Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

ANTONIO FAUSTINO, GÊNIO DOS FÁRMACOS

Evandro J.S. Oliveira

Pedro Brito Sobrinho, pai do nosso maior urbanista, J.J. Lopes de Brito e da Profª Maria de Lourdes Brito Portugal, estes Santanopolitanos, contraiu a doença do TIFO, antigamente doença epidêmica com grande índice de fatalidade[i]. O médico era o famoso Fernando São Paulo, frequentemente visitava o enfermo na tentativa de debelar a doença, prescrevia mais remédios, sem sucesso. Pedro Brito a cada dia piorava, com febre extrema, características da enfermidade.
Profª Maria de
Brito Portugal
J.J. Lopes de Brito
década de 40
Uma noite, Dr. Fernando São Paulo, verificando o estado da doença de Pedro Brito, constatou o inevitável, estava em estado final, aí “Jogou a Toalha”. Anunciou aos presentes que não teria mais nada a fazer, voltaria no outro dia para entregar o atestado de óbito. Os presentes consternados e chorosos foram providenciar as exéquias para o enterro a ser realizados no dia seguinte.
Antônio Faustino, cunhado e amigo de Pedro Brito, era entendido em farmacologia, estudioso sentado à beira da cama do paciente, indignado com a quantidade de remédio que ia se perder, começou a ler a bulas. Sozinho no quarto, resolveu misturar todos os remédios, e de meia em meia hora, dava uma dose ao provável futuro defunto, madrugada a dentro, chegou a consumir dois terços da “bebericagem”.
Pela manhã, Dr. Fernando São Paulo, entrando no quarto com os familiares, deparou-se com Antônio Faustino recostado na cadeira, exausto cochilando, examinando Pedro Brito, constatou uma melhora impressionante, já no parecer dele, fora de perigo,
O problema, era como saber a mistura e as doses específicas para continuar a medicá-lo, como restava mais um terço do remédio, foi continuado o tratamento.
Pedro Brito Sobrinho, viveu muitos anos. 


[i] O tifo foi uma importante causa de epidemias antes da Segunda Guerra Mundial. ... Alguns historiadores acreditam que foi o tifo a doença misteriosa que atingiu Atenas no século de Péricles (430 a.C), um evento associado ao declínio dessa grande cidade-estado.

domingo, 19 de junho de 2011

CASOS DE FEIRA - MELHORIAS NO AEROPORTO DURVAL CARNEIRO

 Artigo do jornalista Hugo Navarro,  publicado em 23/01/2011  no Blog Tribunea Feirense ( http://www.tribunafeirense.net/blog_ler1.php?codblog=749) 
  
O primeiro campo de aviação da cidade, criado nos tempos do governo de Heráclito Carvalho (Seu Lolô), ocupava espaço, no Campo Limpo, onde hoje está o bairro que recebeu o nome de George Américo, líder de invasões de terras e, por isso mesmo, herói popular. O alheio, para muita gente, tem sabor especial. O Município, dono do terreno, reagiu, mas seus esforços tonaram-se inócuos porque o governador, Waldir Pires, benfeitor da humanidade porque fez discursos, declarou a área como de utilidade pública.
  
No antigo campo de aviação floresceu o Aero Clube, que formou inúmeros pilotos sob o comando de oficial da Aeronáutica, contando com aviões doados por Assis Chateaubriand. Um daqueles aviões, pilotado por José Torres Ferreira (Zé Petitinga), caiu em mangueira de chácara, no Ponto Central, provocando comoção pública. A notícia chegou ao dono do imóvel, quando dava aula de Francês, no Colégio Santanópolis, o Dr. Pedro Américo de Brito, que saiu, precipitadamente, em direção ao local do desastre, seguido por quase todos os estudantes do Colégio e populares, em desabalada e esbaforida correria.
  
O acontecimento era sensacional e inédito, mas resultou em frustração porque soldados do II, 18º. R.I., armados, já haviam isolado toda a área, não permitindo a aproximação de curiosos. O avião teve danos de pequena monta, o piloto livrou-se incólume para novas aventuras aéreas, que não foram poucas, e o Dr. Pedro Américo, salvo alguns galhos quebrados e umas poucas mangas sacrificadas, não sofreu prejuízos.
  
Diante da invasão e ocupação desordenada do campo, outro governador, que tinha propriedade rural em Jaíba, resolveu dar, ao Município, novo campo de pouso, com o nome de aeroporto, unindo o útil ao agradável, mas o campo, construído perto de sua fazenda, caiu no abandono. Nem os “Irmãos Metralha” ali permaneceram. Brevemente, entretanto, segundo promessa do governo, será recuperado”.

Filme do Santanopolis dos anos 60