural de Coração de Maria e de Clolina Mattos de Amorim, feirense. Aos três
meses de idade vai morar em Recife.
Estudou no Ginásio Santanópolis em 1938.
Concluiu seus
estudos, formando-se em Medicina na Faculdade da Universidade Federal de
Pernambuco, em Recife.
Médico
cirurgião do Hospital Português, em Salvador. Montou a 1ª TV do Recife e Norte e
Nordeste com tecnologia totalmente nacional. Serviu o exército CPOR (Centro de
Preparação de Oficiais da Reserva), tendo recebido diversas condecorações e
moções.
Novamente em
Feira e Santana casa-se com a prima Sônia Mattos Amorim e retorna a Recife.
Com o
programa de Desenvolvimento Tecnológico dos Estados Unidos, em 1965 teve seu
nome indicado e aprovado para residir lá com toda a família, num convite
oficial da Casa Branca. Nos Estados Unidos trabalhou na NASA, (National
Aeronautics and Space Administration), desenvolvendo programas com robótica,
que era sua grande paixão.
Especializou-se
em Engenharia Eletrônica e desenvolveu o 1º Audiômetro de Respostas Evocadas,
que lhe rendeu o então chamado R100 (Prêmio conferido aos 100 melhores
cientistas do mundo).
Em meados de
1969 e 1970, volta ao Brasil com a família, trazido pelo Itamarati e fixa
residência no Rio de Janeiro. Anos depois retorna a Feira de Santana, fixando
residência em sua cidade natal.
Desenvolveu
um projeto denominado ECNRAD Pesquisas e Desenvolvimento Ltda. Em que algumas
emissoras em Feira de Santana tiveram por parte do Dr. Drance Amorim, o seu trabalho
e as suas ações empreendidas nessa área, que foi a primeira pessoa a desenvolver
equipamentos na área de transmissores de FM estéreo com "know how"
100% brasileiro, em Feira de Santana, inclusive, foi o idealizador do
transmissor da FM Princesa, que opera hoje como Rádio Princesa com uma
capacidade de gerar informações para uma região de mais de 50 municípios.
Prestou
serviços para a TV e Rádio Educadora, produziu a Central Horária do
Observatório Astronômico Antares, onde foi Diretor Científico.
Trabalhou no
Hospital D. Pedro de Alcântara como Médico Cirurgião Geral. Foi convidado pelo
governo da Bahia para desenvolver programas no CEPED (Centro de Pesquisas e
Desenvolvimento do Estado da Bahia). Aposentou-se em Camaçari como Diretor do
DEA (Departamento de Eletrônica Aplicada).
Lutou também
pelo meio ambiente em Feira de Santana e região. Foi uma das pessoas que
desenvolveu uma campanha muito grande contra uma empresa poluidora, a QGN, em
Feira de Santana, com ações na Justiça, enfrentando, naquele tempo, em
condições muito difíceis, a situação da poluição promovida pelos gases
liberados por aquela empresa.
Foi também
escritor com vários artigos publicados em jornais do nosso Estado.
Faleceu em
05 de maio de 2007, aos 83 anos de idade. Por solicitação dele próprio, o seu
corpo foi cremado em Salvador.
Feira de
Santana perde este ilustre filho, que elevou a sua cidade natal por onde andou
e a deixou marcada nas páginas da história. Um homem que amou a terra e amou a
vida e a viveu com toda intensidade. Gostava da boa música, das coisas simples
e da boa conversa. Tocava diversos instrumentos, inclusive sax e violino. Era
poliglota com fluência escrita e falada de mais de 9 idiomas, inclusive
francês, russo, espanhol, holandês e árabe. Era piloto de aviação e
proprietário de um avião de 4 lugares.
Homem
humilde que não se envaideceu com as honrarias que recebeu. Admirava a
simplicidade e a ética. Seu temperamento forte aflorava, quando observava as
injustiças e a imoralidade dos atos e dos fatos. Indignava-se com a impunidade.
Drance
Amorim deixou viúva, sua esposa Sônia Mattos Amorim, seis filhos e oito netos,
que guardam em seus corações e em memórias a figura de um homem sábio que
serviu à humanidade com maestria e brilhantismo, colocando os interesses
humanitários acima de quaisquer outros.
