Símbolos do Santanópolis

FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

HISTÓRIA DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE FEIRA DE SANTANA - IX

 

JOÃO BATISTA DE CERQUEIRA

Santanopolitano, Médico, Professor Adjunto de Urologia, Mestre em Ciências Morfológicas. Vice-Provedor da Santa Casa de Misericórdia.

HISTÓRIA DA SANTA CASA DE MISERICORDIA DE FEIRA DE SANTANA - VIII


    Portanto, implantado no Brasil desde o período colonial, época na qual somente na Capitania da Bahia foram instaladas três únicas Santas Casas, após a independência, o modelo lusitano continuaria a servir de referência para o governo Imperial brasileiro, responsável pela autorização e ajuda para funcionamento de oito novas Misericórdias na Província da Bahia, seis das quais na região do Recôncavo. (Gráfico 1).

Fontes: Cerqueira (2009); Khoury (2004, v. I e II).

Nota: Autor: Elaborado pelo autor deste artigo (2018).

3
➯período Imperial
8
período Colonial


    

    Por conseguinte, uma análise preliminar do processo de expansão das Santas Casas no Recôncavo da Bahia, em desacordo com a historiografia referente à postura dos Governos imperiais quanto à assistência social das populações necessitadas, demonstra a expressiva participação de agentes governamentais nos movimentos em prol da fundação dessas irmandades. Em vista do fato, conforme registrado no Quadro 1, constata-se que das seis novas Santas Casas do Recôncavo baiano, apenas uma delas teve um comerciante como o principal responsável pela fundação da confraria, muito embora apoiado pela Corte. As demais, em número de cinco, que representa 83% (oitenta e três por cento) do total, foram instituídas sob a liderança de agentes públicos que atuavam tanto no campo laico quanto no religioso.

Quadro 1 - Datas, locais e lideranças responsáveis pela fundação das Santas Casas no Recôncavo da Bahia, durante o período imperial.

ANO

LOCAIS - VILAS E ARRAIAL

FUNDADOR

PROFISSÃO

1826

Vila de Nossa S. R. do P. da Cachoeira

Dr. Antônio Vaz de Carvalho

Juiz de Fora

1830

Arraial de Nossa Senhora de Nazaré

Dr. José Gonçalves Martins

Juiz de Fora

1846

Vila de Maragogipe

Dr. Gustavo Xavier de Sá

Juiz de Fora

1859

Vila de Feira de Sant’Anna

Dr. Luiz Antônio P. Franco

Juiz de Direito

1860

Cidade de Valença

Cel. Izidro de Sena Madureira

Comerciante

1866

Arraial de Oliveira dos Campinhos

Pe. Antônio Pinheiro de Queiroz       

Religioso

Fonte: Cerqueira (2009); Nascimento (2011); Barbosa (1968).

Nota: Autor: Elaborado pelo autor deste artigo (2018).


Portanto, comprovado que, principalmente, foram agentes do governo imperial que estiveram à frente das fundações das Santas Casas, pode-se asseverar que esse movimento estava inserido no esforço da Corte brasileira em organizar um sistema de assistência social no Brasil Imperial. Para tal, a exemplo do Decreto assinado pelo Ministro da Regência Trina, o baiano Dr. José Lino dos Santos Coutinho, em favor da Santa Casa de Cachoeira, o Governo imperial manteve a tradição de conceder às Misericórdias brasileiras os privilégios régios anteriormente concedidos às Santas Casas lusitanas:

A Regência, em nome do Imperador, tomando em consideração a representação da Câmara Municipal da Villa da Cachoeira, sobre requerimento do Provedor e Mesários da Santa Casa da Misericórdia da dita Villa, há por bem que sejam applicados em benefício do seu Hospital os Legados Pios não cumpridos, pertencentes ao seu Districto. E ordena que V. Excelência faça por em execução acerca daquele Hospital o Artigo 2° da Lei de 6 de Novembro de 1827, ficando a incumbência de que, na data de hoje se officie à Repartição dos Negócios da Justiça para expedir as ordens necessárias, a fim de que se efective a entrega dos mencionados Legados (BNRJ, 1831, grifos nossos).


