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domingo, 29 de agosto de 2021

VIDA FEIRENSE – “FOLHA DO NORTE”, 20 DE JANEIRO DE 1945

Arnold Ferreira da Silva - Memorias

 coluna Vida Feirense - Folha do Norte


1840 – Joaquim Pedreira de Cerqueira, o homem mais rico de Feira,  assina a conta do que deu “em causa dote a Antonio Garcia Vitoria por casar-se com Clara Nerina de Cerqueira”. Figuram nesta conta, entre parcelas de maior vulto: uma escrava no valor de quatrocentos mil réis[1], um colar de ouro no valor de cento e vinte mil réis, um par de pulseira de ouro no valor cem mil reis, um par de brincos de diamante no valor de oitenta mil réis, e “meia mesa de louças e um aparelho de chá dobrado” no valor de quarenta mil réis.


1862 – Falece, na visinha freguesia de São Gonçalo dos Campos, o padre  Severo Cuim Atuá, muito conhecido nesta vila e em todo sertão por longa série de desmandos. Anteriormente à independência o nome desse padre era Severo Gomes da Silva.

1967 – Vêm ao mercado 500 bois. Abatem-se para consumo, nesta vila, 27 reses, que são retalhadas a preços entre quatro a seis mil réis a arroba. O preço dos couros verdes é de oitocentos réis a um mil réis.

1883 – Distribui-se a edição n. 126 d”O Vigilante” que reclama contra a deshmanidade de certo senhor na exploração de “misera escrava, porca, suja e maltratada, que anda guiando uma carroça particular ocupada em transporte de terra e adobes” nas ruas da cidade.

1887 – D. Rosa F. da Silva, por seu procurador, vende, nesta cidade, Antonio Alves Terra Dura, pelo preço de seiscentos mil réis, a escrava, preta, de 45 anos, Maria, “a quem qcompanha o ingênuo Chrispim”.

1910 – São expostas a venda, no mercado desta cidade, 510 reses bovinas, cujos preços variam de seis a sete mil reis para a arroba calculada.

1943 – Trovoadas e violentas descargas elétricas sobre a cidade. Em certa casa, a praça da Matriz, cai um raio que produz pequenos estragos materiais. Estavam ausentes os moradores.

Notas do Blog:

1.    Arnold Silva, na sua coluna, edita notas relevantes nesta data de 20 de janeiro nos vários anos (em negrito).

2.    Três notas sobre escravos, com indignação mostramos o “dia dia” desta ignominia.



[1] N.B. O preço de uma escrava era mais que o restante do dote. Também calculando  com os preços dos bois de abate, nota seguinte, cinco anos depois: uma escrava valia quase seis bois. Daí que algumas riquezas da época eram escravos, mais que terras e bovinos, em grandes lavouras de cana.


quarta-feira, 23 de junho de 2021

VIDA FEIRENSE NOS DIAS 12 DE FEVEREIRO - continuação

Arnold Ferreira da Silva - Memorias

 coluna Vida Feirense - Folha do Norte

Edição nº 1492 de 12 de fevereiro de 1938.

2ª PARTE

 1801 – Ainda em 12 de fevereiro, Arnold Silva nesta coluna, noticia a “Gazeta do Povo”:

JOCKEY CLUB[1]

No próximo domingo realiza-se a 22ª corrida n’este prado que promete ser bôa, visto terem chegar bons parelheiros da capital. Os preços dos bilhetes serão: geral e arquibancada 500 réis, encilhamento 1$000.

Com certeza haverá grande concurrencia, uma vez que a corrida anunciada será uma das melhores que se há de realizar naquele prado.

COMMERCIO

Estiveram expostas à venda 951 rezes.

Por conta dos agentes foram remetidos para capital 420 bois, pelo preço de 35$ a 60$, gordos.

Abateram-se para o consumo n’aquele dia 56

Gado para solta, de 18$000 27$000.

BAILES CARNAVALESCOS

Com grande animação realisaram-se n’esta cidade, no theatro Sant’Anna, nas noites de domingo e terça-feira, bailes carnavalescos.

É um dos bons divertimentos que de há muito se achavam emigrados dentre nós, e agora somente à iniciativa do cidadão Manoel Vital devemos sua exibição.

Na noite de terça-feira, por todos os mascaras e espectadores presentes, foi proclamada a seguinte comissão, que tem de incumbir-se o festejo do carnaval de 1802:

Antonio Ramos Guerra, Leoncio Jonathas Benjamin, Agostinho Froes da Motta, Cesar Ribeiro de Cerqueira, Camillo de Millo Lima, Justiniano Carneiro Vital, Estanislau Alves Barreto e Joaquim Ferreira de Moraes.



