Tânia Rebouças
Cordeiro, mandou algumas fotos. Acima na postagem, ela a meu pedido enviou a
identificação.
sábado, 17 de setembro de 2022
ALUNOS DO COLÉGIO SANTANÓPOLIS
ANIVERSÁRIO DE MAURO E OVÍDIO
sexta-feira, 16 de setembro de 2022
NESTA DATA NA HISTÓRIA - 16 DE SETEMBRO
Noticia a "Folha do Norte", edição nº 1575 de 16 de setembro de 1939.
CLOVIS AMORIM
Deparou-se-nos em o grande hebdomadário brasileiro “Dom Casmurro”, que se editora no Rio de Janeiro, na secção Block-Notes, a seguinte notícia, com um retrato de nosso amigo e talentoso colaborador Clovis Amorim:
“Um romancista do recôncavo bahiano”
Um Ita, procedente da Baia deixou na cidade do Rio de Janeiro um dos mais moços e mais interessantes romancistas brasileiros: Clovis Amorim, jovem gigante e risonho que fez parte do grupo Pinheiro Viegas e é amigo íntimo de Jorge Amado, Edilson Carneiro, Dias da Costa, Alves Ribeiro e Aydono do Couto Ferraz. Com “O Alambique”, Clovis Amorim fez o romance do recôncavo baiano e si o livro tinha naturais defeitos de estreia revelava também um romancista com páginas e doenque[1] que dava feição própria do escritor.
Clovis Amorim salta no Rio,
onde se demorará alguns dias com os originais de um novo romance: - “Massapê”,
história das terras de barro negro onde se enterra a cana de açúcar. Desse romancista
os seus amigos contam histórias curiosíssimas e alguém de muita responsabilidade
literária já o classificou de – “o tino humano mais envolvente do Brasil”.
De referência á atividade
actividade intelectual do Clovis sabemos que ele devia ter effctuado domingo
último, na Sociedade Felipe Oliveira, da capital do paiz, interessante conferencia
versando um thema tão divertido do ponto de vista humorístico quão valioso em
relação ao valor econômico: “Canna, cachaça e côco”.
A impressão do “Massapê” vae
ser uma realidade dentro em pouco.
Quem
foi Clovis Amorim:
Clovis Gonçalves Amorim, mais conhecido como Clovis Amorim, escritor e romancista, nasceu na cidade de Amélia Rodrigues (antigamente distrito de Lapa, município de Santo Amaro da Purificação), no dia 27 de setembro de 1912.
Estudou as primeiras letras em sua terra natal, após o que se mudou para Salvador, a fim de fazer o curso de ginásio mas não realizou o planejado porque na capital da Bahia só se interessou pelo jogo do bicho, brigas de galos, sambas de cantos de rua e outros vícios a que estava acostumado.
De estatura incomum, com quase dois metros de altura, chamava a atenção, também, pelo temperamento alegre e brincalhão, conversador e chegado a cervejadas.
Autor de um romance muito festejado, O Alambique, publicado em 1934, Clovis Amorim foi uma das personalidades mais brilhantes do cenário intelectual baiano. Integrou a “Academia dos Rebeldes”, ao lado de Jorge Amado, Edison Carneiro, João Cordeiro, Alves Ribeiro, etc.
Na vida privada, tentou viver de um alambique, vendendo cachaça, mas não teve sucesso. Depois, fez-se fazendeiro, também sem sucesso e assim, de tentativa em tentativa, passou a publicar versos, epigramas e ensaios em vários periódicos: A Luva, O Momento, O Diário da Tarde de Ilhéus, O Jornal, O Boletim de Ariel, etc.
Dos seus ensaios, destacamos O Moleque no Carnaval, publicado em 1937.
Seu romance de maior sucesso é O Alambique , romance regional que focaliza o folclore nacional (xingamentos, modos de andar e de insultar, neologismos, provérbios populares, etc,). Seus personagens falam uma linguagem matuta. Este romance foi equiparado a outros da mesma época, publicados por Raquel de Queirós (João Miguel, 1932), José Lins do Rego (Menino de Engenho, 1932) e Jorge Amado (Cacau, 1933).
Seu segundo romance foi Chão de Massapê, premiado pela Academia de Letras da Bahia.
