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FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PERFIL DE DIVAL DA SILVA PITOMBO

Dival da Silva Pitombo


Filho de Joaquim Inácio Pitombo e Julieta da Silva Pitombo. nasceu no dia 7 de julho de 1915, em Feira de Santana, e faleceu na mesma cidade, em 1989. Fez o curso primário com as professoras Joana Paiva e Ubaldina Regis. Cursou o ginasial no Colégio Cameiro Ribeiro, em Salvador. Ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia onde realizou o curso de Odontologia. Em sua terra natal, durante algum tempo, exerceu a clínica com sucesso.
Dedicando-se ao magistério, às letras e às artes, teve apreciável desempenho. Professor catedrático de História do Colégio Santanópolis e do Instituto Educacional Gastão Guirnarães (do qual foi, durante muitos anos, Diretor), fundou e dirigiu o Museu Regional de Feira de Santana e a Associação Feirense de Arte. Membro do Conselho Estadual de Cultura, sócio do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, da Associação Baiana de Imprensa, do Centro de Artes Plásticas do Nordeste, da Academia de Letras de Feira de Santana (da qual foi Presidente) e de outras instituições. Dedicou sua vida ao ensino e a:
desenvolvimento de Feira de Santana.
Dival da Silva Pitombo promoveu e incentivou os principair eventos artísticos e culturais que ocorreram na terra que lhe serviu de berço. Ao lado de Odorico Tavares, fundou o Museu Regional de Feira de Santana, contando com o decisivo apoio do jornalista Assis Chateaubriand. Acompanhou todas as fases do Museu, desde a doação do espaço fisico, pelo prefeito Joselito Amorim até a formação do acervo que recebeu importantes doações, como o Salão dos Pintores Ingleses, da parte da Rainha da Inglaterra.
Na área da educação, revelou-se um operário incansávei. Dirigiu o Instituto de Educação Gastão Guirnarães anos seguidos, com invulgar dedicação e excepcional carinho, pelo que mereceu o reconhecimento de alunos e professores, bem como da sociedade feirense. Dali, daquele educandário que era o seu grande amor, sua verdadeira paixão, consegui
 ao cabo de inúmeras tentativas  levá-lo para a recém-criada Universidade Estadual de Feira de Santana, a fim de implantar e dirigir a Diretoria de Vida Universitária. Em seu posto na UEFS, demonstrou rara competência. A ele devemos o início das atividades de extensão e o excelente relacionamento entre os corpos docente, discente e administrativo, relacionamento que permitiu a implantação, sem tropeços, daquela casa de ensino. Membro do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Feira, representou a UEFS em várias oportunidades, inclusive em reuniões de âmbito nacional. No início de 1979, membros do Conselho Federal de Educação, professores da Fundação Getúlio Vargas, membros do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, professores e diretores de Faculdades de todo o Brasil, educadores e intelectuais de vários estados da federação, decidiram prestar significativa homenagem ao Prof. Newton Sucupira, autor de dezenas de processos de relevância para o ensino superior, envolvendo a autorização para funcionamento de várias faculdades e universidades, inclusive da UEFS. Não podendo comparecer, solicitei ao Prof. Dival Pitombo que, na qualidade de Pró-Reitor, representasse a Universidade Estadual de Feira de Santana na solenidade, a ser realizada nos salões do Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. Dival, ao chegar ao Museu, se sentiu como uma ave no próprio ninho. A mais fina flor da intelectualidade brasileira estava presente. Em dado momento, surgiu seu amigo e conterrâneo, Eduardo Matos Portela, indicado para ocupar o cargo de Ministro da Educação. Eduardo Portela, homem de letras, crítico literário, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, escritor de grande conceito, conferencista de fama internacional, membro da Academia Brasileira de Letras, ao ver Dival Pitombo, apresentou nosso Pró-Reitor aos confrades da Academia e à maioria dos intelectuais presentes, tecendo os elogios que ele merecia. Em seguida, cumprimentou o Prof. Newton Sucupira e se retirou, a fim de atender compromisso anteriormente assumido. Para surpresa de Dival, o representante feirense, durante os momentos que precederam o banquete, foi indicado para falar em nome das faculdades e universidades cujos processos de funcionamento tiveram homenageado como relator. Dival Pitombo, portador de fulgurante ínteligência e rara simplicidade, de estilo poético e encantador, usou da palavra e, em belo improviso, mereceu entusiásticos aplausos. Algum tempo depois, indo a Brasilia, ouvi de uma das pessoas presentes ao ágape, o seguinte comentário: “Reitor, que homem extraordinário o senhor enviou ao Rio de Janeiro“ .  Era assim o Prof. Dival Pitombo, joia preciosa que hoje não vemos com a mesma facilidade de outrora. Diz Hugo Navarro que “Dival Pitombo tinha aplomb britânico. Tratava, a todos, com superior elegância e discreto requinte. Nunca levantava a voz, mantendo leve sorriso de superioridade diante da patuleia ignara. Não ria abertamente. Duas vezes apenas, pelo que consta, teve ataques de riso desbragadamente solto, que o levaram a sair do recinto para não suscetibilizar pessoas. Uma foi no Cine Íris, quando Gilberto Costa, ator do renovado grupo teatral “Taborda”, no papel de conde, a pique de perder a filha, tuberculosa, pisou inadvertida e pesadamente numa tábua solta do palco com grande estrondo e quase queda. A plateia caiu na gargalhada. A segunda ocorreu durante solenidade em escola. Homenagem a prefeito. O orador oficial, diretor da casa, de repente, mal iniciado o discurso, foi atacado por terrível, violento e interminável acesso de tosse, transformando em comédia o que era solene.”
No âmbito da música erudita, foi amante inveterado, patrocinando inúmeros recitais, apresentações e concertos. A propósito, é oportuno transcrever o relato que o Dr Volney Pitombo, famoso cirurgião plástico do Rio de Janeiro, filho de Dival, me enviou. Na íntegra, é o seguinte: “As pessoas, o ambiente, tudo estava, enfim, preparado: os sócios legalizados, a imprensa noticiando. fora dada a partida! Cada concerto transformava-se num evento cultural e social marcante para a época. Era um acontecimento!
Feira iniciava sua frase erudita e estava conectada aos grandes centros culturais do mundo. Dessa forma, artistas como Lili Kraus, uma virtuosa pianista austríaca, Alexander Jenner, Rosana Martins, criança prodígio de apenas 13 anos que já havia sido vencedora do prêmio Chopin de Varsóvia, o Oscar da época, o Corpo de Ballet do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Procópio Ferreira, André Villon, entre outros, trouxeram sua arte para Feira de Santana. Os pequenos problemas e adversidades eram contornados pela dedicação e entusiasmo de Dival. Lembro-me de uma divertida curiosidade: Feira de Santana estava recebendo Joy Kim, uma renomada cantora lírica japonesa que, como toda Prima Donna, era afetadíssima. Estava hospedada no Hotel Euterpe, um dos mais requintados da época.
