
quarta-feira, 26 de junho de 2019
PASSAMENTO DE ALOYSIO ALVES DE SOUZA

ANIVERSÁRIOS DOS DIAS 24 E 26
João Martins |
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João Carlos |
Leni |

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Maristela |
domingo, 23 de junho de 2019
NEIDE E ADA AS ANIVERSARIANTES
sexta-feira, 21 de junho de 2019
OS ANIVERSARIANTES DE HOJE
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Dé |
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Gaúcho |
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Schimidt |
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Nicea |
quinta-feira, 20 de junho de 2019
OS ANIVERSÁRIOS DE HOJE
Completam hoje mais um ano de vida os santanopolitanos, geminianos,
sob proteção de Ibeji, Antonio Carvalho Brandão de Souza (Brandão) e Lêda Sampaio Oliveira. Queremos repeteco deste evento por
muitos anos com saúde.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
MAIS UM GRANDE TRABALHO DOS MEMORIALISTAS SANTANOPOLITANOS

Foi coordenador da equipe responsável pela restauração do Casario
Fróes da Motta, Igreja Nossa dos Remédios, Igreja Nossa Senhora dos Humildes,
Igreja São José das Itapororocas, Igreja Senhor dos Passos ( parte interna),
imagem de Nossa Senhora dos Remédios, imagem de Nossa Senhora das Dores e
imagem do Senhor dos Passos.Criou os projetos: Fragmentos da História de Feira
de Santana, Memórias, Grandes Pintores Feirenses, Festival de Filarmónicas - Princesa do
Sertão e Memórias - Periódicos Feirenses.

0 I Seminário Feirense da Classe
Trabalhadora em 1981. Em 1991 publicou a literatura de cordel “A Luta dos
Gráficos da Princesa do Sertão”. Participou do
1 Seminário: “A Importância do
Património Documental” como Conferencista sobre o tema “Arquivos Públicos e
Privados” em 1992 na UEFS. Em 2002, co- -autor do livro do município da cidade
de Antonio Cardoso “Das Umburanas à Cidade”. Em 2005, ganhador do Io
prémio no concurso literário “A Vida de Arnold Ferreira da Silva”. Em novembro
de 2007, publicou o livro sobre a vida e a obra de “Georgina Erismann”.
Participante do CD, Poetas Feirenses, volume II, em novembro de 2008, com duas
poesias de sua autoria. Em 2010 foi organizador do livro de Memórias:
Periódicos Feirenses, Santanópolis (1954 a 1955), O Coruja (1955 a 1957). Em
2016 organizador do livro Memórias: Impedimento do Prefeito Francisco Pinto.
FRANCINEIDE ANIVERSARIA
Francineide Marques da Conceição Santos é a santanopolitana geminiana, sob a proteção de Ibeji, que comemora a data de nascimento hoje. Parabéns e vida longa para você.
terça-feira, 18 de junho de 2019
ANIVERSARIANTES DE HOJE
Comemoram mais um ano de vida os santanopolitanos, geminianos,
sob proteção de Ibeji, José Odemario Borges Souza e Miriam Neves Real. Nosso desejo é a repetição deste evento por
muitos anos com saúde.
segunda-feira, 17 de junho de 2019
PERFIL DO OLNEY
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Olney A. São Paulo Albo de formatura do Colégio Santanópolis |
Olney Alberto São Paulo nasceu em Riachão
de Jacuipe, 7 de agosto de 1936) foi um cineasta
brasileiro. Casado com a também cineasta Maria Augusta, era pai dos atores Ilya
e Irving, do poeta e músico Olney São Paulo Junior e de Maria Pilar. Filho
de Joel São Paulo Rios e Rosália (Zali) Oliveira São Paulo, Olney fez os
primeiros estudos em sua cidade natal. Perdeu o pai Joel aos sete anos de
idade, e foi morar com seu avô, o tabelião Augusto Asclepíades de Oliveira, em
Riachão do Jacuípe.