“Entre os grandes romances modernos do Brasil, O Alambique se situa num lugar aparte, diferente que é de todos eles, sem ter parecença sequer com Menino de Engenho e A Bagaceira, aos quais está ligado pelo parentesco da cana de açúcar. Aliás, nesses romances, o clima não é dado pelo verde alegre dos canaviais se balançando ao vento. O que atravessa o livro todo, dominando os trabalhadores, os patrões, os empregados, os costumes e a própria natureza, é a cachaça que escorre alva e pura, dos destiladores” (Jorge Amado).
“Deste romance de Clóvis Amorim se pode dizer que é um acontecimento estranho, surpreendente, na literatura nacional. Não há nele, a luta do homem por modelar a natureza à sua vontade. Pelo contrário, há uma verdadeira apatia nos personagens desse drama – o da cachaça, - até hoje desconhecido do Brasil. O verde dos canaviais, as máquinas de fabricação da boa pra tudo, a moleza da vida humana nessas regiões que o progresso esqueceu, formam como que a única realidade viva que se agita no livro” (Edison Carneiro, a respeito do romance O Alambique)
“O Alambique, disse João Cordeiro (autor do romance Corja, editado em 1934), tem todos os defeitos e as virtudes todas do autor. Escrevendo-o Clóvis Amorim refletiu nele (certo, sem nenhum propósito) a barbárie e a selvageria da sua natureza de tabaréu verdadeiramente incivilizável. Deixou escorregar, extravasar mesmo, pelo físico da pena com que o traçou, a sua alma inteirinha. A alma e o seu físico. Daí, subir O Alambique com as pernas e os braços enormíssimos, espetaculares de Clóvis Amorim, com os seus gestos bruscos e impulsivos, voluntarioso como ele, e, também, belo e grandioso como o seu talento, que eu considero – sem receio de cometer uma heresia, de primeira água.”
Clovis Amorim faleceu em Salvador, em 18 de agosto de 1970. após ter sido internado em uma clínica em caráter de urgência. À beira do túmulo foi saudado pelo poeta e amigo Godofredo Filho (1904-1992), que disse: “Estou certo de que, quando se escrever, amanhã, a verdadeira história literária da Bahia, a figura de Clóvis Amorim como poeta satírico avultará, tal seu físico se agigantava em vida, sobre a planície cinzenta em que pululam tantos pigmeus de nossas letras”.
[1]Ipsis Litteris
quinta-feira, 15 de setembro de 2022
PERFIL DE HELDER LOYOLA GUIMARÃES DE ALENCAR
Advogado,
jornalista e escritor. Foi um dos fundadores do Jornal “Feira Hoje”, extinto.
Colaborou com jornais: Vanguarda, Folha do Norte, Situação, Folha da Feira ,
Jornal da Feira, Tribuna Popular, do qual foi diretor, A Tarde e Diário de
Notícias. Trabalhou também, como
repórter no Jornal da Bahia.
Dr. Hélder
exerceu o cargo de Secretário Municipal na gestão a de Prof. Joselito Falcão de
Amorim, como também Chefe de Gabinete no Governo de Dr. João Durval Carneiro,
no período de 1967/1971.
Entre os anos de 1979 a 1981, foi Chefe de Gabinete da
Fundação Nacional de Material Escolar, do Ministério da Educação,
na gestão de Eduardo Mattos Portella.
Torcedor do Fluminense de Feira Futebol Clube e participou de diversas diretorias do inesquecível Feira Tênis Clube. O Io Presidente da Associação dos Estudantes de Feira de Santana. Presidente da Associação Feirense de Imprensa.
Foi aluno e professor do Colégio Santanópolis e Professor do Colégio Santo Antonio lecionando a disciplina História.
Membro da Academia Feirense de Letras ocupando a Cadeira n° 38, tendo como patrono Ernesto Simões Filho, onde participou da Comissão de Publicações.
Publicou os seguintes livros: Guia Turístico da Feira Santana, 31 Anos de Micareta (duas edições) e Espaço Vago.
Procurador Chefe do Departamento Jurídico da Universidade Estadual de Feira de Santana, mesmo aposentado trabalhou até os últimos anos.
Faleceu, no dia 09 de fevereiro de 2022, vitimado pela COVID 19 e seus restos mortais jazem no Cemitério Piedade.
Casado com a Srª. Vera Lúcia Calheira de Alencar, com a qual teve os filhos: Lucas Calheira de Alencar e Flávia Calheira de Alencar. Lucas, que lhe deu um neto: João Lucas Souza de Alencar.
Faleceu, no dia 09 de fevereiro de 2022, vitimado pela COVID 19 e seus restos mortais jazem no Cemitério Piedade.