A riqueza de
bens materiais nunca fez parte de seus ideais ou interesses. Partiu com
dignidade e nobreza. Foi um homem extremamente credor da existência de um Deus
supremo e soberano e sobre o qual tinha conceitos bem definidos e inabaláveis.
No dia O4 de
junho de 2011, foi inaugurado o Centro Digital Municipal Dr. Drance Mattos de
Amorim, no bairro das Baraúnas, pela iniciativa do prefeito Dr. Tarcísio Suzart
Pimenta Junior, num reconhecimento público da vida e obra deste Cidadão de fato
e de direito.
Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Anjos
de cabeceiras”.
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
ANIVERSÁRIOS DE HOJE
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
ANIVERSARIANTES DE HOJE
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
AS CASAS MORTUÁRIAS DE FEIRA DE SANTANA
Alguns dados
históricos, de eventos fúnebres em nossa cidade.
A primeira
“Casa Mortuária” que tenho conhecimento existente em Feira de Santana, é de “A. BRITTO”, em janeiro de 1934 colocou
anuncio no jornal “Folha do Norte” (ver anúncio). Este reclame traz uma série de incertezas para a verdade histórica:
localização, indica estar situada na Rua General Osório, atualmente Marechal
Deodoro[1], nº46. A General Osório hoje fica no bairro da Cidade Nova, inexistente na época.
Até então tinha-se como primeira casa mortuária em que seu proprietário era
conhecido por “Minininho”, localizada na Rua Marechal Deodoro, também não sei o
nome de batismo de Minininho, de acordo com Adilson Simas, o pai dele era João
Alves da Costa, nome da rua dos contadores, consequentemente o sobrenome de
Minininho não era Britto, como o dono do anúncio. Pela coincidência da
localização das duas casas mortuárias, e épocas próximas, na mesma rua, suspeitamos que a “ Funerária Minininho”
tenha sido sucessora da “A. Britto”.
Logo a
seguir, na década de quarenta, foi fundada a casa mortuária do Delegado Badé,
Manoel Lima Teixeira, existente até hoje, na av. Sampaio, administrada por Robson,
seu neto. Tivemos por curto espaço de tempo a Funerária Azevedo, na praça da
Bandeira. E finalmente das empresas do ramo mortuário antigo a de Durval.
Atualmente
temos empresas modernas algumas com cemitério próprio, local para velório,
plano de pagamento antecipado, até ônibus para acompanhante.
Casos
interessantes:
No enterro
de Arnold Silva pessoa relevante na sociedade, com grande acompanhamento, o
radialista Ligosa possuía um veículo de propaganda, descrevendo o féretro em
direção ao Cemitério disse o seguinte: “o enterro do ex-prefeito de Feira de
Santana, Arnold Silva é um fato inédito...”
Logo após a
inauguração da Radio Sociedade de Feira de Santana, alguns Santanopolitanos se
cotizaram, para pagar anuncio da Funerária de Minininho, sem ele saber, por
brincadeira de gosto discutível. Lembro de alguns slogans, “Minininho esta
pertinho do céu”; “caixões com tampa de cortiça e fundo de aço, para maior
conforto e durabilidade” e anteciparam os programas de hoje, anunciando
promoção “adquira dois caixões para você e sua esposa com abatimento”. Deu
bafafá.
ANIVERSÁRIOS
domingo, 9 de setembro de 2018
OS ANIVERSARIANTES
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
ANIVERSARIANTES DE HOJE
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
ANIVERSARIANTES DE HOJE
terça-feira, 4 de setembro de 2018
AMORIM 99 ANOS HOJE
Joselito Falcão Amorim, comemora hoje noventa e nove anos de existência. O santanopolitano que mais atuou no Colégio: fez parte da primeira turma do Gimminásio, 1934 a 1938, primeira turma da Escola de Comércio Santanópolis, 1943; Diretor do internado do Santanópolis, Diretor do Curso Noturno, Inspetor do MEC para o Segundo Grau do mesmo Colégio.
Já me convidei para o centenário, no próximo ano.
Já me convidei para o centenário, no próximo ano.