    No caso em questão, a partir de então, na jurisdição do Distrito Eleitoral cuja sede era a Vila da Cachoeira, através desse privilégio concedido pela Corte brasileira, a Misericórdia cachoeirana passou a arrecadar recursos pleiteando os “Legados pios não cumpridos”. Instituídos por testadores para realização de celebrações religiosas objetivando a “salvação da alma”, os legados pios não cumpridos podiam ser destinados à organização de “cortejo fúnebre” ou para celebração de missas de “corpo presente”, “sétimo dia de falecimento” ou de forma seriada, quando então eram denominadas “Capelas de missas”.

Corroborando ainda com a tese do esforço da Coroa na formação de um aparato assistencial no Recôncavo baiano, as fontes registram que, mesmo nos momentos de dificuldades financeiras, foram destinados recursos no orçamento da Província da Bahia, em apoio a tais iniciativas:

Em consequência da falta de rendimentos dos Cofres Provinciais para satisfazer as despesas decretadas, entendi de conveniência pública, e até de necessidade, reduzir à metade as consignações que decretastes, no parágrafo 8° do art. 1° da Lei de 5 de agosto de 1848, para as obras das Casas de Misericórdia de Nazareth, de Cachoeira, de Maragogipe, e de Santo Amaro, nenhuma diminuição mandando fazer nas ordinárias para taes estabelecimentos votados, declarando-lhes que serão pagas estas consignações no seu total se afinal se reconhecesse sobrarem os fundos Provinciais (BAHIA, 1849. p. 11).


Ademais, na Província da Bahia, a ajuda financeira para a fundação, construção e manutenção de abrigos, cemitérios e hospitais vinculados às Santas Casas de Misericórdia, não se limitou aos valores disponibilizados no orçamento anual. As fontes registram que, nas duas etapas da visita à província baiana, a Corte ofereceu “Óbolos” em apoio às iniciativas assistenciais. Por conseguinte, conforme demostrado no Quadro 2, ao longo da estada de D. Pedro II na Bahia, oportunidade na qual, além de Salvador, foram também visitadas vilas do Recôncavo baiano, em todas as urbes que dispunham de uma Santa Casa, o imperador fez doação de recursos financeiros para a irmandade local. (D. PEDRO II, 1959, p. 264).

Quadro 2 - Doações feitas por D. Pedro II para as

Santas Casas do Recôncavo baiano

 

CONFRARIA

DATA

VALOR EM RÉIS

Santa Casa da Bahia

11/10/1859.

5:000$000

Santa Casa de Nazaré

05/11/1859

1:100$000

Santa Casa de Feira de Santana

07/11/1859

2:000$000

Santa Casa de Cachoeira

09/11/1859

2:000$000

Santa Casa de Maragogipe

09/11/1859

1:500$000

Santa Casa de Santo Amaro

13/11/1859

1:000$000

Santa Casa de Valença

22/01/1860

3:000$000

Fonte: D. Pedro II (1859). Nota: Autor: Elaborado pelo autor deste artigo (2018),

    Dessa forma, apoiadas pelos governos da Província e pela Corte, as Misericórdias do Recôncavo baiano escreveram a sua trajetória em confluência com o poder local, uma vez que, de forma similar ao que, ao longo da história, acontecerá em Portugal, sem atritos, as Câmaras das vilas, além das responsabilidades assistenciais, transferiam para as Misericórdias instituídas “rendas, terrenos, casas, hospitais e capelas”. Assim, essas irmandades, oportunizaram a participação das elites locais que, mantendo o poder econômico e político, ao mesmo tempo, abraçaram causas sociais e ajudaram a estruturar o Estado brasileiro. (SÁ, 2002, p.35).