[1] O pesquisador Fábio Nunes perguntou se eu sabia que em Feira de Santana já teve Hipódromo e ainda esclareceu possuir documentos da existência de ter havido em duas épocas, nos fins do século XVII e princípio do século XVIII, como vemos na nota acima. A pesquisa dele é sobre lazer, principalmente esportes de tempos idos. Reparamos que é a 22ª corrida, o que comprova que pelo menos desde de outubro 1799 já tinham eventos regulares no Hipódromo Feirense. Mais uma prova para pesquisa de Fábio.

terça-feira, 22 de junho de 2021

VIDA FEIRENSE NOS DIAS 12 DE FEVEREIRO


Arnold Ferreira da Silva - Memorias

 coluna Vida Feirense - Folha do Norte

Edição nº 1492 de 12 de fevereiro de 1938.

1ª PARTE


1801 – Divulga-se o resultado das eleições para constituinte estadual nas secções desta cidade. Obtiveram votos, entre outros:

Para deputados – Landulpho Medrado 388, barão de Lacerda Paim 330, Francisco Bulcão 329, Abraham Cohim 327, Victorino pereira 324, Salvador Pinto 320, Manoel Adeodato 313, Castro Rabello 296, Juvencio Xavier 286, R. Brandão 281, comm. Neiva 278, José Ignácio 273, prof. Viriato Lôbo 268, Jayme Vilasboas 262, Cruz Rios 254, Thomas Guerreiro 244, Sátyro Dias 236, Lelis Piedade 209, Reis Magalhães 197, Arlindo Fragoso 197, Heleodoro Ribeiro 191, Luiz Tarquinio 178, Pedro Vergne 153, Rodrigues Teixeira 151, Cosme Moreira 150, Costa Pinto 135, Santos Souza 103, Climério Bião 100, João Martins 88[1], Rocha Leal 81, Pacheco Mendes 71, Wenceslau Guimarães 59, Ervídio Velho 54.

Para senadores – Manoel Vitorino 337, Luiz Vianna 331, Vaz Ferreira 329, barão de Camassary 323,  Carneiro da Rocha 319, C. Pinto 316, Paranhos Montenegro 313, Almeida Couto 306, Franz Wagner 295, Ribeiro Dos Santos 253, Eduardo Ramos 237, Domingos Guimarães 236, cons. Moura 235, Américo Gomes 234, Leal Ferreira 214, Araújo Pinho 194, Zama 150, Barão de Geremoabo 144 Luis Antonio 122, Innocencio Galvão 83.

 - Num conflito, em um botequim situado ao becco do Castanhedo, Alfredo Mascarenhas fere um soldado do destacamento policial, cujo estado é grave, evadindo-se em seguida.


1893Vão a Cachoeira, em passeio de recreio as filarmônicas “25 de Março” e “Victória”.

1897 – A Junta apuradora deste 4º districto verifica o seguinte resultado das últimas eleições para deputados federaes: Paula Guimarães 10626 votos, Pedro Vergnes 10398, Amphilóphio de Carvalho 9865, Antonio Barbosa 274, Reis Magalhães 177, Pedro Lago 72 e outros menos votados.

1889 – Para o Trovando, secção d’”O Propulsor” em que , em verso, comenta os acontecimentos da cidade, escreve Camponez (Assis Tavares) a proposito da divergência que se manifestou entre pessoas do povo na escolha do local onde será reposto o cruzeiro da igreja do Senhor dos Passos, reposição que esperam todos, fará cair sobre a cidade a chuva que ansiosamente espera:

                   De Herodes para Pilatos

                   Andastes, meu Bom Jesus!

                   No mesmo jogo d’empurra

                   Anda aqui a vossa cruz!

 

                   Na praça João Pedreira

                   Querem, uns a cruz plantar!

                   Ao lado da vossa igreja,

                   Mandam-na outro deitar!

 

                   E neste bota não bota,

                   Neste seja aqui, não seja,

                   O sacrossanto madeiro

                   Foi recolhido à igreja!

 

                   Para acabar a discórdia,

                   Resolvei esta questão,

                   Mandando chover até

                   Que vos implorem perdão


A seta vermelha indica o cruzeiro que criou a querela para sua nova localização. Esta igreja foi demolida junto com o casarão, o cemitério e mais duas casas, para abertura da avenida Maria Quitéria, hoje Getúlio Vargas.

 Continua amnhã...


[1] Há sempre uma queixa dos candidatos da terra sobre a dispersão de votos para os candidatos de fora. Nesta eleição vemos João Martins, o único que sei feirense, com uma votação reduzidíssima. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

VIDA FEIRENSE - 8 DE JANEIRO DE 1938

 

Arnold Ferreira da Silva - Editor do semanário Folha do Norte, publicava semanalmente, a história da região de Feira de Santana, notícias nesta data nos diversos anos pesquisados na coluna.

VIDA FEIRENSE

Folha do Norte edição de 8 de janeiro de 1938 

Dia 1º

1881 – A “Sociedade Monte Pio dos Artista Feirense” promulga seus Estatutos elaborados pela seguinte comissão: padre Ovídio Alves de São Boaventura, Tito Ruy Bacellar, Joaquim Priamo Mendes Ribeiro e Innocencio Evaristo Bacellar.

1882 – Festa do Menino Deus na capella do Senhor dos Passos. Prega, ao Evangelhosa, o Padre Vicente Martins, coadjuctor da freguesia. À noite, ao recolher da procissão, fala  o padre Ovídio

1895 – É vaiado, na matriz, quando inicia uma prática, após a missa, o vigário Valverde.