Em homenagem a este grande servidor público, a Prefeitura de Feira de Santana e a Universidade Estadual de Feira de Santana decretaram luto oficial.
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
A LUXUOSA FESTA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL HÁ 100 ANOS - filmagens da época
Em 1922, para comemorar o centenário da sua independência, o Brasil promoveu uma festa grandiosa e uma exposição gigantesca no Rio de Janeiro com belos pavilhões e a participação de países estrangeiros. Muitas celebrações e outros acontecimentos históricos fizeram parte desse momento, entre eles a primeira transmissão de rádio e até o lançamento da pedra inaugural de Brasília, que seria fundada apenas 38 anos depois. A melhor parte disso, é que muita coisa foi filmada. Mas nem tudo era motivo para comemorar, o país passava por uma crise política e econômica.
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| Ada Bahia |
Achei interessante este documentário das comemorações do primeiro centenário da nossa Independência. Que continuemos a valorizar a nossa democracia, com liberdade de expressão, escolhas individuais da religião, profissão, estilo de vida etc. e saibamos dosar estas escolhas para que não interfiram na liberdade do outro.
ANIVERSÁRIO DE LEA, MARCELO, OLGA, MARILINDA E NADJA
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| Lea |
Fazendo aniversário hoje os santanopolitanos, do signo de Virgem
e sob proteção de Obaluaiê, Lea Silvya de Souza Cruz, Marcelo de Souza Carvalho, Maria Olga Miranda dos Santos, Marilinda Souza Boavista da Cunha e Nadja Datro. 
Marcelo
Desejo
que seu aniversário lhe traga uma felicidade imensa e que você possa realizar
todos seus desejos nessa nova etapa de vida. Parabéns! 
Olga 
Marilinda
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| Nadja |
terça-feira, 13 de setembro de 2022
CANTADOR ZÉ FRANCISCO É MAIS UM NO CORDEL DE FEIRA
O cantador pernambucano Zé Francisco foi outro que a Feira de Santana atraiu para o seu Folclore. Ele hoje já tem 15 folhetos publicados sendo o derradeiro “Colega Manoel Peitica Quando Brigou no Riacho” lançado na 15ª. FLIFS-Festival Literário de Feira. Afora isso, tem dois cds gravados e um dvd.
O folheto trata de um colega cantador de
Riacho das Almas, perto de Caruaru, em Pernambuco, onde José Francisco da Silva
foi criado e começou a cantar repentes aos 14 anos, mesmo com pouca
escolaridade pois trabalhava em roça. Em 1975, fez a primeira cantoria fazendo
dupla com João Marinho de Bezerros. Aí
depois cantou com Zé Oliveira, Zé Nascimento, Arlindo Costa de Lima e Severino
José do Sítio Cabugi.
Enviuvando, foi para o Rio de Janeiro e lá
cantou com Miguel Bezerra, Manoel Medeiros, Zé Duda, Antonio Laurindo da Paz, Moisés
Belarmino e Canário de Baê e outros na domingueira
Feira de São
Cristovão em meio a cordelistas como Neuton Cealdino, Azulão, Apolonio Alves,
Raimundo Santa Helena, Gonçalo Ferreira, Paulo Teixeira, Elias Carvalho, Maxado
Nordestino, Marcelo Soares, Cicero Vieira Mocó, Eliseu Tabajara e Zé Praxedes.
Em
uma excursão a São Lourenço, em Minas Gerais, conheceu a feirense Paula Bispo com quem casou e teve dois filhos, os gêmeos
Paulo e Paula, vindo para cá em 1989 onde reside no km. 14 da BR-116 Norte, distrito
da Matinha.
Aqui, cantou com vários repentistas,
notadamente com Dadinho e Caboquinho.
Somente em 2010 escreveu e publicou seu primeiro folheto:” Homenagem Póstuma
a Carlos Alberto” o qual era sobrinho da esposa Paula.
Aos 70 anos atualmente, Zé Francisco espera
a cantoria de viola em Feira ser mais incentivada pois, ao contrário da
Literatura de Cordel, não tem surgido novos valores e os poderes públicos não
valorizam diferentemente de outros Estados nordestinos.
