Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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Mostrando postagens com marcador Ana Pires. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

INCÓGNITA

ANA PIRESin memória

Blog “Fragmentos de Ana Pires”. Para ver outras poesias da autora, nos sites recomendáveis ao lado.


Tu no conoces:
mis miedos,
mis abismos,
mis laberintos,
mis calles vecinales,
las cuevas oscuras,
que traigo dentro de mi.
Como también desconoces:
mi coraje,
mis planicies,
mis cascadas,
mis chorros de luz.
Para ti,
soy una incógnita. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

RUMOS

ANA PIRES - in memória

Blog “Fragmentos de Ana Pires”. Para ver outras poesias da autora, nos sites recomendáveis ao lado.


As folhas caem,

na tarde
sem rumo.
Sinto-me só
e sem rumo,
como as folhas
e a tarde.


terça-feira, 17 de agosto de 2021

JOAO AUGUSTO PIRES

Ana Pires
Santanopolitana, poetiza, escritora, professora. 

 


Nasceu João Augusto Pires, no dia 29 de agosto de 1902, filho de Juvêncio Augusto Pires e Maria Teixeira Pires.

Mudou-se para Feira de Santana com a família vindo da cidade de Nazaré das Farinha, no ano de 1914.

Seu avô fora muito rico, porém ao nascer seu pai, era um homem pobre. Ao chegar em nossa cidade seu genitor foi trabalhar numa padaria e sua mãe costurava para ajudar no sustento da casa. Seu único irmão, Trajano Augusto Pies era alfaiate e dez anos mais velho do que ele.

Depois do falecimento do seu genitor, foi trabalhar num estabelecimento comercial situado na antiga Rua Direita. Hoje, Rua Conselheiro Franco, cujo proprietário do estabelecimento era o Sr. Joel Barbosa.

Fazia serviços de limpeza e entregava mercadorias na casa dos fregueses da loja. Muito trabalhador e esforçado, ganhou a simpatia e a confiança do proprietário da loja e passou a ser balconista.

Anos depois o Sr. Joel Barbosa adoeceu e fez-lhe uma proposta irrecusável: vender o estabelecimento comercial em suaves prestações. O negócio foi firmado e a loja passou a denominar-se LOJA PIRES.

Contava, nesta época, com a ajuda de seu tio João Teixeira de Amorim.

Em 1929, casou-se com Mariá Alves Silva, natural do distrito de Humildes, filha de Sérgio Machado da Silva e Quitéria Alves da Silva. Tiveram uma prole numerosa: 13 filhos, 42 netos e inúmeros bisnetos.

A loja prosperou e dum pequeno estabelecimento comercial, passou a ser a maior e mais sortida de Feira de Santana.

João Pires, como era mais conhecido, foi um inovador. Vejamos: além de próspero comerciante foi pioneiro de muitas coisas que aconteciam na cidade de Feira de Santana daquela época.

As primeiras vitrines moderna e decoradas alusivas ao Natal, mês de maio, festas juninas, foram ideias suas.

Promovia shows em cima da marquise da Loja Pires com o cantor Luis Gonzaga, que atraia uma verdadeira multidão.

Foi o primeiro estabelecimento comercial a adotar farda para os funcionários. Respeitava e cumpria com seus deveres trabalhistas (coisa rara na época), era patrão e amigo. Quanto aos fregueses, seu lema era: "O freguês sempre está com a razão".

Além de negociante, foi Presidente da Euterpe Feirense durante alguns anos e promovia grandes eventos, no referido clube.

A Filarmónica Euterpe Feirense ocupava um prédio (antiga Prefeitura e biblioteca, na esquina com a Av. Sr. dos Passos e a Praça João Pedreira). Na sua gestão como Presidente do clube, construiu o prédio na rua Conselheiro Franco, atual sede do referido clube.

Naquela época era o prédio mais alto da cidade. Promovia grandes festas, com cantores famosos como: Angela Maria, Ivon Curi, Nora Ney, Manezinho Araújo, Jorge Goulart, Jorge Veira, Nelson Gonçalves, Orlando Silva e tantos outros.

Foi, também, presidente da Micareta e trouxe para a nossa cidade carros alegóricos de Salvador, para dar maior brilho à festa.

Todas as personalidades importantes que chegavam em Feira de Santana, através da Estação Ferroviária, eram recebidas pelas bandas de músicas locais, inclusive pela Filarmónica Euterpe Feirense.

Fora as retretas que eram realizadas no coreto da Praça da Matriz, na festa da Padroeira, Senhora Santana. Levou a Filarmónica Euterpe Feirense para participar de Festivais de Filarmónicas, em Salvador.

Durante muitos anos foi membro do Rotary Clube. Assim como Presidente do Clube Diretor Lojista (CDL), de nossa cidade.

Membro da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.

Quanto a sua escolaridade, por falta de oportunidade, estudou até o 4Q ano primário.

Durante a mocidade lia muito. Na maturidade, lia apenas jornais. O fato de ter estudado durante pouco tempo, não impediu que incutisse o amor aos livros e estudos para seus descendentes. Dizia: "Num futuro próximo quem não estudar, terá grandes dificuldades na vida".