TIME DE FUTSAL
Equipe de Futebol de Salão, hoje Futsal, da 3ª série do curso de Contabilidade do Colégio Santanópolis, em 1971.
domingo, 2 de setembro de 2018
O SANTANÓPOLIS - PRIMEIRO COLÉGIO DO INTERIOR DO ESTADO
Foi publicado no jornal "Folha do Norte" em 27 de março de 1943, edição 1759.
Estabelecimentos
de ensino que vão funcionar como colégios
O sr. dr.
Gustavo Capanema, ministro da educação, enviou ao diretor geral do Departamento
de educação, na Bahia, o aviso seguinte:
“N. 128 -
Rio de Janeiro, 6 de março de 1943.
Sr. diretor
geral:
Feito o
estudo dos processos concluídos até a presente data dei por organizada a relação
anexa dos estabelecimentos de ensino que, no ano do 1943, poderão funcionar como
colégios, com equipação[1]
ou reconhecimento do Governo Federal.
Somente os
estabelecimentos de ensino relacionados e ainda, os dois colégios a federais –
Colégio Pedro ll e o Colégio Militar - poderão no uno de 1943 dar os cursos
clássico e científico de ensino secundário.
Nenhum outro
estabelecimento do ensino poderá abrir matrícula para tala cursos, mesmo em caráter
condicional, sendo nulas as que acaso fizerem.
Deverão
também ser desde logo adotadas as denominações novas que grande parte dos estabelecimentos
de ensino, constantes da relação anexa, passam a ter.
Deveis dar
imediatamente os necessários avisos recomendações no sentido de que de inicio
os colégios e ginásios, em todo o pais não contrariem as presentes recomendações.
Apresento-vos
os meus protestos de estimo e consideração.
(ass.)
Gustavo Capanema”.
Os colégios
que poderão funcionar, no corrente ano neste Estado, são:
Colégio
Estadual da Bahia (antigo Ginásio da Bahia o único que é equiparado).
São
reconhecidos: - Colégio Antonio Vieira, Colégio 2 de Julho, Colégio Nossa
Senhora das Mercês, Colégio Santíssimo Sacramento, Colégio Nossa Senhora da Vitória,
Colégio Carneiro Ribeiro colégio Ipiranga, Colégio São Salvador, na capital, e Colégio Santanópolis, em Feira de Santana[2].
[1] Na
nota do jornal “Folha do Norte” está escrito assim, pode ter sido erro, a
palavra que entendo é “equiparação”..
[2] O
único Colégio do Interior do Estado. Só os Colégios davam acesso ao nível
Superior.
ANIVERSÁRIO DE MARINITA
Apesar de ser o aniversário de minha irmã Maria Cristina de Oliveira (Marinita), e possuir dezenas de fotos dela, escolhi esta junto ao grande amigo, de meu irmão Beto (falecido) e nosso: Adroaldo Dórea, todos santanopolitanos. Foto tirada na ocasião do recebimento da Comenda Áureo Filho, outorgada pela Câmara Municipal de Feira de Santana, à Marinita, em 22 de março deste ano. Os dois têm a mesma idade, perfazendo um total de 182 anos. Parabéns, minha irmã!
sábado, 1 de setembro de 2018
CURIOSIDADES SOBRE ALGUNS NOMES DAS RUAS DE SALVADOR
PELOURINHO - Eram colunas de pedra colocadas em lúgar público da cidade ou vila para tortura. No Pelourinho os escravos eram torturados e expostos a execração pública.
TERREIRO DE JESUS - Denominação dada à praça em homenagem aos Jesuítas, cujo colégio estava neste local.
PRAÇA DA PIEDADE - Tem esse nome por causa da Igreja Nossa Senhora da Piedade. Nesta praça os condenados eram enforcados, como foi o caso dos líderes da Revolta dos Alfaiates.
RUA DA FORCA - Recebeu esse nome porque era a rua por onde passavam todos os condenados ao enforcamento, que ocorria na Praça da Piedade.
RUA CHILE - Levou o nome devido à visita dos oficiais da Marinha de Guerra Chilena que esteve em visita a Salvador, em 1902.
