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FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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domingo, 19 de dezembro de 2021

HISTÓRIA DO INSTITUTO BAHIANO DO FUMO DE SÃO GONÇALO

Cironaldo Santos (Ciró)
Santanopolitano
    Esta semana recebemos um documento da parte de um grande amigo, ex-secretário municipal e ex-prefeito da cidade de São Gonçalo, um velho conhecido da infância, com o qual mantemos uma amizade de um verdadeiro irmão, um estudioso das coisas da cidade que, pela qualidade do conteúdo e a profundidade com que é tratada a matéria, resolvemos reproduzi-lo na integra, quando ele fala da importância do I.B.F. – INSTITUTO BAHIANO DO FUMO para o desenvolvimento do município de São Gonçalo, o qual retrata uma parte da história recente de nossa querida “CAPELA”.

    Estamos nos referindo ao advogado José Mendes, mais conhecido na sua roda de amigos mais próximos como “ZEQUINHA DE MENININHO”.

OS PASSOS DO IBF – INSTITUTO BAHIANO DO FUMO

EM SÃO GONÇALO DOS CAMPOS

José Mendes

    O município de São Gonçalo dos Campos está localizado, a 108 km de Salvador, às margens da BR-101 e integra o privilegiado clima do grupo de municípios que compõe o lago de “Pedra do Cavalo”, o mais importante manancial de abastecimento de água da região metropolitana de Salvador e outras comunidades do entorno da grande Feira de Santana.

 

    O município foi criado com os territórios limítrofes das freguesias destes com Cachoeira e Nossa Senhora do Regate das Umburanas, hoje Antônio Cardoso, que foram desmembrados de Cachoeira através da Lei Providencial de 28 de julho de 1884 há, portanto, mais de 134 anos de emancipação política, com a denominação de São Gonçalo dos Campos, seu substantivo próprio locativo.

     Desde os tempos remotos, lá para os idos de 1943, sua economia principal era o fumo, sustentáculo maior da cultura fomentadora do abastecimento e fonte de sustentação para as famílias que buscavam a sobrevivência de forma laborativa historicamente.

   Sempre foi um município de grandes tradições culturais e que necessitam serem preservados, constituídas a cidade de praças bem arborizadas, centenários oitizeiros, belos coretos, igreja erigida no estilo arquitetônico, além das áreas verdejantes que denomina como “CIDADE JARDIM”.

 São Gonçalo dos Campos foi escolhido como o primeiro município do Estado, através da Secretaria da Agricultura que instituiu a autarquia denominada I.B.F – INSTITUTO BAHIANO DO FUMO, com a finalidade exclusiva de fomentar a economia estadual mais precisamente através da lavoura fumageira que durou mais de 40 anos, isto, desde 1943 até 1983. 

O I.B.F. foi e continua sendo um exemplo para outras autarquias similares!

 Durante o curso da sua existência a autarquia desenvolveu invejável capacitação técnica agrícola, sem ingerência política na tomada de decisões, tanto assim, que não afetava diretamente no objetivo de incentivar a economia fumageira, principalmente na plantação e distribuição da semente (matéria-prima) dos pés de planta (muda), entrega da terra a título de contrato de comodato e o fumo devidamente consignado, negócios jurídico avançado entre o I.B.F (autarquia) e o agricultor  (arrendador), no mais elevado critério mútuo de justiça. 

    Convém salientar que o contato de “COMODATO” era celebrado entre o I.B.F. e o agricultor, mediante o fornecimento de terra arada e adubada (fertilizante de mamona), com fito exclusivo de estimular o agricultor o micro agricultor a laborar a terra, desenvolver-se, criar a família, na contrapartida o Estado se tornava produtor da matéria-prima (folha do fumo), essencial à industrialização de charutos, cigarros e cigarrilhas. 

    Para a produção deste produto final a folha de fumo, o I.B.F., contou ao longo de mais de 40 anos com pessoas abnegadas que conjuntamente com o grande e inesquecível são-gonçalense, MENININO DO CAMPO, sob o comando do inteligente e competente Diretor, o engenheiro Agrônomo, ANIBAL BENATHÁ LOPES, rasgaram trincheiras de trabalhos dedicados à produção da qualidade da matéria-prima, e ao lado do mencionado timoneiro, outras pessoas se revelaram portadoras como integrantes o passado do I.B.F., que hoje, escreveu a história desta passagem indelével como às senhoras: Joana Cazumbá, Maninha Mendes, Laura de Marcotina, Amância de Domingos Beijú, Cantídia Dias entre outas pessoas que também lavraram a terra e originaram o melhor fumo plantado na Bahia. 

    Constata-se, pois, que a autarquia foi formada administrativamente em regiões autônomas, que, como em São Gonçalo foi constituída de pessoas quais as acima mencionadas demonstraram além da educação, esmero e autoestima ilimitada competência para cuidar e tratar da sementinha de fumo até a colheita das folhas como estivessem cuidando de uma criança recém-nascida. 

    Apesar a economia começar com o fumo, hoje, a avicultura avança, constatando-se enormes armazéns de fumo completamente abandonados, às vezes, tomando quarteirões ou glebas terrestres. Aparentemente, não há relação econômica entre o passado e o momento atual, mas, certamente, não existe melhor retrato de transformação para o município de São Gonçalo, eis que, suas terras são férteis e agregadoras para o fumo e o frango.   

