Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

AEROCLUBE DE FEIRA DE SANTANA

Evandro J.S. Oliveira

Precedido de uma série e eventos importantes, a partir da criação do Ministério da Aeronáutica, pelo presidente Getúlio Vargas e a decisiva participação do jornalista Assis Chateaubriand ao lado do interventor federal na Bahia, Landulpho Alves, o primeiro campo de pouso de Feira de Santana foi inaugurado em 27 de outubro de 1942, pelo prefeito Heráclito Dias de Carvalho e várias outras autoridades. O denominado “campo de aviação” ficava localizado no atual bairro George Américo, em uma ampla área que havia sido adquirida em 1936 pelo mesmo prefeito. Vale lembrar que até 1930 no país todo só havia 31 campos de pouso, quatro companhias aéreas e 27 pilotos mercantes.
Foto do arquivo Maria Odete Brito de Almeida
Em 1940, portanto 10 anos depois já eram 3 l 2 campos de pouso, nove linhas aéreas e 160 pilotos mercantes. No início do governo de Getúlio Vargas havia no Brasil dois aeroclubes, mas em 1940 o número foi ampliado para 71. Os Diários Associados tiveram importante papel no crescimento do setor com matérias publicadas e o jornalista Assis Chateaubriand, presidente da mais importante rede de jornais, rádio e tevê que o Brasil já conheceu foi um grande incentivador. Foi ele que telegrafou ao interventor Landulpho Alves pedindo a criação do Aéreo Clube de Feira de Santana. Em abril de 1941 o interventor comunicou ao prefeito Heráclito Dias de Carvalho tendo início uma série de ações para levar a ideia à frente.
Foi composta uma comissão constituída pelo prefeito e mais os senhores: Áureo de Oliveira Filho, Humberto de Alencar, Dival Pitombo, Edgar Vasconcelos. Oscar Marques, Gerson Rocha, Joselito Amorim, Isaias Mendes e José Brito encarregada da fundação do aeroclube que, de imediato, publicou nota no jornal FOLHA DO NORTE em 12 de abril de 1941, convocado a comunidade a participar da eleição da diretoria o que viria a ocorrer no dia seguinte 13 de abril na Prefeitura Municipal. O professor Áureo de Oliveira Filho foi eleito presidente da comissão. Foram aclamados como sócios honorários: Getúlio Vargas, Landulpho Alves, Heráclito Dias de Carvalho e como sócio benemérito Assis Chateaubriand.  
Sobre o mesmo assunto: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1720853633431667537#editor/target=post;postID=8300617859440098168;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=59;src=link
O hangar do campo de pouso foi construído logo após a visita de um técnico do Departamento de Aeronáutica Civil (no atual bairro George Américo) contando com a colaboração da comunidade. O prefeito doou dez contos de reis e o interventor Landulpho Alves doou igual importância. No ginásio Santanópolis foram instalados, de forma provisória, curso de pilotagem mecânica e rádio telegrafia. O Banco do Brasil doou um avião que estava no aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro, sendo batizado de “Visconde do Rio Branco”.
A inauguração do campo de aviação de Feira de Santana aconteceu em meio a grande festa no dia 27 de outubro de 1942, com muitas delegações visitantes como excursionistas de São Gonçalo dos Campos e Paraguaçu, o TG 499 e Filarmônica Sanfelixta (ambos de São Félix), além de alunos da Escola Profissional de Cachoeira. O hangar, com capacidade para seis aviões, foi projetado pelo engenheiro José Lopes de Brito. Às 9 hs.30minutos do dia 27 de outubro de 1942 sobrevoava a cidade o primeiro avião do Aeroclube de Feira, pilotado por Valter Batista Armando Arruda.
Às 11 horas chegavam os aviões da Companhia de Aviação de Salvador, vivendo a cidade momentos de grande emoção. Foram estes os aviões; “Francisco Glicério” pilotado por Carmilton Paternostro Guimarães e co-piloto Helena Pimentel; “Afonso Arinos” piloto Alfredo Santos Souza; “Paulo Cintra Leite” piloto Alberto Gonçalves, todos do Piper Club e ainda “Manoel da Nóbrega” pilotado por Taylorcraft e o “Muniz” pilotado por Oswaldo Carvalho. Veio também “Visconde do Rio Branco” doado ao Aeroclube de Feira de Santana. Na inauguração do hangar falaram o prefeito Heráclito Dias de Carvalho e o jornalista e piloto civil Assis Chateaubriand, entre outras autoridades.
Carteira de Brevê , de José Torres Ferreira
 de aviador equivalente a CNH de motorista
O Aeroclube abriu inscrições para formação de aviadores com 143 alunos. Em setembro de 1943 eram considerados habilitados para aviação os dois primeiros pilotos: José Torres Ferreira e Homero Falcão de Carvalho. Na década de 80 o primeiro capo de aviação de Feira de Santana foi desativado para a construção atual aeroporto que tem pouco uso. A área do antigo campo foi invadida por pessoas da comunidade sob o comando de George Américo, ali surgido o hoje populoso bairro George Américo.

