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FOTO OFICIAL DO ENCONTRO

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

PERFIL DE JOÃO BATISTA CERQUEIRA

João Batista Cerqueira

Baiano de Nova Soure, nascido em 29 de
Agosto de 1953, é um dos dez filhos do casal, de formação católica, Irene Maria de Santana e Francisco Dantas de Cerqueira.
Fez seus primeiros anos escolares na Escola D. Pedro ll, em sua cidade natal. Transferiu-se com a família para Feira de Santana aonde chegou em 18 de janeiro de 1965. Na cidade Princesa do Sertão, completou o curso primário na Escola Ana Nery, e após aprovado no Exame de Admissão ao Ginásio, em 1966, fez o ginasial no Colégio Estadual e o curso científico nos Colégios Santanópolis, Santo Antônio e Estadual de Feira de Santana.
Na adolescência participou do Coral Santo Antônio, sob a regência do religioso capuchinho Frei Marino de Offida, e do Centro de Estudos do Menor (CEM), organização patrocinada em Feira de Santana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), além de atuar um breve período na atividade de comerciário. Na juventude, já acadêmico da Faculdade de Medicina da Bahia (FMB), foi estagiário do Movimento de Organização Comunitária (MOC) e do Hospital D. Pedro de Alcântara (HDPA). Nessa etapa, começou a militância política, participando da resistência à Ditadura Militar e filiando-se à Ação Popular (AP), uma organização política que atuava na clandestinidade.
Foi aprovado no vestibular para Medicina, no ano de 1973 e em 1978, diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Fez curso de Especialização em Urologia e Clínica Cirúrgica no Hospital Municipal do Tatuapé, da Secretaria de Higiene e Saúde da Prefeitura do Município de São Paulo, Mestrado em Ciências Morfológicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Doutorado em Ensino, Filosofia e História das Ciências, no Programa de Pós-Graduação mantido pelas Universidades Federal da Bahia e Estadual de Feira de Santana.
É sócio da Sociedade Brasileira de Anatomia (SBA), Associação Nacional de História (ANPHU), Sociedade Brasileira de História da Ciência (SHBC) e
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e Confederação Americana de Urologia (CAU).
Na vida pública, foi Diretor da 2ª Diretoria Regional de Saúde do Estado da Bahia (1987), Coordenador do Centro Regional de Saúde (1987) quando, em parceria com professores da UEFS, instalou o Centro de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Ainda na função supramencionada, atuou na implantação do Sistema Único Descentralizado de Saúde (SUDS), posteriormente, Sistema Único de Saúde (SUS), e na Coordenação da eleição do Conselho Municipal de Saúde e Conselhos Diretores de Unidades de Saúde.
Na Câmara Municipal de Feira de Santana, fez parte de Mesas Diretivas, exercendo as funções de Primeiro Secretário e Vice-Presidente do Legislativo municipal. No exercício parlamentar, através de suas iniciativas, foram aprovadas, entre outras, as Leis que criaram a Comenda Padre Ovídio de São Boaventura, o Conselho Municipal do Idoso, o Conselho Municipal da Educação, o Conselho Municipal da Saúde. Ainda no Legislativo Feirense foi autor do requerimento e do Manifesto Público que solicitou que a Universidade Estadual de Feira de Santana viesse a implantar o curso de Graduação em Medicina. À época, além do autor, em apoio à proposta, esse importante documento foi subscrito por Dr. Getúlio da Silva Barbosa, Presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Dr. Hércules Custódio Braga, Delegado Local do Conselho Regional de Medicina (CREMEB), Dr. João Carlos Lopes Cavalcante, Presidente da Unimed de Feira de Santana e Dra. Maria Jucinalva Lima Costa, Presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM) - Secção de Feria de Santana.
Ademais, foi membro do Conselho de Administração da Universidade Estadual de Feira de Santana (1987 a 1991), Secretário Geral da l Conferencia Municipal de Saúde (1991), Vereador na Câmara Municipal de Feira de Santana por duas legislaturas (1988 a 1996), Secretário Municipal da Saúde (1999 a 2000), gestão na qual foi implantado o programa de Saúde da Família e foram concluídas as instalações do edifício-sede da Secretaria Municipal de Saúde, no qual foi inaugurada a Galeria fotográfica dos Ex-Secretários municipais da pasta da Saúde. Desde então, por homenagem da Equipe Técnica e do Governo do Município, o seu nome passou a denominar o auditório Central do Prédio da Secretaria Municipal de Saúde.