Em 1948, o avô levou Olney, sua mãe,
Dona Zali, e seus irmãos Valnei, Valdenei e Walneie, para morar em Feira de
Santana que, neste período, já era o entreposto comercial mais importante
do sertão baiano. Ali o menino continuou seus estudos no Colégio Santanópolis.
Algum tempo depois, D. Zali se casou
novamente, e Olney ganhou mais três irmãos - Carlos Antônio, Colbert Francisco
e Alberto Ulysses. Olney se destacou no colégio, participando do grêmio,
escrevendo sobre a cinema no jornal do colégio e foi escolhido orador da turma
do ginásio.
A paixão pelo cinema nasceu com a
chegada a Feira de Santana da equipe do diretor Alex Viany, em 1954, para
filmar o episódio “Ana” do filme Rosa dos Ventos (Die
Windrose), com roteiro de Alberto Cavalcante e Trigueirinho
Neto. Olney engajou-se na equipe durante todo o tempo em que esteve em Feira de
Santana, e acompanhou as filmagens e atuou como figurante em algumas cenas. Em
carta escrita a Alex Viany, em 5 de novembro de 1955, escreveu: “Eu sou um
jovem que tem inclinação invulgar para o cinema. Porém, como neste mundo aquilo
que desejamos nos foge sempre da mão, eu luto com incríveis dificuldades para
alcançar o meu objetivo”. Em 1955 foi redator do jornal "O
Coruja"[1].
Sob o pseudônimo de Conde D'Evey[2] escreveu sátiras e
críticas ao colunismo social de Feira de Santana, na coluna Causerie,
para desgosto da burguesia local[3]. Escreveu também sobre literatura
e artes. Também criou e dirigiu o programa “Cinerama” na Rádio Cultura de Feira
de Santana, onde comentava filmes em exibição e novidades da produção mundial.
Lecionou contabilidade pública organização técnica comercial no Colégio Santanópolis. No mesmo ano, foi
aprovado no concurso do Banco do Brasil. No ano seguinte, leitores
ofendidos forçaram Olney a encerrar a coluna Causerie[4].
O programa de rádio também chegou ao fim.
Na impossibilidade de realizar
produções cinematográficas, escreveu sobre casos e fatos - alguns verídicos,
outros imaginários - transformando-os em telenovelas e contos escritos em
estilo cinematográfico, abordando temas nordestinos - o nome do colégio, a
magia do seu povo, personagens e histórias do sertão reconstruídas em narrativa
linear, encadeadas à moda do cancioneiro popular -, registrando o
linguajar regional do catingueiro.
Ainda em 1955, com o fotógrafo Elídio
Azevedo, produziu seu primeiro curta-metragem- “Um crime na feira”. Com
uma filmadora 16mm Kodak antiga e, coletando dinheiro entre os
amigos, comprou os negativos. Filmou o roteiro em sequência linear, efetuando
os cortes com as paradas na própria câmera, já que não dispunha de moviola.
Finalizado entre 1956 e 1957, com dez minutos de duração, o filme foi exibido
em clubes de Feira de Santana e outras cidades do interior da Bahia,
acompanhando espetáculos teatrais que o próprio Olney organizava, pela
Associação Cultural Filinto Bastos. Nessa época, Olney criou a Sociedade
Cultural e Artística de Feira de Santana (SCAFS) e o Teatro de Amadores de
Feira de Santana (TAFS).
Em maio de 1956 conquistou a menção
honrosa do concurso de contos da revista “A cigarra”, do Rio de Janeiro,
com o conto “Festim à meia-noite”. Em outubro do mesmo ano, conquistou outra
menção honrosa, desta vez com o conto “A última História”.
Começou a se interessar pela obra
de Jorge Amado. Escreveu-lhe algumas cartas entre 1956 e 1957, pedindo
informações sobre o andamento das filmagens de algumas de suas obras.
Em 1958, Olney foi baleado pelas
costas pelo amigo Luiz Navarro. Ambos disputavam a jovem Maria Augusta. Navarro
disse que foi acidental. O ferimento perfurou seu pulmão esquerdo.