Continua na próxima posragem da série.


quinta-feira, 4 de novembro de 2021

LEMBRANDO AQUELE FLUMINENSE - 1961

Zélia M. Martins

    Zélia, ainda apaixonada pelo seu maridão, Val, manda ZAP que postamos abaixo:

 

    Há 60 anos – novembro de 1961

    Um mês depois de vencer aqui em Feira o “Canto do Rio”, do Estado da Guanabara, por 2 a1, gols de Lio e Zé de Melo, o Fluminense também venceu o “Canto de Muritiba”, do Estado da Bahia, pelo escore de 3 a1, gols de Fábio, Almeida e Adilson. O jogo, no feriado da Proclamação da Republica, quarta-feira, 15, foi no campo do adversário e o tricolor utilizou os seguintes atletas:

 

Val

- Aloísio (Mundinho), Zeca (Regis), Colário e Nequinha; Adilson e Val - foto (Juracy); Caribé (Targino), Almeida, Zé de Melo, Osmar e Fábio.

Bons tempos!

 

ANIVERSÁRIO DE FRANCISCO E GUGA

Francisco

Completa mais uma etapa no caminho da vida os santanopolitanos, do signo de Escorpião e sob proteção de Nanã, Francisco Pinto Moraes e Gustavo Geraldo de Oliveira (Guga).

Guga

Feliz aniversário! Que sua vida seja cheia de bons e felizes momentos. Parabéns!

 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

ROMANCE DO CAVALEIRO EURICO CONTRA MOUROS - I

FRANKLIN MAXADO

     No livro “Nova Antologia de Cordelistas Bahianos”, Franklin versa em poesia de cordel o belo romance do livro “Eurico, o Presbítero” O enredo conta a história de amor entre Eurico e Hermengarda[1], que se passa na Península Ibérica visigótica do século VIII.







Portugal teve também

Romance de  cavaleiros

Na sua Idade Média,

Com os seus feitos guerreiros

Pelos godos lusitanos

Contra mouros muçulmanos

E aliados traiçoeiros.

 

O livro que trata disso

É dum autor português:

0 Alexandre Herculano.

Exilado em chão francês

Por ser homem liberal,

Mas que botou Portugal

No Romantismo da vez.

 

Esta sua grande obra

Versa sobre o godo:

É "Eurico, o Presbítero",

Que matou mouro a rodo

Para salvar sua Ibéria,

Fazendo uma luta séria

Com fé e com amor todo.

 

Eurico era apaixonado

Pela jovem Ilermengarda,

 

Mas seu pai Conde Favila,

Que linha castelo e guarda,

Era senhor poderoso

E também muito orgulhoso

Proibiu a filha amada.

(continua na próxima postagem da série)

 

[1] Tinha uma tia, fundadora do Colégio Santanópolis chamada pelo nome de Hermengarda, como a heroína do livro, nome esquisito em nosso meio. Entendi posteriormente a razão que meu avô Áureo Olímpio de Oliveira ter colocado este nome, foi quando li o belo romance de “Eurico, o Presbítero”. Meu avô fez em homenagem a minha avó que era árabe.


 

ANIVERSÁRIO DE ANA RITA

Hoje e o aniversário da  santanopolitana, do signo de Escorpião e sob proteção de Nanã, Ana Rita Barbosa de Oliveira. 

Parabéns por hoje, mas felicidades sempre.

 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

PERFIL DE FRANKLIN DE CERQUEIRA MAXADO

FRANKLIN MAXADO (Franklin de Cerqueira Machado) ou o conhecido “Maxado Nordestino”no Cordel; Além de xilógrafo, é também poeta, ator e compositor musical, produtor rural, bacharel em Jornalismo e em Direito. Nasceu em 1943 em Feira de Santana, onde publicou em 1966 o álbum de desenhos, e historia “Feira de Santana-Bahia”. É cordelista profissional desde 1975, lançado por Rodolfo Coelho Cavalcante e já publicou quase 500 folhetos. Publicou o álbum “O Nordeste de F. Maxado em 22 Xilogravuras”, tendo trabalhos em vários museus brasileiros e em outras instituições internacionais. Fez parte do Projeto ETSEDRON na Bienal Internacional de Arte, em São Paulo, em 1975, além de ter realizado o brinde de fim de ano da Bayer do Brasil em 1978 com o cordel xilogravado “Papai Noel Faz o Natal da Bayer”.

