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FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

NEWTON DA COSTA FALCÃO - II

Adnil Dias Falcão nasceu em Feira de Santana, em 24 de novembro de 1945. Professora, licenciada em letras pela Universidade Estadual de Feira de Santana e especialista em Metodologia do Ensino Superior e Educação Brasileira em nível de mestrado. Lecionou  no Curso de Magistério do Instituto Gastão Guimarães, gerenciou a Sucursal do Jornal da Bahia e Jornal Feira Hoje e o Centro Social Urbano Governador Roberto Santos. Foi chefe do Gabinete do Prefeito Newton da Costa Falcão, em 1971/1972. Exerceu as Funções de Diretora Acadêmica. Assessora de Planejamento e Assessora Especial da UEFS, em 1980 a 2001. Autora de inúmeras publicações acadêmicas administrativas. Olhares Sobre Newton Falcão é sua primeira experiência como escrevinhadora.
 

NEWTON DA COSTA FALCÃO - I

Em 1940, já se programando para o retorno a Feira de Santana, Newton adiantaria entendimentos, para torná-lo uma equipe mais forte e aguerrida. Entrou em contato com outra agremiação - o Ipiranga - comandada pelos irmãos Suzarte Gomes, que também se destacava nesse universo futebolístico, com vistas a formar um grande time local.

0 diálogo sobre a junção das duas equipes - a dos Falcão e a dos Suzarte Gomes - ganhou força com a permanência de Newton na cidade. Decidiu-se que o Palestrinha incorporaria o Ipiranga. A escolha de outro nome para o grupo rendeu muitas discussões. Afinal, Palestrinha carregava uma conotação infantil, que “já não cabia num time de craques”. Além disso, o clima da Guerra provocava rejeição a qualquer coisa que lembrasse a Itália. Segundo Wilson Falcão, foi Newton quem sugeriu batizar a equipe de Fluminense Futebol Clube, um preito ao grémio carioca de mesmo nome, do qual a maioria era torcedora. Essa designação também teve uma justificativa de ordem prática: trabalhava, na firma Marinho Santos & Cia., um guarda-livros (contador), chamado Balalair de Castro, que era ligado ao time do Rio de Janeiro. Se a nova agremiação adotasse aquele nome, ele conseguiria, para ela, todo material timbrado necessário ao uso da secretaria. A proposta, vantajosa do ponto de vista económico, foi aceita sem delongas.

Nasceu, assim, o Fluminense de Feira Futebol Clube, cuja fundação foi oficializada no início de 1941. Coube a Antônio, irmão de Newton, a presidência. 


Equipe do Palestrinha-Fluminense futebol Clube
a começar  da esquerda, Newton é o quinto, meio escondido

Newton, que gostava mesmo era de jogar futebol, continuou defendendo as cores da equipe, como atleta.

Com a criação da Liga Feirense de Desportos Terrestres - hoje, Liga Feirense de Futebol - para dirigir o esporte amador em Feira de Santana, em 1942, o Fluminense filiou-se à entidade e, a partir de 1944, começou a disputar os campeonatos feirenses, caminhando rapidamente para a profissionalização. Na sua trajetória como amador, conquistou os títulos de 1947, 1949, 1950 e 1953. O último título assegurou-lhe o ingresso no futebol profissional, em 1954, sob o comando de Wilson da Costa Falcão, seu primeiro presidente.

Integravam, ainda, o quadro diretor do clube Osvaldo Coelho Torres (vice-presi- dente), Laudelino Lacerda Pedreira e Otto Emanuel de Carvalho (secretários), Ariston Carvalho (diretor técnico), Simônidas Carneiro (assistente), Fernando Garcia (diretor de sede), Colbert Martins da Silva (orador), Adroaldo Dórea, Alberto Oliveira e Vallter Mendonça (departamento médico), Humberto Luiz Portela e João da Costa Falcão (departamento jurídico). Newton, Antônio e Walter da Costa Falcão, Isaac e José Suzarte Gomes, Arivaldo Gomes de Santana e outros passaram a compor o Conselho Deliberativo, encabeçado por Manoel Contreiras.

Newton foi dedicado dirigente e fervoroso torcedor do Fluminense de Feira. Nas crises da agremiação, era sempre um dos primeiros a ser chamado para indicar caminhos, encontrar soluções. Os irmãos Falcão continuaram a participar ativamente da direção do clube até o início da década de setenta. Nesse período, o Fluminense deu vida sócio esportiva à cidade, tornou-se um património do município. Entre outros, conquistou os títulos de bicampeão, na categoria de aspirantes (1960 e 1961), e de campeão baiano de futebol, em 1963 e em 1969. Sagrou-se, ainda, vice-campeão estadual, em 1956 e em 1968, e esteve sempre entre os primeiros times do campeonato baiano. Cada conquista era ruidosa e animadamente comemorada, com desfile dos jogadores, passeatas de carros, buzinaço, fogos de artifícios. Feira de Santana parava para homenagear os Touros do Sertão. Com muito orgulho, Newton confessava: “Ao Fluminense dei muitas horas do meu tempo e muito dinheiro. Em troca, recebi muitas alegrias.”

Nelton, como os demais jovens, ressentia-se, da inexistência, na cidade, de um local onde pudessem se reunir, jogar, promover festas. Logo, começou a maquinar a criação de um clube social que viesse preencher essa lacuna. Sabia ser difícil um empreendimento de tal porte. Mas, foi amadurecendo a ideia, conversando com os amigos e companheiros, tentando convencer o pai a emprestar-lhe o prestígio do nome, afim de obter adesões. Conversa vai, conversa vem, encontrou dois outros jovens dispostos a assumirem, com ele, os riscos do pretensioso projeto: Ideval José Alves e Antônio de Oliveira Matos (Tide). A união, o desprendimento e a iniciativa dos três amigos deram vida ao primeiro grande clube social da cidade, o Feira Tênis Clube.