     Os depósitos que armazenavam o fumo estão em ruínas, caracterizam o tempo em que o fumo exercia a supremacia econômica do município, mesmo a pecuária paralelamente se desenvolvendo.

     Nestes 50 anos, a agricultura fumageira caiu substancialmente, observando-se que a transformação não foi benéfica para a economia do município, vez que, não é absorvida a grande movimentação da mão-de-obra, com o plantio da semente, a plantação, a manutenção e cuidados para colher o fumo através da sua folha. 

Armazém de fumo pertencente a familiares do
 saudoso são-gonçalense, Adriano Pedreira, que
 cedeu seu espaço para a construção de
 um centro comercial.
    O município teve grandes armazéns de compra, beneficiamento e venda para o mercado interno até exportação. Atualmente registra-se a existência apenas do estabelecimento “TABARANA” pertencente ao grupo empresarial cubano, que se dedica a compra e beneficiamento para abastecer fábricas de charutos, tais como a “MENENDEZ & AMERINO.

 Assim os empresários da agricultura fumageira, assediaram os pequenos plantadores de fumo de modo que incorporaram o valor das terras de forma altamente significativo.

     Os charutos brasileiros, autenticamente cubanos fabricados em São Gonçalo dos Campos, têm em muitos burgueses norte-americanos a satisfação de fumarem os fabricados nesta terrinha São Gonçalo dos Campos.

     Atualmente com o advento da nova cultura em nosso município, a avicultura mudou a vida de centenas de famílias desde 1997 há precisamente 22 anos, a AVIPAL aqui se instalou e lidera as expectativas emergentes de emprego e sobrevivência oferecendo oportunidade de empregos melhores e mais remunerados, sufocando as aspirações mais altruísticas dos originários da vocação, agrícola, pecuária e fumageira.

     Não há como relegar ao canto do esquecimento, tampouco arquivar um passado histórico, sendo impossível contar a história de São Gonçalo dos Campos, sem remontarmos os 40 (quarenta) anos, do I.B.F., afinal foi nele o embrião da produção fumageira (tabaco) e, durante anos o I.B.F. teve a sua estrutura delineada com a plantação hierárquica através de regiões para o funcionamento do seu desiderato que era o plantio, o cultivo e a colheita do fumo, e assim traçou a sua estrutura organogâmica em regiões municipais, que assim funcionaram: 

1º ) São Gonçalo dos Campos;

2º) Feira de Santana;

3º) Conceição da Feira;

4º) Cruz das Almas; e

5º) Irará. 

    Com a extinção da autarquia pioneira I.B.F., a autarquia CEPLAC, ficou em decadência que a cultura cacauicultora sofreu forte repercussão no âmbito de investimentos congêneres por parte do Estado.

     A extinção prematura do I.B.F. esmagou-se médios e pequenos agricultores ao desestimulo em face da falta de crédito junto aos compradores (armazéns de fumo), principalmente o crédito financeiro (empréstimo), vinculado à safra-fator essencial para a receita anual. 

     Temos a certeza de que este documento que nos foi enviado pelo velho amigo, Zequinha de Menininho, que conta com riqueza de detalhes parte da historia recente do nosso município, particularizando etapas pela qual se desenvolveu a economia local, que ele será guardado por todos aqueles que se sentiram comovidos por este resumo que nos foi presenteado por este são-gonçalense descendente de uma família das mais exemplares da cidade. 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

ESTÁDIO MUNICIPAL FRANCISCO GONÇALVES - SÃO GONÇALO

Cironaldo Santos (Ciró)
Santanopolitano
     O Estádio Municipal Francisco Gonçalves, inaugurado em 1954 pelo prefeito que lhe cedeu o nome, a sessenta e sete anos passados, mesmo não recebendo pelas últimas administrações que passaram pela prefeitura o estimulo e a atenção devida, ainda hoje é referendado como uma obra que colocou a cidade na posição de maior destaque na prática do futebol na Bahia, depois da capital do Estado, Salvador. Isto nas décadas de 50 e 60 do século passado quando São Gonçalo ganhou destaque no Estado e encheu de orgulho os são-gonçalenses ao elevar a sua autoestima bem lá pra cima.     Cedeu à coroa para o Joia da Princesa inaugurado em Feira de Santana em 1966.


    Lembramo-nos muito bem, ainda menino, fascinado pela prática do futebol, do quanto o Estádio Francisco Gonçalves marcou a nossa geração e de inúmeras outras que vieram em seguida, por São Gonçalo possuir o melhor estádio do interior da Bahia, só perdia para a Fonte Nova na capital do Estado, Salvador.

A linha de frente do São Paulo de Feira de Santana, da

 esquerda para a direita: Laet, Lula Le Gouther, Lula,

 Ciró e Juarez (1966), passeavam na defesa do Guarany

 que tinha uma dupla de zaga das melhores do futebol

 amador que já vimos jogar: Alcy e Nelinho.


    Alguns são-gonçalenses que ficaram famosos na cidade na prática do futebol, com os quais tivemos a oportunidade, ainda muito novo, de jogar com alguns deles da antiga, entre eles: Lázaro, Zequinha Sapateiro, Fernando Pimenta, Manoel dos Santos e Ferreirinha, Zé Bolero, Toinho de Presidio, Expedido de Cyro, Geraldinho e Loló Lacerda, os irmãos Alcy e Ari e, também, os primos: Toinho, Miruca e Canarinho, Tonho Teba, Zequinha e Lula de Menininho, Saturnino, Nelinho, Chico Preto, Deraldo Fernandez, Saturnino, os filhos de Hélio da farmácia: Wilson e Washington, entre muitos outros que a nossa memória deixou escapar.  