PRAÇA CASTRO ALVES - Esta praça já recebeu vários nomes: "Largo da Quitanda", "Praça de S. Bento", "Largo do Theatro", na época da inauguração do Theatro S. João, em 13 de maio de 1812. Um grande incêndio destruiu totalmente o teatro. Por fim, a partir de 10 de julho de 1881, a praça recebeu o nome de Praça Castro Alves.
LADEIRA DA BARROQUINHA - O nome origina-se da palavra barranco, e era uma região de depressão provocada pelas chuvas e que era muito utilizada pelo povo que queria ter acesso a Baixa dos Sapateiros.
ÁGUA DE MENINOS - Lugar que tinha uma nascente de água natural aonde grandes números de meninos iam se banhar. No século XVIII, o governo municipal mandou construir uma bica pública para o abastecimento da população, chamada a Fonte de Água de Meninos.
FEIRA DE ÁGUA DE MENINOS - A feira que hoje é um patrimônio cultural de Salvador foi criada nos anos '60 e era chamada de Feira de Água de Meninos, por ficar num bairro com este mesmo nome. Após ser destruída por um incêndio passou a ser a atual Feira de São Joaquim.
ESTRADA DA RAINHA - Via pública aberta durante o reinado de D. Maria I, rainha de Portugal, conhecida como 'A Louca', durante o período da Inconfidência Mineira.
RIBEIRA - O verdadeiro significado de ribeira é o local onde o navio ou embarcação, tem uma oscilação de marés tal, que permite que o barco fique em seco para trabalhar.
MOURARIA - Este nome se dá pelo fato do local ter sido designado para habitação dos primeiros ciganos de origem moura degredados de Portugal, em 1718.
LADEIRA DA PREGUIÇA - A elite da época, a qual residia em casarões ao longo desta via, costumava divertir-se com gritos de "sobe preguiça!" ao presenciar os escravos subindo penosamente a ladeira, sob o peso de sacos de mercadorias pesando até 60kg ou empurrando carretas abarrotadas.
SOLAR DO UNHÃO - O local, onde funciona o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), foi residência do desembargador Pedro de Unhão Castelo Branco, em 1692, e até hoje o local homenageia seu antigo proprietário, mais de 320 anos depois.
RUA DO TIRA CHAPÉU - A rua do Tira Chapéu fica nas proximidades da Praça Municipal e fica defronte ao Palácio Rio Branco, onde funcionava antigamente o Palácio do Governo. Por causa disso, os homens que passavam no local tinham o hábito de tirar o chapéu em reverência aos governantes.
RUA DO TIJOLO - A atual rua 28 de Setembro localizada no centro histórico, já foi conhecida como Rua do Tijolo, devido ao fato de ali, haverem se instalado as primeiras fábricas de tijolos da Bahia colonial, mas aparece registrada no Livro de Tombamentos dos Bens Imóveis da Santa Casa da Misericórdia, como sendo a Rua do Saboeiro.
RUA D'AJUDA - Foi uma das primeiras ruas da cidade de Salvador. O nome é uma homenagem à padroeira da primeira igreja de Salvador construídas pelos jesuítas - Nossa Senhora da Ajuda.
RUA DO CABEÇA - Ganhou o nome devido a atividade de matança de bois nos currais e abatedouros presentes na região e que expunham as cabeças dos animais em suas portas.
RUA GUINDASTE DOS PADRES - Os guindastes ajudaram a expandir muito as ruas e bairros de Salvador, transportando matérias como: pedras, tijolos, telhas, cal e madeiras que chegavam do Recôncavo baiano em barcos.
As ordens religiosas utilizavam guindastes para facilitar as construções ou ampliações de suas conventos. O chamado Guindaste dos Padres se transformou no atual Plano Inclinado Gonçalves.
RUA DO PAU DA BANDEIRA - Situada no antigo sítio político da colônia, ali fica um mastro onde se hasteavam bandeiras para orientar os navegantes em sua ida e vinda, traduzindo o pertencimento da terra.
PAU MIÚDO - Segundo versões do sr. Laurindo Conceição, por volta dos anos '20, onde hoje está assentado o bairro de Cidade Nova, existia a localidade de Cidade de Palha, em razão das moradias serem de palhas.