A pretensão era que a casa de festas idealizada oferecesse, à comuna, um espaço com infra-estrutura capacitada para acolher a crescente e próspera so­ciedade quando de suas celebrações. Chamaram- na, a princípio, de Feira de Santana Tênis Clube - o que assinalava o interesse da mocidade da época pelo esporte. Coube, a Cerilo Mousinho, a elaboração do seu estatuto. A cerimónia oficial de fundação aconte­ceu em 08 de dezembro de 1944, em reunião, realiza­da no salão nobre do Montepio dos Artistas Feirenses, à Rua Conselhei­ro Franco, sob a presidên­cia de Hermínio Francisco Santos.

Na assembleia, o nome do clube foi reduzido para Feira Tênis Clube e os esta­tutos discutidos e aprovados. Na ata da solenidade, consta que “os fins da novel sociedade, que vinha completar o conjunto das instituições civis de Feira de Santana, eram desenvolver em meio tão culto, os jogos de salão, os exercícios atléticos, os desportos amadoristas, especialmente a prática do tênis; e paralelo com estes objetivos, organizar reuniões artísticas, culturaes e sociaes, bem como fundar uma biblioteca”.

Transcrito do livro "Olhares sobre Newton Falcão". (continua na próxima Postagem sobre o tema.

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

PERFIL DE JOAQUIM GOUVEIA GAMA

JOAQUIM GOUVEIA GAMA - Nasceu no dia 11 de novembro de 1924, no povoado de Sí­tio dos Remédios, município de Bezerros, em Pernambuco. Filho de Francisco Clementino da Gama e Laura Maria da Conceição.

Joaquim Gouveia é de origem camponesa. Começou a tra­balhar na roça nos canaviais de usinas de Pernambuco aos oito anos de idade. Depois em cultivo de mandioca, milho, feijão, ba­tata, algodão, frutas, verduras, etc. Não teve uma infância regu­lar como outra criança inclusive criou-se quase analfabeto, vindo praticamente estudar depois de adulto; de modo que não teve o curso primário, ingressando no ginásio, através do curso de ad­missão. Serviu ao Exército em 1945/1946, tendo sido promovido a Cabo.

Foi casado com a Profª Erenice Augusta Gouveia da Gama, tendo feito “Bodas de Ouro” (1949/1999), (falecida em 2010) com quem teve onze filhos: Suzana, Lóide, Raquel, Natanael, Levi, Israel, Paulo, Moisés, Daniel, Ruben e Jadiel. Tem 25 netos e 05 bisnetos.

Chegou a Feira de Santana em 29 de maio de 1949. Aqui se dedicou à atividade de camelô (vendedor ambulante de calçados). Depois, com barraca de calçados no Mercado Municipal (hoje Mercado de Arte Popular). Em seguida com lanchonete, quando se aposentou já no Centro de Abastecimento.

Fez o curso ginasial no Colégio Santanópolis (1ª e 2ª série) e no Colégio Estadual (3ª e 4ª série) e o curso Magistério, no IEGG (Instituto Gastão Guimarães).

Na vida pública foi administrador de bairro, chefe de Almoxarifado Geral e diretor do Departamento de Material e Património da Prefeitura Municipal, nos governos de Colbert Martins da Silva e José Raimundo Pereira de Azevêdo.

Joaquim Gouveia da Gama é atleta, poeta cordelista, escritor, pesquisador e memorialista. E membro da ACFS (Associação Cultural de Feira de Santana), da AFAC (Associação Feirense de Atletas Corredores), da ALAFS (Academia de Letras e Artes de Feira de Santana) e do IHGFS (Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana).

E possuidor de mais de 300 títulos (premiações) entre diplomas, taças, troféus, placas e medalhas, inclusive três honoríficos (oficiais): Comenda Maria Quitéria, outorgada pela Câmara Municipal de Feira de Santana; Placa conferida pelo prefeito José Raimundo Pereira de Azevêdo, um Diploma e um Troféu oferecidos pelo então Governador, Dr. João Durval Carneiro. Como atleta tomou parte cm mais de duas centenas de competições em diversos lugares, tanto na Bahia, como Feira de Santana, Salvador, Irará, Alagoinhas, Cachoeira, Amélia Rodrigues, Jacobina,

Juazeiro, Ilhéus, Santanópolis, quanto em outros estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Aracaju (Sergipe), etc.

Dedicou-se ao esporte e à pesquisa sobre a memória da Feira de Santana, assim como da sua geografia urbana. 

Fonte: Lélia Vitor Fernandes de Oliveira

domingo, 22 de maio de 2022

HISTÓRIA DO FLUMINENSE DE FEIRA FUTEBOL CLUBE

ADNIL dias FALCÃO
Professora, licenciada pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Especialista em Métodologia do Ensino Superior pela Faculdade de Educação da Bahia e em Educação Brasileira pela Universidade Federal da Bahia. Diretora Acadêmica, Assessora de Planejamento e Assessora Especial da UEFS. Autora de Livros e de outras publicações acadêmico-administrativas e literárias.
 

   Newton Falcão fiel à sua paixão pelo futebol, criou inicialmente o Palestrinha, um time que formara, com os irmãos e amigos, lá pelos idos de 1936 -1937, e que haveria de se transformar no Fluminense de Feira Futebol Clube.