Estádio charmoso com alambrados de muita boa qualidade, túnel para acesso ao campo, arquibancada coberta, instalações sanitária condizentes, sala de massagem e vestuário, tornou-se ponto de atração turística. Eram inúmeros os desportistas da região que se sentiam atraídos para conhecer ou mesmo jogar futebol em São Gonçalo. Todo domingo chovesse ou fizesse sol era dia de jogo com casa cheia, principalmente depois que o Brasil sagrou-se campeão do mundo de futebol pela primeira vez, em 1958.

    Foram momentos de muitas e muitas alegrias que o velho Estádio proporcionou à população local e regional. Nos domingos era dia de festa, o público da região atraído para assistir aos jogos, lotava a cidade, carros, caminhões e ônibus congestionavam os arredores do Estádio. A presença do público era tanta que muitas das vezes, depois dos jogos, a turma lotava os bares da cidade para um bate papo, uma resenha sobre o jogo, beber uma cereja gelada cujo consumo era tanto, que muitas das vezes chegava a faltar produto na praça.

Na ocasião São Gonçalo tinha se tornado a cidade com maior poder de atração para a prática do futebol no Estado, depois da capital, ao ponto do consagrado e mais destacado comentarista esportivo da Bahia em todos os tempos, José Athayde, por várias vezes, se deslocou da capital para transmitir pelas ondas da famosa Rádio sociedade da Bahia, jogos ao vivo diretamente da “Cidade Jardim”, com o nome de São Gonçalo ecoando por toda a Bahia e estados vizinhos.  São Gonçalo que já era bastante conhecida pelo seu clima propício para a cura de doenças respiratórias, tornou-se também, ainda mais badalada com a inauguração do estádio Francisco Gonçalves.

Na ocasião por conta da disputa do título do campeonato baiano de futebol, São Gonçalo por várias vezes foi sede da concentração de um dos finalistas na semana preparatória que antecedia a grande final, cujo plantel era aconselhado a se manter distante do ambiente nervoso que tomava conta da capital baiana, prejudicial ao desempenho dos atletas.

Graças ao Estádio recém-construído, são Gonçalo passou a ser a cidade preferida dos clubes baianos para o exercício da concentração na semana preparatória do jogo decisivo que iria indicar o novo campeão baiano de futebol, com a imprensa desportiva baiana se deslocando da capital e aqui montavam o seu quartel general, de onde fluíam as notícias. Como ainda não existia a rodovia BR-324 e era precária a manutenção da estrada de barro que ligava São Gonçalo a Salvador, as delegações chegavam à Cidade Jardim via transporte ferroviário, no saudoso “MOTRIZ” (cinco horas de viagem). A hospedagem era na pensão do Sr. Tibério, pai de Caboclo. São Gonçalo vivia na “crista da onda” ao ser destaque e ocupar espaços em todos os noticiários esportivos da Bahia, sob o comando de consagrados radialista como: Ivan Pedro, França Teixeira, José Athayde, entre outros. 

O ”VELHO CHICO” continua repousando no mesmo lugar de sempre, um equipamento do município que já deu as maiores e melhores alegrias à população local e regional e que merece ser revisto a sua utilização pela atual administração municipal. 

O Velho Chico totalmente sucateado, que tantas glórias e orgulho já

proporcionou para os desportistas são-gonçalenses, não podemos

deixar que ele se torne um ‘ELEFANTE BRANCO”.









 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

POLÊMICA

Cironaldo Santos (Ciró)
Santanopolitano
            A população foi pega de surpresa gerando uma tremenda polêmica na cidade, a notícia da doação pelo Governo do Estado de uma boa parte da área utilizada há duas décadas como Unidade Experimental pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), para outra finalidade. O Horto Florestal teve parte do seu terreno (8.000 m2) cedido para o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, mesmo diante de recusa do pedido pela reitoria da UEFS, conforme matéria publicada na edição do dia 04 do mês em curso do jornal Folha do Estado. 

Ainda segundo a matéria da Folha, a revolta é total, um grupo de professores que desenvolvem atividades no Horto Florestal resolveu reagir contrário à medida deixando claro que: “o conjunto entre campo experimental, estufas e laboratórios tem sido a base para que sejam aplicados e gerados conhecimentos importantes e inéditos dentro dos aspectos botânicos, biológicos e biotecnológicos, melhoramento e conservação genética de várias espécies, especialmente as endêmicas da Bahia, nativas e com potencial para o semiárido”. Informou o diário. 

A Folha foi mais adiante ao noticiar a cessão do terreno publicada no diário Oficial do Estado (DOE), sem acordo prévio com a UEFS, o que tem sido motivo de preocupação para os professores que atuam no Horto. “Diante do exposto, é lógico pensar que toda essa cadeia de atividades projetada e proporcionada pelos docentes que atuam na Unidade e outros parceiros da própria UEFS, e de outras instituições de ensino superior, será quebrada” afirmaram. 

A vice-reitora da UEFS, professora Amali Mussi destacou que “não somos favoráveis a uma concessão de espaço do Horto para o Tribunal de Justiça, assim como para nenhum outro órgão. É inacreditável a forma como os fatos estão ocorrendo. O governo do Estado precisa ter conhecimento do desmonte que pode ocorrer no ensino, na pesquisa e na extensão, principalmente num contexto onde a ciência tem sido tão desvalorizada. A cessão precisa ser revista”. Declarou. 