Com o decorrer dos tempos, as pessoas, moradores do local, começaram a substituir as casas de palha por casas de barros. Com o objetivo de conseguir a referida madeira, grupos de pessoas, subiam e desciam a ladeira de Quintas com destino ao local onde existia a tal madeira. As pessoas nesse trajeto iam com um feixe de paus miúdos na cabeça e ao serem questionadas de onde vinham respondiam: "venho do pau miúdo", e assim ficou batizado o bairro.
TORORÓ - Nome de origem tupi que significa "rumor de água corrente, rio barulhento", ideia que os índios tinham de uma fonte de água corrente que abastecia o grande dique ali e ainda presente.
ALTO DO CABRITO - Este nome descende ainda da era colonial, localizado no alto onde existiu um engenho de cana-de açúcar com o nome Cabrito.
BECO DO MINGAU - Nome dado por existir ali um ponto de venda de mingau.
LADEIRA DO FUNIL - Este nome é devido ao seu traçado cônico, no formato de um funil.
ABAETÉ - Originou-se de um termo tupi 'abaîté', que significa "terror, horror". É uma referência ao fato de a lagoa ser considerada um lugar mal-assombrado. Lagoa do Abaeté: "lagoa tenebrosa", que teria esse nome em função de suas águas escuras.
ITAPUÃ - Ao contrário do que muita gente pensa, Itapuã não significa "pedra que ronca". O nome do bairro tem origem no tupi e é a contração da palavra itá + apuã, que quer dizer, na língua indígena, "ponta de pedra" ou "cabo de pedra".
Para o historiador Carlos Bahia, no caso específico de Salvador, os habitantes nomeavam suas localidades e limites geográficos a partir das referências tomadas da flora nativa, fazendas, e, sobretudo, dos costumes aqui adquiridos ou trazidos de terras longínquas.
TERREIRO DE JESUS - Denominação dada à praça em homenagem aos Jesuítas, cujo colégio estava neste local.
PRAÇA DA PIEDADE - Tem esse nome por causa da Igreja Nossa Senhora da Piedade. Nesta praça os condenados eram enforcados, como foi o caso dos líderes da Revolta dos Alfaiates.
RUA DA FORCA - Recebeu esse nome porque era a rua por onde passavam todos os condenados ao enforcamento, que ocorria na Praça da Piedade.
RUA CHILE - Levou o nome devido à visita dos oficiais da Marinha de Guerra Chilena que esteve em visita a Salvador, em 1902.
PRAÇA CASTRO ALVES - Esta praça já recebeu vários nomes: "Largo da Quitanda", "Praça de S. Bento", "Largo do Theatro", na época da inauguração do Theatro S. João, em 13 de maio de 1812. Um grande incêndio destruiu totalmente o teatro. Por fim, a partir de 10 de julho de 1881, a praça recebeu o nome de Praça Castro Alves.
LADEIRA DA BARROQUINHA - O nome origina-se da palavra barranco, e era uma região de depressão provocada pelas chuvas e que era muito utilizada pelo povo que queria ter acesso a Baixa dos Sapateiros.
ÁGUA DE MENINOS - Lugar que tinha uma nascente de água natural aonde grandes números de meninos iam se banhar. No século XVIII, o governo municipal mandou construir uma bica pública para o abastecimento da população, chamada a Fonte de Água de Meninos.
FEIRA DE ÁGUA DE MENINOS - A feira que hoje é um patrimônio cultural de Salvador foi criada nos anos '60 e era chamada de Feira de Água de Meninos, por ficar num bairro com este mesmo nome. Após ser destruída por um incêndio passou a ser a atual Feira de São Joaquim.
ESTRADA DA RAINHA - Via pública aberta durante o reinado de D. Maria I, rainha de Portugal, conhecida como 'A Louca', durante o período da Inconfidência Mineira.
RIBEIRA - O verdadeiro significado de ribeira é o local onde o navio ou embarcação, tem uma oscilação de marés tal, que permite que o barco fique em seco para trabalhar.
MOURARIA - Este nome se dá pelo fato do local ter sido designado para habitação dos primeiros ciganos de origem moura degredados de Portugal, em 1718.
LADEIRA DA PREGUIÇA - A elite da época, a qual residia em casarões ao longo desta via, costumava divertir-se com gritos de "sobe preguiça!" ao presenciar os escravos subindo penosamente a ladeira, sob o peso de sacos de mercadorias pesando até 60kg ou empurrando carretas abarrotadas.