1900 – É eleito presidente do conselho municipal o major José Antonio Guimarães e o cel. José Freire de Lima renova o seu compromisso no cargo de intendente.

1903 – As senta-se a primeira pedra da capellinha do alto do Gonçalo.

1904 – Toma Posse na Intendencia municipal o cel. Tito Ruy Bacellar.

Colloca-se na Santa Casa de Mesericórdia o retrato do falecido provedor, cel. José Freire Lima

1913Inaugura-se a sessão de açougues do mercado municipal em construção.

1916 – Toma posse do cargo de intendente municipal o cel. Agostinho Fróes da Motta.

1918 – Reconduzido no cargo de intendente municipal , para o no biênio, o cel. Agostinho Fróes da Motta renova seu compromisso e inaugura dois prédios escolares.

1922 – Reeleito intendente do município, para o novo biennio da sua 2ª, administração, toma posse do cargo o cel. Bernardino Bahia.

1924 – Juramento e posse de intendente e conselheiros. Figuram entre os novos edis os srs, João Martins da Silva e José Guimarães Suzarte, tendo sido os outros reeleitos.

1925 – Fallece Deoclecio da Silva Daltro, coletor estadual.

1926 – Posse do intendente e conselheiros municipaes. Reeleito os demais edis, as únicas figuras novas da assembleia da comuna são os srs. Valentim Junior e Lúcio Cerqueira.

É a última cerimônia de posse que se processa no antigo Paço Municipal à praça João Pedreira[1].

1928 – Toma posse da intendência o dr. Elpídio Raimundo da Nova, figurando no conselho, além dos edís reeleitos,  os drs. Eduardo Fróes da Motta e Miguel Ribeiro de Oliveira.

1931 – Inauguram-se os telephonios urbanos e o novo serviço de iluminação electrica da cidade por meio de força hydraulica da usina de bananeiras,

- O dr. Elpidio Nova renuncia o cargo de prefeito municipal.

1936 – Realizam-se no arraial de Humildes grandes grandes festas comemorativas do 25º aniversário de sacerdócio do vigário Henrique Borges,

Dia 2

1882 – Na feira deste dia venderam-se 300 cabeças de gado, 20 carneiros  a 1$760 por 20 litros. O fumo em folha de 2$ a 5$ por 15 kilos e as pelles de carneiro e cabra de $600 a $720 cada.

Dia 3

1885 – Chuva de pedras ne freguesia de Gamelleira.

1888 – A câmara municipal compra ao coronel João Pedreira o sobrado onde já funcionavam os serviços do município, à esquina da praça que tem o nome daquele cidadão.

1908 – Assume o lugar de secretario da intendência e diretor da secretaria do conselho municipal o cidadão Antonio de Almeida Ramalho.



[1] As outras posses serão, como até hoje na prefeitura atual de Feira de Santana.


 



terça-feira, 10 de novembro de 2020

VIDAS FEIRENSE - FOLHA DO NORTE 16 DE SETEMBRO DE 1944 - II

 1848 - Lavra-se nos autos do processo-crime instaurado contra o salteador Lucas Evangelista, a certidão do teor seguinte:

Certifico eu tabellião abaixo assinado que dentro de cinco dias de intimação da sentença de pronuncia não foi interposto recurso algum pelo réu por seu curador; o referido é verdade, do que dou fé, Villa da Feira, dezesseis de fevereiro de mil oitocentos e quarenta e oito;

Francisco Gonçalves Pedreira França;

1856 - Segundo notas colhidas na freguesia do Riachão, deste município, faleceram ali, durante o segundo semestre do ano passado, vítimas de cholera morbus, 57 homens e 68 mulheres;

1867 - “O Progresso” da cachoeira, noticia os sangrentos acontecimentos do dia 2 em Humildes;

 - Vem a lume, nesta villa, mais uma edição d’”O Comercial”;

1870 - Apresenta seu relatório ao presidente da província o chefe de polícia, dr. Antero Cicero de Assis, ex-promotor público desta comarca;

1877 - Falecimento do Major Antonio Evaristo Bacelar;

- O presidente da província, respondendo à consulta da câmara; desta cidade, resolveu continuasse exercendo o cargo de vereador  cidadão Luiz Miguel da Rocha Lima, residente no distrito de Umburanas, ultimamente anexado a este município;

1881 - A câmara municipal toma conhecimento do ofício em que o engenheiro-chefe da E. de F. Central da Bahia solicita à municipalidade autorização para assentar, aqui, nas principais ruas, "trilhos urbanos de tracção animal", caso já tenha caducado a concessão dada, em tempo, ao engenheiro Frederico Marei[1].