Por sua vez, o reitor, professor Evandro do Nascimento, tem atuado tentando reverter essa situação. “Tenho insistido no diálogo com as Secretarias de Educação e de Administração do Estado da Bahia, para que ocorra uma audiência com o governador, com o objetivo de reverter uma situação que trará prejuízos incalculáveis aos 23 anos de história do Horto Florestal e de sua sólida inserção no ensino, na pesquisa e na extensão universitária”, destacou.

                              REAÇÃO DA CIDADE

 Diante de tanto terreno de propriedade do Estado disponível no município, muitos deles sem utilização ou baldios, a exemplo de uma enorme área da extinta Usina de Algodão, logo ali na Rua Senador Quintino, no coração da cidade, tem sido motivo de reação da parte do setor educacional contra a medida do governo do Estado ao encaminhar o desmembramento de 8.000 m2 logo do Horto Florestal, utilizada como Unidade Experimental de pesquisa pela UEFS. 

Segundo o professor Evandro Oliveira, a omissão dos deputados feirenses sobre o problema causa espécie, principalmente Zé Neto que tem como grande serviço, botar a cara na mídia instantaneamente para defender exemplarmente o governo, nas obras de interesse da nossa cidade, motivo de sempre ter votado nele para assembleia.

Quando era Coordenador do Ciretran, em busca de terreno para a prática de exame de direção, deparei com um sem número áreas CENTRAIS, abandonadas a exemplo dá já citada, “Usina de Algodão”.

O fato do descaso com a educação, recriminado por mim, às omissões dos prefeitos municipais: quando do terreno da UFRB, me leva a enxergar uma nuvem negra parada acima da EDUCAÇÃO, pelos governos municipais, estaduais e federais

 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

SAUDADE DOS IRMÃOS MASCARENHAS

Cironaldo Santos (Ciró)
Santanopolitano

É com imensa tristeza que registramos a passagem do empresário Antônio da Silva Mascarenhas (“Tonheiro”), ocorrido em Salvador, no dia 07 deste mês. Uma notícia que chocou e atingiu em cheio o coração da tradicional família e sociedade feirense, o que nos levou a dedicar um espaço para falar um pouco da trajetória de vida marcada por muitas boas lembranças que ficaram entre nós da parte desse ilustre amigo que se ausentou.

Ele, que juntamente com o seu irmão José Olímpio Mascarenhas (Zé do Ó), com quem “Tonheiro” foi se encontrar cravaram seus nomes, deixaram marcas e bons exemplos de convivência no seio da sociedade feirense e também no desenvolvimento com sucesso da atividade empresarial.

José Olímpio da Silva Mascarenhas (Zé do Ó) Antônio da Silva Mascarenhas
(Tonheiro). Os dois na festa "Encontro dos Santanopolitanos".  

Filhos de Anacleto Mascarenhas, uma marca de tradição no comércio local em sua época, os dois ainda jovens deram prosseguimento na conduta e nos procedimentos herdados do pai. Revolucionaram o mercado varejista da cidade na década de 60 do século passado com a loja “VISÃO MODA MASCULINA”, ao dinamizar a venda pelo crediário com a utilização do “Carnê”. Era muito difícil naquela época você encontrar um jovem na cidade que não fosse ou que não tivesse sido cliente da ‘Visão”.

“Tonheiro”, dinâmico na área comercial, era um verdadeiro especialista no setor de compras e nas promoções que promovia a agitar o comércio local. Dono de um olho clínico e um bom gosto afinado na seleção das confecções, atualizadíssimo com o que ocorria em torno da moda masculina no Brasil e no mundo.

A “Visão” sempre chegava à frente da concorrência quanto aos últimos lançamentos da moda publicados nas principias revistas especializadas do ramo. Muito presente no eixo Rio/São Paulo marcando presença e acompanhando as ocorrências nos bastidores, mantendo Feira de Santana atualizada com o que ocorria no mundo da moda na cidade maravilhosa. Enquanto que seu irmão “Zé do Ó”, como era carinhosamente tratado em sua vastíssima roda de amigos, na retaguarda, cuidava do setor administrativo/financeiro da empresa.

Com o passar do tempo, “Tonheiro” decidiu se mudar para Salvador, onde mantinha seus negócios até os últimos dias de vida. Todos aqueles que conheciam “Tonheiro”, uns mais de perto, outros um pouco mais distantes, sentiram muito a passagem de uma pessoa meiga, amigo fiel, um alegrão, sempre muito de bem com a vida.

“Pois é, a vida continua. Entretanto, tem uns que passam e nada deixam. Tem outros que passam e se tonam mais um que se foi. Enquanto que tem outros, assim como esses dois, que deixaram lembranças de muitas coisas boas que semearam, serviram de exemplo e cativaram todos aqueles que os conheceram”.

Como também o seu irmão “Zé do Ó”, que deixou a marca registrada no convívio social da cidade ao idealizar e promover, na condição de diretor social do Clube de Campo Cajueiro, a realização pelo CCC de um dos bailes mais luxuosos e famosos da Bahia com repercussão a nível nacional, muito elogiado pelas inúmeras atrações da TV brasileira que abrilhantavam com suas presenças o saudoso baile do “CAJÚ DE OURO”. Entre eles o inesquecível “CHACRINHA” que, no seu retorno ao Rio de Janeiro, deu amplo destaque a Feira de Santana, inclusive com participação da diretoria do CCC no programa de auditório mais famoso da Rede Globo e de maior audiência da televisão brasileira em sua época, a “DISCOTECA DO CHACRINHA”.