    O futebol era, então, o principal divertimento dos jovens feirenses. A criação de equipes e as disputas de babas, peladas e campeonatos, nos campos espalha­dos pelos espaços vazios da cidade, constituíam uma das poucas diversões da molecada. Natural, portanto, que Newton fundasse um time, para participar des­sas competições. Deu-lhe o nome de Palestrinha, em homenagem ao Palestra Itália (atual Palmeiras). Organizado e bem dirigido, logo ganharia prestígio entre os jovens. Convidava e era convidado - algumas vezes desafiado - para impor­tantes pelejas, que aconteciam nos amplos quintais do Casarão da Avenida Se­nhor dos Passos[i], um dos palcos das entusiasmadas disputas.
    Em 1940 Newton adiantaria uma equipe mais forte e aguerrida. Entrou em contato com outra agremiação  o Ipiranga - comandada pelos irmãos Suzarte Gomes, que também se destacava nesse universo futebolístico, com vistas a formar um grande time local.

O diálogo sobre a junção das duas equipes - a dos Falcão e a dos Suzarte Gomes. Decidiu-se que o Palestrínha incorporaria o Ipiranga. A escolha de outro nome para o grupo rendeu muitas discussões. Afinal, Palestrínha carregava uma conotação infantil, que "já não cabia num time de craques”. Além disso, o clima da Guerra provocava rejeição a qualquer coisa que lembrasse a Itália. Segundo Wilson Falcão, foi Newton quem sugeriu batizar a equipe de Fluminense Futebol Clube, um preito ao grémio carioca de mesmo nome, do qual a maioria era torcedora. Essa designação também teve uma justificativa de ordem prática: trabalhava, na firma Marinho Santos & Cia., um guarda-livros (contador), chamado Balalair de Castro, que era ligado ao time do Rio de Janeiro. Se a nova agremiação adotasse aquele nome, ele conseguiria, para ela, todo material timbrado necessário ao uso da secretaria. A proposta, vantajosa do ponto de vista económico, foi aceita sem delongas.

Nasceu, assim, o Fluminense de Feira Futebol Clube, cuja fundação foi oficializada no início de 1941. Coube a Antônio, irmão de Newton, a presidência. Newton, que gostava mesmo era de jogar futebol continuou defendendo as cores da equipe, como atleta.

Equipe do Palestrinha-Fluminense Futebol Clube. A começar da esquerda,

 Newton é o quinto, meio escondido.

Com a criação da Liga Feirense de Desportos Terrestre - hoje. Liga Feirense de Futebol - para dirigir o esporte amador em Feira de Santana, em 1942, o fluminense filiou-se à entidade e, a partir de 1944, começou a disputar os campeonatos feirenses, caminhando rapidamente para a profissionalização. Na sua trajetória como amador, conquistou os títulos de 1947, 1949, 1950 e 1953. O último título assegurou-lhe o ingresso no futebol profissional, em 1954, sob comando de Wilson da Costa Falcão, seu primeiro presidente.

Integravam, ainda, o quadro diretor do clube Osvaldo Coelho Torres (vice-presisidente), Laudelino Lacerda Pedreira e Otto Emanuel de Carvalho (secretários), Ariston Carvalho (diretor técnico), Simônidas Carneiro (assistente), Fernando Garcia (diretor de sede), Colbert Martins da Silva (orador), Adroaldo Dórea, Alberto Oliveira e Valter Mendonça (departamento médico), Humberto Luiz Portela e João da Costa Falcâo (departamento jurídico). Newton, Antônio e Walter da Costa Falcão, Isaac e José Suzarte Gomes, Arivaldo Gomes de Santana e outros passaram a compor o Conselho Deliberativo, encabeçado por Manoel Contreiras.

Texto do livro "Olhares Sobre Newton Falcão", da mesma autora.



[i] Antes foi o segundo Hipódromo de Feira de Santana, depois Campo da Vitória, hoje nas imediações da praça Jakson Amaury.

 

terça-feira, 5 de abril de 2022

PERFIL DE MOACIR COSTA CERQUEIRA

MOACIR COSTA CERQUEIRA - 

Registrado em Mundo Novo afirma que nasceu na roça em terras da família no sertão entre Piritiba e Mundo Novo.  Veio ao mundo em 31/01/1939. Reside em Feira de Santana há 63 anos (1959-2022). Oriundo de Salvador, aqui foi comerciante durante 54 anos (1959/2013) estando atualmente aposentado. Casado com a Profa. Ana Maria Matos Cerqueira, tem 3 filhos. Sua formação é de Técnico em Contabilidade que cursou no Colégio Santanópolis. Complementou sua formação com cursos de Estratégia Promocional, Relações Humanas, Fotografia e outros nas áreas esportiva e política. Amante da leitura preferia assuntos históricos, políticos e esportivos. Escreveu e publicou: Em 2000 a revista  40 ANOS DA CASA DAS CANETAS;  em 2002 a revista FUTEBOL FEIRENSE 60 ANOS, em 2011 a revista FUTEBOL FEIRENSE N0. 2; publicou no Jornal Folha do Estado série de artigos com foco no esporte em Feira de Santana.  Decorrente de viagem à Europa em 2006 escreveu sobre o assunto intitulando UM GIRO PELA EUROPA. Escreveu e publicou dois livros: O romance, A TRAGÉDIA DO SOLDADO HERNES (2012) e SEGREDO FORÇA E ALIANÇA - História Registros e Lembranças (2015) em comemoração aos 70 anos desta Loja à qual pertence. Ainda no âmbito maçônico publicou MARCAS DE UMA LONGA CAMINHADA, onde registra 30 anos vividos na sua Loja. Publicou Livro encadernado intitulado FAMÍLIA COSTA UMA SAGA MUNDONOVENSE focalizando sua família em Mundo Novo, muito numerosa e Iongeva.   Recebeu os títulos: de CIDADÃO FEIRENSE (2006), DIPIOMA E MEDALHA DA ORDEM MUNICIPAL DO MÉRITO, ainda no âmbito maçônico a COMENDA DR COLBERT MARTINS, medalha e diploma da ORDEM DO MERITO D. PEDRO I do GDE. ORIENTE do BRASIL.