O requerimento do vereador Tito Rui Bacelar, a mesma Câmara, "estando prestes a estação invernosa em cujo período se tornam intransitáveis as ruas Visconde de São Lourenço, Marquês de Herval e Senhor dos Passos" e "em vista de não poder presentemente mandar calça-las" determina sejam as mesmas ruas devidamente niveladas nomeando para isso uma comissão composta de três vereadores;

1890 - da capital da província, distribuído a numerosos leitores nesta cidade, notícia o falecimento da sua eminencia o cardeal Pecci, irmão de santidade o papa Leão XIII;

1893 - Circula a edição nº 85 d'"O Municipio";

1897 - O Tribunal de Revista do Estado nega o recurso interposto por Pedro Moreira de Freitas nos autos do inventário dos bens deixados por sua falecida sogra, inventario que se processou neste termo.

Falou, antes do julgamento, o advogado dr. Alexandre Garcia Pedreira, natural desta cidade;

1898 - Após uma estada de poucos dias nesta cidade, ftorna a cidade do Salvador o ilutre feirense cel. Afonso Pedreira de Cerqueira, comandante de regimento policial da Bahia;

1902 - Noticia a imprensa local que já prestou fiança e entrou no exercício do cargo de coletor federal desta cidade o major Alfredo Carneiro da Silva;

 - Circulam as edições º 111 d'"O progresso" e nº 269 d'"O Propulsor";

1903 - Decreto estadual concede ao cidadão americano Adolph Hirsch, ou companhia que organizar, licença para proceder a pesquisa de minerais nas margens do rio Jacuípe, afluente do Paraguaçu;

1908 - São distribuidas aos respectivos assinantes a edição nº 4141 d’"O Progresso" e a edição nº 577 d’"O Propulsor";

1909 - Presentes, no Paço Municipal, os membros do conselho srs. João Mendes da Costa,  Rozendo de Oliveira Lopes, Antonio dos Santos Ruben e João Ribeiro de Oliveira, deixa de haver sessão por falta de número. O último, assumindo a presidência, convoca para tomar parte dos trabalhos o suplente José Ribeiro Falcão;

1910 - Falece em Paris o general Dionísio de Cerqueira.

Descendente de família conhecida e ramificada nesta cidade, o general Dionisio traçou, no seu valioso livro sobre a guerra do Paraguai, excelente perfil de um voluntario feirense, rude e simples, mas bravo e leal;

1911 - O conselho municipal escolhe para sua mesa os conselheiros João Ribeiro de Oliveira (presidente), João Mendes da Costa (vice presidente), Manoel Francisco de Almeida Ramalho (1º secretario) e Antonio dos Santos Ruben (2º secretario);

1915 - É reeleito para presidência da corporação o conselheiro municipal Agostinho Fróes da Motta;

1918 -Publica-se a edição nº 412 da "Folha do Norte";

1922 - Escolhe-se a nova diretoria da Associação das Senhoras de Caridade, sendo reeleita presidente a profª Maria do Carmo Miranda Ramalho;

1924 - Falece, na capital do Estado, o cel. Francisco Amado da Silva Bahia. O maior comprador de gado vivo no mercado desta cidade;

1929 - Editam-se o nº 22 da "Folha da Feira" e o nº 1022 da "Folha do Norte";

1935 - Edição nº 1335 da "Folha do Norte";

1937 - Aparecem na imprensa local os retratos da rainha e princesas do próximo carnaval nesta cidade;

1939 - O  estadual, que adquiriu a fazenda "Terra Branca", proxima a esta cidade, esta ali construindo um aviario. Na mesma fazenda, há cerca de 10 anos, uma companhia estrangeira iniciou grande cultura de fumo. Dirigia os respectivos trabalhos o eng. José Grabowsk, que foi então cônsul da Áustria na Bahia;

 

 

 

 



[1] A preocupação com o transporte urbano vem de muito tempo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

VIDAS FEIRENSE - FOLHA DO NORTE 16 DE SETEMBRO DE 1944 - I

 

1848 – Lavra-se nos autos do processo-crime instaurado contra o salteador Lucas Evangelista, a certidão do teor seguinte:

Certifico eu tabellião abaixo assinado que dentro de cinco dias de intimação da sentença de pronuncia não foi interposto recurso algum pelo réu por seu curador; o referido é verdade, do que dou fé, Villa da Feira, dezesseis de fevereiro de mil oitocentos  e quarenta e oito.

- Francisco Gonçalves Pedreira França.

1856 – Segundo notas colhidas na freguesia do Riachão, deste município, faleceram ali, durante o segundo semestre do ano passado, vitimas de cholera morbus, 57 homens e 68 mulheres,

1867 – “O Progresso” da cachoeira, noticia os sangrentos acontecimentos do dia 2 em Humildes,

- vem a lume, nesta villa. Mais uma edição d’”O Comercial”.

1870 – Apresenta seu relatório ao presidente da província o chefe de polícia, dr. Antero Cicero de de Assis, ex-promotor público desta comarca

1901 – Circula nesta cidade o Almanak administrativo indicador, noticioso, comercial e literário do Estado da Bahia para 1901. Está no seu 1º ano e é organizado por Borges dos Reis.

São, segundo esse Almak; presidente da República – dr. Manoel Campos Salles governador do Estado – DR Severino dos Santos vieira, Intendente deste município – cel. José Freire Lima.