Em 1959, durante uma viagem a Maceió,
no estado de Alagoas, adquiriu uma câmera Bell & Howell. Escreveu
o roteiro do documentário “O Bandido Negro”, sobre um personagem da
literatura popular, Lucas de Feira (1804-1849), chefe de um bando terrível, que
assolou a região de Feira de Santana, realizando saques e assaltos e também
lutou pela abolição da escravatura na Bahia. Escreveu também o
roteiro do “O vaqueiro das caatingas”, ambos os roteiros não
concretizados por falta de recursos.
Encontro com o Cinema Novo]
Em 1961, o diretor Nelson
Pereira dos Santos foi a Feira de Santana com a intenção de realizar as filmagens
de Vidas Secas, baseado no romance homônimo de Graciliano Ramos. Os planos
foram modificados em razão das chuvas torrenciais que atingiram a região, e o
diretor foi obrigado a improvisar um outro roteiro, que resultaria no
filme Mandacaru Vermelho, rodado em Juazeiro, na Bahia. Nesse filme,
o jovem Olney atuou como continuísta da produção, assistente de
direção e produção, além de também compor o elenco. Terminada a filmagem, que
se prolongou por Feira de Santana, Olney e Nelson tornaram-se grandes amigos. A
experiência de Mandacaru Vermelho marcou de fato a integração de
Olney ao grupo pioneiro de cineastas do Cinema Novo.
Na véspera do natal de
1961, casou-se com Maria Augusta Matos Santana. Ainda naquele ano, começou a
escrever e dirigir a revista literária, "Sertão" (1061 - 1963).
Em janeiro de 1962 nasceu seu
primeiro filho, Olney São Paulo Junior. No mesmo ano, Olney participou como
assistente de direção de O caipora, de Oscar Santana, rodado em
Riachão do Jacuípe, nas Zonas de Pé-de-Serra, Chapada e Beira do Rio. Também
na mesma época, em Salvador, estabelece contato com a geração liderada
por Glauber Rocha.
A formação cinematográfica de Olney
foi influenciada pelo neo-liberalismo, e por filmes de guerra e western americanos.
Seus principais inspiradores foram John Ford, Vttorio de Sica, Roberto
Rosselini, Giuseppe De Santis, Augusto Genina e Pietro Germi. Estudou
também as ideias de Vsevolod Pudoykin, sobre montagem cinematográfica, e
foi leitor dos escritos de Georges Sadoul, sobre a história do cinema.
Realizou seu primeiro longa metragem, O
Grito da Terra, em 1964, abordando a realidade do nordeste brasileiro. Entre a
pré-produção do filme e o início das filmagens, nasceu seu segundo filho Ilya
Flayert. Nelson Pereira do Santos e Laurita dos Santos foram os padrinhos do
menino. As filmagens iniciaram-se em novembro de 1963. Para compor a cenografia
do filme, Olney contou com colaboração dos comerciantes de Feira de Santana,
que emprestaram móveis, roupas de cama, utensílios e adereços. O figurino era
constituído por roupas dos próprios atores ou emprestado por amigos. A
pré-estreia do filme ocorreu no dia 27 de novembro de 1964, com apresentação do
o cineasta Orlando Senna. Entre 1965 e 1967, o Grito-da-Terra foi
exibido no Rio de Janeiro, Salvador, Aracaju e Recife. Participou
do I Festival Internacional do Filme de Guanabara, do Festival do Cinema
Baiano, em Fortaleza, e da Noite do Cinema Brasileiro, organizada pela
embaixada dos Estados Unidos, em dezembro de 1965. No entanto, sofreu
cortes pela Censura Federal, pois um personagem faz menção à volta do Cavaleiro
da Esperança, Luiz Carlos Prestes, membro do Partido Comunista Brasileiro. Por conta do
corte, o produtor Ciro de Carvalho, convidado pelo Itamarati,
não aceitou que o filme representasse o Brasil em festivais internacionais. Os
produtores receberam prêmio do governo de Carlos Lacerda,
o que lhes possibilitou saldar dívidas bancárias e confeccionar uma nova cópia
do filme, sem cortes, e exibi-la nos principais cinemas do nordeste.