Foi agraciado com o DIPLOMA DE MELHOR DIRIGENTE administrativo da Liga Feirense de Desportos no Século XX conferido pela Revista Estádio e Jornal Noite e Dia.

Publicou em 2021 o livro MOMENTOS DE MINHA VIDA que é uma autobiografia.

Foi empossado como membro da Academia Feirense de Letras em 19/03/2015.


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

PERFIL DE VANILDA BARROS BOAVENTURA


VANILDA BARROS BOAVENTURA

Nasceu em Feira de Santana, no dia 23 de abril de 1943. Filha de Antônio Barros Moreira e Cecilia de Almeida Barros. Por motivo de enfermidade de sua genitora foi criada por D. Ernestina Carneiro, que não tinha filhos, conhecida por “D. Pomba”, proprietária de uma fazenda, que originou o bairro da Rua Nova.

Fez seus primeiros estudos no Colégio Santanópolis. Graduada em Ciências Físicas e Biológicas pela UEFS.

Foi admitida pelo estado no dia 28 de dezembro de 1966, sendo designada para lecionar no município de Retirolândia/BA. Foi transferida para Feira de Santana e trabalhou na Escola Ruy Barbosa. Exerceu a função de Vice-Diretora da Escola Bernardino Bahia, por 14 anos e de Diretora do Colégio Estadual Ernestina Carneiro.

Ensinou Biologia no Instituto de Educação Gastão Guimarães. Pelo município lecionou na Escola Municipal Tereza Cunha, trabalhou no governo de Dr. Colbert Martins da Silva e Dr. José Falcão da Silva.

Casou-se com o Sr. José Carlos Soares Boaventura, com o qual teve duas filhas: Vanilce Barros Boaventura, Licenciada em Ciências Biológicas, Pós-graduada em Educação Ambiental,

 professora de nível superior e Vandilma Barros Boaventura, professora do Ensino Médio. Deixou quatro netos.

“Yayá”, como era conhecida, era uma pessoa alegre, extrovertida, amiga e dinâmica, que, onde estivesse, transformava o ambiente nem lugar aplausível.

Era amiga e correligionária de lideres políticos como Dr. Colbert Martins da Silva, Dr. José Falcão e outros, a quem dava todo o apoio, participando de comícios e reuniões partidárias nas épocas de campanhas políticas.

Gostava de viajar para Fortaleza e Paraguai para comprar mercadorias, pois às vezes dava uma de comerciante.

Faleceu repentinamente, no dia 25 de dezembro de 2004, deixando a comunidade da Rua Nova chorosa, pois era solidária e ajudava muito as pessoas carentes deste bairro.


quinta-feira, 30 de setembro de 2021

AS BELAS RESTAURAÇÕES DA BAHIA - I

A grande obra da Bahia na preservação da memória arquitetônica, principalmente em Salvador e Cachoeira, nos levou a publicar uma série de belas fotos, não só para parabenizar os que veem a importância, como também cobrar e incentivar o poder público de nossa cidade a copiar.

Este Blog que tem como um dos seus objetivos ser memorialista, entende que carece dos governos municipais medidas mais concretas neste campo.

Reconhecemos os grandes trabalhos capita
neados pelo Santanopolitano Carlos Alberto Brito, tanto na “Fundação Senhor dos Passos”,  “Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino” e como presidente da Filarmônica 25 de Março.

Ultimamente, o Governo Colbert Martins, restaurou o Feira Tênis Clube, talvez a maior intervenção do governo municipal, em todos os tempos, no setor.

O SESC está devendo a contra partida da restauração do casarão, em troca do enorme terreno obtido.

Temos ainda de elogiar a preservação do Clube de Campo Cajueiro, pelo empresário Jodilton.

Como vemos a iniciativa privada é que faz o trabalho da nossa memória.




  

quinta-feira, 18 de março de 2021

JÁ SE VAI A SANTA BÀRBARA POR VIA DUPLICADA

Franklin Maxado é bacharel em Direito e em Jornalismo, poeta, ex-Presidente da AFL-Academia de Letras de Feira de Santana e também do IHGFS- Instituto Histórico e Geográfico, ex-diretor dos museus Regional de Arte e Casa do Sertão, além de ter trabalhado em vários jornais da Bahia e de São Paulo

(franklinmaxado@gmail.com )

 

Talvez tenha sido a Covid 19 que  fez o Presidente Bolsonaro  não vir entregar o  trecho  duplicado da BR-116 de Feira a Santa Bárbara  com cerca de 20 km  de extensão.  O certo é que  no dia marcado, ele trocou o Ministro da Saude mais uma vez porque o número  de infectados  está aumentando e não se  encontra  vacinas para tentar  diminuir o contágio.

    As obras de duplicação daquela estrada vão continuar  até Serrinha  sendo mais uns 40 km, de extensão. Terminadas, ai então, ele possa vir inaugurá-las e  aceitar o convite do Prefeito Colbert  Martins Filho para  visitar o  Paço Municipal e ver as obras do  novo centro  da cidade. Também, já deve estar mais perto  das eleições e é possível que o surto  da Covid tenha diminuído .

   Assim, deixou de ver a necessidade de ser duplicadas agora a pista da Avenida Froes da Motta, ou o conhecido Anel de Contorno.

   A Rodovia BR-116 ,ou a chamada Transnordestina,  começou a ser feita na década de 1950  e foi quem mais trouxe  nordestinos para Feira, portanto, antes  de  se criar a SUDENE. Cearenses, piauienses, potiguares,  paraibanos e pernambucanos , principalmente, vieram para cá atraídos por oportunidades de negócios. Muitos  colocaram oficinas mecânicas ou  foram para o comércio com casas de peças. Até se tornaram camelôs e vendedores.