Ocupa a viece presidência do Supremo Tribunal Federal o ex-juiz de direto destao comandante  comarca arão de Pereira Franco; são deputados federais por este distrito o srs, Vergne de Abreu Sátiro Dias e Paulo Guimarães; exerce o mandato de senador estadual o ilustre feirense dr. Quintino Ferreira da Silva; o comandante da brigada policial do Estado outro ilustre feirense  o cel. Afonso comarca Pedreira de Cerqueira. Os professores estaduais nesta cidade são Gracindo Ferreira de Souza Machado e D. Amália da Silva Moscôso. Servem na comarca da Feira de Sant’Ana, que compreende os termos da Feira de Sant’Ana e Rachão de Jacuipe; juiz de direito – dr. Francisco de Souza Dias; promotor – dr. Moisés Elpídio de Almeida; preparador de Riachão de Jacuipe - dr. Jaime Cerqueira Lima.

Os juízes de direito feirenses Jacinto Ferreira da Silva e Antonio Joaquim da Costa Junior têm exercício, respectivamente nas comarcas de Itaberaba e Rio Grande. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

VIDAS FEIRENSE - "FOLHA DO NORTE" - ed. 02 de setembro 1944



1823 - Labatut, em audaciosa sortida, lança sua forças contra os entrecheramentos lusitanos, N’A Guerra da Independência da Bahia escreverá Franklin Doria (Biblioteca Internacional de Obras Celebres, vol. XVI):

Por outro lado, o príncipe regente confiou o comando de nossas  operações militares ao brigadeiro Pedro Labatut, laureado nas campanhas de Napoleão I e na guerra da independencia de uma das colônias hispano-americanas. Do Rio de Janeiro partira o general com alguns contingentes, mas coagido por caso fortuito a desembarcar em Alagoas, conciliou os ânimos tanto nessa província como nas de Pernambuco e Sergipe, donde foi por terra à Bahia. Ahi, depois que chegou, no fim do Outubro, organizou o exército brasileiro, no qual deu o título do exército pacificador. Teve assim poderoso incremento a revolução. ]á favoneada pela proclamação da Independencia.


Este exército, cujo principal ponto do apoio era Pirajá, pequena povoação que demora a poucas milhas da capital, na maior parte compunha-se do bahianos o dia a dia engrossava. As circunstancias extraordinárias não consentiam que ele apresentasse um conjunto harmônico de tropas bom fardadas, como as do um exército regularmente constituído.

Entre as primeiras forças que nelle se incorporaram, havia duas companhias criadas na Cachoeira, uma com duas a denominação de Bolona e outra de Mavorte, cujos oficias o praças se fardaram às suas expensas e renunciaram e soldo e a etapa. Notava-se também a companhia de cavalaria de voluntários dos Pedrões, conhecidos pelo nome de Encourados, porque usavam trajos de couro.

Um clérigo, frei José Moria Brayner, a tinha formado e era comandante dela. Alem disto, um troço de sertanejos, procedentes do Rio das Contas, e fardados de pano de algodão, tecido no mesmo lugar, alistaram-se nas nossas fileiras. Nellas figurava ainda um corpo de libertos, que tiveram ao mesmo tempo a fortuna de sair do cativeiro e de arriscar a vida pela pátria. Muitos escravos até se arvoraram em soldados, e, a sombra uma bandeira nacional, reconquistaram a liberdade. Demais pertencia ao nosso exército o batalhão do Infantaria dos voluntários do príncipe D. Pedro, batalhão chamado doa Periquitos por serem de cor verde as golas e os canhões das fardas de suas praças.

Neste batalhão, comandado pelo major José Antonio da Silva, sobressaia como soldado Maria Quitéria do Jesus. Era uma Joven nascida de pais portugueses no recôncavo da Bahia. Dotada de fisionomia simpática e maneiras agradáveis, o seu talento natural de alguma sorte atenuava a falta de instrução. Vivia na companhia do velho pai, numa fazenda que elle possuía no sitio do Rio do Peixe, longe da vila da Cachoeira. Aplicava-se às ocupações domesticas, e nos lazeres distraia-se com o exercício da caça, no qual se afez ao manejo dos armas do fogo. Certo dia um emissário, encarregado de angariar voluntários para o nosso exército, apareceu na casa do fazendeiro, onde foi agasalhado. Como o hospede, na Intimidade da conversação, encarecesse as vantagens da independência nacional, inflamou-se o coração da moça em patriótico entusiasmo.

Resolvida, apesar da sua condição, a ir também combater pela liberdade, ella, sem detença, partiu ocultamente para aquella vila e, disfarçada em trajos de homem, assentou praça num regimento de artilharia, do qual, por lhe ser mui pesado o serviço, passou para o batalhão dos Periquitos.