"Manhã Cinzenta" foi
realizado entre 1968 e 1969. Junto com Ternando Coni Campos, Olney decidiu registrar
alguns acontecimentos da época, com sua câmera 16mm, a partir do seu conto
homônimo, escrito em 1966, e da documentação feita por José Carlos Avellar, sobre protestos de rua.
Para driblar a censura, confeccionou várias cópias do filme, enviando-as para
cinematecas de outros países e para os festivais de Viña del Mar (Chile),
Pesaro, Cannes e Mannheim.
Prisão e censura
Na manhã do dia 8 de outubro de 1969
ocorreu o primeiro sequestro de um avião brasileiro, por membros da
organização MR-8.
O avião foi desviado para Cuba. Um dos sequestradores era membro da
diretoria da Federação Carioca de Cineclubistas, presidida na época por Silvio
Tendler. “Manhã Cinzenta” foi exibido a bordo. Olney foi vinculado pelas
autoridades brasileiras ao sequestro, sendo detido e levado para local
ignorado, ficando incomunicável por doze dias. Liberado, em 5 de dezembro foi
internado com suspeita de pneumonia dupla. Em 25 de dezembro, muito
debilitado psíquica e fisicamente, passou alguns dias com a família e foi
internado novamente.
Os negativos e cópias de "Manhã
Cinzenta" foram confiscados, mas, uma das cópias do filme foi salva
por Cosme Alves Neto, então diretor da Cinemateca do Museu de Arte
Moderna do Rio de Janeiro, e ficou por vinte cinco anos escondida na Cinemateca
do MAM. Assim, embora proibido no país pela Censura Federal, o filme foi
exibido na Itália, no Festival de Pesaro, no Festival Internacional
de Cinema de Viña de Mar, na Quinzena de Realizadores do Festival de
Cannes, em 1970. Participou também da XIX Semana Internacional de Mannheim,
conquistando o prêmio de melhor média-metragem, e foi premiado no Festival
de Oberhausen, na Alemanha, em 1972.
Olney realizou ainda, em 1970, o
documentário O profeta de Feira de Santana, sobre o artista plástico Raimundo
de Oliveira. A equipe era formada pelo produtor Júlio Romiti e Tuna
Espinheiro, como assistente de direção.
Em 11 de maio de 1971, nasceu a filha
de Olney São Paulo, Maria Pilar.
Em 13 de janeiro de 1972, o Superior
Tribunal Militar absolveu definitivamente o cineasta das acusações de subversão
da ordem, relacionadas ao filme Manhã Cinzenta.
Apesar da saúde debilitada, ainda
realizou "O Forte", baseado no romance de Adonias Filho,
longa-metragem no qual se destaca a paisagem de Salvador, tendo como um
dos protagonistas o sambista e ator Monsueto Menezes, que morreu durante a
filmagem. O filme teve inúmeros problemas e as filmagens sofreram várias
interrupções, que prejudicaram bastante a qualidade do resultado final. Com o
filme "Pinto Vem Aí", sobre o ex-deputado Francisco Pinto,
ganhou o prêmio Jornal do Brasil, em 1976.
Olney São Paulo morreu cedo, vítima
de câncer do pulmão, aos 41 anos.
Sobre o cinema de Olney São Paulo
De Glauber Rocha, em seu livro Revolução
do Cinema Novo (Rio de Janeiro. Alambra/Embrafilme: 1981, p. 364):
"Olney é a Metáfora de uma
Alegorya. Retirante dos sertões para o litoral – o cineasta foi perseguido,
preso e torturado. A Embrafilme não o ajudou, transformando-o no símbolo do
censurado e reprimido. "Manhã Cinzenta" é o grande filme explosão de
1968 e supera incontestavelmente os delírios pequeno-burgueses dos histéricos
udigrudistas (...) Panfleto bárbaro e sofisticado, revolucionário a ponto de
provocar prisão, tortura e iniciativa mortal no corpo do Artysta.
