Comemorando data de aniversário os santanopolitanos, do signo de Leão e sob proteção de Xangô, Jane Lucia Santos Oliveira (Jane) e Roque Antonio Cerqueira Borges.
Parabéns por hoje, mas felicidades sempre.
Comemorando data de aniversário os santanopolitanos, do signo de Leão e sob proteção de Xangô, Jane Lucia Santos Oliveira (Jane) e Roque Antonio Cerqueira Borges.
Parabéns por hoje, mas felicidades sempre.
Obra: "Faticida" ou "Fatídica" (1864)
Autor: Lord Frederick Leighton - (1830/1896)
Pintor inglês da Fraternidade Pré-Rafaelita.
Local: Leighton House Museum - Kensington & Chelsea -
Londres.
Hoje é o aniversário dos santanopolitanos, do signo de Leão e sob proteção de Xangô, Carlos Machado da Silva (Carlito), Carlos Anunciação da Silva (Galo) e Sonia Maria Vasconcelos Borges.
Desejo
que seu aniversário lhe traga uma felicidade imensa e que você possa realizar
todos seus desejos nessa nova etapa de vida. Parabéns!
Nasceu em S.
Felipe, interior da Bahia, em 28 de abril de 1924. Filha de Etelvina Pereira
Gusmão e Alfredo da Silveira Gusmão.
Como acontecia na
época, pela escassez de recursos educacionais nos locais afastados da capital,
foi fazer seus estudos em Salvador, no Colégio das Sacramentinas. Aí, concluiu
o curso de Bacharel em Ciências e Letras no ano de 1942.
Seguiu então para
a cidade de Feira de Santana, para cursar o Magistério, formando-se em 1944,
pela Escola Normal.
Em Feira de Santana contraiu matrimónio com o Sr.
Clodoaldo Lordelo Pereira, abençoados pelo Monsenhor Mário Pessoa da Silva e
desta união nasceram quatro filhos: Bernadete Maria Gusmão Pereira, Arquiteta;
Alfredo, Arquiteto; João, Engenheiro Agrónomo e Rosa, Professora.
Em Feira passou
sua vida de educadora, lecionando Francês e Latim no Colégio Santanópolis,
Desenho na Escola Normal (substituindo a mestra Rubina Andrade Pereira, que
falecera) também no Colégio Estadual e Instituto de Educação Gastão Guimarães.
Por suas mãos
passaram várias gerações de estudantes, que seguiram diversos caminhos na vida.
Muitos tornaram-se “doutores”, outros, artistas, comerciantes, funcionários
públicos, etc., mas sempre mostraram ter guardado nos seus corações e mentes a
lembrança e os conhecimentos deixados pela sua velha professora.
Nasceu João Augusto Pires, no dia 29 de agosto de 1902, filho de Juvêncio Augusto Pires e Maria Teixeira Pires.
Mudou-se para Feira de Santana com a família vindo da cidade de
Nazaré das Farinha, no ano de 1914.
Seu avô fora muito rico, porém ao nascer seu pai, era um homem
pobre. Ao chegar em nossa cidade seu genitor foi trabalhar numa padaria e sua
mãe costurava para ajudar no sustento da casa. Seu único irmão, Trajano Augusto
Pies era alfaiate e dez anos mais velho do que ele.
Depois do falecimento do seu genitor, foi trabalhar num
estabelecimento comercial situado na antiga Rua Direita. Hoje, Rua Conselheiro
Franco, cujo proprietário do estabelecimento era o Sr. Joel Barbosa.
Fazia serviços de limpeza e entregava mercadorias na casa dos
fregueses da loja. Muito trabalhador e esforçado, ganhou a simpatia e a
confiança do proprietário da loja e passou a ser balconista.
Anos depois o Sr. Joel Barbosa adoeceu e fez-lhe uma proposta
irrecusável: vender o estabelecimento comercial em suaves prestações. O negócio
foi firmado e a loja passou a denominar-se LOJA PIRES.
Contava, nesta época, com a ajuda de seu tio João
Teixeira de Amorim.
Em 1929, casou-se com Mariá Alves Silva, natural do distrito de
Humildes, filha de Sérgio Machado da Silva e Quitéria Alves da Silva. Tiveram
uma prole numerosa: 13 filhos, 42 netos e inúmeros bisnetos.
A loja prosperou e dum pequeno estabelecimento comercial, passou a
ser a maior e mais sortida de Feira de Santana.
João Pires, como era mais conhecido, foi um inovador. Vejamos:
além de próspero comerciante foi pioneiro de muitas coisas que aconteciam na
cidade de Feira de Santana daquela época.
As primeiras vitrines moderna e decoradas alusivas ao Natal, mês
de maio, festas juninas, foram ideias suas.
Promovia shows em cima da marquise da Loja Pires com o cantor Luis
Gonzaga, que atraia uma verdadeira multidão.