“Tonheiro” gostava de esportes e era presença constante para assistir aos jogos de futebol de salão que eram praticados no ginásio do Tênis. Era nosso fã e gostava de nos ver atuar, quando estava na cidade não perdia um jogo, o que motivou e ampliou o espaço para nos aproximar ainda mais desse cidadão que passamos a conhecer mais de perto, uma pessoa muito querida e admirada por todos. O seu caráter e a sua imagem serão sempre lembrados por todos aqueles que tiveram, assim como nós, o prazer de conhecer e de conviver com esse verdadeiro “GENTLEMAN”.

Descanse em paz, companheiro!

 

 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

JÁ COM SAUDADE DE MEU AMIGO MESSIAS

Cironaldo Santos

 Não poderia deixar de abrir um espaço em nosso Editorial Semanal, para registrar com muito sentimento, o falecimento de uma pessoa muito especial, influente em sua vastíssima roda de amigos que ele conquistou ao longo dos seus 80 anos de vida, um otimista por natureza, sempre com uma palavra de incentivo na ponta da língua, um “AMIGO DE FÉ IRMÃO CAMARADA”, como bem diz o cantor Roberto Carlos em uma de suas inúmeras canções, pronto para servir sob qualquer das circunstâncias.
Estamos falando de Messias Almeida Portugal, um companheiro desportista que conheci muito novo, que veio a se tornar ao longo da minha vida e a primeira vista, um dos meus grandes amigos. Messias foi um dos, senão o principal ciclista feirense que ganhou projeção nacional, ao vencer várias corridas realizadas ao final da década de 50 inícios dos anos 60 do século passado, concorrendo com ciclistas renomados a nível nacional, nos eventos promovidos na BR-324 pelo saudoso empresário, Paulo Cordeiro.
Mais foi no São Paulo (foto à direita), clube do futebol amador feirense, que chegou a disputar a 2ª divisão do campeonato baiano de futebol profissional, que marcou o seu nome pra valer na história do futebol amador da cidade. No São Paulo Messias foi de tudo um pouco, fundador, diretor, jogador, roupeiro, massagista, cobria qualquer lacuna que houvesse no clube. Foi ele que nos apresentou e abriu caminho para que ingressasse no clube mais fechado da cidade na época. Não era qualquer um pelo simples fato de saber jogar bola que se credenciava para participar do grupo. O clube era formado por uma turma seleta de desportistas, a maioria dono de seus próprios negócios, estudantes, ou com empregos fixos com destaque na praça. O que tornou o São Paulo conhecido como o time da “ELITE” de Feira de Santana, bastante cotado para disputar de jogos amistosos nas cidades circunvizinhas a Feira de Santana.
 Da esquerda para a direita: Leopoldo, Paixão,
Sandoval,  Castro Alves, Fernandinho Andrade
 Antônio Josino, e Galo.
Agachados: Bueirinho, da barbearia, Vermelhinho,
Estrangeiro, Jorge Pinho,  e Messias
Foi com o incentivo e com o que aprendemos com Messias que motivou a nós e Luiz Carlos Gomes (Lula), outro nome destacado nas fileiras do clube, tanto como jogador, como colaborador, que nos sentimos motivados para, com o apoio dos saudosos médicos: Wilson Falcão e Augusto Mathias nos cederam por empréstimo à área de propriedade da Santa Casa, vizinho ao hospital D. Pedro e, também, com a colaboração do diretor do Derba, engenheiro Amaury Simões, que desmatou e patrolou área fazendo surgir o que veio a se tornou o famoso “CAMPO DO SÃO PAULO”.
Na foto, a turma mais antiga que fincou um marco sólido na trajetória do São Paulo durante décadas em Feira de Santana e região, uma verdadeira seleção, um conjunto de jogadores que incentivou uma grande meninada da época pela prática do futebol, que tinha sido projetado ainda mais com a vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1958.
Lá pelas bandas de 1959 do século passado.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

FEIRA LIVRE & FEIRA DE GADO

1ª Feira de gado juntamente com a
"feira livre" - Olhos d'Água


Cironaldo S. Santos
Jornalista editor do
"Jornal Metrooplitano"
"feira livre" em 1923
 Tanto a Feira Livre como a Feira de Gado, foram decisivas para fomentar o surgimento e o desenvolvimento do município de Feira de Santana, as quais, até hoje, não se tem a certeza qual das duas surgiu primeiro. Segundo o que conta os historiadores, ambas teve início na região conhecida como bairro dos Olhos D´Água, localização privilegiada, identificada por tropeiros e viajantes em suas viagens constantes ao porto de Cachoeira, com destino ao sertão baiano, transportando mercadorias e produtos dos mais variados, inclusive bovinos. Aproveitavam para uma ligeira parada, devidas à facilidade do abastecimento de água de boa qualidade, dando início na formação das duas grandes e famosas feiras que alavancaram economicamente o município de Feira de Santana.