Às 11:00h. da noite, ela ligou para a nossa casa aos brados dizendo que iria embora e que se recusava a fazer a apresentação do dia seguinte porque havia uma barata em seu quarto, motivo pelo qual ela não conseguia dormir. Meu pai, que estava dormindo, se levantou e foi buscá-la de mala e cuia, levando-a para se hospedar em nossa casa, que não havia outro hotel na cidade. Depois desse episódio, isso virou um hábito: todos os-artistas que vinham se apresentar em Feira de Santana passaram a se hospedar em nossa casa. A programação artística tinha encontrado em Feira todo o ambiente favorável para o seu desenvolvimento. Tudo parecia estar em perfeita sintonia com o projeto cultural, exceto quando foi incluído na temporada daquele ano o professor alemão Dr. Gerard Kliber, que trazia uma nova experiência científica da psiquiatria, utilizava a hipnose como recurso para o auto- conhecimento, algo inédito até então. O professor já havia palestrado no Rio de Janeiro e em Salvador, e sua parada seguinte seria em Feira de Santana. Dentre outras exigências, ele havia solicitado um amplo espaço para demonstrar os efeitos da hipnose em um grupo de pessoas selecionadas entre os expectadores. Era um processo moderno, em que o paciente fazia regressão mental e interagia com a plateia. Assim, o salão nobre não seria adequado. Tampouco, o cinema Íris. Depois de muito pensar em uma solução, Dival concluiu que o Feira Tênis Clube, além de ser o principal clube da cidade, seria o local ideal, pois possuía um salão perfeitamente adequado para a apresentação do professor alemão. Dival entrou, então, em contato com o presidente do clube e expôs sua ideia. O presidente ouviu atentamente e concluiu dizendo: “Dival, esse professor que você está querendo trazer para se apresentar em nosso clube parece coisa circense, não fica bem e tampouco adequado um clube do nosso gabarito servir de espaço para esse tipo de apresentação.” Inconformado, Dival tentou de todas as formas convencer o presidente do clube de que se tratava de um evento sério, cultural e científico. Não obtendo sucesso, ele argumentou: “Presidente, o professor Gerard Kliber, médico, psiquiatra alemão, pertence à Universidade de Berlim, possui vários títulos, inclusive Doutorado em Viena”. Permanecendo o presidente irredutível, Dival, desesperado, quase desistindo lançou mão de seu último argumento: “Presidente, este professor foi aluno de Freud! ! !“ Ao ouvir tal afirmação, o presidente do clube, que jamais ouvira falar sobre o pai da Psicanálise e entendera que o professor alemão tinha sido aluno de Fróes (o Coronel Fróes da Mota, chefe político da região), para espanto de Dival, abriu um largo sorriso e emendou: “Ora Dival, por que você não me disse isso antes, meu amigo? Se o homem é amigo de Fróes, o clube é dele!!! Pode fazer a apresentação que quiser!” Dival percebendo o mal entendido e avaliando bem a situação, preferiu deixar as coisas como estavam. Se era Freud ou Fróes, isso não fazia a menor diferença. Ele havia conseguido o clube. E foi assim que aconteceu a primeira demonstração de hipnose em Feira de Santana”.
Dival da Silva Pitombo, além de empreender entidades artísticas e culturais, incentivou novos talentos, quer nas letras, quer nas artes. Sirvam de exemplos Raimundo de Oliveira, Juraci Dórea, Carlos Barbosa e muitos outros. Como poeta, teve algumas de suas composições reunidas em LITANIA PARA O TEMPO E A ESPERANÇA, publicado em 1984 e lançado, com sucesso, no Rio de Janeiro, Salvador e Feira de Santana. A propósito desse livro, recebeu Dival a seguinte carta, enviada de Milão (Itália), por uma de suas admiradoras: “Senhor Dival Pitombo, Feira de Santana, Bahia, Brasil. Prezado Senhor Pitombo: Embora não tenha a honra de conhecê-lo pessoalmente, tive a oportunidade de ler suas poesias por intermédio de um de meus amigos em Milão que me emprestou seu livro LITANIA PARA O TEMPO E A ESPERANÇA. Queria simplesmente lhe testemunhar toda a minha admiração por essas belíssimas poesias que tocam profundamente a alma e fazem reviver esta esperança escondida no fundo de todo ser humano e que permanece o grande segredo de nossa vida e de nossa sobrevivência. O que mais me tocou foi essa sensibilidade que o senhor testemunha em favor da mulher e que descreve como uma criatura divina, merecedora de um tão grande calor humano. Com efeito, nesse mundo normalmente material em que muitas vezes a mulher se sente como objeto, a leitura desses versos tão marcantes e comovedores dá de novo a alegria de viver. Lamento não compreender perfeitamente o português mas o pouco de espanhol que eu conheço me permitiu assim mesmo compreender e captar o sentido de sua poesia. Se algum dia o seu livro for traduzido em francês (e eu lhe aconselho faze-lo, pois certamente o seu sucesso
estaria garantido) gostaria muito receber um exemplar com sua dedicatória pessoal. Terei talvez a oportunidade de conhecê-lo e nessa expectativa peço-lhe receber, prezado senhor, a expressão de meus melhores sentimentos. N.B.: Conheci Gianni Fiorino que é um de seus grandíssimos admiradores. Assina, Luca Mazzitelli Manfé”.
Dival Pitombo,além de membro do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Feira de Santana e Diretor da Diretoria de Vida Universitária, fez parte do Conselho Editorial da revista da UEFS, “Sitientibus” a qual ilustrou com poesias e contos de alto valor. Como romancista; concluiu o romance, ainda inédito, BECO DO MOCO, no qual retrata um dos mais tradicionais logradouros de Feira de Santana, hoje transformado em calçadão (Ibidem). Na sociedade em que viveu, portou-se como verdadeiro cavalheiro, pelo que desfrutou da amizade pessoal de vultos como Jorge Amado, Jean Paul Sartre, Simone Beauvoir, Manuel Bandeira, Eduardo Portela, Jorge Calmon e Liii Kraus, além de outros. A convite do Ministro das Relações Exteriores de Israel, visitou aquele país e, em Tel Aviv, aperfeiçoou seus conhecimentos artísticos e literários, ocasião em que, mesmo ausente do Brasil, foi eleito, por unanimidade, Presidente da Academia de Letras de Feira de Santana. Consegui levar Divai Pitombo para a Universidade Estadual de Feira de Santana, mas Dival nunca esqueceu sua antiga paixão, isto é, o Instituto de Educação Gastão Guimarães. Para a referida instituição, ele escreveu, nas horas vagas, com muito amor, o HINO AO GASTÃO GUIMARÃES, cuja música ficou a cargo de Anacleto Carvalho. Graças à gentileza da historiadora Lélia Femandes, outra figura luminosa das letras e das artes de Feira de Santana, transcrevo a letra da referida composição:
No planalto de luz coroado,
Onde vive este povo feliz.
Por Santana sempre abençoado
Aqui tem a sua diretriz.
Coro
Esta escola por nós adorada/Abrigou nossos pais, nossas mães!
Será sempre por nós lembrada, / O Instituto Gastão Guimarães.
É um tempo que nós veneramos
Nossa escola que é fonte de luz,
Lar querido onde nos preparamos
Para a luta que à vida conduz.
Da cidade e do campo chegamos
A procura do sol do saber.
Nesta casa afinal encontramos
A cultura que faz renascer.
De mãos dadas em santa aliança
Construímos o nobre perfil
Da infância-clarão de esperança
No futuro do nosso Brasil
Hugo Navarro, na crônica antcriormente citada, diz que Dival Pitombo, “um incentivador das artes e operário da cultura, foi na conduta, no porte e no culto à inteligência, um verdadeiro cavalheiro inglês”.
Faleceu o “Cavalheiro Inglês”, em agosto de 1989, sendo seu corpo sepultado no Cemitério Piedade, em Feira de Santana, com grande acompanhamento popular e a presença de inúmeros intelectuais, educadores, autoridades e pessoas diversas. A Universidade Estadual de Feira de Santana, o Instituto de Educação Gastão Guimarães, a Câmara Municipal, o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana, a Academia Feirense de Letras e Artes e várias outras instituições culturais e de ensino prestaram ao grande feirense as mais justas e sentidas homenagens.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. ALMEIDA, OSCAR DAMIÃO DE Dicionário da Feira de Santana.
Feira de Santana, 2006.
2. LEITE, GERALDO
Reminiscências, Universidade Estadual de Feira
de Santana, 2007.
3. Jornal A Tarde, edição de 3 de agosto de 1989.
4. NAVARRO, HUGO
Um Cavalheiro Inglês - Jornal Feira do Norte.
edição de 26 de outubro de 2007.
5. OLIVEIRA, LELIA VICTOR FERNANI)ES DE - Homens que
fizeram História. Feira de Santana, 2004.
6.PITOMBO, WOLNEY- Relato pessoal, a pedido do Autor Rio de
Janeiro, 2007.
7. Recortes de jornais locais, gentilmente cedidos pela escritora Lélia
Victor Femandes de Oliveira. Feira de Santana, 2007.
Fala proferida pelo Acadêmico Geraldo Leite sobre seu Patrono da Academia de Educação de Feira de Santana Dival Pitombo e publicado na "Revista da Academia de Educação de Feira de Santana".