Na área de educação, ainda estudante universitário, atuou como professor do Curso Científico, no Colégio Municipal Joselito Amorim (1974 a 1975). Em 1983, foi aprovado em concurso público na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), para ensinar Anatomia Humana aos alunos dos cursos de Ciências Biológicas, Enfermagem e Odontologia, exercendo a docência nessa matéria até o ano de 2002. Também na UEFS, após propor à Administração Superior, coordenou a Comissão de Elaboração do projeto para implantação do Curso de Graduação em Medicina (1997 a 1999), a comissão de Operacionalização da Implantação (2002), o Colegiado do Curso de Medicina (2002 a 2005), a Comissão de Avaliação do Hospital Geral Clériston Andrade no projeto de Hospital Universitário (2003 a 2005), a Comissão de Recredenciamento do Curso de Medicina (2008) e a Comissão do Hospital de Ensino da UEFS (2013 a 2014). Ainda na UEFS, coordenou a Área de Conhecimento de Medicina do Departamento de Saúde (2013-2017). Atualmente, coordena o Núcleo de Educação Médica (NEMED), além de exercer a docência, no Curso de Medicina da UEFS, na função de Professor Titular da Disciplina de Urologia.
Casado com a Engenheira e Professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Dra. Eufrosina de Azevêdo Cerqueira, filha de Lício Falcão de Azevêdo e Arminda Morais de Azevêdo. Do casamento nasceram os filhos Ricardo de Azevêdo Cerqueira, Advogado; Lívia de Azevêdo Cerqueira, Médica, e Laíz Fátima de Azevêdo Cerqueira, Psicóloga. Do casamento do primeiro filho, Ricardo Cerqueira, com Monalisa Mascarenhas Sampaio nasceram os netos Ana Raquel e João Ricardo Sampaio Cerqueira. Por sua vez, do casamento de Lívia Cerqueira com Danilo Reis nasceu a neta, Sófia de Azevêdo Cerqueira Reis.
Autor de dezenas de artigos científicos nos campos da História da Medicina, das Santas Casas de Misericórdia e da Urologia, em 2004, publicou pela UEFS, o livro "Anatomia Humana & Aprendizagem Baseada em Problemas - PBL". Em 2007, com o apoio do Núcleo de Preservação da Memória Feirense da Fundação Senhor dos Passos, lançou o livro "Assistência e Caridade - a História da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana" e, em 2009, "Memorial Histórico da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana".
Na academia, em 2002, pela UEFS, foi autor da Monografia "Ensaio sobre o Aprendizado de Anatomia Humana utilizando o método de ensino - Aprendizagem Baseada em Problemas - PBL: Proposta de reestruturação do Laboratório de Anatomia na perspectiva do novo método". Em 2008, pela UFRJ, foi autor da dissertação "Efeito do Licopeno e do AAS na proliferação e indução de apoptose em células epiteliais de organoides de próstata humana" e, em 2015, na UFBA, defendeu a tese doutoral "Caridade, Política e Saúde: O Hospital São João de Deus e a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira, Bahia".
No cooperativismo de trabalho médico, por dois mandatos, foi Presidente da Unimed de Feira de Santana (1983 a 1991), época de implantação da Organização e da fundação do Hospital Unimed, Presidente da Unimed da Bahia - Federação Estadual das Cooperativas de Trabalho Médico d
Estado da Bahia (1993 a 2001) e membro do Conselho de Administração da Unimed do Brasil - Confederação Nacional das Cooperativas de Trabalho Médico (1989 a 1996). Além disso, foi membro do Conselho de Administração da Unimed Seguradora (1993 a 1995), membro do Conselho de Curadores do Centro de Estudos Unimed (1997 a 2001) e Diretor Regional da Unimed do Brasil (1997 a 2001).
Em atividades comunitárias, atuou nas funções de Diretor-Financeiro (2007 a 2009 e 2011 a 2016) e Diretor -Administrativo (2009 a 2011) no Movimento de Organização Comunitária (MOC). Na filantropia, em 1987,
liderou o movimento em prol da reabertura do Pronto -Socorro do Hospital D. Pedro de Alcântara da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana.
Em 2005, coordenou a Comissão de Reestruturação do Corpo Clínico do Hospital D. Pedro de Alcântara, em 2010, a Comissão de Ensino e Pesquisa, além de participar na Mesa Diretiva da Santa Casa, na função de Segundo Vice Provedor (2008 a 2009), Procurador-Geral (2010-2011) e Irmão Visitador (2013-2017).
No associativismo de crédito, desde 2009, atua como Diretor-Presidente da Unicred da Bahia e foi membro do Comitê de Investimentos da Unicred Central de Minas Gerais (2012-2016). Atualmente exerce mandatos como membro do Conselho Fiscal da Unicred do Brasil (2016-2019) e do Conselho de Administração da Unicred Central de Multirregional (2016-2020).
No campo das organizações associativistas de caráter científico é membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da Confederação Americana de Urologia (CAU), além de membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Anatomia (SBA), Associação Nacional de História (ANPUH) e Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC).