Foi o primeiro estabelecimento comercial a adotar farda para os
funcionários. Respeitava e cumpria com seus deveres trabalhistas (coisa rara na
época), era patrão e amigo. Quanto aos fregueses, seu lema era: "O freguês
sempre está com a razão".
Além
de negociante, foi Presidente da Euterpe Feirense durante alguns anos e
promovia grandes eventos, no referido clube.
A
Filarmónica Euterpe Feirense ocupava um prédio (antiga Prefeitura e biblioteca,
na esquina com a Av. Sr. dos Passos e a Praça João Pedreira). Na sua gestão
como Presidente do clube, construiu o prédio na rua Conselheiro Franco, atual
sede do referido clube.
Naquela
época era o prédio mais alto da cidade. Promovia grandes festas, com cantores
famosos como: Angela Maria, Ivon Curi, Nora Ney, Manezinho Araújo, Jorge
Goulart, Jorge Veira, Nelson Gonçalves, Orlando Silva e tantos outros.
Foi,
também, presidente da Micareta e trouxe para a nossa cidade carros alegóricos
de Salvador, para dar maior brilho à festa.
Todas
as personalidades importantes que chegavam em Feira de Santana, através da
Estação Ferroviária, eram recebidas pelas bandas de músicas locais, inclusive
pela Filarmónica Euterpe Feirense.
Fora
as retretas que eram realizadas no coreto da Praça da Matriz, na festa da
Padroeira, Senhora Santana. Levou a Filarmónica Euterpe Feirense para
participar de Festivais de Filarmónicas, em Salvador.
Durante
muitos anos foi membro do Rotary Clube. Assim como Presidente do Clube Diretor
Lojista (CDL), de nossa cidade.
Membro
da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia.
Quanto
a sua escolaridade, por falta de oportunidade, estudou até o 4Q ano primário.
Durante
a mocidade lia muito. Na maturidade, lia apenas jornais. O fato de ter estudado
durante pouco tempo, não impediu que incutisse o amor aos livros e estudos para
seus descendentes. Dizia: "Num futuro próximo quem não estudar, terá
grandes dificuldades na vida".
Jovem,
trabalhou no Teatro Amador de nossa cidade, foi ciclista. Certa vez foi com um
grupo de amigos de bicicleta até a cidade de Candeias. Vale ressaltar que as
estradas eram péssimas naquela época.
Quando
não se falava em ecologia, ele ensinava o amor e o respeito à natureza, aos
descendente.
Apaixonado
por futebol,foi à Copa do Mundo, realizada na Inglaterra, em 1966.
Conheceu
vários estados brasileiros e visitou também a Argentina.
Foi
um homem honesto, trabalhador, batalhador e nutria um amor intenso por nossa
cidade.
Faleceu
no dia 7 de março de 1969, deixando uma lacuna na sociedade feirense e infinita
saudade no coração dos que o amavam.
Replicando: Revista do
Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana Ano I nº 1 2004
JOÃO BATISTA CERQUEIRA Santanopolitano, Médico, Professor Adjunto de Urologia,
Mestre em Ciências Morfológicas.
1. Introdução
A História da Irmandade Santa Casa de
Misericórdia da Villa de Feira de Sant’Anna que, no dia 25 de março desse ano,
comemorou 149 anos[1] de
fundação não pode ser dissociada da evolução histórica e social da sua
população, bem com, das questões sanitárias e de saúde pública daqueles tempos.
À época, início do segundo quartel do século XIX, vivia-se a infância da nação
brasileira. A independência não fora ainda consolidada, uma vez que conflitos
irrompiam em algumas províncias das regiões Norte e Nordeste. Na província da
Bahia, ainda se comemorava a vitória dos bravos caboclos baianos e aliados, sobre
as forças portuguesas, somente consolidada em 2 de Julho de 1823. No povoado de
São José das Itapororocas, área territorial da Villa de Feira de Sant’Anna,
ainda ecoavam os feitos da filha ilustre e destemida, Maria Quitéria de
Jesus(1792-1853), heroína da independência do Brasil, condecorada no Rio de
Janeiro por D. Pedro I, como exemplo de bravura e heroísmo. A Província da
Bahia era presidida por João Maurício Wanderley (1815-1889), Barão de Cotegipe[2],
e a Câmara de Vereadores da Villa de Feira de Sant’Anna era presidida pelo
Capitão Leonardo Pereira Borges, quando em 1885, aqui chegou, aos 29 anos,
investido na função de Juiz de Direito da Comarca, o Dr. Luíz Antonio Pereira
Franco, formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Olinda,
estado de Pernambuco[3].
Dr. Luiz Antonio P. Franco Pres. João Maurício Wanderley O jovem juiz chegava
transferido do Termo de Nazaré das Farinhas onde, desde 1850, exercia a função
de magistrado. Religioso e associativista, logo tornou-se irmão da Santa Casa
sendo, em 1851, eleito pela Irmandade para a nobre função de Provedor da Santa
Casa de Misericórdia daquela vila[4].