 

sábado, 22 de agosto de 2020

CENTRO CULTURAL AUREO FILHO - 1944



Nota do jornal "Folha do Norte", em sua edição de 27 de maio de 1944 comunicando a nova diretoria do "Centro Cultural Áureo Filho", Colégio Santanópolis. Abaixo descrição dos referidos eleitos e empossados:

Presidente: Milton Brandão de Oliveira;

Vice-Presidente Maria Cristina de Oliveira (Marinita) Vel: Perfil de Marinita;

2º Vice-Presidente: Pedro Gomes Bomfim


1º Secretário: Divaldo Pereira Franco. Ver: Perfil de Divaldo

2º Secretário: Noelia Soares Araujo;

Tesoureira: Thais Sidou Valente de Lima;

Oradores: José Baia e Raimundo Reis de Oliveira. Ver: Perfil de Raimundo Reis

Bibliotecários: Danton Araujo e Pedro Brual;
Diretores de Esportes: Reginaldo Araujo e Hudson Amaury e Izac Gomes;

Conselho Fiscal: Arnobio Mascarenhas, Alberto Oliveira, Janete Bacelar, Maria Luiza Bahia e Neide Martins;

Comissão de Festas: Laura Jacira Viana Caldas, Jodelina Vilas-Boas, Terezinha Silva, Zélia Fernandes, Lourdes Nogueira, Hamilton Lima e Asdrubal Boaventura;



Direção de Imprensa: Diretor Dival Pitombo ver: Perfil de Dival Pitombo    Diretor Secretário Divaldo Franco; Redator Chefe Milton Brandão de Oliveira; Redator Secretário José Baia.  




sexta-feira, 23 de novembro de 2018

PERFIL DE JOÃO DA COSTA FALCÃO


Nasceu a 24 de novembro de 1919, na cidade de Feira de Santana, filho de João Marinho Falcão e Adnil da Costa Falcão.