SOLAR DO UNHÃO - O local, onde funciona o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), foi residência do desembargador Pedro de Unhão Castelo Branco, em 1692, e até hoje o local homenageia seu antigo proprietário, mais de 320 anos depois.
RUA DO TIRA CHAPÉU - A rua do Tira Chapéu fica nas proximidades da Praça Municipal e fica defronte ao Palácio Rio Branco, onde funcionava antigamente o Palácio do Governo. Por causa disso, os homens que passavam no local tinham o hábito de tirar o chapéu em reverência aos governantes.
RUA DO TIJOLO - A atual rua 28 de Setembro localizada no centro histórico, já foi conhecida como Rua do Tijolo, devido ao fato de ali, haverem se instalado as primeiras fábricas de tijolos da Bahia colonial, mas aparece registrada no Livro de Tombamentos dos Bens Imóveis da Santa Casa da Misericórdia, como sendo a Rua do Saboeiro.
RUA D'AJUDA - Foi uma das primeiras ruas da cidade de Salvador. O nome é uma homenagem à padroeira da primeira igreja de Salvador construídas pelos jesuítas - Nossa Senhora da Ajuda.
RUA DO CABEÇA - Ganhou o nome devido a atividade de matança de bois nos currais e abatedouros presentes na região e que expunham as cabeças dos animais em suas portas.
RUA GUINDASTE DOS PADRES - Os guindastes ajudaram a expandir muito as ruas e bairros de Salvador, transportando matérias como: pedras, tijolos, telhas, cal e madeiras que chegavam do Recôncavo baiano em barcos.
As ordens religiosas utilizavam guindastes para facilitar as construções ou ampliações de suas conventos. O chamado Guindaste dos Padres se transformou no atual Plano Inclinado Gonçalves.
RUA DO PAU DA BANDEIRA - Situada no antigo sítio político da colônia, ali fica um mastro onde se hasteavam bandeiras para orientar os navegantes em sua ida e vinda, traduzindo o pertencimento da terra.
PAU MIÚDO - Segundo versões do sr. Laurindo Conceição, por volta dos anos '20, onde hoje está assentado o bairro de Cidade Nova, existia a localidade de Cidade de Palha, em razão das moradias serem de palhas.
Com o decorrer dos tempos, as pessoas, moradores do local, começaram a substituir as casas de palha por casas de barros. Com o objetivo de conseguir a referida madeira, grupos de pessoas, subiam e desciam a ladeira de Quintas com destino ao local onde existia a tal madeira. As pessoas nesse trajeto iam com um feixe de paus miúdos na cabeça e ao serem questionadas de onde vinham respondiam: "venho do pau miúdo", e assim ficou batizado o bairro.
TORORÓ - Nome de origem tupi que significa "rumor de água corrente, rio barulhento", ideia que os índios tinham de uma fonte de água corrente que abastecia o grande dique ali e ainda presente.
ALTO DO CABRITO - Este nome descende ainda da era colonial, localizado no alto onde existiu um engenho de cana-de açúcar com o nome Cabrito.
BECO DO MINGAU - Nome dado por existir ali um ponto de venda de mingau.
LADEIRA DO FUNIL - Este nome é devido ao seu traçado cônico, no formato de um funil.
ABAETÉ - Originou-se de um termo tupi 'abaîté', que significa "terror, horror". É uma referência ao fato de a lagoa ser considerada um lugar mal-assombrado. Lagoa do Abaeté: "lagoa tenebrosa", que teria esse nome em função de suas águas escuras.
ITAPUÃ - Ao contrário do que muita gente pensa, Itapuã não significa "pedra que ronca". O nome do bairro tem origem no tupi e é a contração da palavra itá + apuã, que quer dizer, na língua indígena, "ponta de pedra" ou "cabo de pedra".
Para o historiador Carlos Bahia, no caso específico de Salvador, os habitantes nomeavam suas localidades e limites geográficos a partir das referências tomadas da flora nativa, fazendas, e, sobretudo, dos costumes aqui adquiridos ou trazidos de terras longínquas.
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