Na atividade médico-assistencial, na condição de especialista em Urologia, além de membro do Corpo Clínico do Hospital D. Pedro de Alcântara desenvolveu atividades nos hospitais: Casa de Saúde Santana, Hospital Geral Clériston Andrade, EMEC, HTO, São Mateus e Hospital Unimed.
Além disso, desde 1982, atua no instituto de Urologia e Nefrologia de Feira de Santana (IUNE), grupo médico especializado nas áreas de Urologia, Nefrologia, Terapia Renal Substitutiva (diálise, hemodiálise e Dialise Peritoneal Ambulatorial Continua- CAPD) e Transplante Renal.
Irmão da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana é Sócio Benemérito da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeira e sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana. Foi homenageado por diferentes turmas de formandos dos cursos de graduação em Enfermagem e Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana, eleito por profissionais da imprensa feirense como personalidade referencial do município e condecorado pelo Poder Executivo Feirense com a Comenda de Oficial da Ordem do Mérito de Feira de Santana. Ademais, pelo Poder Legislativo de Feira de Santana foi agraciado com a concessão do Título de Cidadão Feirense e das comendas: Vereador Dival Figueiredo Machado e Dr. Gastão Clóvis Guimarães. Em nível estadual, por sua vez, foi laureado pela Assembleia Legislativa mediante a outorga da Comenda Dois de julho, a mais alta condecoração do Poder Legislativo do Estado da Bahia.

 Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Anjos de cabeceiras”.




sábado, 13 de fevereiro de 2021

PERFIL DE MILTON JOSÉ DE ALENCAR MARINHO FILHO

MILTON JOSÉ DE ALENCAR MARINHO FILHO

CARDIOLOGISTA

Nasceu em Rui Barbosa, Bahia no dia 04 de janeiro de 1945. Filho do médico Milton da Costa Marinho e D. Judith Rocha de Alencar Marinho.

Passou a sua infância na sua terra natal, onde seu pai era médico. Veio para Feira de Santana em 1955 e estudou no Colégio Santanópolis, concluin­do o Ginásio e o Cientifico fez no Colégio Estadual de Feira de Santana.

Ingressou na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública em Salva­dor, onde concluiu o curso no ano de 1970.

•Retorna à Feira de Santana, monta consultório, como cirurgião, de 1970 até 1986. Daí passou a clinicar na área de Cardiologia.

Participou de vários cursos, jornadas, simpósios, mesas redondas, congressos sob o tema - Cardiologia.

Trabalhou no Hospital D. Pedro de Alcântara, na Casa de Saúde San­tana, no EMEC e em hospitais de cidades circunvizinhas: Santo Amaro, Riachão do Jacuípe, Santa Luz, etc.