A santanopolitana Niceia Ferreira, mandou esta matéria publicada no jornal FOLHA DO NORTE de 2010.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

NOVA DIRETORIA DO AEROCLUBE DE FEIRA DE SANTANA

Inauguração do campo de aviação de Feira de Santana, vários aviões de Salvador
vieram para a festa de inauguração;

A história do aeroclube de Feira de Santana já postada por duas vezes neste blog. A última sobre o título  AEROCLUBE DE FEIRA DE SANTANA.Como disse a publicação da Folha do Norte ao lado, transcrita abaixo, houve interrupção das atividades decorrente da 2ª Guerra Mundial, agora caminhando para o seu término voltaram a atenção para aviação civil.

Nota da Folha do Norte edição 
24/02/1945

Dado a evolução da aviação, em todo o mundo recrudesceu as atividades dos aeroclubes. Em Feira de Santana o movimento ganhou grande repercussão. Essa diretoria recém eleita fez um trabalho muito profícuo, aproveitando da febre da aviação que grassava no Brasil. 

NOTA AO LADO

Após censurável período de paralização, sem que no silencio dos céus claros da cidade fosse interrompido com a presença alegre e ruidosa dos aviões de treinamento do campo “Assis Chateaubriant”, retorna o Aéro Clube local às suas atividades patrióticas, na qual foi eleita e imediatamente empossada, a diretoria para o exercício social de 1945 a 1946, que ficou assim constituída:

Diretor Presidente, dr. Áureo de Oliveira Filho; diretor-1º vice-presidente, dr. Edelvito Campelo de Araujo; diretor 1º secretário, Clovis Lima; diretor 2º secretário Jsé Falcão de Carvalho; diretor 3º secretário, dr. Dival Pitombo.

Diretor Técnico, Homero Falcão de Carvalho; diretor-assistente, José Torres Ferreira; diretor-sub-assistente, Agostinho Fróes da Mota.

Diretor-social, dr. Jorge Leal.

Diretor de propaganda, prof. Joselito Amorim.

Nessa mesma assembleia, além de várias deliberações tomadas para incentivar na juventude feirense, o entusiasmo e gosto pela aviação civil. Ainda foi creado o Conselho de Assistência, cujas atribuições terão a finalidade secundar o esforço da Diretoria, nos moldes ativos e de prosperidade em que se encontram os demais aeroclubes do Brasil. Esse Conselho é composto dos seguintes membros: Dr. Eduardo Fróes da Mota, Quintor Caffé, Clovis Amorim, Servilio Carneiro, Arnold Silva, João Marinho Falcão e Carlos Rubinos Bahia.

A “Folha do Norte” felicita os novos dirigentes do Aéro Clube de Feira de Santana, num forte desejo dos maiores êxitos.


terça-feira, 17 de setembro de 2019

AEROCLUBE DE FEIRA DE SANTANA


A santanopolitana Niceia, enviou gentilmente a foto acima. Parte da turma de 1943, com identificação do seu pai, Zeca Ferreira, o primeiro junto ao avião.

Para ver neste Blog a história do Aeroclube de Feira de Santana:   
Acima do lado esquerdo, da primeira página do Blog tem,  B  dentro do quadrinho escreva aeroclube >enter


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quarta-feira, 25 de abril de 2012

AEROCLUBE DE FEIRA DE SANTANA II

ENVIADA POR: MARINITA

QUANDO - 1945

Batismo do primeiro avião doado por Assis Chateaubriand, conseguido por Áureo Filho criador do Aeroclube. Na foto Lourdes Falcão esposa do finado Nilton da Costa Falcão, Santanopolitano, foi Inspetor da Escola de Comércio Santanópolis. Ela representava a Escola Normal. À direita Marinita, representando o Santanópolis.

quarta-feira, 4 de março de 2020

ÁUREO DE OLIVEIRA FILHO

Joselito F. Amorim
Santanopolitano
Como o dever: Finca no teu chão uma semente e procedes para que os frutos, além de sadios, sejam úteis ao teu povo.