De Nelson Pereira dos Santos:
A imagem que guardo do meu compadre é
uma síntese daquele documentário que ele fez sobre os sábios do tempo, os
velhos sertanejos que dominam sistemas ancestrais de medição meteorológica [Sob
o ditame do rude Almajesto: sinais de chuva (1976)]. Vejo-o de chapéu de
couro, no raso da caatinga, conversando com os ventos, para saber de onde vêm e
para onde vão.
Filmografia
Curtas
·
Um crime na rua (1955), 16 mm, 10 minutos,p&b, roteiro,
direção e ator.
·
O profeta de Feira de Santana (1970), 35 mm, 8 minutos, cor,
roteiro, montagem, diretor e co-produtor.
·
Cachoeira: documento da História (1973), 35 mm, 9 minutos, cor
e p&b, roteiro, montagem, diretor e co-produtor.
·
Como nasce uma cidade (1973), 35 mm, 10 minutos, cor e
p&b, roteiro,direção e produção.
·
Teatro brasileiro I : origem e mudanças (1975), 35 mm, 12
minutos, cor, roteiro e direção.
·
Teatro brasileiro II: novas tendências (1975), 35 mm, 11 minutos,
cor, roteiro e direção.
·
Sob o ditame do rude Almajesto: sinais de chuva (1976),16 mm,
13 minutos, cor, roteiro e direção. Argumento: inspirado na crônica de Eurico
Alves Boaventura. Câmera de Edgar Moura.
·
A última feira livre (1976), 16 mm, cor, direção. Roteiro de
Hermínio Lemos. Câmera de Edgar Moura.
Médias
·
Manhã cinzenta (1969), 35 mm, p&b, 21 minutos, roteiro,
direção e produção. Câmera de José Carlos Avellar.
·
Pinto vem aí (1976), p&b, 25 minutos, roteiro e direção. Câmera
de Edgar Moura.
·
Dia de Erê (1978), 16 mm, 30 minutos, cor, roteiro e direção.
Câmeras de Ronaldo Foster e Walter Carvalho.
Longas
·
Grito da terra (1964), 35mm, 80 minutos,p&b. roteiro e direção.
Argumento:romance homônimo de Ciro de Carvalho Leite. Câmera de Leonardo
Bartucci. Trilha Sonora de Fernando Lona.
·
O forte (1974), 35 mm, 90 minutos, cor, roteiro e direção.
Argumento: romance homônimo de Adonias Filho.
·
Ciganos do nordeste (1976), 16 mm, 70 minutos, cor, roteiro,
direção e produção. Câmera de Edgar Moura. O filme foi concluído em 1978, depois da morte do
cineasta, pelos amigos Orlando Senna e Manfredo Caldas, seguindo as orientações
deixadas por Olney São Paulo.
·
O Amuleto de Ogum (1974)
[1]
Inicialmente criamos (eu, Evandro Oliveira, era fundador e secretário do jornal)
o “Santanópolis”, nome do Colégio. Depois para ficarmos independentes mudamos
para “O Coruja”.
[2] Ajudava Olney nesta coluna, tanto que o
pseudônimo CONDE D’EVEY, era a junção das duas primeiras letras minhas, Evandro e as duas últimas de Oley. Como fazíamos sátiras e gozações,
alguns não gostavam, mas nada sério.
[3]
Não é certo. “O Coruja” nunca foi censurado, muito menos Olney com suas duas
colunas uma a já citada acima e Causerie, só sobre cinema. As duas vezes que suscitaram
uma maior reclamação foram 1ª o nosso colega , o editor chefe Luiz Navarro, fez
uma crítica ao desfile de 7 setembro, o Conde D’Evey fez
um trocadilho, “muito mal entendido pelo índio Navajo (pronuncia Navarro)”, ele
quis cortar esta referência, mas perdeu na votação, ele sabia que o trocadilho foi ideia minha não de Olney. 2ª o cronista social Eme Pê
fez uma grande festa no FTC para homenagear as “Dez senhoras mais elegantes da
sociedade”. O Conde D’Evey em um título “AS
DEZELEGANTES”.. só uma fazia jus ao título elegante, por não ter ido à festa. O
cronista andou se queixando.