   Alguns invadiram  terras às margens  da Lagoa do Prato Raso, construindo barracos ,  além de construírem casas simples pelos bairros da Queimadinha e das Baraúnas. Quase que a Lagoa foi aterrada como  agora  outras lagoas ou  ipueiras estão sendo aterradas às margens da atual rodovia duplicada ante a valorização de suas terras e a  explosão demográfica.

   A BR—116 também é importante porque liga a cidade de Feira de Santana ao  seu povoamento de origem que é o Distrito de Maria Quitéria, antigo São José das Itapororocas. Ainda , aos Distritos de Tiquaruçu  e da Matinha dos Pretos,  locais onde a cultura  dos  vaqueiros e dos mestiços  africanos predomina.

ARMEIRO  PRESO

  Os jornais noticiaram há pouco a prisão de um  artesão que fabricava  armas de fogo, incluindo metralhadora.  Infelizmente,  punimos o talento ao invés de estimulá-lo. Preferimos importar armas na atual política de armar cidadãos com evasão de  divisas quando poderíamos desenvolver tecnologia e até faturar com exportação.

   O  caso  me lembrou de Ferreirinha no meu tempo de rapaz quando ele tinha uma oficina no Beco do Mocó e fabricava revólveres, além de consertá-los.  Foi preso mas a Aeronáutica requisitou-o naturalmente para consertar seu arsenal. Não sei o final.


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

PERFIL DE CÉLIDA SOARES ROCHA

Nasceu em Feira de Santana, no dia 12 de março de 1905. Filha de Augusto de Lima Soares e D. Etelvina Borges Soares. Irmã do ex- vereador Demócrito de Lima Soares.

Formada pela Escola Normal Rural de Feira de Santana, na Turma de 1935.

Lecionou História do Brasil e Universal, tanto no Ginásio como no Científico no Colégio Santanópolis e no Colégio São José, situada na Av. Senhor dos Passos de sua propriedade, em regime de internato e externato. Quando lecionava dava prioridade à leitura, escrita e Matemática (as 4 operações). Era uma mulher enérgica e decidida. Ensinou Francês, que falava fluentemente e traduzia.

Desde jovem se dedicou à escrita de poemas, crónicas, acrósticos, contos, discursos, paródias, que foram muitos deles publicados no jornal “ Folha do Norte”.

Profa Célida teve como alunos diversas personalidades importantes em Feira de Santana, como, os ex-prefeitos: Dr. Colbert Martins da Silva, Dr. José Falcão da Silva e Dr. João Durval Carneiro, o médico Jackson do Amaury, o ex-deputado Nóide Cerqueira, o advogado Hugo Navarro, professor Dival Franco, Edivaldo Boaventura, Antônio Barreto, Elizabete Martins, Antônio Navarro, Filinto Marques, Dorival Oliveira, Manuel Falcão, Oscar Damião, Osvaldo Torres, Maria Hilda Carneiro, Hudson do Amaury, entre outras.

Foi casada com o Sr. João Alves da Rocha e teve dois filhos: Maria Consuelo Soares Rocha (professora) e Hermano José Soares Rocha (Falecido). Ficou viúva aos 24 anos, em 1929.

Faleceu no dia 17 de dezembro de a977, em Salvador, aos 72 anos de idade.

No seu centenário a Câmara Municipal de Feira de Santana homenageou o seu aniversário numa sessão solene, em que foi o palestrante seu ex-aluno – Dr. Hugo Navarro da Silva.

No governo de José Ronaldo de Carvalho foi criada a escola, que leva seu nome, regime de Tempo Integral, situada no Bairro da Rua Nova.

  

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

FEIRA EM 1958


ADILSON SIMAS - Santanopolitano, escritor, jornalista, historiador e editor do Blog “Por Simas”.

Nesta segunda-feira, 13 de janeiro, vamos viajar no tempo e reviver a Feira de Santana no distante janeiro de 1958, portanto há mais de seis décadas. (Adilson Simas)
Feira já era esta cidade encontro das rodovias. Pelas ruas planas, os carreteiros às vezes atravessando os poucos subúrbios, passavam transportando mercadorias do sul para o norte do país e vice versa.
Tanto que existiam vários postos fiscais. Entre eles o do Minadouro – estrada de Serrinha; da Pampalona – estrada de Anguera; da Rodagem – estrada Feira-Salvador e o da Boa Viagem – estrada da Estação da Leste.

João Marinho (foto) era o prefeito. Não existiam secretarias, fundações e autarquias como hoje. Oscar Erudilho (secretário), Margarida Ramos (tesoureira) e João Almeida (fiscal geral) eram os seus principais assessores.
A câmara  funcionava na própria prefeitura. No primeiro período o presidente era o médico udenista Augusto Matias. No segundo e último período da legislatura o presidente era o advogado trabalhista Jorge Watt da Silva.
Artur Vieira, Antônio Araújo, Antonio Nery, Colbert Martins, Dourival Oliveira, João Durval, Joselito Amorim, Mário Porto, Osvaldo Pirajá, Walter Nink e Wilson Falcão completavam a câmara que tinha 13 vereadores. Vale lembrar que naquele ano Wilson Falcão foi eleito deputado estadual.
Pouco mais de doze mil votos foram apurados na eleição daqueles vereadores. Existia apenas uma zona eleitoral, a 19ª, presidida pelo juiz José Manuel de Castro Viana, que era também titular da Vara Civil. O outro juiz, da Vara Crime, era Jorge de Faria Góes.
Quem viveu a Feira de 62 anos atrás, tem saudade das ações culturais existentes impulsionadas pela Associação Cultural Filinto Bastos. Eram seus dirigentes Benedito Farias, Olney São Paulo, Humberto Mascarenhas, Agnaldo Marques, Luiz Navarro, Carlos Pires, Edgar Erudilho e tantos outros.

