A importancia da mídia para a menória, é ressaltada acima. O fotógrafo Magalhaes posuia o instataneo, mas não sabia o contexto a que se referia. Carlos Bacelar fez um artigo no jornal "Folha do Norte" em 17 de setembro de 2009 com o título "Primórdios do Observatório Antares". O mesmo autor postou no Blog Santanópolis em 2016, postagem abaixo. Em 2017 encontraram no Blog a foto e o significado dela e o que representava a imagem acima. Finalmente Fábio Nunes, nosso colaborador, enviou o texto reproduzido. Para ver a postagem: HISTÓRIA DO OBSERVATÓRIO ANTARES
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quinta-feira, 1 de abril de 2021
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
ABRIGO NORDESTINO E BAR RN
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| Caros Bacelar |
No início da década de 50, José
Bacelar Rios, conhecido por Zeca, fez parte do abrigo Santana como sócio,
depois vendeu a parte dele, alugou o prédio do abrigo em frente ao cinema Iris
e fez o bar Abrigo Nordestino, (o nome diz, abrigo dos nordestinos) que antes
era uma pracinha, onde foi enforcado Lucas da Feira, também a segunda
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| Praça D. Pedro II. antes da construção do Abrigo Nordestino N.B. |
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| Nordestino, até 2008 |
feira de gado[1]. Zeca, depois alugou o prédio da esquina em frente ao Feira Tênis Clube e fez o Bar e Restaurante RN, para dar apoio aos nordestinos que vinham do interior para fazer compras em Feira, mas o forte era nas micaretas, era ponto de apoio dos foliões e dos sócios do Tênis, o RN era famoso pelos sorvetes, que entre eles era o Quitandinha e no restaurante servia almoço de cardápio nacional e internacional.
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| Destruição do Nordestino |
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
PONTE RIO BRANCO
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| Carlos W. Bacelar |
Inaugurada em 18 de março de
1917, sobre o rio de Jacuipe, na antiga estrada Feira/Anguera, construída pelo engenheiro Alexandre
Portella, que teve início em 1912, tinha um comprimento de 170 m, com 470
toneladas de ferragem. Hoje só existem os pilares de concreto, destruída pela
ferrugem, acabou caindo e os vândalos cortaram e levaram toda a estrutura de ferro
que restava, para vender em peso, tudo isso graças aos maus cuidados das
autoridades governamentais, que não deu importância a conservação de um grande
patrimônio histórico de Feira de Santana.
sábado, 3 de setembro de 2016
PERFIL DE CARLOS BACELAR
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| Carlos Bacelar |
Carlos Bacelar encaminhou uma matéria sobre
a história do “OBSERVATÓRIO ANTARES”, antes publicada no jornal “Folha do Norte”,
que reproduzimos neste Blog em 03/08.
Carlos gostou do tratamento que nós demos
ao artigo, dizendo que tinha mais histórias, pedi que mandasse e o adicionamos como
colaborador, de agora em diante criamos o marcador Carlos Bacelar para as postagens publicadas por ele neste Blog.
Segue abaixo o seu perfil.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
HISTÓRIA DO OBSERVATÓRIO ANTARES
Em 17 de julho de 2009, o jornal "Folha do Norte", publicou matéria de Carlos Bacelar, com o título "Primórdios do Observatório Antares", relatando como surgiu este equipamento.
Ele mandou recorte da reportagem, mas ficando inadequado transpor direto para postagem, resolvemos que ele escrevesse em Word ficando mais legível.
Em negrito os Santanopolitanos citados na reportagem.
Em outra
ocasião, desejando tirar uma foto de Saturno, não obtive de Cesar a devida
autorização. Dias depois, graças ao apoio de um dos funcionários, que também
tinha interesse de ver esta imagem, adaptei minha máquina, para encaixá-la no
telescópio, coloquei-a na ocular, fiz o balanceamento, para não forçar o
sistema de engrenagem do telescópio, direcionei o telescópio ao planeta Saturno
e fiz a foto, que pode ser visualizada a seguir.
Na década de
1970, o Observatório lançou algumas publicações, dentre as quais se destacam:
em dezembro de 1973, o livreto sobre a passagem do cometa Kohoutek; em janeiro
de 1975 o mapa do céu da Bahia, trazido do Observatório Nacional do Rio de
Janeiro, pelo astrônomo Rogério Mourão; e em 1979 o anuário do Observatório,
com orientação do astrônomo Rogério Mourão.
O Observatório
foi doado inicialmente à prefeitura de Feira, mas como não havia recursos para
manter e dar continuidade aos trabalhos científicos, a partir de novembro de
1994 foi incorporado à Universidade Estadual de Feira de Santana. Sua
localização dentro da cidade de Feira de Santana, entretanto, não é adequada
para a pesquisa observacional. Os observatórios astronômicos devem ser sediados
longe da poluição atmosférica das grandes cidades, num sítio de grande transparência
atmosférica, sem luminosidade e de clima seco, em grandes altitudes, sem
vibração terrestre, longe da passagem de veículos. Assim são os grandes
observatórios existentes no mundo.
Ele mandou recorte da reportagem, mas ficando inadequado transpor direto para postagem, resolvemos que ele escrevesse em Word ficando mais legível.
Em negrito os Santanopolitanos citados na reportagem.