Durante a guerra, com uniforme graciosamcnte modificado, em atenção ao sexo, pelo apêndice de um saiote do estofo escocês semelhante ao de highlander, a varonil camponesa entrou nas árduas pelejas, fazendo prodígios de bravura. No Rio de Janeiro, onde ela esteve depois da campanha, D. Pedro I, informado, como diz o decreto de 20 de Agosto de 1823, do decidido valor, denodo e Intrepidez com que Maria Quitéria de Jesus se distinguira em occasiões das mais arriscadas de combate, em que sempre se portara heroicamente, concedeu-lhe a patente e o soldo do alferes de linha. Noutro decreto da mesma data se lê que, para assinalar os serviços militares que, com denodo, raro entre as demais de sexo, prestara Maria de Jesus à causa da independência na perfiosa restauração da Bahia, lhe era concecedido o uso da insígnia de cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Resta accrescentar que o primeiro Imperador, com a sua própria mão, lhe pendurou no peito a preciosa insígnia.

1860 - A presidência da província recebeu  comunicação  de que se acha concluída a picada para a construção da nova estrada que vai ligar esta vila a Jacobina.

1861—Segundo quadros demonstrativos organizados pela seção de estatística da repartição da polícia da província, foram recrutados, neste município, em 1880, quatro indivíduos, sendo três para o exército o um para a armada.

No mesmo ano foram capturados, aqui, oito desertores, sendo um da armada o sete do exército.

1869 - Foi nomeado desembargador da Relação desta província o dr. Leovigildo do Amorim Figueiras, ex-juiz municipal deste termo.

1871—A câmara, “conhecendo a necessidade existente de mais uma aguada nesta villa e grande secca que vai infligindo   principalmente aos moradores do Campo do Gado. Nagé e mais logares mixtos áqueles” Vlía 6 Silo Gonçalo.» incumbe o vereador Antonio da Costa Vitória de abrir uma fonte, aproveitado o minadouro e a escavação já feita pelos moradores.

- Portaria da câmara municipal determina ao fiscal não consinta se levante “barraca alguma na praça do Mercado” sem a previa autorização, “em virtude de até esta data só ter requerido e obtido licença para isto um numero de trinta mais ou menos”.

1878 – O dr. Juiz de direito da comarca, Estevão Vaz Ferreira, sustenta o despacho do juiz municipal e criminal suplente, Leonardo José Pereira Borges, de 13 de outubro p. p., pronunciando como incursos no crime de moeda falsa José Francisco Tupinambá, Salustiano Américo de Brito, Aprigio Dias da Rocha, José Pinheiro de Carvalho e João Pinheiro de Queiroz.

1880 – Circula na Côrte o tomo III da “Revista Brasileira”, que está publicando interessante, estudo de Silvio Romero: “A poesia popular no Brasil”.

Acolhendo uma versão, encontrada em Sergipe, do ABC de Lucas, já sem a característica, aliás, desse gênero de versos populares, Silvio pensa que Lucas, o famigerado “Lucas da Feira”, é seu comproviciano e o São Gonçalo a que se refere o ABC

        Vindo de lá da festa

        De São Gonçalo dos Campos...

é “Campos, uma pequena villa da província de Sergipe, pertencente à antiga comarca de Lagarto e hoje à do Rio Real”. E julga elucidar: “o orago da Vila é São Gonçalo.”

Si os versos fazem referencia à Bahia

Vou preso para a Bahia

Levo saudade comigo

“isso é prova – diz Silvio Romero – do como a Bahia, a antiga capital da colônia e a por muito tempo a mais notável e comercial do paiz ficou gravada na imaginação popular como a terra suprema, a nossa Roma ou o nosso Chanaan”.

Aí esta como se escreve a história... E aí está como Sergipe pretende disputar-nos a triste gloria de terra do salteador famoso...

1892 - Aparece na Côrte o “Almanack de Laemmert” para este ano.

No Quadro Geopraphico do Império do Brasil, parte relativa à província da Bahia, dá como suas cidades principais Valência (textual) Caravelas, Joazeiro, Cachoeira, Santo Amaro, Maragogipe e Nazaré. Nehuma referência merece à Feira de Sant’Ana.

1888 - A câmara municipal resolve alterar as bases do contrato feito com o cidadão José Antônio Gulmarães para executar o serviço do asseio do Matadouro Público e da praça do Comercio.

1889 – Os jornais chegados da capital da província trazem o necrológio do barão de Cotegipe.

1891 – Informa a “Povo:

FESTA DE SÃO BENEDITO

Como havíamos noticiados teve lugar na igreja dos Remédios com o maior brilhantismo. a festa deste glorioso santo.

Ocupou a tribuna sagrada o reverendo padre Lacerda, que produziu uma brilhante oração sacra, cheia der riquíssima phrases, que com maestria a erudição sabe burilar o fecundo pregador.

À noite houve leilão e depois fogo de artificio, sendo enorme a concorrência pública. 



segunda-feira, 31 de agosto de 2020

VIDA FEIRENSE, NOS TEMPOS IDOS

 “FOLHA DO NORTE” EDIÇÃO DE 28 DE AGOSTO DE 1943.
 NO DIA 28 DE AGÔSTO DOS ANOS ABAIXO


Estamos lançando esta série, começando com a data acima, pela importância histórica. Com o correr dos dias esperamos sincronizar com a data do Blog.