ANIVERSÁRIO DE NEUMA E LOURINHA
segunda-feira, 12 de setembro de 2022
2002 – A PRIMEIRA COPA DO SÉCULO XXI ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
e-book, clique em cima e-book em letras diferentes e abre toda a "Revista MESTRAS HOLÍSTICAS E OUTRAS CRÔNICAS"
A quantas copas do mundo uma pessoa assiste? Levando-se em conta uma média de vida de 65 anos e tomando-se como base, hoje, uma criança de cinco anos que já está em frente à TV, acompanhando a enxurrada de informações e imagens, assiste-se, então, em média, a 15 copas. Haja diversão para o povo. E o que representa essa movimentação de quatro em quatro anos? Desde o surgimento do primeiro mundial, em 1930, que os países se esforçam para mostrar o melhor de seu futebol, nem sempre com uma perspectiva saudável do esporte paixão das multidões. Representando a nação, a seleção eleita, queiram ou não aficionados, traz a marca da política vigente. O grupo mandante, declarada ou sutilmente, seja do ocidente ou oriente, solta os foguetes de sua ideologia. O ditador, Benito Mussolini, em 1934 e 1938, serviu-se da força máxima do futebol italiano – a “Azzurra” – para fazer propaganda do fascismo pelo mundo. A Seleção Brasileira, em 1970, foi habilmente utilizada pelo regime militar para exaltar o milagre econômico (?), enquanto, nos porões, a censura e a tortura aplicavam terríveis golpes aos defensores da democracia. Aqueles tempos de “Noventa milhões em ação”, “Prá frente Brasil”, “Salve a Seleção”, eram para o povão, tão somente, a conquista do tricampeonato, desejo fustigante no imaginário coletivo. Outro caso, o da Argentina, envolvida por uma das mais violentas ditaduras, nos anos 70. Em 1978, os militares tentaram usar o futebol argentino para melhorar a imagem de um regime cruel. As mães da Praça de Maio, então, iniciaram um movimento para torcer contra a seleção portenha. Agora, o tempo é outro. Será? Em termos de calendário – 2002. Alguns fantasmas foram exorcizados, outros, escondidos, estão à A espreita – e, materializados, disfarçados, tantos tentam contra a vida. Nações poderosas ditam as normas no planeta (no cume, EUA), com uma indústria bélica altamente sofisticada e eficiente, além de um Capital avassalador (leia-se, sobretudo, dólar). E o esporte das chuteiras é objeto desse esquema. E este Brasil? E esta seleção? Como todos sabem, ela foi classificada a duras penas e chega ao seu primeiro jogo na Copa, ganhando de 2 x 1, diga-se, com muito desacerto, inclusive, da arbitragem, segundo comentários. O que nem todos sabem, o PIB não cresce satisfatoriamente e a renda per capita é baixíssima. Mas, neste período esportivo mundial, o interesse de cada povo é ver a sua seleção ganhar. E os governantes, então! Juntando-se ao folguedo junino o carnaval do futebol, ansiosos devem estar, S. Excia., FHC, e partidários pela vitória, ainda que não-brilhante, de Felipão e os jovens milionários da bola. O coro permanece – “Prá frente Brasil”, “Salve a Seleção”. No comando, também, a política do dinheiro. Quanto comércio: bandeiras, apitos, cornetas, flâmulas, roupas, revistas, sorteios/prêmios, comidas, bebidas, ao gosto do consumidor. E depois? Depois, uns mais capitalizados, e “mundões” mais pobrezinhos. E conflitos (re) começando. Mas, há um outro lado da história, senão estaria tudo liquidado e já escrito (Maktub). A mídia tem mostrado rostos de vários povos. Apesar das diferenças étnicas, gente é gente em qualquer parte do mundo, com suas tristezas, sofrimentos, alegrias, anseios, vontades, desejos. Apesar de certo medo patológico instalado em cada pessoa/grupo social, face a intolerâncias, as divergências estão sendo administradas positivamente, ainda que de uma maneira diretiva, visando o sucesso do megaevento. Vê-se, destarte, aquela pequena luz no fim do túnel pedindo passagem. Esperança retornando. Se, durante alguns dias, há beijos, abraços, festejos, choros, signos coloridos, expansividade de culturas, por que então não aplicar o exercício/aprendizado do entendimento, da compreensão, continuadamente, com ou sem fixações no calendário? Os caminhos já estão demonstrados. Desenvolver em nível pessoal, das comunidades, das nações, a auto-estima, a atitude de tolerância. A renovação interior, de um e de muitos, pouco a pouco, espraiando-se como raios de sol nascente, possibilitará a almejada/necessária integração dos povos. Que a Copa 2002 traga novos olhares nestes tempos de Bush e Bin Laden. Há, ainda, muito por se fazer. Meditar é preciso.
Junho de 2002