        Fez o curso primário na sua cidade natal, e o ginásio na Cidade de Salvador, dos anos 1930 1937. Em 1938, cursou no Ginásio Santanópolis o curso Bacharel em Ciências e Letras, depois ingressou na Faculdade Livre de Direto, em Salvador. Em dezembro de 1942, formou-se em Direito.
        Nesse mesmo ano começou sua militância no Partido Comunista do Brasil, na clandestinidade, porque se opunha à ditadura do Estado Novo, implantada no país em novembro de 1937.
        Fundou, ao lado de outros jovens, a revista Seiva, que seguia a orientação do PCB e em 1958, o Jornal da Bahia, que dirigiu até 1984.
        Em seguida, em 1943, foi convocado como soldado para servir o Exército Brasileiro, em razão do Brasil ter declarado guerra ao eixo, constituído pela Alemanha, Itália e Japão e ter se colocado ao lado dos aliados, bloco constituído pela Inglaterra, Estados Unidos da América e a União Soviética.
        Esta experiência durou pouco tempo, porque, em consequência de suas atividades comunistas, foi condenado, neste mesmo ano, a cinco anos de prisão pelo Tribunal de Segurança Nacional, foi expulso do Exército e preso, até seus advogados conseguirem sua absolvição perante aquele Tribunal, meses depois.
        Terminada a Guerra Mundial no ano de 1945, e concedida a anistia geral pelo governo, fundou o jornal O Momento. Nesse mesmo ano concorreu às eleições para deputado federal pela chapa do Partido Comunista, ficando suplente do deputado Carlos Marighela, único eleito pela Bahia.
        Com o fechamento do PCB em 1947, passou a militar clandestinamente no Rio de Janeiro, ficando responsável pela guarda e segurança do senador e líder comunista Luiz Carlos Prestes, até o ano de 1950, quando voltou para Salvador.
Casou-se em 1947, com Hyldeth Ferreira Falcão, e tiveram sete filhos, vinte e um netos e onze bisnetos.
Em 1950, fundou a Imobiliária Antônio Ferreira de Souza, em homenagem ao seu sogro, que havia falecido. Esta Imobiliária construiu grandes edifícios, inclusive o Edifício Antônio Ferreira, na Rua Chile, projeto do escritório do grande arquiteto Oscar Niemayer, em 1954, e atuou em Salvador cerca de vinte anos.
Em 1955, foi eleito deputado federal na legenda do PTB, com o apoio do Partido Comunista, permanecendo até 1958. Após deixar o parlamento, continuou militando pelo comunismo e chegou a ser motorista de Carlos Prestes.
Em 1958, já desligado do Partido Comunista, foi um dos fundadores do Jornal da Bahia e seu diretor até 1983.
Em 1960, fundou em Feira de Santana o Banco Baiano da Produção S.A., que até o ano de 1970 tinha agências em quase todas as capitais do norte ao sul do país. Em 1977 fundou a empresa João Falcão Urbanizadora Ltda., que está em atividade até os dias atuais.
No governo de Luiz Viana Filho foi presidente do Banco de Desenvolvimento da Bahia, de 1967 a 1969.
Em 1967, criou o Museu Regional de Arte de Feira de Santana, inaugurado em 26 de março e tendo precisado criar a Fundação Museu Regional de Feira de Santana, Dr. João Falcão se apresentou para presidir a recém instituição, formada por Eurico Boaventura, Fernando Pinto, Jorge Leal e Dival Pitombo que dirigiu esta casa por 22 anos.
Foi membro do Conselho Consultivo da Usina Siderúrgica do Bahia, sócio da Associação Brasileira de Imprensa e da Associação Baiana de Imprensa, da Associação de Bancos da Bahia e membro do Conselho das Obras Sociais de Irmã Dulce (OSID).
Recebeu a comenda de Grão-Mestre da Ordem do Mérito da Bahia, no governo de Roberto Santos e a comenda da Ordem Municipal do Mérito de Feira de Santana, na classe de Grande Comendador, recentemente.
Tornou-se membro da Academia de Letras da Bahia, no dia 09 de setembro de 2010.
Afastando-se das atividades jornalística e empresarial em 1988, aos sessenta anos, iniciou sua vida literária com a publicação do livro de memórias O Partido Comunista Que Eu Conheci. Em 1983 publicou os livros A vida de João Marinho Falcão - Vitória de uma vida de trabalho; "Giocondo Dias - a vida de um revolucionário". Em 1999, O Brasil e a 2ª Guerra Mundial; em 2006, Não deixe esta chama se apagar - História do Jornal da Bahia; em 2008, A história da Revista Seiva; em 2009, o livro de suas memórias, Valeu a pena (Desafios de minha vida), ao completar 90 anos.
Faleceu no dia 27 de julho de 2011, por conta de uma embolia pulmonar.
Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Legisladores Feirenses"