1700 — Embarca para Lisbôa d. João Franco de Oliveira, 4º arcebispo da Baia, que vai tomar posse da igreja episcopal de osse da igreja episcopal de Miranda, para onde !ol removido.
D. João Franco visitou o sertão, administrando o sacramento da confirmação a mais de 40.000 almas (Fulviano, Ephemerides Nacionaes) e, “conhecendo ocu­larmente, por essa visita, a ex­tensão da freguezia de Santo Antonío da Jacobina, separou della os curatos de N. Sra. do Bomsuccesso, e Santo Antonio do Pambú. e erígio em paro­quias os lugares da Madre de Deos da Corurupeba, S. Gonçalo da Villla do S. Francisco, N. S. do Rosário da villa de Cachoeira, S. Domingos de Saubara, S. José das Itupororocas, N. Sra. de Nazareth de Itapicuru de cima, Santo Luzia do Pagui, S. Gonçalo do rio de Sergipe del-rei, e a de Santo Antonio e Almas de Itabaiana (Acioli, «Memórias Históricas».)
A criação desta freguezia, com séde na matriz de São José das Itapororoca, fe-la d. João Franco era 1696.
1768—No arraial de São José, séde desta freguezia, Maria Ma­dalena de Sé e Melo, «senhora e administradora» de uma sorte de terras pertencente ao patri­mónio da capela de São Fran­cisco Xavier, que se erigiu «collateral na igreja matriz», também sob sua administração, faz lavrar «escrito de venda», ao vigário licenciado Miguel B. da Cunha, da aludida sorte do terras. Esta pertenceu ao pai da vendedora. Francisco de Sá Peixoto, dividindo-se com «ter­ras do Vinculo do Morgado que instituirão seus avós». João Pei­xoto Viegas e Joana de Sá Pei­xoto. terras igualmente sob sua administração;

1840—Chega ao porto da Baía onde se demorará muitos dias o príncipe de Joinville, chefe da expedição francesa que, por influencia de Thiers, o rei Luis Felipe consentiu em mandar a Santa Helena para recolher os restos mortais do Napoleão 1.
O príncipe de Joinville visitará algumas localidades do  reconcavo e do interior baiano inclusive esta vila.

1844 - 0 dr. Francisco Olegario Rodrigues Vaz. juiz municipal e delegado de Santo Amaro, empenhado na organização de feiras semanais naquela cidade dirige ura oficio ao seu colega deste termo, solicitando-lhe o concurso para esse fim.

1847 - A camara munlcipal desta vila agradece ao cons. presidente da província a comunicação oficial do «Nascimento de uma Princesa que Sua Majestade a Imperatriz deo á luz em 13 do p. p.» e acrescenta que imediatamente se publicou o fato «para sciencia de todos os Munícipes e para as demonstrações de regosijo, fazendo-se illuminar a Casa das Sessões».

1859 - Falece Manoel José de Freitas, proprietário da fazenda «Saco do Limão».

1864 - E’ promotor publico e curador geral dos orfãos nesta cornarca o bacharel Antonio Aidano Gonçalves de Almeida. E’ solicitador dos resíduos o cidadão Inácio José F. Sarmento.

1866 - Terça-feira. O comercio da vila ainda apresenta sensível movimento, do que o povo chama «restos de feira».

1870 - Domingo. Grande afluencia de fieis ã missa na matriz desta freguezia.

1880 - Falece o prof. Joaquim Alves de Lima Júnior, regente da escola publica de Bento Simões, desta comarca.

1881 — Chega a esta cidade o «Diario da Bahia», que estampou, na capital da provincia, datado de 25, o manifesto do conselho geral do Partido Liberal, cuja primeira assinatura é do dr. José Luis de Almeida Couto.

1882 - Decorre animada a feira semanal nesta cidade.

1886 — Procede-se à apuração geral das eleições realizadas, para cinco vereadores, em 2º escrutinio, nas diferentes paroquias deste município, com o seguinte resultado: cap. Joaquim Antonio Simões 76 votos, cap. Joviniano José de Cerqueira 65, Alfredo Carneiro da Silva 58 e em separado, Hermilo Alves Carneiro 25, Francisco Urbino da Costa 20. Miguel Ribeiro de Oliveira 1. Anula-se a eleição de Humildes e em consequência. o quociente eleitoral, sendo, por Isso, considerados eleitos em 1º escrutínio os srs. cap. Silvino Prudente de Jesus, dr. Joaquim dos Remedios Monteiro, Estanislau Alves Barreto. Hermilo Alves Carneiro. Antonio Ferreira da Sllva e advogado Miguel Ribeiro de Oliveira. Consiaderam-se eleitos em 2º escrutínio Joaquim Antonio Simões. Joviniano José de Cerqueira e Alfredo Carneiro da Sillva.

1889 — Noticia-se a camara municipal vai «prolongar a rua Almirante Barroso[1] e transforma-la em uma larga e longa avenida», coadjuvando-a, em vista da escassez dos seus recursos, o «Jockey Club Felrense» cujo hipodromo é ali situado.