Os poetas  faziam da Confeitaria Aurora, na Rua Direita, do também poeta Apóstolo Filho, o ponto de encontro aos domingos.  Antonio Lopes, por exemplo,  não cansava de contar em versos a vida da preta Maria Tereza..
ASSIM como nos anos 30 com o Grupo Taborda e outros, a vida teatral continuava firme nos anos 50. Francisco Barreto dirigia o Grupo Scafs que estimulou o surgimento de outros movimentos teatrais, dos quais  emergiriam mais tarde atores e atrizes como  Luciano Ribeiro, José Carlos Teixeira, Gildarte Ramos, Antonio Miranda, Deolindo Chechucci, Alvaceli Penha, Antonia Veloso, Neide Sampaio e tantos.
Duas rádios – Cultura e Sociedade dividam a audiência, jogando no ar as vozes de Raimundo Oliveira, Chico Baiano, Geraldo Borges, Edival Souza, Lucílio Bastos, Itaracy Pedra Branca, Dourival Oliveira, Chico Caipira, Nestor Peixoto. A estes logo se juntaria o garoto Itajaí que começava fazer sucesso.
Duas emissoras, dois auditórios, palcos para nomes famosos da MPB, mas também para grandes cantores locais como Ivanito Rocha, Maria Luiza, Raimundo Lopes, Antonieta Correia, Antonio Batista, Ednalva Santana, Antonio Moreira, Dilma Ferreira e estrelas mirins que surgiriam mais tarde como Marcelo Mello, causando soluços nos programas de Alcina Dantas.
Antes do “Brasil do Amanhã”, da professora Alcina Dantas, a missa dominical era uma das opções da gurizada. Na Matriz, Senhor dos Passos, Asilo, Igreja dos Remédios, Santo Antonio, Alto Cruzeiro. Tempo de Aderbal Miranda, Mário Pessoa, Frei Salomão e outros Sacerdotes.
Sem as salas do Iguatemi, novidade dos anos 90, Feira em 58 já tinha opções para os amantes da sétima arte. Além de Íris e Santanópolis, com tabuletas nas ruas anunciando os filmes, a cidade se preparava para receber em fevereiro mais um cinema, o Madrid, na Rua Castro Alves, com 375 lugares.
A vida social, passada a fase de ouro das filarmônicas “25 de Março” e Vitória, ganhava intensidade nos salões do Feira Tênis Clube e da Euterpe. O “aristocrático” presidido por Milton Falcão de Carvalho, seu Bubu  e o “clube do povo”  por João Augusto Pires, seu João da Loja Pires.
No 10 de janeiro as atenções já estavam voltadas para mais uma Festa da Padroeira. No dia 5 aconteceu o Pregão e para o dia 12 estava marcado o Bando Anunciador, vindo dos Olhos D’Água e saindo da porta da igreja para percorrer todas as ruas do centro.
Como o novenário começaria no dia 19, muitas modistas estavam cheias de encomendas de senhoras e senhorinhas. Os homens, por sua vez, completavam o terno de linho comprando gravatas, borboletas, chapéu palhinha e sapatos duas cores.
Á frente da comissão responsável pela Festa da Padroeira, escolhido desde que foi encerrada a festa do ano anterior, estava o comerciante Valdemar da Purificação. Vale frisar que naquele tempo, além da parte profana, a comissão também se encarregava da parte religiosa.
Também participavam da comissão, Alfredo Sarkis, João Suzart, Joel Magno, José Sena Lima, Carlos Fadigas, Maurílio Silva, Clarindo Borges, Israel Trindade, Alberto Oliveira, Osvaldo Cordeiro e tantos outros devotos. 
Naquele  tempo, há 62 anos, quem não queria curtir as opções que eram oferecidas se deslocava para Salvador ou cidades do recôncavo. Pegava a estrada velha utilizando os ônibus da Empresa Santana, ou a linha de ferro usando  trem - motriz ou misto, que partiam da Estação da Leste.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

HISTÓRIA DA MICARETA DE FEIRA DE SANTANA


ADILSON SIMAS - Jornalista, editor do Blog Por Simas, Santanopolitano


A primeira festa momesca em Feira com o nome Micareta foi aberta no sábado, 27 de março de 1937, com o mesmo ritual dos tempos atuais: coroação das majestades e entrega das “chaves” da cidade ao Rei Momo. Era prefeito, Heráclito Dias de Carvalho.
Nos clubes, principalmente ‘25 de Março’ e ‘Victória’, na famosa ‘Rua Direita’, hoje Conselheiro Franco, foram realizados bailes a fantasia reunindo a sociedade local, da região e até gente da ‘Bahia’ (alusão aos moradores da capital).

Nas ruas, em especial também na ‘Rua Direita’, que foi o primeiro ‘quartel general’ da folia, blocos, cordões, mascarados e batucadas (‘As Melindrosas’, ‘Flor do Carnaval’, ‘Amantes do Sol’, etc) se encarregaram de encher de brilho o que hoje se denomina ‘sitio da festa’.

Ao longo do tempo, a micareta deixou de acontecer em razão da Segunda Guerra Mundial, e em 1964 por conta do ‘Golpe Março’. Mas em 1945 só não houve folia de rua, pois a ‘25 de Março’ publicou edital anunciando a realização de quatro grandes bailes.