Atendendo prazerosamente à solicitação do recém criado Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana, que solicita um pronunciamento a respeito de prof. Áureo de Oliveira Filho, o faço com um misto de orgulho e satisfação. Vários são os motivos que me deixam feliz. Primeiro por se tratar de um dos feirenses mais ilustres e com maior parcela de serviços prestados a sua comunidade. Em segundo lugar, por constatar que, a nossa Terra, sem jamais relegar sua vocação comercial - um dos nossos orgulhos e a razão do seu ser, ampliada ainda pela nova e indispensável vocação industrial e, mais ainda pela recente vocação cultural - que nos parece - seja em futuro o seu maior polo de desenvolvimento, já não pensa apenas no vil metal.
Que poderei dizer além do que já foi dito a seu respeito por amigos, admiradores e ex-alunos, em livro editado por ocasião do centenário do seu nascimento - 2002? A sua obra educacional, primeiro ginásio oficializado do interior do Estado, tornou-se não um fato histórico, porém um fato de grande repercussão, não só para a cidade, projetando-a, como de grande utilidade para a juventude interiorana, que não tinha outra alternativa, a não ser a capital do Estado.
Foram milhares e milhares de jovens que para aqui acorreram em busca do saber. E que resultado! Quantos médicos, advogados, dentistas, engenheiros, agrónomos, comerciantes, industriais, governadores, ministros, deputados, etc. Quanta gente boa!
Áureo não foi só o dono do colégio, foi acima de tudo um grande mestre, um sonhador, um idealista, um grande educador. Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino da Bahia e Sergipe por longos anos, Áureo vivia os problemas de sua cidade. Estudava-os. Debatia-os e lançava-se à luta. A batalha pela energia, que era deficientíssima. A luta pela água encanada. A luta pelo asfaltamento da rodovia Feira-Salvador. A luta pelo telefone. A luta pelo Aeroclube de Feira, do qual foi presidente.
A luta pelo Frigorífico de Feira, tão mal equacionado. Em todas elas, ele estava na linha de batalha. Feira ressentia-se da falta de um hotel, Áureo o construiu. Feira não tinha um auditório, Áureo o fez. Quantos e quantos jovens pobres foram amparados pelo seu colégio. Enquanto muitos enriqueceram com o ensino, Áureo, mesmo sendo o pioneiro, morreu pobre.
Constatando serem limitados os horizontes da cidade, na qual foi vereador, torna-se deputado estadual, para melhor servir a sua comunidade. E o faz de modo brilhante. Orador oficial do Poder Legislativo, líder do Governo, defensor e reivindicador de melhoria para seu povo. Defensor da criação da Universidade, do parque industrial, de mais escolas para a juventude, de casas populares para o povo e de tantas e tantas outras justas reivindicações.
Conheci o Dr. Áureo Filho quando, após concluir a quinta série primária, trabalhava no Ginásio Donato de Souza, recém criado, para poder custear meus estudos na escola de comércio do Prof. Donato, à noite. O prof. Áureo ensinava Ciências Físicas e Naturais, jovem brilhante, entusiasta, voz de timbre firme e vibrante, como que a vender esperança.
Não tendo êxito o Ginásio Donato de Souza, por falta de registro no Ministério da Educação e Cultura, o Dr. Áureo aproveita, ou melhor, faz com que a semente plantada pelo Prof. Manoel Donato de Souza passe a germinar no Ginásio Santanópolis, que surge devidamente reconhecido pelo MC, em 1933. Cinquenta alunos na sua primeira turma, da qual tive a oportunidade e o prazer de participar.
Áureo teve a felicidade de formar um corpo docente de primeira linha, recrutando o que de melhor havia na cidade: Gastão Guimarães, Fíonorato Bonfim, Pedro Américo, Mons. Amilcar Marques, Renato Santos Silva, Prof. Antônio Matos, Profa. Edelvira Oliveira, Hermengarda Oliveira, Ten. Abdon Souza, Isabel Alexandrina de Carvalho, José Joaquim Lopes de Brito. Mais tarde com o reforço de Geraldo Leite, Osvaldo Requião, José Maria Nunes Marques, Lourdes Brito, José Soares, Edelvito Campeio de Araújo e de tantos e tantos outros mestres que os sucederam com as mesmas qualificações. Primeiro corpo docente, que mesmo sem formação pedagógica, nada ficou a desejar. A faculdade de filosofia que se incumbia da formação de professores para o ensino médio, surgiu alguns anos depois, por volta de 1940, por iniciativa de outro grande educador, que foi o Prof. Isaías Alves de Almeida.