Só uma vez, tivemos na justiça, matéria policial local,
como denunciante. Foi o ápice do jornal, durante semanas vendemos mais que a
“Folha do Norte” e ganhamos a questão. Republicarei neste Blog toda esta
história.
domingo, 16 de junho de 2019
OS ANIVERSÁRIOS DE HOJE
sábado, 15 de junho de 2019
HOMENAGEM DE ZÉ COIÓ - "NOITE & DIA"
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José Carlos Pedreira ZÉ COÍÓ Santanopolitano |
MORRE JOAQUIM MANOEL SAMPAIO DE OLIVEIRA
É triste, mas infelizmente é verdade!
Nós, que alcançamos a idade que os humanos passam a
chamar de "idosos", além de ter que conviver com a velhice que na
verdade é um tormento, temos que assistir toda uma geração com quem vivemos e
convivemos desparecer da Terra e assim passar a vida a Eternidade. Triste e
doloroso!
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Evandro, Beto, Juca e Guga |
A semana passada perdemos muito do
convívio mais um personagem querido, Joaquim Manoel
Sampaio de Oliveira, conhecido como Juca, que
carrega o nome do pai[1], o famoso e inesquecível Áureo de Oliveira Filho, o professor, o deputado Aurinho. Juca de Aurinho, um personagem marcante
tanto como advogado como um verdadeiro "dandin", porque foi durante a
vida um dos homens mais elegantes que viveu o dia a dia de Feira de Santana.
Juca era impecável no se vestir, a elegância personificada com seus ternos
muito bem talhados, um cidadão de educação refinada, um cavalheiro na mais
pura acepção da palavra.

Componente de uma grande e
vitoriosa família, filho do inesquecível Áureo de Oliveira Filho, criador e diretor
do Colégio Santanópolis.
Deixou muitas saudades entre os
amigos, ultimamente frequentava o Dom Café, onde fez uma roda de amigos e onde
passava tardes adoráveis e onde era muito querido.
Saudades, companheiro, a vida é
assim, vez por outra temos que conviver com a tristeza d
e perder a companhia
dos entes queridos, mas a vida nos traz tristezas, nossa geração vai passando,
outras virão, mas os bons se tornam inesquecíveis.
Saudades, amigo, saudades de sua
inteligência, de seu "papo" gostoso, de sua presença entre nós que
só trazia alegria.
Seu amigo
José Carlos Pedreira
ZÉ COIÓ
Texto publicado em "Zé Coió" do "Jornal Noite & Dia". Edição 24 a 30/05/2019.
[1]
Nota do Blog: nome do avô “Joaquim Manoel”.
OS ANIVERSARIANTES DE HOJE
sexta-feira, 14 de junho de 2019
ANTES E DEPOIS DE ADA
À esquerda, Ada Maria Queiroz Pelegrini, quando estava no 1º ano do Curso de Contabilidade no Colégio Santanópolis. À direita, hoje na sua imagem do ZAP.
ANIVERSÁRIOS DE ONTEM E HOJE
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Toinha |
Risadinha |
De novo a culpa é da "ÔI", fiquei ontem sem Internet, de modo que não postei os aniversários, mas aqui vai o registro do dia 13 e 14 deste mês: dia 13/06, Antonia Julieta Blumetti Simões (Toinha), Antonio Fernando Silva Oliveira (Fernando Risadinha), Ludmila Oliveira Holanda Cavalcante (Lui) e Marta Blumetti Simões. Hoje dia 14: Adalgisa Nady Aras de Macêdo (Nini) e Yara Maria Portugal Lima, Parabéns a todos os santanopolitanos, geminianos,
sob proteção de Ibeji que aniversariam.