Com o passar do tempo, tanto uma feira como a outra, em razão da sua localização estratégica, o fluxo de pessoas foi aumentando, ambas foram tomando corpo, crescendo, abrindo espaço para o surgimento da atividade comercial, com a cidade de Feira de Santana passando a funcionar como um centro de informação para a venda e troca de mercadorias e demais gêneros e utensílios utilizados na época.



TUDO MUITO RÁPIDO

Tudo foi acontecendo em torno da grande Feira Livre e da Feira de Gado muito rapidamente. O comércio agigantava a passos largos, Feira de Santana, já naquela ocasião, funcionava como um termômetro se consolidava muito rapidamente como um importante entreposto comercial que expandia em ritmo acelerado com bases sólidas. Passou a ser um ponto de apoio entre o sertão baiano, Salvador e o porto de Cachoeira.

Passou a exercer a função de uma parada estratégica, para uma pausa, uma estadia e passagem para atender aqueles que se dirigiam com destino às demais localidades do sertão baiano e as regiões norte e nordeste do País, um importante e decisivo vetor para o seu desenvolvimento. Com a implantação pela Leste Brasileiro da rede ferroviária, ligando Feira de Santana a Salvador e a Cachoeira, facilitou o acesso à Feira de Santana de uma população que habitavam uma das regiões mais ricas e promissoras do estado, o recôncavo baiano e a capital do Estado, impulsionou ainda mais as suas atividades comerciais.

Com o surgimento das rodovias que começavam a ser implantadas por todo o País, Feira de Santana foi beneficiada devido á sua localização privilegiada geograficamente, aumentado a sua capacidade para realização e implantação de novos negócios. Surgindo o forte comércio do segmento de autopeças e a consequente implantação de oficinas mecânicas, outro marco significativo no desenvolvimento da cidade, parada obrigatória dos caminhoneiros e motoristas de carros de passeios e ônibus, para reabastecimento e a manutenção dos veículos. 




SEGUNDA – FEIRA O GRANDE DIA

Uma das últimas "feira livre"
A segunda-feira passou a ser o dia da semana mais aguardado por todos que viviam em torno da grande Feira de Santana, que se agigantava a passos avantajados. O dia da grande Feira Livre e da Feira de Gado, o mais esperado, particularmente, pelos comerciantes, dia em que a cidade recebia um grande contingente de pessoas, direto às compras e em busca de informações das mais diversas. Dia em que o comércio em peso se preparava para atender a demanda, atentos à estação ferroviária, localizada onde hoje funciona o Feiraguai, no aguardo da chegada do trem procedente do recôncavo abarrotado do público direto às compras.   

CENTRO DE ABASTECIMENTO

Esse pequeno relato sobre a Feira Livre e a Feira de Gado, que nos faz relembrar, viajando na história, de uma Feira de Santana do passado, tem como objetivo chamar a atenção das autoridades para a necessidade de revitalizar o Centro de Abastecimento, que resgata a nossa extinta Feira Livre que deu origem ao município.

Um equipamento da prefeitura gerador de emprego, trabalho e renda para milhares de famílias baixa renda, que dá sequência a uma das tradições mais marcantes do município, o mais importante entreposto comercial do interior do Estado da Bahia, e um dos maiores das regiões norte e nordeste do País. Juntamente com a Feira de Gado, que já foi noticia em um dos jornais mais importantes do mundo, o americano, New York Times, na década de 60 do século passado. 
                                         
O Centro de Abastecimento foi construído e inaugurado em 1976 do século passado pelo ex-prefeito, José Falcão da Silva, com o objetivo de transferir para lá a Feira Livre que era praticada nas principais vias centrais da cidade. A medida foi contestada por uns e apoiada por outros.

Com o passar do tempo algumas reformas e ampliações foram feitas, porém, observam-se sérios problemas operacionais, ao beneficiar os grandes atacadistas com recursos oriundos do contribuinte, com pagamentos até mesmo da conta de energia elétrica pelo Poder Público, uma medida que tem que ser barrada  o quanto antes, em detrimento dos pequenos comerciantes ali existentes, além das condições precárias que envolve o seu funcionamento.

Deixando evidente que algo pujante, do tamanho e da dimensão que o CA exerce na história da cidade, necessita ser estudado, amplamente debatido com a sociedade, para que seja elaborado um projeto, transformando o local em um amplo centro de vendas ao consumidor, bem estar, de lazer, atrativo ao turismo e de entretenimento. Um local onde as famílias possam se deslocar e sintam o prazer em fazer suas compras sem ser importunadas, dentro das condições mais agradáveis que se possa proporcionar. Por que não?

O FUTURO DO CENTRO DE ABASTECIMENTO

Nós do jornal “O Metropolitano – Em busca da razão”, nossos parceiros e anunciantes já provocaram algumas discussões a respeito desse assunto por várias vezes, mesmo por que, somos saudosistas por natureza, crescemos vendo a Feira Livre crescer, razão pela qual, o descaso para com o CA mexe com a sensibilidade daqueles que possuem o vírus das nossas tradições vivos circulando por nossas veias.

O governo municipal está anunciando a inauguração para o final deste ano, do Centro Comercial Popular, localizado ao lado do CA, inclusive, ocupando parte de suas instalações. Um projeto moderno, devidamente estudado e planejado, com a finalidade de organizar Centro Comercial da cidade, ao relocar os Camelôs ali instalados. E mais, fruto de um “PACTO” firmado entre o governo municipal e os representantes das entidades envolvidas no processo, que resultou na formação de uma Parceria Pública Privada (PPP), para a sua construção.