O interesse pelas questões ligadas à
astronomia já envolvia um grupo de jovens feirenses desde a década de 1960. A fundação da
Sociedade Astronômica Feirense (SAF), em 1966, precedeu, portanto, a existência
do Observatório Antares, e me envolveu, a César Orrico, Olival Carneiro e
Josemar Navarro, no qual fizemos parte. Construímos e testamos um foguete com
aproximadamente 40 cm de comprimento e 14 cm de diâmetro, usando combustível
sólido. Eu montei o painel de controle e o sistema elétrico, Olival preparou o
combustível, Josemar e César, montaram a estrutura do foguete e no teste
alcançou, aproximadamente, 150
m de altura. Depois de pouco tempo, a SAF se desfez por
falta de recursos.
Quando eu tinha
17 anos, em 1968, o antigo interesse pela observação do universo, levou-me a
comprar um telescópio de 180X, da Tasco, com 60 cm de comprimento, no qual
fiz a adaptação de uma engrenagem dos ponteirinhos de um contador de luz a um
motor, para fazer o telescópio acompanhar um astro em movimento e assim permitir
a observação por bastante tempo. Assim, eu e os amigos, também curiosos com
essas questões, passávamos um bom tempo observando os astros. César Orrico era
vizinho e tínhamos uma boa amizade. Como ele também gostava de astronomia,
ficou entusiasmado com a “invenção” e me chamou para montarmos um observatório.
Tive que recusar a proposta, pois sabia que o investimento era muito alto e eu
não dispunha de recursos.
Empenhado em
concretizar este sonho, César começou a fazer visitas a pessoas potencialmente
capazes de apoiar a iniciativa. Numa dessas visitas, em que se fez acompanhar
por José Olímpio, Cesar levou o telescópio e conseguiram sensibilizar Beto
Oliveira, que doou um terreno. Depois apareceu mais outro e, por fim, a imobiliária
de Milton Falcão (Bubu), que cedeu um grande terreno no Jardim Cruzeiro. Foi
escolhido este último, porque se situava mais próximo do centro da cidade, como
Cesar queria, e era o maior dentre os colocados à nossa disposição. É neste
local que hoje se encontra o Observatório Antares.
Foi então que
Beto Oliveira, José Olímpio e Cezar foram até a casa do Deputado Áureo Filho,
apresentar-lhe o projeto elaborado pelo arquiteto Everaldo Cerqueira. Ouviram,
então, do deputado: “Feira de Santana não merece isso.” Eles ficaram espantados
com a frase, e Áureo completou, dizendo: “Feira merece algo maior e temos que
trazer o melhor para nossa cidade.” Convidou-os, então, para ir até o
governador Antônio Carlos Magalhães, que entusiasmado com o projeto, mandou
providenciar o que fosse necessário para erguer o observatório.
Em 25 de
setembro de 1971, o Observatório Antares foi fundado por Augusto César Pereira
Orrico.
O empenho de ver
erguido o prédio em que funcionaria o observatório levou José Olímpio, em
meados de 1972, a
começar a construção dos alicerces. A construtora Teto deu continuidade,
fixando, primeiramente, isolada de toda a estrutura do prédio, com uma
profundidade de aproximadamente 10 metros , a coluna onde foi colocado o
telescópio e depois o resto da estrutura até a conclusão.
E vimos
levantar-se o prédio. Após a construção da coluna, para a colocação do
telescópio, edificou-se a estrutura central para montar a cúpula e depois foi
construída a frente, onde foram instalados o auditório, a biblioteca e a
recepção. Em março de 1974, foi adquirido o primeiro telescópio refrator de
152/2.286 mm (2,28 m )
de comprimento, de fabricação americana, depois de pouco tempo foi colocado a
cúpula de 5 m de diâmetro. Em pouco tempo foram feitas as primeiras fotos no
Observatório, o eclipse da Lua, com duas incidências: uma da sequência do
eclipse, em 5 exposições numa só foto, que foi feita na minha máquina
fotográfica, que ainda usava filme 120 — para conseguir esta foto,
posicionei-me na parte externa da cúpula, com a máquina presa a um tripé; as
outras fotos foram feitas no telescópio, pelo fotógrafo Magalhães, e com a
presença de Cesar e do jornalista Eguiberto Costa, que acompanharam a passagem
do eclipse. Após a montagem da máquina fotográfica no telescópio refrator de 2.28 m para obter as fotos,
um problema surgiu: não conseguiam foco. Diante dessa situação fui averiguar a
razão da ocorrência e descobri que havia um alongamento na ocular do telescópio
que fazia a diferença de foco entre os olhos e a máquina fotográfica; estava
recuado e precisei apenas puxar para que o foco normalizasse. Resolvi o
problema e o telescópio produziu as fotos que foram divulgadas no jornal. Esse
primeiro evento fotográfico do Observatório foi divulgado em entrevista
concedida por Cesar a um jornal, entretanto foi decepcionante, pois a matéria
não deu o merecido crédito à equipe que estava presente, cujo esforço resultou
no sucesso do acontecimento. Resolvi, então, afastar-me do observatório e só
aparecia como visitante.
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| Cesar e Magalhães |
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| Eis
o telescópio que deu origem ao Observatório Antares: |
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| Zé Olímpio, Cesar e seus amigos no terreno do Observatório antes de ser construído. |
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| Bacelar e Olival |
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