Jovem, trabalhou no Teatro Amador de nossa cidade, foi ciclista. Certa vez foi com um grupo de amigos de bicicleta até a cidade de Candeias. Vale ressaltar que as estradas eram péssimas naquela época.

Quando não se falava em ecologia, ele ensinava o amor e o respeito à natureza, aos descendente.

Apaixonado por futebol,foi à Copa do Mundo, realizada na Inglaterra, em 1966.

Conheceu vários estados brasileiros e visitou também a Argentina.

Foi um homem honesto, trabalhador, batalhador e nutria um amor intenso por nossa cidade.

Faleceu no dia 7 de março de 1969, deixando uma lacuna na sociedade feirense e infinita saudade no coração dos que o amavam.

Replicando: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana Ano I nº 1 2004 


quarta-feira, 29 de julho de 2020

LAGRIMAS DE CRISTAL

Ana Pires – in memória
Santanopolitana, poetiza, blog “Fragmentos de Ana Pires”. Para ver outras poesias da autora, nos sites recomendáveis ao lado.


Lagrimas de cristal,
retidas nos olhos,
petrificadas
que não deslizam
pela face
para aliviar
a solidão.

terça-feira, 9 de junho de 2020

JALONS

Explosion de feu

explosion de lumière
la croix
la paix et La quiétude
dont nous n´attendons rien.
L´air étale
sec et vermeil.
Absence d´horizons
absence de passions
le marasme.
La vie s´étouffant
castrant les illusions
lassitude.
Après tout
la paix finale
totale.

Ana Pires, auteure de contes, chroniques, poésies, essais et textes pour le théâtre ainsi que d´histoires pour enfants. – Elle réside dans l´Etat de Bahia.

Jalons – Paris-França

sexta-feira, 17 de abril de 2020

OBSCURIDADE

Ana Pires - in memória Santanopolitana, poetiza, blog "Fragmentos de Ana Pires". Para ver outras poesias da autora, nos sites recomendáveis ao lado.
Meu corpo
ido e vivido,
meus olhos claros
que se apagaram
tornaram-se
opacos e sem vida
de tanto olhar
o mundo
através da ótica
da compreensão.




terça-feira, 21 de janeiro de 2020

MEMÓRIAS POÉTICAS


Reminicências

As cartas
na caixa
o amor
o tempo.
Esmaecidos
pelo tempo
as cartas
a caixa
e o amor.

Obscuridade

Meu corpo
ido e vivido,
meus olhos claros
que se apagaram
tornaram-se
opacos e sem vida
de tanto olhar
o mundo
através da ótica
da compreensão.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

LEMBRANÇAS


As lembranças

vem à tona
vejo e sinto
cheiro de pão torrado
luar coado
através do arvoredo
do jardim
desenhando arabescos
no chão.
As cigarras cantando
ao anoitecer.
A explosão
do pôr do sol
tingindo o horizonte
de vermelho
o cri-cri dos grilos
o coaxar dos sapos
no quintal.A neblina
cobrindo o capinzal
e deixando gotas
de orvalho
como se fossem
diamantes.
O tiziu pulando
e cantando
na estaca do
curral.
Nuvens de pássaros
cortando o azul do céu.
As vacas ruminando
no pasto.
Cheiro de terra
molhada
ao alvorecer.
Fruta madura
colhida na árvore
pitanga azeda-amarga
leite espumando
no copo
bebido ao pé da vaca
galinhas ciscando
no terreiro.
Fogueira da São João
crepitando na noite
fria.
Fogão de lenha
bolo assando no forno
café quentinho
com leite e aipim
lençóis lavados
cheirando a patchuly
as empregadas antigas
leais e dedicadas.
Tudo se perde
nas brumas do tempo.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

PODER

 Posso:

Aprisionar
um raio de sol,
tocar as estrelas,
beber as gotas
de orvalho
das folhas
ao amanhecer,
mudar o curso
dos rios,
viver o ontem,
o hoje e o amanhã
num só momento.
Sou Deus?
Não.
Sou poeta.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

FIM DO CAMINHO

Quando eu morrer
meus sonhos
irão comigo.
Ficarão:
meus livros,
versos,
lembranças,
projetos inacabados,
as viagens
que não fiz,
os quadros
que não pintei,
as palavras
que não foram ditas´
e ficaram entaladas
na garganta.
Mas, meus sonhos?
Estes irão comigo!

terça-feira, 4 de abril de 2017

SILENCIO

Um silencio profundo
tomou conta de mim.
E o silêncio
se fez dor,
e a dor
se fez espera,
e a espera
se fez desalento.


segunda-feira, 13 de março de 2017

LABIRINTO


Perdida e exausta
nos labirintos
da vida
enfrentei
minotauros
invisiveis.
A saída,
onde fica
a saída?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

SOLIDÃO II

No quarto,
a voz rouca
contida
e sensual
de Janis Joplin.
Voz áspera
de vidro e metal
escorre pelas paredes
deixando atrás de si
mel e fel.
E na noite fria
eu procuro
a saída.



Filme do Santanopolis dos anos 60