Lui |
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Nini |
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Marta |
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Yara |
quarta-feira, 12 de junho de 2019
ANIVERSÁRIO DE HOJE
Eliana Pinto Marques, santanopolitana, geminiana,
sob proteção de Ibeji, comemora mais um ano de vida. Parabéns e felicidade.
terça-feira, 11 de junho de 2019
ANIVERSÁRIO DE LULA
Comemora mais um ano
de vida o santanopolitano, geminiano, sob proteção de Ibeji. Luis Carlos Gomes (Lula). Nosso
desejo é a repetição deste evento por muitos anos com saúde.
FALÊNCIA DOS CLUBES SOCIAIS
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Evandro J.S. Oliveira |
O surgimento
de clubes sócias, foi sempre baseado em atividades motivadoras de pessoas com
os mesmos interesses, clube de caça, automóvel clube, clube de regatas, clube
do selo, clube de futebol..., na maioria dos casos construíam um prédio para
festas, reuniões sociais, dependendo da época, quadras esportivas, piscinas,
bares...
Em Feira de Santana as Filarmônicas
foram a base para os primeiros clubes sociais, “25 de Março, “Vitória” e
“Euterpe”, esta por um grupo da sociedade feirense com o objetivo de não ter
coloração política, ver postagem sobre história neste Blog em 29.03.2019,
dominando quase dois séculos, até 1944, quando foi construído o “Feira Tênis
Clube”.
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Filarmônica Vitória |
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Filarmônica 25 de Março |
Dizem que uma das razões para a criação
do FTC, foi o engajamento de vertentes políticas nas Sociedades Filarmônicas,
criando divisão radical na sociedade.
Era moda na época clubes de tênis, esta
atividade esportiva estava em alta em todo o país. Mas havia motivos mais
importantes, como espaço para festas. O crescimento, vertiginoso da cidade
exigia locais adequados para as festividades. Em 1943 já havia festas na quadra
coberta do Colégio Santanópolis (ver foto).
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Festa da Primavera na quadra poliesportiva do Colégio Santanópolis em 1943 |
No início da década de 50, Hermínio
Santos, sócio da maior empresa comercial de Feira, Marinho, Santos e CIA., apaixonado
pela Filarmônica Euterpe, doou um terreno na rua Direita e liderou a
construção, então o mais alto edifício da Princesa do Sertão, inclusive dotado
do primeiro elevador[1],
adaptando-se às novas finalidades do clube, com belas festas, atrações famosas
e Micareta com grande participação.
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Euterpe |
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Feira Tênis Clube |
Mas, em todo o país os clubes sociais
entraram em decadência, a sociedade mudou, as mulheres passaram a ter mais
liberdade, frequentando bares, boates, inaceitáveis antes, muitas casas
passaram a construir piscinas. Os Presidentes querendo marcar suas obras,
abriam para sócios remidos, com estes recursos construíam piscinas quadras
esportivas e outros melhoramentos, mas estes sócios não pagavam aos clubes
sociais mensalidades, diminuindo sobremaneira as receitas.
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Clube de Campo Cajueiro |
O ponto da
hecatombe dos clubes sociais na Bahia, foi o Clube Português em Salvador, os
débitos eram tantos que no final a Prefeitura resgatou e voltou a ser praia,
que nunca deveria deixar de ser.
Este episódio acendeu a luz vermelha
nas outras instituições. Todas passaram a elaborarem projetos alienando parte
da sede para empresas comerciais, tentando manter a atividade no residual.
Bahiano de Tênis, Associação Atlética, Associação Atlética Banco do Brasil...
No caso de nossa terra, o Feira Tênis
Clube já tinha perdido uma área por uma questão trabalhista. Posteriormente
perdeu todo o Clube para outra trabalhista. A Prefeitura fez decreto de
tombamento, impedindo a destruição do edifício sede, consequentemente os
adquirentes, deixaram de fazer manutenção degradando a área.