Concebida por personalidades notáveis da cidade, como Antonio Garcia, João Bojô, Mestre Narcisio, Maneca Ferreira, Manuel de Emilia, Álvaro Moura, Arlindo Ferreira e seguidores como Oscar Marques, Gilberto Costa, Carlos Marques, Ildes Meireles, Joselito Julião Dias, Osvaldo Franco e tantos outros escolhidos para presidi-la, a maior micareta do Brasil, cresceu e avançou.

No começo dos anos 70, na gestão do prefeito Newton Falcão, a prefeitura criou uma diretoria especial e assumiu totalmente a festa em 1971, “aposentando” as tradicionais comissões organizadoras, que com o famoso “livro de ouro” visitavam pessoas e empresas buscando os recursos que bancavam a folia.

Ainda naquela década o prefeito José Falcão criou a Secretaria de Turismo para cuidar de toda a programação. Na sequência, em 1975, instituiu concurso para a escolha do Rei Momo, não mais trazendo ‘Ferreirinha’, o Rei Momo do carnaval de Salvador. Já o prefeito Colbert Martins criou os primeiros camarotes e arquibancadas.

A micareta soube acompanhar os avanços da cidade. Os bailes à fantasia trocaram os salões da ’25 de Março’ e ‘Victória’, pelos amplos e modernos da Euterpe Feirense, Feira Tênis Clube, Clube de Campo Cajueiro e outros menores como Clube dos Comerciários, Ali Babá, Clube dos Sargentos e Clube dos Trabalhadores. Ressalte-se que Tênis e Cajueiro, criaram os bailes pré-micaretescos, ‘Uma Noite no Hawaí’ e ‘Caju de Ouro’, respectivamente.

Os desfiles e a animação popular, no começo na ‘Rua Direita’ (desde a Conselheiro Franco até a Tertuliano Carneiro), chegaram às praças da Bandeira e João Pedreira, se expandiram pela avenida Senhor dos Passos e quando davam sinais que ocupariam toda a extensão da longa avenida Getúlio Vargas, foram transferidos em 2000, na última micareta do milênio, para a avenida Presidente Dutra, na administração do prefeito Clailton Mascarenhas, que promoveu as primeiras melhorias.

Eunice Boaventura foi a primeira rainha da Micareta de Feira

O espetáculo do préstito momesco com ricos carros alegóricos (os últimos nasceram da imaginação do artista Charles Albert), conduzindo rainha e princesas arrancando aplausos – entre elas e em tempos diferentes, Eunice Boaventura, Doralise Bastos, Helenita Tavares, Sonia Cerqueira, Alda Lima Coelho, Maria Angélica Caribé, Ana Maria Nascimento e Sônia Menezes – cederam lugar aos carros sonoros conduzindo moças e rapazes com coloridas mortalhas do ‘Bloco do Caju’, ‘Fetecê’, ‘Mendonça’ e outros.

Os blocos e batucadas, das primeiras folias, foram ganhando sucedâneos, de diversas origens, como o  ‘Pinta Lá’, dos servidores públicos municipais; os trio-elétricos, como o pioneiro ‘Patury’ de Péricles Soledade, nos anos 50, deram lugar a máquinas potentes como a da banda ‘Chiclete com Banana’; as marchinhas de compositores da cidade (Carlos Marques, Juca Oliveira, Estevam Moura, Gastão Guimarães, Eliziário Santana, Adalardo Barreto, Arlindo Pitombo, Aloísio Resende, Dival Pitombo, Alpiniano Reis, Honorato Bonfim e outros), saíram de cena dando espaço a letras interpretadas por ‘furacões’ como Ivete Sangalo.

As escolas de samba e os cordões de antigas micaretas abriram alas para ‘Malandros do Morro’, ‘Unidos de Padre Ovídio’, ‘Império Feirense’, ‘Os Formidáveis’ e ‘Marquês do Sapucaí’, que à exemplo das antecessoras entregavam a autoria dos seus enredos à nova geração de compositores da terra, entre eles Carlos Piter, Vadu, Roberto Pitombo, Edson Bonfim, geralmente pregando o grito de liberdade, ou exaltando o mundo do candomblé.

Eventos que anunciavam mais uma festa de momo, como ‘Grito de Micareta nos Bairros’ com os cantores locais interpretando antigas e novas marchas e ranchos e o ‘Baile dos Artistas’, este surgido no final dos anos 60, reunindo os meios artístico-culturais e convidados ilustres, as vezes com transmissões ao vivo, foram substituídos por ‘levadas’ e ‘feijoadas’, da mesma forma reunindo foliões e artistas, dias antes da abertura da festa.

Por fim, no lugar dos antigos serviços fixos de som, narrando a folia registrada nas ruas – “SPR Constelação, a voz do sertão, falando diretamente da marquise da Loja Pires para onde abrange toda a sua rede sonora” -, as numerosas equipes das emissoras de rádio e televisão transmitindo em tempo real, para a Bahia, o Brasil e o Mundo, os lances de uma micareta que preserva do passado a grande animação dos foliões.