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

PERFIL DE RAIMUNDO FALCÃO DE OLIVEIRA

Raimundo Falcão de Oliveira
Nasceu, em Feira de Santana, no dia 24 de abril de 1930, e morreu em Salvador, no dia 17 de janeiro de 1966. Era filho do Sr. Arsênio de Oliveira e D. Leolinda Falcão de Oliveira. Estudou na Escola da Professora Margarida Brito. Muito tímido, devido aos cuidados exagerados dispensados por sua mãe, lá estava ele como sempre triste à margem das brincadeiras e jogos com seus colegas. Preferia a companhia de sua mãe e de uma vizinha que o levava às aulas de catecismo. Criado com mimo, filho único, ficava fascinado por pinturas em almofadas, em vidro, em alto relevo, que sua mãe fazia entre as prendas domésticas. Na Escola, descobriram as suas aptidões e o convidaram a desenhar cenas históricas.
Quando ginasiano, estimulado pela professora de desenho, D. Hermengarda, retratou o rosto dos professores e esses desenhos formaram, praticamente, a sua primeira exposição, num dos salões do Ginásio Santanópolis do saudoso orador Áureo Filho. Em 1950, expôs na Prefeitura Municipal de Feira de Santana. No ano seguinte, em outra exposição no hall da Prefeitura, segundo jornal da época, convidando jovens feirenses a participar da exposição de desenho “para com ela manifestar vocações artísticas” e, entre 16 e 26 de dezembro do mesmo ano, expôs no Salão Nobre do Ginásio Santanópolis. Sentiu-se já um artista, mas um artista de Deus, pois surgiu- lhe outra vocação: a vida religiosa. Sua tia D. Anália fez sua matrícula no Seminário de Santa Tereza, em Salvador, às escondidas do pai que não desejava a carreira sacerdotal para o filho.
Alguns anos depois, estourou um escândalo em Feira de Santana: Raimundo deixara a batina. Esse jovem que desde cedo, gostava de telas e pincéis matriculou-se na Escola de Belas Artes de Salvador, onde teve como amigos Mário Cravo, Jenner Augusto e Rubem Valentim.
Sua primeira fase artística consta de igrejas, paisagens, cenas de roça e de cabaré.
Em 1952, em homenagem à Escola Normal que completava 25 anos, organizou, com o saudoso intelectual Dival Pitombo, a primeira exposição de arte moderna em Feira de Santana, na qual figuraram trabalhos seus ao lado de Portinari, Pancetti, Volpi, Djanira e outros luminares da arte brasileira. A esse vernissage compareceram Mário Cravo e outros artistas baianos. E dela nasceu a primeira ideia de um museu nesta cidade, só mais tarde concretizado por Assis Chateaubriand.
Em 4 de junho de 1953, expôs no haIl da Prefeitura de Feira de Santana, apresentando cerca de sessenta obras, utilizando óleo, aquarela e guache, e, em 30 de setembro desse mesmo ano, na Galeria Oxumaré, inaugurou uma exposição onde obteve sucesso absoluto. Pintou com violência. Tudo era doloroso à sua volta, nas visões de azul e vermelho.
Antes de viajar para São Paulo, em 1954, para fazer um curso de pintura moderna com Cândido Portinari, fez alguns desenhos em nanquim para ilustração de um ensaio do poeta Eurico Boaventura.
Em 1956, expôs no Belveder da Sé, em Salvador.
Em 1957, expôs numa Galeria de Arte de Buenos Aires, na Argentina.
Em 1958, já radicado na capital paulista, alcançou sua completa consagração. Num apartamento da Vila Buarque, o feirense triste e sério trabalhou seus quadros. A sua exposição na Galeria “Folhas”, registrada por toda imprensa do Rio de Janeiro e São Paulo, foi largamente elogiada pela crítica especializada. A sua pintura trouxe uma série de imagens bíblicas as quais aparecem com nova forma, estilo pessoal, integrando o mundo das artes à religião.
Raimundo Oliveira realizou muitas exposições e várias cidades possuem trabalhos seus. No exterior, entre outros, o Museu Hermitagem. Participou de várias coletivas: III, V, VI Salão Baiano de Belas Artes (Divisão de Arte Moderna); II Salão Universitário Baiano de Belas Artes; II e V Salão Nacional de Arte Moderna de São Paulo; 1 Festival de Arte Moderna — Curitiba; 1 Exposição de Arte Sacra Contemporânea, em São Paulo; Exposição de Artistas da Bahia — Museu de Arte Moderna, de São Paulo; Exposição do Círculo dos Amigos da Arte — Porto Alegre; Exposições de 1962 e 1963 do Acervo da Casa do Artista Plástico, em São Paulo; Exposição — 47 artistas na Galeria Seta; 1 Bienal Internacional de Arte Sacra Contemporânea — 1958, em Buenos Aires; VII de São Paulo, em 1963; Galeria Bonino de Buenos Aires; Consulado Brasileiro, em Munique, Alemanha; Museu Nacional de Tel-Aviv — Israel — 1964; Museu de Arte Moderna — 1965, em Salvador.
Em 1966, fez uma exposição, no Rio de Janeiro, que foi um verdadeiro sucesso, viajou para São Paulo e, de lá, para Salvador. Ninguém sabia da sua presença na Bahia. Chegou no dia 13 de janeiro, hospedando-se no Hotel São Bento. Foi visto pela última vez no dia 16, domingo, na hora do almoço. Foi encontrado morto três dias depois. Tinha uma personalidade frágil e era solitário, no meio de muitos amigos. Maníaco-depressivo, andava sempre vestido de preto, por vergonha de exibir o próprio corpo. Um ano antes de morrer, Raimundo confessara aos amigos sua intenção de dedicar-se ao sacerdócio. A pintura e a religião foram as suas grandes vocações. Em sua obra; há o mesmo desespero que deixam transparecer as teias de Van Gogh. Ao lado de uma caixa vazia de comprimidos para dormir, deixou aos amigos um bilhete, alegando motivo financeiro, “pedindo desculpas pela descortesia de ter saído pela porta proibida”. Como sabemos, em sua última exposição na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, Raimundo teve uma média de cotação de um milhão e duzentos mil cruzeiros por quadro e, mesmo descontando impostos, marchands, etc, obteve uma bela soma.
Após a sua morte, verificou-se uma verdadeira correria para aquisição de suas obras, cujos preços, se já eram altos durante a vida do pintor, triplicaram então. Suas telas hoje valem fortuna e são raros os afortunados que as possuem. Há uma enorme curiosidade em torno da vida desse artista de tema bíblicos, tão prematuramente desaparecido (36 anos). Entretanto, na sua terra natal, onde alguns colecionadores foram inúmeras vezes agraciados com suas telas, nunca externaram o desejo de realizar uma retrospectiva como forma de homenageá-lo.
A revista SITIENTIBUS n. 1, que tem como editor o conceituado Prof. Raymundo Luiz de Oliveira Lopes, publicou o auto-retrato do seu xará, na contra-capa. Também a revista Veja, na edição n 1 
.489, para ilustrar a capa de duas reportagens sobre temas religiosos, escolheu quadros do nosso querido Raimundo de Oliveira. 
A ideia de uma retrospectiva está lançada. Que os amantes das artes possam concretizá-la, já que esse renomado feirense deixou-nos uma obra grandiosa e figura como um dos mais cotados da arte moderna brasileira e internacional.
Fonte: Cruz, Neide Almeida - Revista Instituto Histórico Geográfico de Feira de Santana, ano I, nº1 p. 157-159, 2014.
Comentário Crítico
A obra de Raimundo de Oliveira - desenho, guache, óleo e gravura - se desenrola no universo religioso, com santos, imagens e cenas bíblicas representados de diversas formas. Os críticos tendem a distinguir duas fases em sua produção em função das variações observadas no tratamento dado ao tema. Nas décadas de 1950 e 1960 predominam as composições com cores sombrias e caráter expressionista - as figuras marcadas por traços dolorosos e dramáticos, definidas com nanquim e contornos negros, como Cabeça de Cristo, 1957, Crucificado, s.d., e Moisés, 1960 - e algumas leituras mostram afinidades com a pintura de Georges Rouault. Em outro momento, as telas aproximam-se dos pequenos enredos, elaborados com o auxílio de figuras apequenadas (mais humorísticas que trágicas, pelas deformações e desproporções), que se repetem por causa das situações apresentadas. Estruturadas geometricamente, por um equilíbrio de planos horizontais e verticais, as novas telas possuem dinamismo particular, obtido pelos espaços construídos com base em círculos. A energia das cores vibrantes e o dinamismo da tela são as marcas salientes dessa fase, visto em O Sonho de Jacob, s.d. Além das influências simbolistas e da arte naif de Henri Rousseau, são perceptíveis, nessa fase, ecos da arte popular nordestina brasileira. O universo religioso é lido da ótica das festas e da religiosidade popular, misturando-se frequentemente ao mundo profano - procissões, bumba-meu-boi, altares domésticos etc. Os enredos e modos de figuração, por sua vez, remetem à arte dos gravadores e ceramistas do Nordeste. Elementos retirados da paisagem nacional, como árvores e animais tropicais, são outra forma de articular o erudito e o popular, o universal e o nacional - Jesus no Horto das Oliveiras, 1962, e Chegada em Jerusalém, 1964.
Comentário Crítico.  Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural


quinta-feira, 7 de novembro de 2019

PERFIL DE ANDRÉ SYALVAIN VERGNES

Pedi a Martine Vergnes Velloso, para que escrevesse o perfil de seu pai. Gentilmente ela mandou o texto abaixo que agora postamos.
André foi professor de francês no Colégio Santanópolis.

 Após alguns anos do falecimento de meu pai, André Sylvain Vergnes, na cidade de Feira de Santana , ainda mantenho viva na memória lembranças de sua existência,  como grande amoroso da vida. Acolhido na Princesa do sertão por Jaime Carvalho, Dival Pitombo e Waldy Pitombo, tornou-se amigo de uma gama de ilustres feirenses que marcaram e influenciaram a comunidade feirense, a exemplo de Paulo Mariani, Milton Melo, Áureo Filho, Joselito Amorim, José Falcão da Silva, Margarida Lobão, entre outros.Como educador, meu pai passou a lecionar francês nos Colégios Santanópolis, Estadual, Escola Normal, sendo muitos de seus alunos, hoje, pessoas educadas e com sucesso profissional, como os irmãos Modezil, Noide e Beto Cerqueira, Wilson Pereira, Jaime e Rubens Carvalho, Antônio José Laranjeira, Aurélio Miguel Dórea, Evandro Oliveira, entre outros. Sendo lembrado até hoje pela sua personalidade nacionalista e emotiva, principalmente ao ensinar o hino da MARSEILLAISE, além de ser um exemplar atleta ciclista, sendo lembrado o seu humor com os alunos, quando estes brincavam com o resultado de jogos do Brasil e França. Tenho o orgulho de receber elogios e lembranças da vida honrosa de meu pai. Todas essas vivências converteram-se em amorosas lembranças que me engrandecem enquanto filha, na certeza de que o legado de meus Pais ainda ecoa e enaltece a história de nossa Feira de Santana.  Martine Vergnes Velloso.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

PERFIL DE IRMA ROSA LIMA CARIBÉ AMORIM


Nasceu em Feira de Santana no dia 23 de março de 1934. Filha de Antônio Alves Caribé e Izalda Mota Lima Caribé.
Fez os cursos de ginásio, científico e contabilidade no Colégio Santanópolis.
Tem a formação em Odontologia, Contabilidade, Professora de Matemática, além de artista plástica, artesã, escritora e poetisa.
Montou um consultório dentário (Clínica de Crianças), juntamente com seu colega de profissão Dr. Hermilo Carvalho (Clínica-Prótese-Dentária), no Edifício Santana, na Av. Sr. dos Passos.
Exerceu o cargo de Professora de Matemática na Escola Normal, Colégio Estadual e Colégio Santanópolis, em Feira e Santana. Foi Coordenadora Pedagógica do Colégio João Durval Carneiro e da Escola Oliveira Brito. Implantou a Escolinha Saci-Pererê e a administrou entre 1963 a 1966.
Foi casada com o arquiteto Amélio Amorim, que também empresta seu nome ao Centro de Cultura mantido pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) na Avenida Presidente Dutra. Teve uma filha adotiva, Jurema, que lhe deu três netos, pelo coração.
Foi diretora do Centro de Cultura Amélio Amorim (1986 a 1988); presidente da Casa da Amizade do Rotary Clube de Feira de Santana; Suplente de Conselheira de Cultura da Fundação Cultural de Feira de Santana; Sócia Fundadora da Associação Cristã Feminina; Sócia Fundadora do International Women’s Club de Feira de Santana; membro da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana, onde exerceu a função de Vice-Presidente, membro da Academia de Cultura da Bahia e do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana.
Recebeu a Comenda Dival Pitombo, da Câmara Municipal de Feira de Santana, por seus serviços prestados à cultura feirense.
Publicou os seguintes livros: “Noite Clara” (poemas); “Um Solto no Outro” (antologia) “... e a Avenida Senhor dos Passos”; “Um Lenço Perfumado (Poemas de Outono)”. Tem poemas publicados em vários jornais da cidade.
Faleceu vítima de um AVC hemorrágico, no dia 23 de novembro de 2010, deixando um vazio no coração dos familiares, amigos, alunos e confrades e a cultura feirense órfã, de uma das mais denodadas feirenses, guardiã das tradições desta cidade.

Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Promotores do SORRISO”.

domingo, 15 de junho de 2014

PERFIL DE IRMA CARIBÉ AMORIM

Nasceu em Feira de Santana, no dia 23 de março de 1934. Filha de Antônio Alves Caribé e Izalda Mota Lima Caribé.
Tem a formação em Odontologia, Contabilidade, Professora de Matemática, além de artista plástica, artesã, escritora e poetisa.
Exerceu o cargo de Professora de Matemática na Escola Normal, Colégio Estadual e Colégio Santanópolis, em Feira e Santana. Foi Coordenadora Pedagógica do Colégio João Durval Carneiro e da Escola Oliveira Brito. Implantou a Escolinha Saci-Pererê e a administrou entre 1963 a 1966.
Foi casada com o arquiteto, Amélio Amorim, com o qual não teve filhos, mas adotou uma menina, Jurema, que lhe deu três netos, pelo coração.
Foi diretora do Centro de Cultura Amélio Amorim (1986 a 1988); presidente da Casa da Amizade do Rotary Clube de Feira de Santana; Suplente de Conselheira de Cultura da Fundação Cultural de Feira de Santana; Sócia Fundadora da Associação Cristã Feminina; Sócia Fundadora do International Women’s Club de Feira de Santana; membro da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana, onde exerceu a função de Vice-Presidente, membro da Academia de Cultura da Bahia e do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana.
Recebeu a Comenda Dival Pitombo, da Câmara Municipal de Feira de Santana, por seus serviços prestados à cultura feirense. 
Publicou os seguintes livros: Noite Clara (poemas); Um Solto no Outro (antologia) “.... e a Avenida Senhor dos Passo?”; Um Lenço Perfumado (Poemas de Outono). 
Tem poemas publicados em vários jornais da cidade. Faleceu vítima de um AVC hemorrágico, no dia 23 de novembro de 2010, deixando um vazio no coração dos familiares, amigos, alunos e confrades e a cultura feirense órfã, de uma das mais denodadas feirenses, guardiã das tradições desta cidade.
Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Mestras do bem”.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

PERFIL DE VOLNEY

Volney Araújo Pitombo
Santanopolitano
Cirurgião Plástico

Nasceu em Salvador, no dia 11 de julho de 1948. Filho de Dival da Silva Pitombo e Zaury Araújo Pitombo.
Sua vida escolar foi iniciada na Escola Anexa à Escola Normal, sendo sua primeira mestra a Prof.- lani Brasileiro e depois a Prof.ª Helena Assis, duas das mais competentes mestras em Feira de Santana.
O ginásio cursou no Ginásio Santanópolis, em Feira de Santana e o Curso Científico em Salvador, no Colégio Dois de Julho.
Cursou Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia e a espe­cialização no University College Hospital em Londres, orientado pelo Prof. David Matthews na especialidade de Cirurgia Plástica.
Nas suas horas de lazer cultiva o gosto na jardinagem e prática do hipismo.
É casado com a Sra. Maria Margarida Pitombo, com a qual teve uma filha Paula Pitombo.
Hoje reside no Rio de Janeiro, onde goza do renome dos mais altos cirurgiões em plástica, como o especialista Ivo Pitangui e é cognominado de "o bisturi de ouro", pela sua competência nesta área da Medicina.
Foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em setembro de 2015.
Recebeu a Comenda Genival Veloso de França pelos 18 anos da So­ciedade Brasileira de Direito Médico e Bioética -ANADEN, em 29/09/2016, em Brasília.
Sempre que tem oportunidade ou é solicitada sua presença em Fei­ra de Santana, não mede esforços para voltar à sua terra natal e conviver com os familiares e amigos.



sábado, 24 de outubro de 2015

PERFIL DE CARLOS ALBERTO OLIVEIRA BRITO

Nome: Carlos Alberto Oliveira Brito
Data de Nascimento: 08 de Novembro de 1952
Filiação: Joselita Oliveira Brito
Estado Civil: Casado
    Esposa: Vera Lúcia Santos Brito
     Filhas: Rebeca Santos Brito
                  Paula Santos Brito
Formação
  Técnico em Contabilidade- Colégio Santanópolis
   Bacharel em Ciências Contábeis: Universidade Federal da Bahia
   Mestre em Contabilidade - Fundação Visconde de Cairu
   Especialização em Consultoria Empresarial – SEBRAE/SUDENE
   Especialização em Administração Financeira – SEBRAE/SUDENE
Experiência Profissional
   Consultor Industrial – Centro Industrial do Subaé
   Gerente Financeiro – Centro Industrial do Subaé (1988 a 1989)
   Contador- Becker Assessoria Contábil Ltda
   Professor Assistente – Universidade Estadual de Feira de Santana
   Professor - FTC (2008)
   Secretário da Fazenda – Prefeitura de Feira de Santana (1997)
   Secretário de Planejamento - Prefeitura de Feira de Santana (2001-2008)
   Secretário de Planejamento - Prefeitura de Feira de Santana (2009-2011)
   Secretário de Planejamento - Prefeitura de Feira de Santana (2013 até presente data)
Outras Atividades
    Presidente do Sindicato dos Contabilistas de Feira de Santana (1997)
    Presidente da Fundação Senhor dos Passos (2007)
    Vice-Presidente Licenciado da Fundação Senhor dos Passos (2015)
    Presidente da Sociedade Filarmônica 25 de Março (2013-2015)
Informações Adicionais
     Comenda Maria Quitéria - Câmara de Vereadores de Feira de Santana
     Comenda da Ordem do Mérito de Feira de Santana - Prefeitura Municipal
     Comenda Martiniano Carneiro - Academia Feirense de Letras
     Medalha do Mérito Histórico e Cultural – Prof. Dival Pitombo _IHGFS
     Medalha Contador José Enock da Cruz - Câmara de Vereadores
     Premio Quem é Quem – Feira de Santana ( Jornal Tribuna da Bahia)
      Premio Mérito Educacional FTC – 2015
      Responsável pela Construção do Centro Comunitário Ederval Fernandes Falcão
      No Bairro das Barúnas, com Teatro , capacidade  para  220  pessoas, Refeitório,
      Dormitórios com capacidade para 120 pessoas.
     