Foi Coordenador da Carteira de Acidente de Trabalho do Instituto de Assistência e Previdência Social (1970 - 1986).

Entusiasmado com a fundação da Unimed de Feira de Santana, de­sapegado de questões materiais, em maio de 1984, ao participar de um almoço no Restaurante Cabana de Pedra, no qual a direção da Unimed de Feira de Santana recepcionava colegas dirigentes da Unimed de Salvador, Dr. "Miltinho" como era cognominado afetivamente, fez questão de assu­mir integralmente as despesas. Entre os participantes do evento estavam o Dr. Wedner Souza Costa, a época Presidente da Unimed de Salvador e o Dr. João Batista de Cerqueira, a época Presidente da Unimed de Feira de Santana.

Casado com a Senhora Edna Ferreira Marinho com quem teve os filhos: Cristiane (advogada), Gilberto (comerciante), Milena (licenciada em Letras, industriária e fazendeira), Milton Filho (comerciante) e tem dois filhos adotivos: Anilton e Diego Ferreira Marinho.

Faleceu no dia 06 de outubro de 2015, perdendo a Feira de Santana um grande profissional da área de cardiologia.

 

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

PERFIL DE SÍLVIO ANTÔNIO SANTOS MATTTOS


Nasceu em Feira de Santana, no dia 17 de ja­neiro de 1952. Filho de Antônio Egídio Santos Ma­ttos e D. Esmeralda Santos Matos.
Foi aluno do Ginásio Santanópolis e cursou a Faculdade de Medicina da Bahia, formando-se na turma de 1975. Especializou-se em Cirurgia Geral e Terapia Nutricional no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, de 1976 a 1978. Concomi­tantemente a este período clinicou no Hospital D. Pedro de Alcântara e na Casa de Saúde Santana, em Feira de Santana.
Casou-se com Altamira Barros Mattos em 1977. Desta união nas­ceram os filhos: Sílvio Luiz Barros Mattos, médico cirurgião; Hélder Luiz, médico do Exército, servindo em Monte Serrat, Salvador e Alinne llze, en­fermeira.
Ao retornar à Feira de Santana montou um consultório, juntamente com o colega Dr. Evandro Matos. Logo após foi trabalhar com sua mana Drª Suzete Iara Santos Mattos.
Exerceu a função de Diretor Técnico do Hospital Unimed e Coorde­nador Médico da Uniatende.
Deu assistência a pacientes no Hospital Geral Clériston Andrade, Hospital D. Pedro de Alcântara e tantos outros hospitais e clínicas quando convidado para atender a sua clientela.
Membro da Academia de Medicina de Feira de Santana, empossado no dia 11 de outubro de 2008, ocupando a Cadeira nº 20, tendo como patrono Dr. Emygdio Barros Fonseca. Foi membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões no Rio de Janeiro.
Professor da disciplina de Anatomia Humana na Universidade Esta­dual de Feira de Santana (UEFS) foi aprovado em concurso público realizado no ano de 2003. A época, além do Prof. João Batista de Cerqueira que presi­diu a Banca Examinadora, compuseram o colegiado os professores Jorge Tavares Almeida, da UEFS, e Alberto Bomfim pela Universidade Federal da Bahia.
Dr. Sílvio Mattos era um cidadão simples, desprovido de vaidades e uma das suas características principais era o espírito solidário em aten­der seus pacientes sem discriminação. Sendo procurado na sua área de especialização, não se preocupava com a condição econômica dos seus pacientes, pois dava um tratamento igual fosse rico ou pobre, sem esperar retorno a seus honorários.
Era um leitor compulsivo e tinha uma admiração pela cultura grega; nas horas de lazer instruía-se no estudo desta língua.
Recebeu um bisturi de ouro de uma das suas pacientes, em gratidão aos seus serviços médicos prestados a ela.
Faleceu em pleno curso da sua maturidade, aos 62 anos de idade, no dia 19 de julho de 2013.