— Edição n. 18 d’«A Epoca».

— Lei provincial n. 2.735 isenta da decima urbana a casa pertencente ao património da matriz desta freguezia.

1890 — Toma assento no conselho municipal o cel. José Pedro de São Leão, nomeado para preencher, ali, a vaga aberta com a nomeação do cel. José Freire de Lima para intendente.

1891 - Na imprensa local o cel. Antonio Alves de Freitas Borja reclama contra o cerco da tua fazenda “Candeal” e violências ali cometidas pela tropa que a cercou.

1892 — Às 7 hs. da manhã, quando parte desta cidade, o trem regular da «Central», no lugar denominado Olhos d’Agua, a locomotiva alcança duas rezes que atravessavam a linha. Por milagre não se registou um descarrllamento.

     Noticia a imprensa local que na vizinha cidade de Santo Amaro «o sr. Julio de Lima Valverde tem fabricado pão de mandioca, o qual tem tido muita acceitação.

— O dr. José Carlos Junqueira Aires de Almeida assume o cargo de juiz preparador deste termo.

— Informa «O Município» que. por um calculo feito agora pela seção de estatística da secretaria do governo, tendo-se tomado por base o recenseamento de 1872. consta a população deste Estado, presentemente, de 1.870.099 almas.

1893 — Já octogenário, falece nesta cidade Francisco José da Costa e Almeida Pedra (Chiquinho Forrel).
Seminarista, na mocidade, deixou os estudos para se alistar nas fileiras do exercito. E quando se declarou a guerra do Paraguai, ainda luton e foi ferido nos campos do sul.

- A preços entre 65 e 85 mil réis, são expostas à venda, nesta cidade, 1010 cabeças de gado bovino.

1896 — Prorroga-se o prazo para a construção do ramal que ligará esta cidade á E. de F. do São Francisco.

1898 — Circula a edição n. 98 do semanario «O Propulsor».

1903—Enterramento, no cemiterio local, de Domingos José de Souza.

1904 - Edição n. 105 d’ s. “O Propulsor”.

— Espetáculo do “Grémio DramaticoTaborda”. no teatro local com o drama Uma vitima e a comedia Tentativa de rapto matutino.

1908 - Falecida aos cem anos, sepulta-se no cemiterio local Juliana, natural desta cidade.

1909 — Circula a edição d'«O Propulsor» n. 601.

1910 — Publica-se a edlção n 50 da «Folha do Norte».

1915 - É publicada, sob n. 256 mais uma edição da «Folha do Norte».

1919 -Enterramento, As 16 hs . de Luis de Verney Campelo, primeiro gerente da agencia do Banco do Brasil nesta cidade.

1920 — Noticia a «Folha do Norte»:
O sr. Cel. Intendente municipal vai, em breve dias, submetter à apreciação do respectivo concelho uma exposição de motivos, relativo à construção de um edifício amplo e de typo moderno, que será destinado à edilidade, bem como à abertura definitiva da grande avenida, em seguimento à praça da João Pedreira, que medirá a mesma largura desta e de futuro attingirá a estrada das boiadas.
Consideramos o plano de alta concepção[2].

1932 — A bordo do  «Masilia», em viagem para o Brasil, onde vinha assistir As festas comerativas do primeiro centenário da independencia. é acometido do súbito mal, A hora do jantar, e falece, em poucos instantes. reclinado ao hombro de d. Maria Pia, viuva do príncipe d. Luis, o Conde d’Eu. viuvo da princêsa d. Isabel O Conde d’Eu visitou esta cidade em 1889.

1926—«Folha do Norte» n. 894.

1933 — Publica-so a edição n. 257 da «Folha da Feira».

— Após a visita que faz à feira de gado, o dr. Getullo Vargas, chefe do governo provisorio, acompanhado de numerosa comitiva, segue desta cidade para Santo Amaro, de automovel.

1934 - No concelho consultivo do município a comissão de que é relator o sr. Manoel Matias de Azevedo assina parecer favoravel à proposta da prefeitura para o ornamento de 1935 e manda seja ela remetida ao poder competente para a necessária aprovação.

1937 — Telegramas aqui recebidos informam ter sido ouvida nitidamente, em varios pontos do paiz, a irradiação do grande comício realizado nesta cidade, na noite de 26. na praça de Sant’Ana. em favor da candidatura do sr. José Américo do Almeida A presidência da Republica.

— Edição n. 1568 da «Folha do Norte».

1939 - Decreto n. 17 da profeitura municipal considera de utilidade publica os terrenos situados a leste da cidade, opós a rua Barão de Cotegipe.

1942 — São gerais as reclamações, contra o fato de permanecer, ha dias, estenida num dos passeios do Mercado Municipal, à rua Bejamin Constant, uma pobre mulher doente.



[1] Antiga ABC, hoje av. Sampaio
[2]  Abertura da av. Maria Quitéria, hoje Getúlio Vargas, e construção da Prefeitura Municipal.

Filme do Santanopolis dos anos 60