Recentemente o Prefeito Colbert Martins, declara de utilidade
pública o prédio do FTC, com o objetivo em transformá-lo em Centro de Educação,
parabéns Prefeito será uma grande obra.
O Cajueiro, também teve sorte de não ser demolido, para
finalidades puramente empresariais.
O Clube tinha enormes dívidas, trabalhistas, tributárias,
comerciais e outras. Apareceu um corretor com proposta de compra, querendo
saber o valor, apresentou documento de intenção de compra, mas não revelou o
pretendente da transação.
Foi convocado Assembleia Geral, esta determinou um corpo
jurídico, para fazer um levantamento do total da dívida, como orientação e também
consulta a avaliadores, tendo noção de estabelecer o preço a ser pedido. Nesta
reunião também foi escolhida uma comissão, tendo Monteiro como presidente para
continuar as negociações.
Passados tempo o corretor veio informar a desistência da
compra, por parte do pretendente comprador.
O motivo foi a exigência do DENITE para obras de acesso, inclusive
complexo de viadutos. Fala-se que o comprador era o apresentador Ratinho, com a
finalidade da construção de um terminal de cargas.
A Comissão, então aproveitou o desejo demonstrados por vários
empresários, alguns que criticaram não ter havido concorrência. Publicou edital
(ver edital), tornando público a venda. Corretores foram acionados esperando
propostas, ofertando o terreno, nenhuma proposta apareceu. Houve a desconfiança que alguns sabendo do
alto débito, o clube iria para “praça” com baixíssimo valor de arremate, como
aconteceu com vários imóveis, nessa situação, exemplo o FTC com uma área de
mais de 15.000 m², foi arrematado por R$1.800.000,00s (hum milhão e oitocentos
mil reais).
Por sorte, apareceu comprador para parte do terreno,
13.601,70 m² a Moura Empreendimentos e Gestão Corporativa Ltda. (Honda), Pelo
Valor de R$3.949.219.00.
Com estes recursos, o CCC pode pagar todas as dívidas
constantes na justiça, e proporcionar acordos com vários devedores. Mais
importante, se alguém esperava o patrimônio ir para a “praça” a preço vil,
ficou frustrado.
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Edital colocando a venda a área remanescente |
O saldo, R$5.110.141,00 (cinco milhões cento e deis mil cento
e quarenta e um reais) foram distribuído entre os Associados que tinham direito
estatutários, definidos em Assembleia e executada pela Comissão de Liquidação[2],
eleita pela mesma Assembleia, sendo Presidente José Monteiro Filho. Conheço
alguns casos de liquidações de Instituições, mas nenhuma tão detalhistas como a
do Clube de Campo Cajueiro, em sua lisura.
Finalmente estaremos, se a Prefeitura de Feira concretizar a
intenção de transformar o Feira Tênis Clube em instituição educacional, dando
um destino, na minha opinião, muito melhor do que originalmente Clube Social,
passando ser INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS.
Sei que o Prefeito Colbert Martins, conta com auxiliares, dos
mais interessados feirenses na preservação de nossa memória, exemplos, Carlos Brito e
Arsênio Oliveira entre outros.
[1] O
elevador, dada a novidade foi tema até de piada sobre Hermínio, conta-se que
Hermínio procurando saber a um fabricante de elevadores, quanto custaria um
equipamento, a resposta do fabricante foi “uns 50.000.000,00 de cruzeiros, para
cima” a que Hermínio redarguiu “e para baixo quanto seria...”
[2]
Fico a vontade de parabenizar a lisura da distribuição, era associado fundador
contribuinte, sendo sempre contra sócio remido, mesmo quando diretor do FTC,
não era ético, me aproveitar quando dos lançamentos desta forma de associação.
Um ano antes passei minha conta para terceiros, pois não
frequentava mais o clube, portanto não fiz parte do rateio distribuído.
frequentava mais o clube, portanto não fiz parte do rateio distribuído.
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