Já que a experiência para a construção do Centro Comercial Popular está dando certo, o porquê não firmar um novo “PACTO” entre as partes interessadas, visando formar outra PPP para que seja revitalizado o Centro de Abastecimento. Já que os dois vão funcionar conjuntamente. Vai ficar difícil, quase que impossível a adaptação e o funcionamento dos dois empreendimentos nas condições em que se encontra o CA.

                              AUDIÊNCIA PÚBLICA

Felizmente, no dia 07 de junho próximo, às 09:00 horas, acontecerá no Plenário da Câmara Municipal de Feira de Santana uma “AUDIÊNCIA PÚBLICA” atendendo ao Ofício da Comissão de Obras, Urbanismo, Infraestrutura Municipal e Meio Ambiente, assinado pelo seu presidente, Vereador, Roberto Tourinho, devidamente protocolado no Gabinete da Presidência dentro do prazo previsto, para discutir: OS PROBLEMAS, AS CARÊNCIAS E NECESSIDADES DO CENTRO DE ABASTECIMENTO DE FEIRA DE SANTANA.

 Além dos convites direcionados às autoridades diretamente envolvidas no processo, a referida Comissão está convidando, também, a Comunidade Feirense interessada em debater a causa, como também, os comerciantes e trabalhadores do Centro de Abastecimento.

                                      CONCLUSÃO
           
Então prezados companheiros, estamos diante de uma pauta de suma importância para tentar encontrar o melhor destino que possamos dar para aquele importante equipamento público, pelo que ele representar no resgate e na história que deu origem ao município de Feira de Santana.

A sociedade e as classes produtoras estão sendo convocadas para participar de uma “AUDIÊNCIA PÚBLICA” para tratar de um tema que é parte integrante da história da cidade, com o objetivo de apurar as carências e problemas que tumultuam o melhor aproveitamento do CA. Cujas deficiências causam uma péssima imagem e deixam um rastro de conflitos e transtornos prejudiciais ao seu já precário funcionamento. Local onde as donas de casa da numerosíssima família feirense evitam em frequentá-lo.

Diante do exposto, é chegada a hora de deixar a omissão de lado por parte dos representantes da sociedade civil organizada local e encarar os fatos com determinação. Estamos nos referindo àqueles que ocupam funções diretivas à frente das entidades de classes, clubes de serviços, sindicatos, etc., e, especialmente, os respectivos presidentes. Não podemos e não devemos deixar a bola rolar do jeito que ela está rolando. Precisamos juntamente com a autoridade responsável, tomar as medidas cabíveis que aqueles que dependem e necessitam do melhor aproveitamento do CA.

Vamos “BATER O PONTO” quando convocados para tratar, dialogar, debater e definir “POLÍTICAS PÚBLICAS” que envolve a comunidade como um todo.




quinta-feira, 13 de abril de 2017

ANOS DOURADOS DÉCADAS DE 60 E 70 - II

Cironaldo
Souza
Santos
Santanopolitano
Jornalista
Feira Tênis Clube
 e seu parque aquático
O TÊNIS e sua programação social.
Durante décadas o Feira Tênis Clube, inaugurado nos anos 40, mais precisamente em (08.12.47), graças a visão  empreendedora de três
, jovens da época - Ideval José Alves, Newton da Costa Falcão e Antônio Oliveira Mattos (Tide Mattos). Com sua sede social entregue aos associado, no início da “MICAREME” de 12 de abril de 1947. Uma arquitetura atraente dotada de um charme inigualável, salão de festas, galeria, um parque de esporte com diversas quadras para a prática do tênis, futebol de salão, basquete, vôlei, entre outros. Deu um verdadeiro toque glamour no convívio social em Feira de Santana, foi o ponto de encontro da sociedade feirense durante anos, referência na Bahia, particular, junto à sociedade soteropolitana.
Encontro da rapaziada jovem da época
Monteiro, Dema, Hélder, Edson Prado, Marcos Miranda,
Sebastião, Beto Cerqueira, Eme Portugal, Dimas,
Juracy Dórea,  e Aílton Reis
Réveillon 1962 - FTC
João Cearense, Orlandinho,
 Zé Pão, Juliano, Zilton e Ciró
Voltando aos “Anos Dourados”, Na década de 60 os associados do Tênis tiveram a oportunidade de curtir as principais atrações que marcaram aquela época, com algumas delas em pleno sucesso até os diasde hoje , foram elas:Roberto Carlos por duas vezes, Jorge Ben, Altemar Dutra, Maysa Matarazzo, Nelson Gonçalves,  espanhola Cassino de Sevilha, Trio Iraktan, Renato e seus Blues Keps, Valdir Calmon e sua Orquestra, Emilinha Borba, Cauby Peixoto, Clara Nunes quase todos aqueles que compunha a "Jovem Guarda", entre outros. A produção local também fazia bastante sucesso, a exemplo da festa de "Réveveillon". Entre outras festas as promovidas po Eme Portugal Portugal: “As Debutantes”, “Broto do Ano” e “Uma Noite na Bahia”. Por Cid Daltro: “A Noite dos Candelabros”. A “Noite no Havaí” ideia de Adessil Guimarães, além dos sensacionais gritos e os bailes propriamente ditos das badaladas micaretas, promovidos pela diretoria que sucedia no Tênis. Feira de Santana ditava a moda no Estado, o comércio local do gênero faturava alto com as promoções dos clubes (Tênis/Cajueiro).
Eme Portugal com a representação social feminina da
década Consuelo Carvalho, Glorinha Carbé,
Zauri Pitombo e Tiêta Moraes.
O colunista Oydema Ferreira ciceroneou a
a estrela Elki Maravilha, em sua
permanência no FTC
 