O Santanópolis cresce a passos agigantados. Ginásio, Colégio (segundo grau), Escola de Comércio. A sua eficiência comprova-se pela classificação nos certames de cunho cultural, de âmbito estadual e nacional. Áureo não media esforços para que seu colégio participasse, fazia todas as despesas. O ingresso dos seus alunos nas Universidades, na maioria das vezes sem os, hoje, afamados cursinhos para vestibular. Além disso, quantos e quantos jovens tiveram oportunidades de desempenhar funções importantes, graças à formação recebida.
Áureo defendia uma educação integral; Física - Moral e Intelectual e assim a praticava no seu colégio. O Regimento Interno com deveres e direitos dos corpos docente, discente e administrativo, era a cartilha de todos os dias, de todos os momentos. Pena que, hoje em dia, a escola cuide apenas da parte intelectual, e olhe lá! A formação ética foi relegada a plano secundário. Que falta está a fazer... Os dirigentes que o digam... Pobre País!
No momento em que o ensino público, se já não se encontra sucateado, porém em marcha célere e, quando se alega falta de recursos para reformá-lo, ou melhor, ressuscitá-lo, acho que o primeiro passo não requer grandes dispêndios. Basta competência e boa vontade. Direções eficientes: - Implantação e execução dos regimentos internos em todos os estabelecimentos de ensino, nos quais se estabeleça direitos e deveres de professores, alunos e funcionários. Cartilha de ética. Acompanhamento para que os programas curriculares sejam ministrados na íntegra. A melhoria e ampliação do seu quadro físico e funcional viria em seguida. Encontrando todos aptos e com disposição para desempenharem seus deveres funcionais.
Ao constatar o surgimento espontâneo de mais uma entidade de cunho cultural - o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana -o que muito nos alegra - fico a pensar na nossa pequenina Feira, na sua origem. - Uma Fazenda - hospedaria, dos seus fundadores: Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa, a quem rendemos homenagem.
Hospedaria - Cidade residência, assim foi Feira por longos anos. A sua feira livre, o seu comércio a transformaram em Cidade Comercial, da qual muito nos orgulhamos, e, tornou a razão do seu ser. O seu crescimento, a necessidade de ampliar o mercado de trabalho para os jovens, a fizeram também um grande polo industrial. Maravilhoso. Polo económico!
Feira clama pelo ensino superior. Toda sua população mobiliza-se. Surge a Universidade, que em poucos anos torna-se uma das mais eficientes do Estado. Surgem novas Faculdades, Academias de Letras e Artes, jornais diários, rádios, televisão e tantas e tantas outras entidades de cunho cultural. Volto a pensar: será que a nossa Feira ainda não se encontrou? Cidade residencial, comercial, industrial e já agora para mais uma alegria. Cidade Universitária.
Feira, pelas facilidades que apresenta: cidade ampla, plana, sistema viário de primeira, cidade ordeira e pacata, com toda infraestrutura, material humano de qualidade e disponível, próximo da Capital, tem tudo para se transformar num grande centro educacional. Assim vemos Feira de Santana, em marcha célere, em busca de novos horizontes, tentando redefinir sua vocação. CIDADE UNIVERSITÁRIA. Construir-se-ia, em futuro próximo, junto à Universidade, em Maria Quitéria, uma vila universitária, com 4 ou 5 mil unidades residenciais, alojamento para alunos e professores, quadras esportivas, biblioteca, teatro, piscina olímpica, etc. Seria a maneira mais fácil e útil de iniciarmos o resgate da dívida imensa, que temos com a célula Mater. Sonho de Áureo Filho.