Fonte: Oliveira, Lélia Vitor Fernandes de “Anjos de cabeceiras”.



domingo, 23 de outubro de 2016

SECULAR SOCIEDADE FILARMÔNICA 25 DE MARÇO - UMA JOIA DA PRINCESA DO SERTÃO

Carlos A. O. Brito
Santanopolitano
Ver Perfil -
Postagem em 24.10.2015
Em 25 de março de 1868, um grupo de moradores da Princesa do Sertão, objetivando contribuir como desenvolvimento cultural de nossa cidade, resolveu criar uma sociedade filarmônica, que seria denominada de Sociedade Filarmônica 25 de Março. Com sua primeira diretoria formada por João Manoel Laranjeira Dantas, Eduardo Franco, Afonso Nolasco, Antônio Joaquim da Costa, Alípio Cândido da Costa, José Pinto dos Santos (Cazuza do Deserto), Joaquim Sampaio, Francisco Costa, Galdino Dantas, Juvêncio Erudilho, José Nicolau dos Passos, Alexandre Ribeiro, Joviniano Cerqueira, Pedro Nolasco Néu e Tibério Constâncio Pereira, a sociedade representa no imaginário de todos que aqui residem, um ícone em nossa história, que sempre traz uma doce lembrança na vida de milhares de feirenses, que tiveram o privilégio de ouvir as suas retretas em nossas praças e em todas as festividades comemorativas que por aqui aconteciam. Não se pode falar de filarmônicas em nosso Estado, sem incluir nos comentários e/ou matérias jornalísticas, a grande filarmônica dirigida pelos Maestros Estevam Moura e Tertuliano Santos, que, em seus tempos de glória, encantou a todos. 
Um grande questionamento que vem sendo realizado nos dias atuais, é sobre as razões do nome da entidade. Acredito que a motivação foi uma homenagem à data da outorga da l Constituição Imperial do Brasil, em 25 de Março de 1824, já que a mesma foi fundada no período da monarquia. Apesar desta minha opinião, realizei algumas buscas, em escritos da sociedade e nada encontrei. Por outro lado, durante a pesquisa que realizei, nos poucos documentos recuperados e no Cartório de Registros de Títulos, Documentos e das Pessoas Jurídicas, encontrei a certidão de nosso primeiro registro e pude verificar que o primeiro estatuto foi registrado em 30 de Novembro de 1921 e no mesmo consta o seguinte: A Sociedade 25 de Março, cujos fins são: Cultivar e desenvolver a arte municipal, formando dentre os seus associados uma banda de música e socorrer os sócios que por moléstia ou qualquer outra circunstância prevista no estatuto se declararem impossibilitados de promover os meios de sua subsistência. A sua sede é nesta cidade de Feira de Sant’Anna, em edifício proprio, à Rua Cons. Franco, nº 33. Apesar destas evidencias, não descansarei enquanto não encontrar o registro de nossa Certidão de Nascimento (Ata de Fundação) ou, na pior das hipóteses referências para que possamos reescrevê-la.
 A Secular Sociedade Filarmônica 25 de Março, esta senhora de 146 anos, é motivo de orgulho para toda comunidade feirense. Não somente por sua contribuição para formação de muitos jovens de sociedade, como também pelos feitos realizados ao longo de sua vida, que muito encheram de orgulho os moradores e admiradores da Princesa do Sertão. Não quero e não vou olhar para o passado, objetivo de justficar a situação que a entidade se encontrava, quando assumimos. Isto, porque acredito  que nada iria contribuir para o fortalecimento da sociedade e nem iria ajudar-nos a constitruir o seu futuro. Sem ser muito pretensioso, falo que o futuro da sociedade      será brilhante, pois acredito que istituição com uma história tão bela, como a nossa Secular Filarmônica 25 de Março, jamais morrerá. Sempre teremos abnegados que estarão prontos a ajudá-la a seguir em frente e repetir com galhardia conquistas que muito dignificaram os feirenses. Como podemos esquecer as conquistas que tivemos, nos Concursos realizados, durante as Festas de Senhora Santana, nossa Excelsa Padroeira, onde quase sempre tiravamos o primeiro lugar, nas disputas com as sociedades coirmãs? Como esquecer a conquista do Troféu WERIL, com uma exibição de