Era tão intensa e movimentada a programação festiva no Feira Tênis Clube ao ponto do Clube contar com uma orquestra própria, e todo o final de semana em sua programação a realização da boate, no sábado à noite, matinal dançante, no domingo pela manhã e uma matinê à tarde. O Econoclube (clube dos funcionários de extinto Banco Econômico abria a semana sexta à noite, com sua boate tradicional. Fechando a programação da semana, o Clube Euterpe promovia uma noite festiva, das mais agradáveis, no domingo. Fechando com chave de ouro o final de semana dourado do mundo social feirense.

 Esta matéria foi publicada no "Metropolitano", edição nº 25 como encarte do "Jornal Folha do Estado", edição 31-03-2017. 

sexta-feira, 31 de março de 2017

ANOS DOURADOS DÉCADAS DE 60 E 70 - I

Cironaldo
Souza
Santos
Santanopolitano
Jornalista
A explosão musical do século

Os Beatles encantou o mundo com
seu estilo romântico de cantar
O inconfundível Roberto Carlos
em plena forma continua s nos
encantar com estilo de
suas interpretações
Rolling Stones sacudiu a plateia
mundial com o jeito alucinante de
seus shows
Com a explosão musical na segunda metade da década de 50, com o surgimento nos Estados Unidos do Rock Roll e o fenômeno Elvis Presley se apresentando na televisão americana, em 1956, com seu estilo revolucionário, o mundo todo aderiu e passou a cantar e dançar acompanhando a moda americana, ganhando projeções quase que incontroláveis na década seguinte. Nos anos 60, batizado como "ANOS DOURADOS", baseado na transformação profunda no meio musical e artístico da época, provocada pelo mito Elvis Presley, novas estrelas e conjuntos musicais se destacavam a cada novo momento: Beatles, Rolling Stones, entre outros, a nível internacional.
Elvis Presley, provocou a grande
explosão musical do século, com
voz inconfudível e  a irreverencia
de suas apresentações.
No Brasil, a Bossa Nova, com Tom Jobim, Vinícius de Moraes e o baiano, João Gilberto, estava no auge. Surgia Roberto Carlos e a Jovem Guarda, ganhando fôlego num ritmo a toda velocidade, com o País inteiro passando a cantar com as novas estrelas do mundo musical brasileiro que encantavam a população. Em seguida, veio a Tropicália, o movimento encabeçado por Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Os meninos "Trogloditas" de Feira, com suas apresentações
davam o tom da transformação musical do século.
A Bahia passava a ocupar um espaço de destaque  no cenário musical brasileiro com Gal Costa, Maria Betânia e Novos Baianos. Enquanto isso, Rauzito e Seus Panteras agitavam as noites de Salvador, até estourar na carreira solo como o incomparável Raul Seixas.
Os "Leopardos"  juntamente com os
"Trogloditas", encantaram a sociedade
feirense nos anos 60 devido a qualidade
e o romantismo presentes em seus show.
Acompanhando a moda, em Feira de Santana, surgiram os artistas da terra, com a sociedade local cantando e dançando com os conjuntos: "Trogloditas" (Naron, Marcelo, Ruy, Zé Madorna e Wilson Simonal) e os "Leopardos" (Edson, Caguto, Zé Trindade, Arlindo, Dito e Zé Carlos) com seus ritmos alucinantes. E, ainda, os "Divinais" (Dida, Missinho e Geraldo Paco Paco), estilo romântico, imitando em alto nível o conjunto carioca "Trio Irakitan", sucesso absoluto na época, muito lembrado até os dias atuais. Na década de 60, a sociedade feirense, a exemplo das demais sociedades brasileiras e do mundo num modo geral, conviveram longos "ANOS DOURADOS", período que reinava a confraternização, o amor e a mais pura alegria, uma curtição que até os dias de hoje a turma relembra momentos nostálgicos proporcionado pelo mundo musical da época deixando marcas profundas nos saudosistas de plantão.
"Os Divinais imitavam divinamente
Trio Irakitan
Na mesma década, o Feira Tênis Clube (O Aristocrático), era o centro das atrações, quer seja nos movimentos sociais, como nas atividades esportivas (futebol de salão, basquete, vôlei, tênis de mesa, tênis de campo, natação, entre outros), com o FTC se destacando na prática do esporte amador em nossa cidade, ganhando projeção a nível estadual logo após à inauguração do Ginásio de Esportes Péricles Valadares (1962), referência na época.

Trio Irakitan
Através do Feira Tênis Clube, Feira de Santana conseguiu atrair as atenções do mundo esportivo, artístico e social de todo o Estado, em particular, dos clubes da capital: Associação Atlética, Baiano de Tênis, Clube Português, Itapagipe entre outros, todos no auge da glória. Além de outros estados da federação, ao ponto de concluirmos que Feira de Santana também viveu os anos dourados na prática do esporte amador incluindo, também, a passagem pelo futebol profissional.

Esta matéria foi publicada no "Metropolitano", edição nº 25 como encarte do "Jornal Folha do Estado", edição 31-03-2017. 

Filme do Santanopolis dos anos 60