Replicando: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana Ano I nº 1 2004 

domingo, 25 de setembro de 2022

AEROCLUBE DE FEIRA DE SANTANA - CONVITE DE INAUGUARÇÃO 1942


Continuação da 1ª pag. acima. Nota do jornal "Folha do Norte ed, de 28/8/42.

    Cordiais saudações.

         Acuso com grande prazer o recebimento de vosso ofício de 24 do corrente, que respondo.

         Agradecendo o honroso convite de V.S. para as solenidades festivas da inauguração do no hangar do Aero-Clube, da prometo-vos comparecer a todas estas demonstrações cívicas, que vão reviver recepção dos aparelhos doados ao mesmo e da instalação da nova sede, os nossos sentimentos de patriotismo.

         Outrossim, ponho à disposição do Aéro-Clube os ônibus da nossa Empresa para transporte da juventude, autoridades e convidados para o campo de aviação local.

         (as) Isaltino Costa – Proprietário da Oplano.

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         O sr. Pedro Falcão Vieira, proprietário da Empresa P.F.V. desta urbe pôs também os seus ônibus à disposição do Aero-Clube para transporte da mocidade, convidados e povo ao campo de aviação em 6 de setembro.

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         O avião “Visconde do rio Branco”

Fará diversos vôos por sobre esta cidade e virá da capital acompanhando a flotilha do Aéro Clube  da Bahia.

         É possível que outros aparelhos sobrevoem a Feira por essa ocasião.

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         Pelo sr. Aureo Filho foram expedidos os telegramas seguintes:

         “Ao Doutor Getúlio – Presidente da República -  Rio de Janeiro.

         Em nome diretoria Aéro Clube Feira de Santana, dos 120 alunos venho cientificar Vossencia de que estamos aguardando serenos mas resolutos cheios de vibração entusiástica ordem grande chefe nacional, pt Aproveitamos oportunidade solicitar Vossência maior numero aviões treinamento, mais monitores para ampliarmos preparação mocidade esta zona defesa estremecida Patria”.

         Doutor Salgado Filho – Ministério Aeronautica – Rio de Janeiro.

         Acabamos de pôr disposição eminente Governo nacional nosso Aero Clube composto 120 alunos pt Vimos solicitar Vosseência sentido ampliar nossaa possibilidades treinamento preparação monitores defesa Patria maior numero aviões, mais monitores pt Pedimos sua interferência indicar agrônomo Carmilton Guimarães exercer cargo atividades agronômicas nessa cidade ficando disposição Aero Clube como monitor diplomado que é pt Como Vosseência compreenderá nosso interesse anseio ação eficiente sermos útil defesa integridade nosso Brasil.

AERO CLUBE, POSTAGEM NESTE BLOG 19.10.2018 




 

quarta-feira, 27 de abril de 2022

ÁUREO DE OLIVEIRA FILHO

JOSELITO FALCÃO AMORIM - IN MEMÓRIA

Como dever: Finca no teu chão uma semente e procedes para que os frutos, além de sadios, sejam úteis ao teu povo

     Atendendo prazerosamente à solicitação do recém criado Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana, que solicita um pronunciamento a respeito de prof. Áureo de Oliveira Filho, o faço com um misto de orgulho e satisfação. Vários são os motivos que me deixam feliz. Primeiro por se tratar de um dos feirenses mais ilustres e com maior parcela de serviços prestados a sua comunidade. Em segundo lugar, por constatar que, a nossa Terra, sem jamais relegar sua vocação comercial - um dos nossos orgulhos e a razão do seu ser, ampliada ainda pela nova e indispensável vocação industrial e, mais ainda pela recente vocação cultural - que nos parece - seja em futuro o seu maior polo de desenvolvimento, já não pensa apenas no vil metal.

Áureo de Oliveira Filho

    Que poderei dizer além do que já foi dito a seu respeito por amigos, admiradores e ex-alunos, em livro editado por ocasião do centenário do seu nascimento - 2002? A sua obra educacional, primeiro ginásio oficializado do interior do Estado, tornou-se não um fato histórico, porém um fato de grande repercussão, não só para a cidade, projetando-a, como de grande utilidade para a juventude interiorana, que não tinha outra alternativa, a não ser a capital do Estado.

Foram milhares e milhares de jovens que para aqui acorreram em busca do saber. E que resultado! Quantos médicos, advogados, dentistas, engenheiros, agrónomos, comerciantes, industriais, governadores, ministros, deputados, etc. Quanta gente boa!