Como ator, diretor e produtor, escreveu, montou, atuou e dirigiu a peça musico-teatral “Terra de Lucas” que depois levou a São Paulo no MASP, Fegevê e em outros teatros remontada como “Escravo Lucas, o Cristo-Exu da Bahia”.

Já viajou por diversos países da América e da Europa e apresentou suas xilogravuras e folhetos de cordel. Foi pioneiro em colocar Literatura de Cordel na Bienal Internacional do Livro em 1976, em São Paulo e também foi um dos fundadores de Feira do Livro de Feira de Santana. Foi o idealizador do Festival de Música “Vozes da Terra” em artigos jornalísiu o na década de 1990 e participou nele como Jurado e como concorrente tendo colocado composições suas como finalistas em oito vezes, ganhando em 3º lugar em 2014 com “O Nordeste Agora Vai”.

Tem livros de poemas publicados como “Protesto à Desuman-Idade”, “Profissão Poeta”, “Negramafricamente” e “Balavras à Toa”. Tem outros livros de ensaios publicado destacando “O Que É Literatura de Cordel?, “Cordel Televivo” (com préfácio de Jorge Amado) e “Cordel, Xilogravura e Ilustrações” todos pela Editora Codecri/Jornal Pasquim do Rio de Janeiro; E da turma fundadora da TV Educativa da Bahia, em 1985, onde movoa apresentando comentário em poesia de Cordel no jornal diário. Em Feira de Santana, dirigiu os dois museus da UEFS: o Regional de Arte e o da Casa do Sertão (do qual foi o idealizador). Foi presidente da AFL-Academia Feirense de Letras e interinamente do IHGFS-lnstituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana. É ex-assessor cultural da UEFS. Atualmcnte. membro do IGHBa. E diretor de Biblioteca da AFL.

Reside em Feira de Santana, na rua Honorato Bonfim,76- Centro, cep 44.001-640. Seu email é franklinmaxado@gmail.com no qual é contatado para palestras, apresentações, oficinas, venda de follhetos, xilogravuras, desenhos, pareceres etc.

No momento, é focalizado no livro “Carlos Drummond e a Poesia Popular (Literatura de Cordel) do escritor Salomão Rovedo (no prelo) como o renovador dessa Literatura.

Alguns títulos de sua autoria: O Sapo que Desgraça o Corinthians O Metrô-Jabuti. Só anda Depois de Despachar Exu na Bahia - Saci e o Bicho Folharaz no Reino da Bicharada - o Crioulo Doido que É Um Poeta Popular - O Horóscopo das Bichas - A Madama Sulista

que foi no Mangue Baiano nas Aguas de Jorge Amado - Vaquejada e Romance do Vaqueiro Marciano da Égua - Carta de Um Pau-de-Arara Apaixonado pra Noiva – Jumento Que Virou Gente - Debate de Lampião com Uma Turista Americana - O Japonês que Ficou Roxo pela Mu lata - Vida e Morle de Lucas da Feira - Maria Quiléria, Heroína Baiana que foi “Homem” - Feira de Santana, Sua Alteza do Sertão – O Negro Também é Gente – O Índio não é Bicho – Receitas de Cachaça com Folhas de Curar Toda Doença – Um Marco Feiroa Machado Nordestino – Entrevista com o Poeta Rodolfo C. Cavalcante – Gracinha Corneteira, a Malazarte de Mini-Saia -  Saci e o Bicho Folha Raz no Reino da Bicharada (Estrea dois para Luzeiro).
 


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

INSTRUMENTOS MÉDICOS ANTIGOS - IX





 

ANIVERSÁRIO CLÁUDIO, GRÓ, ODILON E REGINA

Cláudio

Comemorando data de nascimneto ossantanopolitanos, do signo de Escorpião e sob proteção de Nanã, Cláudio Brandão, Lúcia Maria dos Campos Lago (Gró), Odilon Antonio Almeida da Costa e Regina Sampaio Silvany.

Gró

Desejo que seu aniversário lhe traga uma felicidade imensa e que você possa realizar todos seus desejos nessa nova etapa de vida. Parabéns!

 

Regina

Filme do Santanopolis dos anos 60