gala, durante a realização no 4° Festival de Filarmônica do Interior, em 1978 e promovido peça SETRABES? Se fosse contar aqui todas as conquistas da sociedade, não teria espaço suficiente. Entretanto não teria como deixar de relembrar o 1° Campeonato Nacional de Bandas, realizado no Rio de Janeiro e promovido pelo MEC- Ministério de Educação e Cultura, através da Fundação Nacional de Arte - Funarte e pela Rede Globo de Televisão, através de um programa realizado aos domingos, chamado Concertos Para Juventude. Este campeonato tem registros que narram uma instituição altamente injustiçada com a nota atribuí da pelo Maestro Júlio Medalha, colocando-a em 3° lugar, com a nota 8,5. Na disputa a nossa banda foi ao Rio de Janeiro, sob o comando do Presidente João Domingos Barbosa Doute, com os seguintes músicos: Alfredo, Toninho, Arcanjo e Jacinto (tubas); Zequinha, José Ferreira ,Agostinho, Farias e Francisco (trombones); Nagib, Gilberto, Elias, Valdomiro, Zabidiel (pistons); Dé, Wilton, Aquino (trompas); Bento, Chicão, Ferreira e Carlito (saxofones); Tupinam (sax barítono); Braga, Eloi, Ulises, Otoniel, Humberto, Nivaldo e Bonfim (clarinetas); Nilo (requinta); Raimundo (caixa); Rafael flautim); Saul (pratos); Aloísio (bumbo); Raimundo (tambor). Afilarmônica teve como regente o Maestro Claudeniro Daltro (Maestro Miro). Nunca uma instituição cultural divulgou tanto o nome de nossa cidade como a Secular Sociedade Filarmônica 25 de Março.
Como escrever sobre a Secular Filarmônica 25 de Março e não registrar os talentosos Maestros Tertuliano Santos e Estevam Moura? Com uma grande produção musical, os dois gênios deixaram para as futuras gerações de músicos, um incontável acervo de partituras que vêm sendo utilizadas por filarmônicas e pelas escolas de músicas em todo país.
O processo de revitalização da Secular Filarmônica 25 de Março, indispensável para rejuvenescimento e futuro da mesma, foi iniciado em 07 de agosto de 2014, com a aula inaugural da Escola de Música Maestro Estevam Moura. Esta escola, um sonho do maestro, foi concebida para manter vivo o seu projeto de formar jovens músicos para compor o corpo musical da sociedade, promover o ensino e a divulgar a música, que além de humanizar e sociabilizar, ajuda a desenvolver a coordenação motora, o raciocínio e os auxilia até mesmo a compreender melhor a vida.
Como todo sonho para ser implementado, precisa ter ações concretas para sua realização. Buscamos na comunidade feirense, o apoio para aquisição de todo  instrumental da escola e o resultado não poderia ser outro, conseguimos em quinze dias arrecadar os valores necessários para aquisição do mesmo. Isto é uma prova inconteste do amor que o povo de nossa cidade tem pela Secular Filarmônica 25 de Março.
Por outro lado, estamos contando com a colaboração voluntária do Maestro Antônio Carlos Batista Neves Júnior, que vem comandando com muita eficiência a formação e preparação dos 23 jovens músicos, utilizando para tanto o método de ensino do Professor Joel Barbosa, com aulas vespertinas, às segundas, quartas e sextas- feiras no Centro Comunitário Ederval Femandes Falcão.
Nesta luta incansável pelo resgate da Sociedade Filarmônica 25 de Março, temos um grande desafio, a restauração da sede da Rua Conselheiro Franco. O primeiro passo já foi dado, a elaboração do projeto para recuperação do telhado e logo em seguida irá executar o projeto. Após a reforma do telhado, começaremos a busca para a aprovação do projeto para reforma total da edificação, através dos programas de incentivos fiscais dos governos federal e estadual. O sonho de nossa entidade é restaurar o velho prédio, para devolvê-lo à comunidade feirense em todo seu esplendor.


 Transcrito da revista "História e Estórias dos Séculos XIX e XX (Escritas a cinquenta mão).


Edição Especial do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana - 2015 p.38,39 40

Filme do Santanopolis dos anos 60