Áureo não foi só o dono do colégio, foi acima de tudo um grande mestre, um sonhador, um idealista, um grande educador. Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino da Bahia e Sergipe por longos anos, Áureo vivia os problemas de sua cidade. Estudava-os. Debatia-os e lançava-se à luta. A batalha pela energia, que era deficientíssima. A luta pela água encanada. A luta pelo asfaltamento da rodovia Feira-Salvador. A luta pelo telefone. A luta pelo Aeroclube de Feira, do qual foi presidente.

A lula pelo Frigorífico de Feira, tão mal equacionado. Em todas elas, ele estava na linha de batalha. Feira ressentia-se da falta de um hotel, Áureo o construiu. Feira não tinha um auditório, Áureo o fez. Quantos e quantos jovens pobres foram amparados pelo seu colégio. Enquanto muitos enriqueceram com o ensino, Áureo, mesmo sendo o pioneiro, morreu pobre.

Constatando serem limitados os horizontes da cidade, na qual foi vereador, torna-se deputado estadual, para melhor servir a sua comunidade. E o faz de modo brilhante. Orador oficial do Poder Legislativo, líder do Governo, defensor e reivindicador de melhoria para seu povo. Defensor da criação da Universidade, do parque industrial, de mais escolas para a juventude, de casas populares para o povo e de tantas e tantas outras justas reivindicações.

Conheci o Dr. Áureo Filho quando, após concluir a quinta série primária, trabalhava no Ginásio Donato de Souza, recém criado, para poder custear meus estudos na escola de comércio do Prof. Donato, à noite. O prof. Áureo ensinava Ciências Físicas e Naturais, jovem brilhante, entusiasta, voz de timbre firme e vibrante, como que a vender esperança.

Não tendo êxito o Ginásio Donato de Souza, por falta de registro no Ministério da Educação e Cultura, o Dr. Áureo aproveita, ou melhor, faz com que a semente plantada pelo Prof. Manoel Donato de Souza passe a germinar no Ginásio Santanópolis, que surge devidamente reconhecido pelo MC, em 1933. Cinquenta alunos na sua primeira turma, da qual tive a oportunidade e o prazer de participar.

Áureo teve a felicidade de formar um corpo docente de primeira linha, recrutando o que de melhor havia na cidade: Gastão Guimarães, Honorato Bonfim, Pedro Américo, Mons. Amilcar Marques, Renato Santos Silva, Prof. Antônio Matos, Profa. Edelvira Oliveira, Hermengarda Oliveira, Ten. Abdon Souza, Isabel Alexandrina de Carvalho, José Joaquim Lopes de Brito. Mais tarde com o reforço de Geraldo Leite, Osvaldo Requião, José Maria Nunes Marques, Lourdes Brito, José Soares, Edelvito Campelo de Araújo e de tantos e tantos outros mestres que os sucederam com as mesmas qualificações. Primeiro corpo docente, que mesmo sem formação pedagógica, nada ficou a desejar. A faculdade de filosofia que se incumbia da formação de professores para o ensino médio, surgiu alguns anos depois, por volta de 1940, por iniciativa de outro grande educador, que foi o Prof. Isaías Alves de Almeida.

O Santanópolis cresce a passos agigantados. Ginásio, Colégio (segundo grau), Escola de Comércio. A sua eficiência comprova-se pela classificação nos certames de cunho cultural, de âmbito estadual e nacional. Áureo não media esforços para que seu colégio participasse, fazia todas as despesas. O ingresso dos seus alunos nas Universidades, na maioria das vezes sem os, hoje, afamados cursinhos para vestibular. Além disso, quantos e quantos jovens tiveram oportunidades de desempenhar funções importantes, graças à formação recebida.

Áureo defendia uma educação integral; Física - Moral e Intelectual o assim a praticava no sou colégio. O Regimento Interno com deveres e direitos dos corpos docente, discente e administrativo, era a cartilha de todos os dias, de todos os momentos. Pena que, hoje em dia, a escola cuide apenas da parte intelectual, olhe lá! A formação ética foi relegada a plano secundário. Que falta está a fazer... Os dirigentes que o digam... Pobre País!

No momento em que o ensino público, se já não se encontra sucateado, porém em marcha célere e, quando se alega falta de recursos para reformá-lo, ou melhor, ressuscitá-lo, acho que o primeiro passo não requer grande dispêndios. Basta competência e boa vontade. Direções eficientes: Implantação e execução dos regimentos internos em todos os estabelecimentos de ensino, nos quais se estabeleça direitos e deveres de professores, alunos e funcionários. Cartilha de ética. Acompanhamento para que os programas curriculares sejam ministrados na íntegra. A melhoria e ampliação do seu quadro físico e funcional viria em seguida. Encontrando todos aptos e com disposição para desempenharem seus deveres funcionais.