   
  PRESERVAÇÃO  MEMÓRIA DE FEIRA DE SANTANA

   1) Criação da Fundação Senhor dos Passos – 1996
   2) Criação do Núcleo de Preservação da Memória Feirense
  3) Responsável pela Preservação e Restauração dos Patrimônios Arquitetônicos:

     a) Casario da Família Fróes da Motta – 111 anos
     b) Igreja de Nossa Senhora dos Remédios – 315 anos
     c) Igreja de Nossa Senhora dos Humildes – 330  anos
     d) Igreja de São José das Itapororocas-  350 anos
     f) Igreja Senhor dos Passos  (1º Etapa) – 90 anos

  4)Responsável pela Restauração de Imagens Centenárias:

      1) Imagem de Nossa Senhora dos Remédios
      2) Imagem do Senhor dos Passos
      3) Imagem  de Nossa Senhora das Dores

  5) PUBLICAÇÕES E RE-PUBLICAÇÕES DE LIVROS:
  
1.  CRONICAS HUGO NAVARRO
2.   IGREJA NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS - 300 ANOS DE FÉ E DEVOÇÃO
3.  DIMENSÃO HISTÓRICA DA VISITA DO IMPERADOR A FEIRA DE SANTANA
      4.  RECORDAÇÕES E VOTOS
      5.  CRONICAS DE D. LUCAS MOREIRA NEVES
      6.  MEMÓRIAS PERIÓDICOS FEIRENSES = O  SANTANÓPOLIS
      7.  REVISTA SERTÃO 
      8.  MEMÓRIAS - PERIÓDICOS FEIRENSES (JORNAIS)
        9.   ESTRADA DO TEMPO
      10. FUNDO MUNICIPAL DE EMANCIPAÇÃO
    11. 31 ANOS DE MICARETA 
    12. PEQUENA HISTÓRIA DE FEIRA DE SANTANA
    13. CELEBRANDO A VIDA
    14. CONFERÊNCIAS ANTOLÓGICAS
     15A IMPORTÂNCIA DAS FUNDAÇÕES PRIVADAS
    16. HISTÓRIA DO FLUMINENSE DE FEIRA 
    17. GEORGINA ERISMAN 
    18. EME PORTUGAL O MITO DO COLUNISMO FEIRENSE
    19. CINEMA DEMAIS
    20. REMINISCÊNCIAS DE FEIRA DE SANTANA
    21. RETALHOS DE MINHA CIDADE
   22.. FRAGMENTOS DA HISTÓRIA DE FEIRA DE SANTANA  I
      23.  MEMÓRIAS - BOLETIM DO  FE TE CÊ/REVISTA FTC
   24.  REVISTA SERPENTINA
   25. JORNAL  "O CORUJA"  





 6 -  Imagens em Movimento- Resgatadas e Preservadas

 


1
Princesa do Sertão - 1961
2
Micareta de Feira de Santana- 1968
3
Os Pioneiros
4
Lojista do Ano - 1984
5
Procissão de Nossa Senhora Santana- 1970
6
Evento Social - 1968
7
Jogo no Jóia da Princesa Flu de Feira X Santos
8
Desfile Militar - Década de 70
9
Inauguração da Casa do Sertão- 1978
10
Gente de Destaque
11
Inauguração do Sistema de Água de Feira - 10957
12
Inauguração da Pneus Tropical
13
Inauguração da Visão Moda - SSA
14
Lançamento da Revista Hera - número 10
15
ANJANIL 1975
16
Oydema 20  Anos de Jornalismo
17
Ana Botafogo na EARTE
18
Imagens de Feira de Santana
19
Micareta no Cajueiro com Joãozinho Trinta
20
Bloco da UCA
21
Inauguração  do Centro Abastecimento
22
Micareta- Década de 70
23
Jogos no Jóia da Princesa - Década de 70
24
José Falcão da Silva - Registros Históricos
25
Lavagem da Igreja e Levagem da Lenha
26
Caju de Ouro - 1976
27
Baile das Atrizes
28
Torneio de Futebol - Clube de Campo Cajueiro 1991
29
Um Crime na Rua
30
Evento Social na Boite Caju de Ouro
31
1 Eucaristia - Escola Rui Barbosa (1996)
32
Clube de Campo Cajueiro - 30 Anos
33
Comenda Filinto Bastos - Antônio Santana
35
Jóias da Princesa - Casario Fróes da Motta
36
Procissão de Nossa Senhora Santana - 2015
37
Bloco Periquito - Micareta
38
Imagens de Feira de Santana - 2013
39
15 Anos da Fundação Senhor dos Passos
40
Campeonato Baiano-Flu de Feira X Catuense-1989
41
Igrejas de Feira de Santana
42
Procissão de Nossa Senhora Santana - 2014
43
Tributo a Estevam Moura
44
Tributo a Georgina Mello Erismann - 70 anos Sem Ela
45
Festival de Filarmonica Princesa do Sertão
46
Festival de Filarmonica Princesa do Sertão IV
47
II Encontro de Santanopolitanos - 2010
48
Feira de Santana- Una Ciudad Preparada Para Usted
48
Tributo ao Maestro  Raimundo Pimenta
49
Tributo a Mestre Guinu
50
Reinauguração do Casario Fróes da Motta
51
Hino a Feira
52
Pinto Vem Aí
53
Festa das Debutantes
54
Sinais de Chuva
55
Sertão
56
Ana 
57
Como Nasce Uma Cidade
58
O Profeta de Feira
60
A Rumbeira
61
Centro de Abastecimento 2013
62
Filarmonica 25 de Março - Procissão Santana 2015
63
Fluminense X Vit. Da Conquista - 2009
64
Relançamento do Livro- História do Fluminense
65
Festa Quem é Quem - AJ Larangeira - 2014
66
Imagens de Carlito Carvalho
67
A Vida do Artista Pedro Roberto

7) Sociedade Filarmônica 25 de Março

      1) Restauração  da Sede – Iniciada em Agosto/2015 com a Reforma do Telhado
       2) Criação da Escola de Música Maestro Estevam  Moura, com sede no Bairro
           das Baraúnas. Em funcionamento com 25 alunos.
       3) Resgate da Filarmônica 25 de Março, após 15 anos de paralisação.
        4) Resgate das partituras dos Maestros das filarmônicas de  Feira de Santana, principialmente Estevam Moura e Tertuliano Santos.
        5) Celebrou convênio da UEFS e FSDP, na área musical.

O Santanopolitano Carlos Brito, fez mais pela memória de Feira de Santana, do que todos os Governadores Municipais, Estaduais e Federais 






Filme do Santanopolis dos anos 60