* Adilson Simas é jornalista.

segunda-feira, 30 de março de 2020

O HISTÓRICO DO BAIRRO CIDADE NOVA

Cidade Nova

O fenômeno da migração interna, os processos de urbanização tiveram forte impacto sobre Feira de Santana nas décadas de 60 a 80; estima-se que mais de 43 milhões de pessoas tenham deixado o campo e a vida rural, para viver nas cidades em busca de libertação e de melhoria da qualidade de vida. Em decorrência apareceram as invasões na periferia urbana, favelização da cidade, a formação de grupos marginalizados, a mendicância, a prostituição, o aumento da violência, entre outros males sociais.
Feira de Santana, impactada pelo desafio das questões sociais, humanas e de justiça social, cria-se o SIM (Serviço de Integração de Migrantes) transformado em INED (Instituto de Educação e Desenvolvimento) o MOC (Movimento de Organização Comunitária) sob a iniciativa do Pe. Albertino Carneiro, Igrejas Evangélicas constituiram uma organização social denominada de SEFAM (Sociedade Evangélica Feirense de Assistência ao Mendigo) aAFAS (Associação Feirense de Assistência Social) -um projeto que mobilizou evangélicos e católicos, comerciantes e empresários, apoiado pela Prefeitura, usou a campanha “Nesta cidade não se dá esmola” na gestão do Prefeito João Durval Carneiro.
A proximidade da Capital do Estado do Centro Industrial de Aratu, Centro Industrial do Subaé (CIS) em Feira de Santana foram fatores que agiram na atração de fortes correntes migratórias.
Observando o cenário da Cidade de Feira de Santana é notável a importância da origem do primeiro conjunto habitacional, situado fora do Anel de Contorno, uma necessidade da expansão da cidade.
Senhora Amélia, Hoje
Seu início ocorreu no ano de 1967, onde o governo do Estado da Bahia através da Secretaria para os Assuntos Municipais, sentindo a necessidade de minimizar o déficit habitacional do Estado. Uma das prioridades estabelecidas naquele governo (Luiz Viana Filho), em 07/ 04/67 a 15/03/71, proporcionou aos servidores públicos a possibilidade de adquirirem sua casa própria, através de financiamentos, na época compatíveis com seus vencimentos.
A família sorteada em 1969.
Como primeira iniciativa em 1969, foram criadas algumas casas, em uma das quais teve como primeira moradora a Srª. Amélia Medeiros de Oliveira, moradora da Rua B, número 20. Conta que sua casa foi doação do Prefeito Joselito Falcão de Amorim, que sorteou entre as mães que tivessem maior número de filhos. A Dona Amélia se apresentou com 11 filhos, vivia de doação e foi sorteada como a “Mãe do Ano”.
Mais tarde na segunda etapa foram construídas 1060 unidades com o nome de Feira II, situada na Rua Gerson até à Avenida Contorno, inaugurada emjaneiro de 1971, na área que pertencia à antiga “Fazenda Campo Limpo”, cuja proprietária era a Família Cerqueira Gonçalves.
Nasce então o Bairro Cidade Nova, cujas principais mas tiveram denominação de Rua 1 e Rua 2. Atualmente, respectivamente, a primeira denomina-se ACM divisa com o Parque Ipê e a segunda de Prof. Joselito Amorim, enquanto as demais receberam as letras do nosso alfabeto.
Na segunda etapa as mas receberam os nomes de: Tostão, Gerson, Rivelino, Piazza, Clodoaldo, Jairzinho, Carlos Alberto, Pelé e outros em homenagem aos atletas da Copa do Mundo de 1970. As demais mas, denominadas caminhos temo nome de cidades do Estado da Bahia.
Em 1977, no governo de Dr. Roberto Santos, foram pavimentadas as ruas principais do bairro com drenagem precária, que até hoje tem problemas dos mais diversos, incluindo enchentes, alagamentos, que causam danos aos moradores. As duas praças foram pavimentadas pelo Prefeito Colbert Martins da Silva e o Prefeito José Ronaldo de Carvalho.
 - O CSU (Centro Social Urbano) foi construído na gestão do governador Roberto Santos, inaugurado em 10/12/77, com a presença da presidente da fundação para o desenvolvimento das comunidades do Estado da Bahia, Professora Maria Ivonete da Silva, do coordenador do Programa de Centros Sociais Urbanos, Dr. Marcos Vilaça e outras autoridades.
 - Na educação dois colégios públicos: Monsenhor Mário Pessoa, Luiz Viana Filho e o Pe. Giovani Ciresola e particulares foram Escola Sonho de Talita, Noemi Campeio e Kimimo.
- No clero: Capela N. Sf\ Aparecida e Igreja N. Srª das Graças e Evangélicas: Assembleia de Deus, Igreja Batista Memorial e Templo Adventista do Sétimo Dia.
 - Na política: Messias Gonzaga vereador e fundador da Associação dos Moradores AMORCIN, Centro Espirita Fabiano de Cristo fundado por Carlito Moreira. - Política Cidadã: o Capitão PM Cavalcante, comandante da 3o CIA. de Polícia Cidadã, com sede no CSU, coordenou os trabalhos da fundação CONSCIN (Conselho Comunitário de Segurança da Cidade Nova) sendo o Io presidente o Sr. João de Sá Teles.
Hoje a Cidade Nova possui: Bancos, Casas Lotéricas, Centros de Abastecimentos, Supermercados, Estação de Transbordo Norte e a Passarela Conceição Lobo, para facilitar a comunicação com outros bairros vizinhos.


IRACY DA PAZ NUNES DE JESUS - Professora, pesquisadora, interlocutora, entrevistadora.

sábado, 11 de janeiro de 2020

REGISTROS HISTÓRICOS DE 11/01


“MEMÓRIAS DE ARNOLD FERREIRA DA SILVA"
Organizado pelos santanopolitanos, Carlos Alberto Almeida Mello e Carlos Alberto Oliveira Brito e editado "Fundação Senhor dos Passos". Núcleo de Preservação da Memória Feirense - Rollie E Poppino.



Dia de hoje no tempo.

1914 - Diplomado pela Faculdade de Medici­na da Bahia chega a esta cidade o Dr. Francisco Martins da Silva.
Colbert Martins
Santanopolitano
Filho de Francisco
Martins da Silva 

Colbert Martins Filho
Neto de Francisco Martins

1918 - É aposentado o Dr. Manoel Marcolino da Silva Pimentel no cargo de médico do mu­nicípio.


Filme do Santanopolis dos anos 60