Ao constatar o surgimento espontâneo de mais uma entidade de cunho cultural o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - o que muito nos alegra - fico a pensar na nossa pequenina Feira, na sua origem. - Uma fazenda - hospedaria, dos seus fundadores: Domingos Barbosa de Araújo o Ana Brandoa, a quem rendemos homenagem.

Hospedaria - Cidade residência, assim foi Feira por longos anos. A sua feira livre, o seu comércio a transformaram em Cidade Comercial, da qual muito nos orgulhamos, e, tornou a razão do seu ser. O seu crescimento, a necessidade de ampliar o mercado de trabalho para os jovens, a fizeram também um grande polo industrial. Maravilhoso. Polo económico!

Feira clama pelo ensino superior. Toda sua população mobiliza-se. Surge a Universidade, que em poucos anos torna-se uma das mais eficientes do Estado. Surgem novas Faculdades, Academias de Letras e Artes, jornais diários, rádios, televisão e tantas e tantas outras entidades de cunho cultural. Volto a pensar: será que a nossa Feira ainda não se encontrou? Cidade residencial, comercial, industrial e já agora para mais uma alegria. Cidade Universitária.

Feira, pelas facilidades que apresenta: cidade ampla, plana, sistema viário de primeira, cidade ordeira e pacata, com toda infraestrutura, material humano de qualidade e disponível, próximo da Capital, tem tudo para se transformar num grande centro educacional. Assim vemos Feira de Santana, em marcha célere, em busca de novos horizontes, tentando redefinir sua vocação. CIDADE UNIVERSITÁRIA[1]. Construir-se-ia, em futuro próximo, junto à Universidade, em  Maria Quitéria, uma vila universitária, com 4 ou 5 mil unidades, alojamentos para alunos e professores, quadras esportivas, biblioteca, teatro, piscina olímpica, etc. Seria a maneira mais fácil e útil de iniciarmos o resgate da dívida imensa, que temos com a célula Mater. Sonho de Áureo Filho.

Revista Inst. Hist. Geogr. de Feira de Santana, a I, n. 1, p. 123-126, 2004



[1] Nota do Blog – Sobre este assunto, sempre achei que o Município (doando terreno), UEFS e entidades federais de financiamento, deveriam projetar uma vila universitária para financiar residências para professores, nos moldes que fizeram com moradias para policiais militares, na área doada pelo o Estado junto a Delegacia e Ciretran. A UEFS mantem, a um enorme custo, transporte de ônibus Feira a Salvador, só justificado nos primeiros anos, para atrair os necessários Lentes.  Também a falta de apoio de vários governos municipais de nossa cidade à UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