A preocupação com os pacientes acometidos de enfermidades que assolavam Feira
de Sant’Anna, no início da década de 50 do século XIX, representava um grande
desafio e uma grande oportunidade para servir ao próximo. Na vila já existia um
movimento iniciado, 1852, pelo ex-juiz do Termo Dr. Antonio Luiz Affonso de
Carvalho, com o objetivo de fundar um hospital para atender as carências da
comunidade[5],
que não dispunha de nenhuma assistência pública para suas necessidades na área
da saúde.
No Brasil colonial e no período do
Império, a organização da comunidade em confrarias e irmandades era bastante
comum, refletindo o ambiente social e religioso da época, conforme destacado
por Mattoso:
Como em
todo mundo católico, as confrarias religiosas eram associações
leigas.
Destacavam-se, entre elas, as irmandades[6]...
Na colônia
e no Império, as irmandades mais difundidas no Brasil foram as da Misericórdia,
do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora do Rosário. A primeiro foi a única
voltada para a caridade, que visava atingir toda comunidade cristã da vila ou
da cidade em que estivesse instalada, especialmente os pobres, deficientes físicos
e prisioneiros[7].
A chegada do Dr. Luiz Antonio Pereira
Franco à vila de Feira deu um grande impulso ao movimento em prol da fundação
de uma organização assistencial. Com a experiência de irmão e ex-provedor de
uma Santa Casa passou a liderar o movimento agregando outros segmentos, a
exemplo da Câmara Municipal e Igreja Católica e ampliando o objetivo inicial ao
qual foi incorporado o compromisso de conceder assistência espiritual e funeral
aos necessitados.
Assim, cidadãos comprometidos com a
caridade e conscientes de suas
responsabilidades sociais,
autoridades públicas, religiosos e moradores da vila, preocupados com a
situação das gentes pobres e sem assistência, semelhantemente aos seus
confrades da cidade de Salvador, Nazaré das Farinhas, Cachoeira e Santo Amaro
da Purificação, organizaram-se em torno da fundação de uma irmandade, com fins
caritativos e assistenciais.
A data escolhida para fundação e
aprovação do Compromisso da organização foi 25 de março de 1959[8].
A escolha do dia refletia a formação religiosa, ideológica e política daqueles pioneiros
que, dessa forma, objetivaram prestar homenagem à Igreja Católica e ao Estado
Brasileiro.
A monarquia brasileira era homenageada porque,
naquela data, comemorava-se a outorga, pelo Imperador D. Pedro I, da primeira
Carta Constitucional Brasileira, redigida após o brilhante trabalho de uma
comissão: Em 25 de março de 1824, foi outorgada uma Carta Constitucional
avançada para a época e considerada obra dos irmãos Carneiro de Campos,
juristas da Bahia[9].
A Igreja Católica também era
homenageada, pois 25 de março é o dia do advento ou data da Anunciação da
Virgem Maria, consagrado a Nossa Senhora Imaculada Conceição, após a
independência de Portugal, proclamada padroeira do Brasil por ato do Imperador
D. Pedro I[10].
[1] Publicada em 2009
[2] Wildberger, A. Os Presidentes da Província da Bahia 1824-89. Salvador: Tipografia Beneditina, 1949. p. 351
[3] Disponível
em http/www.stf.gov.br / ministros
[4] Santa
Casa de Nazaré das Farinhas: Um Século de Evolução. 2ª ed. Nazaré: Editora
Quickgraph. 2006, p. 193
[5] Jornal
Folha do Norte. Feira de Santana: 15 de outubro de 1938. N.1527, p. 1
[6] Mattoso,
K.M.Q. Bahia, Século XIX: Uma Província no Império. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1992. p 397
[7] Mattoso,
K.M.Q. Ob. cit. p 398
[8] Franco
L.A.P. Compromisso da Irmandade da Santa Misericórdia da Villa de Feira de
Sant’Anna. Bahia: Tip. de Antonio Olavo da França Guerra, 1860. p. 1-40
[9] Mattoso,
K.M.Q. Ob. cit. p. 238
[10] Jornal
Comunicado Vida. Nossa Senhora do Brasil. Arquidiocese de Feira de Santana:
Feira de Santana, agosto de 2006. p. 4
Completando mais um ano de vida a santanopolitana, do signo de Leão e sob proteção de Xangô, Maria Gicélia Falcão Xavier Filha (Gicélia).
Feliz aniversário! Este dia é sempre
uma boa data para parar, refletir sobre tudo o que se passou e elaborar planos
para o futuro.
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| Recorte
utilizado: parte superior do corpo de Adão (tronco e braços). |
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Obra:
"A Criação do Homem" (detalhe) Autor: Michelângelo Buonarroti (1475/1564), pintor renascentista italiano. Pintura em
afresco no teto da Capela Sistina. Catedral de
São Pedro, Vaticano. |
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| Recorte utilizado: o braço estendido de Adão ao Criador. |