domingo, 8 de abril de 2012

ANTÔNIO CARLOS SAMPAIO MARQUES


Carlos Marques - 1924-2005

Nasceu em Feira de Santana, no dia 12 de fevereiro 1924. Filho de Manoel Marques e Raulinda Sampaio Marques.
Iniciou a sua vida escolar em várias escolas particulares, incluindo a da Prof’. Célida Soares da Rocha. Cursou Magistério na Escola Normal de Feira de Santana, em 1939.
Em 1941, já trabalhava com o seu pai, na firma revendedora de máquinas Singer. Foi convidado juntamente com outros colega a participar do Torneio Interestadual de Basquetebol, concorrendo à Taça “Urbano Pedral Sampaio”, disputado no Colégio Normal da Bahia, em Salvador, em novembro de 1941, sagrando-se campeão pelo referido Torneio. De volta à Feira, foi homenageado, com e seus companheiros de equipe, pela Escola Normal de Feira de Santana, quando desfilou pelas ruas da cidade, em carro aberto tendo à frente a Banda Marcial desta escola.
Em 1945, ingressou no Aeroclube de Feira de Santana, conseguindo o brevê de Piloto Civil, tomando-se apto à carreira piloto da FAB. Neste mesmo período fez o curso de Contabi1idade na Escola de Comércio do Ginásio Santanópolis, concluindo em 1947.
Em 1948, Carlos candidatou-se a vereador pelo PTB, quando lutou em defesa da Constituição e pela solução dos grave problemas desta cidade.
Em 1950, casou-se com Julieta Oliveira, com a qual teve sete filhos: Cláudia. Olivia, Carlos Filho, Márcia, Virgínia, Jader e Flávia.
Carlos Marques conheceu muitos países, viajando com sua esposa. para a Europa por várias vezes.
Na década de 70, instalou a segunda maior galeria comercial da cidade, a Carmac, que até hoje a família administra.
Foi sócio-fundador do Sindicato dos Produtores Rurais, onde foi homenageado com uma placa em 1958; do Lyons Clube de Feira de Santana, em 1 977, participou de uma Convenção desse Clube de serviços, na Europa, em 1978; do Feira Tênis Clube e do Campo Cajueiro; da Sociedade Filarmônica 25 de Março.
Sócio-fundador do Clube de Dirigentes Lojistas de Feira de Santana, em 1977, recebendo o título “Ao Lojista de Sempre”, em fevereiro de 1983.
Compositor de marchas carnavalescas, dotes herdados de seu avô, Tertuliano Sampaio, musicista. Participou de várias comissões organizadoras da Micareta, sendo ainda presidente.
Incentivador incansável dos movimentos teatrais que surgiram na cidade. Foi um dos produtores do filme “O Grito da Terra” do cineasta Olney São Paulo, baseado no romance de Ciro Leite.
Era um desportista fanático. Fundou o Bahia de Feira e foi Conselheiro Deliberativo do Fluminense de Feira e dirigente da LFD (Liga Feirense de Desportos). Acompanhou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, em 1966, na Inglaterra.
Acometido de uma enfermidade cardíaca e submetendo-se a uma intervenção cirúrgica, a aplicação anestésica deixou seqüelas, danificando seu cérebro, paralisando-o.
Faleceu no dia 19 de abril de 2005, depois de uma longa enfermidade, deixando viúva, sete filhos, dezoito netos e uma bisneta.
Fonte: "Inquilinos da Casa da Cidadania" - Oliveira, Lélia Vitor Fernandes


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

VIDA ESCOLAR DE DRANCE MATTOS DE AMORIM

QUANDO: 1934 A 1938
Drance fez admissão, 1ª e 2ª séries no Santanópolis, transferido para o "Instituto Carneiro Leão” em Recife, cursou a 3ª série, retornou para o Santanópolis cursando a 4ª série.
Drance é um caso especial de ex-aluno. Relatos dos mais estranhos temos conhecimento, sempre foi ligado às ciências, inventor desde estudante:
1.      Quando era estudante do ginásio, criou um micro alto-falante que cabia no buraco (para colocar tinteiro) da carteira de estudante da época. Um fio que ia até embaixo do assoalho da sala de aula. A finalidade do invento era para pescar, um colega ficava no porão com um microfone ditando as resposta da prova, Não funcionou perfeitamente, zunindo chiados chamando a atenção do professor de ciências, Pedro Américo. O professor deu zero pela desonestidade e dez pela criatividade;
2.      De outra feita, era costume em Feira de Santana, ligar rádio para ouvir as transmissões de futebol do Rio de Janeiro, nos dias de domingo. Drance inventou um sistema que interferia na transmissão, em um raio de cerca de mil metros. O bar Suêto onde concentrava os mais aficionados ficava na Rua Direita, mais ou menos onde hoje é o Bradesco. Instalando o sistema na Rua de Aurora, ele conseguiu interromper a transmissão dos jogos, foi a maior confusão.
3.      Em Recife, pilotou um pequeno avião de treinamento de um aeroclube, fazendo piruetas e voos rasantes, sem brevê (habilitação para pilotar);
4.      Depois de formado em medicina, foi para os Estados Unidos, tornando pesquisador. Dizem que deixou muitas patentes de instrumentos de medicina. Na Feira quando retornou, criou no Observatório Antares, um relógio eletrônico de alta precisão. Também construiu os equipamentos da primeira Rádio FM de Feira de Santana, Rádio Antares.
Todos os casos relatados foram transmitidos ao blog oralmente, carecendo de documentos que comprovem a veracidade.


sábado, 20 de outubro de 2018

TURMA DE 1945 - AEROCLUBE DE FEIRA DE SANTANA

Os poucos que reconheço:
Em pé o quarto é o instrutor
 Capitão Renato; o quinto é Barreto.
Agachados: Juca e Carlos Marques

Filme do Santanopolis dos anos 60